A Farsa Real

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Summary

Ainda não comecei! Mas por favor, Dá uma vista de olhos na introdução e deixa a tua opinião!

Genre:
Fantasy / Mystery
Author:
Os
Status:
Ongoing
Chapters:
2
Rating:
n/a
Age Rating:
16+

Introdução

A evidenciação

Inverno, Sec. XVII

Um edificio ergue-se por entre a rua encorporada de casas, as margens divididas por uma estrada e dois troços de passeio. As paredes singularmente não estavam cobertas de negredo e o paçadisso comum aos moradores não exalava de nada fora do habitual. O Laboratório, no entanto, crescia e fazia-se realçar por entre curvas e contra-curvas nos telhados e janelas, com o toque final na porta munida de perfeitos ângulos de 90º, só para criar o contraste. De todos, aquele era um dos poucos blocos que quebrava a monotonia obvia de quadrilateros estreitos e compridos seguidos numa ordem uniforme pela rua. Mas não se tratava de um acaso... Issac Chapman, (o aristocrata doutorado em ciências medicinais) era não só o inquilino daquela obra como também simultâneamente, o fundador e orientador em termos económicos de uma quantia considerada “choruda” por parte dos vizinhos.

Após não precoce deliberação, foram agendadas cerca de 22 semanas para o arranjo do projeto, no entanto, os atrasos cometidos por negligência ou simples pura imcompetência dos trabalhadores levaram a uma tentativa de construção rápida que condenara consideravelmente o edifício que se encontra agora com paredes atulhadas de fendas, buracos e escavações tudo significativamente fundo para a passagem apreciavel de humidade e rajadas de ar frio. Sem dúvida, a Chapman não lhe teria agradado saber que necessitaria, como medida provisória, de arranjar uns quantos cobertores de algodão para se aquecer, todavia, estando tomado de trabalho, perdoou o Mestre de obras e o empreiteiro de mais encargos que iriam indubitavelmente sobrar para si.

Issac sabemos, teria tido uma educação diferente do tipico fidalgo cientista daquela cidade, os seus estudos em universidades prestigiadas e anos de prática em diversos laboratórios levaram-no a destacar-se muito bem na medicina o que o elevaria à aristocracia e ao contrário da sua concorrência, não engressava em conversas banais e bailes corteses que mais tardiamente iriam afetar as suas responsabilidades.

Apesar de um dos seus poucos dias de folga, deu-se por si a caminhar em direção à alta porta do seu local de trabalho, isto até ter sido abordado por uma voz:

- Issac!

perplexo, terá mirado em volta umas quantas vezes só para se deparar com Marie Clement que embora não fosse francesa, passou 3 anos com os gaulêses e deu-se por apaixonada pela língua querendo mudar o nome tipicamente corriqueiro (Maria Alberta) para um mais “refinado” de acordo com as suas próprias palavras:

- Oh Marie! - Respondeu-lhe com um sorriso. - Não é comum vê-la por cá!

E não era de facto, a jovem senhora, tinha o seu lugar estipulado lá nas terras remontadas de sua majestade longe das cidades ao seu redor desniveladas claramente em termos luxuosos:

- Pois sim mounsiour Issac, mas quando as circunstâncias chamam para tal...

terminara a frase olhando para a calçada e as paredes atentamente, como se por esquecida se dé-se:

- Obras suas? - questionou de sobroulho erguido.

- Só o laboratório... - respondeu-lhe - Mas certamente não veio de tão apartada terra para falar da nossa arquitetura local? - acrescentou curioso da sua visita.

Marie, que o olhava com reparo, deu um pequeno riso sem perder a compustura e fez lhe um breve sinal com a sua mão para que a segui-se. Era verdade, o astuto cientista sabia já de antemão que Marie tambem não era muito de “passeios” a não ser que revertessem algo de positivo para o seu trabalho. Primeiro, teria-lhe passado pela cabeça ir a sua casa mas dadas as horas tardias não no quis, temendo as represálias da sociedade, ao que constatou que talvez um café relativamente perto fosse o bastante.

Contudo, era de notar que não eram todos os dias que se presenciava duas figuras de tal influência percorrendo as ruas tortuosas de Hopkins, e durante o passeio, fez-se sentir imensamente os olhares surpreendidos dos populares que os encaravam. Ele, porque envergava um casaco branco saturado de botões, calças de carvão e sapatos de oxford tudo assente num corpo de estatura alta e elegante de cabelos castanhos e olhos verdes, Ela, porque continha um vestido de um rosa claro pouco avolumado (com a respetiva sombrinha), sapatos de cetim de baixo salto e um penteado ornamentado numa única trança ruiva que lhe descaia ao peito, com o toque final de olhos castanhos quentes e uma estatura igualmente elegante embora já não tão alta:

- Ainda tarda muito? - perguntou Marie impacientemente

- Se me lembro há um já à direita deste cruzamento... Mas...

- Mas... - mimicou.

Issac riu-se, Não por depreciamento à muito respeitada senhora, mas porque não sabia como responder à atitude passiva-agressiva de Marie, porque embora se conhecessem de longa data, os tempos mudaram e ambos investiram o seu isoladamente um do outro ao que sentem-se como desconhecidos.

- Ah! - exclamou de surpresa - É este mesmo!

- É... este...?

- Exato! - reafirmava - Não há melhor na cidade, aliás osadamento afirmo que não há melhor no conselho efetivamente.

- Certo! certo... sentemo-nos senhor Issac... vou ser breve... - Disse Marie visivelmente desiludida com a escolha.

O relógio batia as 12, os pratos estavam quase limpos e as chavenas de café continham pouco mais que umas quantas gotas empragnadas no fundo, o dono, que os observara através do seu balcão fingindo polir a mesa, tambem mostrava sinais de cansaço e ultimamente, já não se encontrava lotada a esplanada. Marie, que logo fincava os dedos na madeira, empenhava-se em buscar o olhar do seu parceiro que, quase dado por vencido de tédio se encontrava encostado na cadeira admirando o vaso à sua esquerda. Teria batido com o salto na calçada para ganhar a sua atenção e após algumas tentativas, o cruzar de olhares acontecera dando-se o inicio à segunda parte daquele encontro, a mais significativa:

- Entendia sô Issac que folgávamos? - retorquiu Marie implicante

- Não de certo... Mas não me foi comunicado que nos atrasariamos por entre a madrugada. - respondeu

Marie parecia concordar com esta ultima afirmação, de certo modo à governanta tambem não lhe agradara passar a sua tarde naquele espaço, mas não estaria ali se as ocorrências exteriores não lha obrigassem. Tratou portanto, de abrir a sua pequena mala de peles e de retirar alguns manuscritos que pousara em cima da mesa, de longe percebia-se muito pouco e de perto, pouco se percebia dada a rudimentaridade da letra elaborada, mas isto não constava um obstáculo ao nobre que promtamente as começou a ler em tom de segredo.

- E o que pretende que eu conclua destes documentos? - inquiriu Issac não tirando os olhos do manuscrito

- Sintetise as páginas e retire o que de maior valor lhe parecer... Depois, nos pronunciaremos.

O aristocrata ofertou algum do seu tempo numa leitura rapida se bem que promiscua às 13 passagens que lhe cobriam as mãos e que teria contado de forma suave entre os dedos... passando assim, de uma em uma, a uma análise a que, tal como indicado, lhe trariria mais frutos no menor tempo possivel:

- Contas... balanças negativas... dividas... - murmurava Issac enquanto folheava por entre o manuscrito, a sua face gradualmente adquirindo preocupação.

- Qual é o significado disto? - inquiria

- O que é que acha? - Retribuiu a real funcionária

- O que acho...? Não pode estar a falar a sério...

- São documentos oficiais vindos diretamente da tesouraria... Não lhe consta isso prova suficiente?

- Com todo o respeito Marie mas devo lhe dizer que não creio em tal situação... - retorquiu. desta vez com os manuscritos pousados na mesa.

- Parece-lhe mentira Issac? Tambem a mim se me entendia como falso quando caiu na minha secretária de rajada no meio de um grande dia de trabalho... Mas que mau gosto em me enviarem documentos forjados... Isto é... até ter descoberto que não o eram...

Era visivel a face de confusão do cientista sentado naquela cadeira trabalhada de metal. “Não o eram?” , “Como assim não o eram?” , perguntava-se enquanto olhava para a nobre senhora que muito provavelmente o fazia passar por tolo se queria que acreditasse nas falsidades que continham aquele documento:

- Quem divulgou estes números? - Perguntava agora impaciente - Falsificação que me lembre ainda consta como crime punivel pela nossa muito apreciada lei!

- Bom... Se desejar prender um comitê inteiro de funcionários sinta-se à vontade Issac! Seguramente não o irei tentar travar! Esperemos só, para a sua boa integridade, estar certo do que acusa...

- Um comitê..? - gaguejou - Funcionários Reais aprovaram este orçamento..?

Não terminara o que tinha ameçado fazer, podia ser só uma piada mas certamente estava já a apanhá-lo mentalmente levando-o a indulger no pensamento enquanto fitava as tortas tábuas da mesa:

- Oiça com atenção pois não me voltarei a redizer! - Pronunciava-se agora Marie. - Os documentos não são fraudulentos! Não o eram antes e não o são agora! Mas isso tambem pouco importa!

Issac nem tinha a certeza de como reagir a tal comentário quase polémico mas singiu-se de deixar passar qualquer contra argumento, em vez disso manteve o silêncio como quem não tivesse percebido, ao que a governanta continuou:

- Eu tenho um projeto! E o senhor Issac como muito respeitado cientista da nossa comunidade faz parte dele... - Ou pelo menos fará! quando chegarmos a esse estágio...

- Certo... - respondeu - Mas como exatamente pretende que eu ajude nesta situação?

- Tudo a seu tempo! Hoje é dia de revelações... De lhe contar a verdade... Amanhã no entanto, já será dentro de muitos outros, dia de planeamento! Juntos vamos orquestrar uma farsa!

- Marie não crê estar demasiado... Hm... “curiosa” com a situação?

Marie deu um pequeno riso, realmente podia ter razão, compreendia como de fora parecia quase insensivel da sua parte o entusiasmo, Mas Issac não sabia o que Marie sabia... Não tinha sequer ideia do quão bem orquestrado estava esse dito cujo “projeto” e certamente não compreendia a sensação de ter a cura para todos os seus problemas ali à distancia dos seus dedos finos...!

Os dois terminaram de conversar sobre o assunto, ela tentando ao máximo manter a discrição e ele insistindo, sabemos que o dialogo se terá alongado por mais um trexo considerável de tempo mas, claramente já com um conteúdo “apagado” e sem interesse. Quando se levantaram da mesa, Marie entregou ao cientista algo de apreciável valor, uma carta de acesso ao povoado do norte, o mesmo povoado onde a governanta se encontrava. Issac mais uma vez mostrava-se confuso perante tal generosa oferta mas tinha uma vaga ideia do que fazer com o convite e guardando-o no bolso do seu casaco, agradeceu a Marie pela sua vinda com uma gentil reverência ao qual a estimada senhora lha devolveu.

Ambos tomaram o seu caminho em direções quase opostas e em poucos minutos já nenhum deles era para ser avistado nas ruas. Issac obviamente teria chegado a casa primeiro, mas ainda assim não dormira tão bem como Marie que, deleitada pelas suas valiosas artimanhas, já não contava tantos carneiros como moedas e pessoas à sua volta gritando o seu nome.

Muito obrigado por estares a seguir esta minha história! Espero que estejas a gostar! Se estás a ver esta mensagem no entanto, significa que ainda tenho de trabalhar no resto do conteúdo... (isto é se Deixa um comentário com a tua opinião!

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judithsmitherman: I loved it but here I go again start a book and it’s not finished please tell me where I can find the rest of the story

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