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Capítulo 4 - A casa nova.


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OBS: Apesar da história ser descrita como uma narração de Kong para seu neto, a partir desse ponto, seguirá como um Flashback vivido por Kong e não mais como uma narração.

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Durante o percurso pra casa, Kong não parava de admirar o seu amado, fazendo passar despercebido que o caminho que estavam fazendo não era mais o mesmo de antes. Quando Arthit parou o carro no residencial, ele percebeu que não estavam no dormitório que dividiam antes dele ir para China. O que não seria estranho, se Arthit não tivesse ido retirar as bagagens do porta malas.

- O que estamos fazendo aqui? Perguntei sem entender o que estava se passando.

Além de não responder nada, ele apenas sorriu e seguiu caminhando na minha frente. Subimos alguns degraus antes de entrar na portaria do edifício. Enquanto esperávamos o elevador, continuei questionando que lugar era aquele. Ele continuava apenas sorrindo. Um sorriso largo, que me fazia querer abraçá-lo ali mesmo. Quando tomamos o elevador Arthit apertou o botão do nono andar. Não havia mais nada que eu pudesse fazer a não ser aguardar. Saindo do elevador, seguimos pelo lado direito do corredor até chegar à frente do apartamento 902. Após colocar minhas malas no chão, Arthit retirou do bolso da calça dois chaveiros com o emblema de uma engrenagem. Ele me entregou um, falando pela primeira vez desde que estacionamos o carro:

- Sr Kongpob, não somos mais estudantes e não cabemos mais em um dormitório estudantil. Gostaria de entrar na sua nova casa?

Aquilo realmente me pegou de surpresa. Uma deliciosa surpresa. Enquanto colocava a chave na fechadura, um tremor tomou conta do meu corpo. Como se uma descarga elétrica estivesse ligando cada célula do meu ser, deixando todos os pelos do meu corpo arrepiados. Atrás daquela porta estava o nosso futuro.

A porta abria diretamente para a sala, onde se via na entrada um sofá encostado na parede e ao lado uma confortável poltrona. À sua frente, ficava uma pequena mesa de centro, onde estavam arrumadas algumas revistas e uma pequena caixa de madeira onde ficavam guardadas algumas fotos nossas. Um pouco mais para o lado, havia uma mesa com um tampo de vidro apoiado em um pé de madeira, acompanhada de quatro cadeiras. Fixado na parede ao lado da porta, ficava um móvel onde repousava uma televisão, um som e um porta retrato com uma foto de uma das nossas viagens. Podia se ver em toda a sala balões flutuantes amarrados com fitas prateadas. Em cada uma dessas fitas, Arthit colou uma foto nossa. Fui caminhando por entre as fotos até chegar à primeira porta, que levava diretamente para uma cozinha, e seguindo por ela ficava uma pequena área de serviço. Voltando para a sala, segui por um pequeno corredor até chegar ao primeiro quarto, onde havia uma cama de um lado e, na parede contrária, uma bancada de vidro, onde descansava um Notebook. Ao pé da cama ficava uma pequena cômoda. Em frente à porta do quarto ficava a entrada pra o banheiro. No final do corredor ficava o segundo quarto, onde vi uma enorme cama no centro, com duas pequenas mesas de apoio, uma de cada lado. Um enorme guarda roupa escondia uma discreta entrada para um banheiro particular.

Ainda não estava acreditando no que estava acontecendo.

A pedido de Arthit, fui tomar um banho e colocar uma roupa pra ficar mais a vontade, enquanto ele preparava o nosso jantar.


Ainda sob o efeito das emoções dos últimos instantes, Kong entrou no chuveiro. Enquanto a água quente escorria pelo seu corpo, aquele turbilhão de emoções foi pouco a pouco dando lugar a uma onda de relaxamento que há muito tempo não sentia. Mais do que nunca ele sabia que estava em casa.

Mesmo adorando suas comidas apimentadas, Arthit tinha preparado todas as comidas preferidas de Kong: omelete com carne de porco picada, macarrão de arroz em sopa clara e almôndegas. Planejou tudo minuciosamente. Arthit queria ver o homem que amava, feliz.

Kong queria saber tudo sobre a mudança: quando ele tinha decidido se mudar, quando ele tinha se mudado, quem tinha ajudado... ele não parava de perguntar, quando Arthit disse que tudo seria dito na hora certa. Naquele momento ele queria apenas matar as saudades que estava sentindo.

Segurando a mão de Kong ele o puxou para mais perto, dando-lhe um beijo, que começou de maneira lenta. Ele passava sua língua levemente pelos lábios de Kong, mordendo e sugando. Só depois forçou um pouco sua língua para dentro da boca do seu amado para encontrar com a língua dele já vindo em direção a sua. Quando se afastaram para recuperar o fôlego e seus olhares se encontraram, eles sabiam que não podiam mais adiar aquele momento que estavam aguardando há tanto tempo. De mãos dadas, eles caminharam em direção ao quarto. Naquela noite, após fazerem amor, dormiram abraçados e felizes. Eles sabiam que nada, absolutamente nada, poderia afastar um do outro.


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