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Parabéns! É uma menina!
O investigador particular Stefan Maynard piscou e leu o e-mail da irmã novamente. — Ei, eu sou tio. Tenho uma sobrinha! — disse ele em voz alta.
O colega e amigo de Stefan, Reese Logan, sorriu. — Ótimo! Diga à Emily e ao Corey que eu mandei parabéns.
Uma menina. Stefan franziu a testa. Era tudo o que ela tinha dito. Estranho para Emily, que adorava uma câmera, não enviar fotos. Mais estranho ainda era o fato de sua irmã nem ter lhe contado que estava grávida. Não que ela pudesse ter entrado em contato com ele. Ele tinha passado quinze meses em operações especiais e quase não teve contato com o mundo além de sua equipe. Essa era uma das partes difíceis de seu trabalho: cortar laços, ou deixá-los se desgastar tanto a ponto de as pessoas muitas vezes esquecerem que você existe.
Alana Jackson obviamente tinha esquecido.
Ele revisou mais e-mails, mas não encontrou o que esperava. Um texto. Uma mensagem dizendo que a mulher com quem ele passou uma noite alucinante depois do casamento da irmã não o tinha simplesmente riscado de sua vida. Nada.
Bem, ele tinha trinta dias e sabia exatamente onde passaria esse tempo. Ele tiraria uma folga para ver a irmã, a nova sobrinha — e talvez encontrar Alana para perguntar por que, diabos, ela o tinha cortado de sua vida com a precisão de um cirurgião.
A realidade o atingiu: talvez ela o tivesse esquecido. Isso era péssimo, já que tudo o que ele conseguia lembrar do casamento da irmã era de Alana. Ela tinha sido a madrinha, a melhor amiga de Emily. E o tipo de mulher que fazia qualquer homem ficar muito feliz por ser homem.
Stefan pegou seu telefone e discou o número de Emily, percebendo que deveria estar mais empolgado com sua nova sobrinha do que com a chance de pressionar a irmã sobre Alana Jackson. Isso era um sinal, pensou Stefan; ele deveria ficar feliz que a mulher não esperasse nada dele. Mas ele não estava.
Quando ele ligou para o número de Alana alguns meses atrás, a chamada não completava. Ela claramente tinha mudado de número. Sua conta nas redes sociais agora era privada, então ele também não conseguia investigar. Ele tinha ligado para a irmã e perguntado, mas Emily disse que Alana estava bem. Ela a via quase todos os dias, especialmente porque Alana trabalhava na empresa da família. Aquela que ele deveria assumir como CEO, mas tinha escolhido seu próprio caminho, para grande decepção de seu pai.
Ele estava preocupado e irritado ao mesmo tempo. Por que ela não falava com ele? Eles eram ótimos juntos, dentro e fora da cama, e Stefan, peneirando e-mails inúteis, repassou aquela noite em sua mente pela milionésima vez. A memória de fazer amor com Alana era o suficiente para deixá-lo louco, exatamente como ela o deixou naquela noite.
— Nenhum e-mail dela? — Stefan balançou a cabeça, observando os outros membros da equipe.
— Desista, cara. Eu entendi o recado, mesmo que você não tenha entendido.
O olhar de Stefan mudou para Reese. — Nós não desistimos.
— Nós lutamos as batalhas que podemos vencer, e a mulher deixou os sentimentos dela muito claros.
Stefan balançou a cabeça novamente. — Alana Jackson vale o esforço de ir atrás de uma resposta direta.
Reese deu um sorriso cínico. — Então pegue um colete salva-vidas, porque seu navio já está afundando.
Stefan fechou a cara, mais consigo mesmo do que com as palavras do amigo. Ele nunca tinha se visto tão envolvido assim. Claro, ele pensava muito em Alana e queria ficar com ela novamente. Mas havia algo a mais. Eles tinham se conectado de outras formas além da cama, e ele queria vê-la novamente para descobrir se aquela conexão era real ou apenas uma memória temperada com fantasia.
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A porta da frente se abriu e a irmã de Stefan o encarou. — Bem, essa não é a recepção calorosa que eu esperava da minha única irmã — disse ele.
— Estou me perguntando se devo te considerar meu irmão. — Emily fez uma careta e virou-se, caminhando para a sala de estar.
Stefan entrou e tentou alcançá-la. — Ei, o que houve? Dia ruim com o bebê? Que eu estou morrendo de vontade de conhecer.
— Sério?
— Com certeza. O Tio Stefan quer mimar a mocinha. É meu direito, sabe? — Ele tirou um coala de pelúcia de uma sacola.
Emily amoleceu um pouco, mas não por muito tempo. Ela gesticulou para a casa. — Está vendo alguma coisa de bebê por aqui?
Ele olhou. A casa que ela e o marido, Corey, tinham era impecável, aconchegante e com cara de casa de adultos. Ele franziu a testa. — Eu não estou entendendo.
— Eu não tive um bebê, Stefan.
Ele deu um passo para trás, franzindo a testa. — Então por que você me mandou aquele e-mail?
Emily olhou para o lado, evitando seu olhar, algo que ela nunca fazia.
— Ei, querida, o que está acontecendo aqui? — ele disse com a voz que sempre a fazia se abrir com ele.
Ela olhou para ele. — Eu mandei o e-mail para fazer você voltar para casa e enfrentar suas responsabilidades.
As sobrancelhas dele subiram. — Que responsabilidade?
— A de ser pai da sua filha, Stefan.
Ele empalideceu. — Eu não tenho uma filha. Eu não sou pai.
— Ah, é? Bem, ela tem seis meses e o nome dela é Juliana. Ela tem o seu cabelo e os seus olhos.
Stefan engasgou com a própria respiração. Um bebê? Havia um bebê neste mundo que era dele? Seu olhar fixou-se no da irmã. A realidade o atingiu como um soco no estômago. — Alana. Onde ela está? Eu tentei ligar para ela.
— Você ligou?
Ele deu a ela um olhar que dizia “Obrigado pelo voto de confiança”, e ele não estava nada satisfeito com isso.
— Sim, eu liguei. Eu também mandei mensagens, mas ela não podia me responder.
O olhar dele dizia que seu trabalho não estava aberto para discussão. Não era novidade que sua família odiava o seu emprego, e ele não podia culpá-los. Ficava perigoso na maior parte do tempo. Investigar casos. Proteger clientes, mas isso era o que ele tinha escolhido fazer. Eles precisavam se acostumar com esse fato de alguma maneira.
Emily sustentou o olhar dele. — Você realmente ligou para ela, hein? Quando ela disse que não queria que você soubesse, eu pensei que fosse apenas... bom, que ela estivesse escondendo os sentimentos.
— Você não acha que eu tinha o direito de saber?
— Claro! É por isso que mandei o e-mail. Meu Deus, Stefan, eu pensei que você não tivesse entrado em contato. Essa foi a impressão que ela me passou.
— Como você descobriu?
— Ela é minha melhor amiga. Nós nos vemos basicamente todos os dias. Ela não conseguiu esconder de mim por muito tempo. Ela também tem um apartamento novo para acomodar a si mesma e ao bebê, mas ela realmente não quer você na vida dela.
— Bem, ela vai ter que me aceitar, droga — resmungou ele, indo em direção à porta.