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Capítulo 5 - A revelação para família de Arthit


Ao abrir os olhos, na manhã seguinte, a primeira coisa que Kong viu foi Arthit dormindo ao seu lado. Olhando para aquele homem deitado, seus olhos pareciam ter vida própria, de tão iluminados que ficavam. Como sempre fazia para acordar o seu amado, começou a assoprar em seu ouvido e, como sempre, ouviu Arthit reclamando que estava cedo e que queria dormir mais um pouco. Kong sorriu feliz.


Após tomarem o café da manhã e arrumarem a bagagem que Kong trouxe da China, havia chegado a hora de Arthit contar como as coisas tinham acontecido para que tivesse feito tudo as escondidas. Afinal, eles conversavam quase todos os dias e, ainda assim, Arthit não deixou escapar nada sobre a surpresa que havia preparado.

- Lembra-se que falei do jantar de aniversário da minha mãe, três meses atrás? Começou Arthit.

- Sim! Também me lembro de ter falado que sua mãe devia ter preparado uma lista de novas pretendentes para casar com o maravilhoso filho dela. Respondi sorrindo. Lembrou-se, também, do dia em que a conheceu. Os dois ainda estavam na faculdade e Arthit o convidou para o jantar de aniversário dela. Ela foi muito simpática, me deu um abraço e disse o quanto estava feliz em conhecer o amigo do seu filho. Claro, que como toda mãe, foi logo perguntando se eu conhecia algumas das histórias da infância de seu filho, deixando ele corado. Complementou dizendo que tinha muitas delas para me contar. Falou que vivia fazendo uma lista de pretendentes, mas até agora ele não tinha escolhido nenhuma. Seu pai, um pouco mais formal, também foi bastante simpático e me deixou bem à vontade. Lembrou-se de outras visitas que fez a família, sempre recebido com o mesmo carinho.

- Então, continuou Arthit, na verdade tudo aconteceu bem diferente do que a gente pensou. No dia do aniversário dela, ao contrário do que acontecia sempre, havia poucos parentes para o jantar. Ela estava bastante falante, mas não falou de namoradas. Como sempre, perguntou de você e quando voltaria. Após o jantar, quando quis ir embora, ela me pediu pra esperar mais um pouco enquanto os outros parentes iam saindo. Ela chegou perto de mim e me deu um abraço apertado, mas tão apertado, que eu comecei a chorar. Era como se ela quisesse preencher os pedaços vazios que enxergava em mim. Um vazio causado pela sua ausência! Foi aí que tudo mudou.

Meus olhos começaram a marejar, imaginando o quanto tinha sido difícil pra Arthit ficar tanto tempo longe de mim e eu não estar aqui para lhe dar apoio. Enxugando as lágrimas que começavam a escorrer pelo meu rosto, Arthit sorriu e continuou:

- Não precisa chorar. Eu não chorava de tristeza, chorava de saudades.

- Bom... após me recuperar do choro e ainda tomado por uma forte emoção, mamãe olhou em meus olhos e perguntou se eu estava bem. Balancei a cabeça de forma afirmativa. Depois nos sentamos e ela começou a falar com um discreto ar de malícia nos olhos. Disse que sabia que as listas de pretendentes, que ela vivia preparando, não iriam dar o resultado que ela esperava. Então, me perguntou se eu queria dizer algo para ela. Eu estava me sentindo tão completo depois do abraço que recebi, que não podia falar outra coisa que não fosse a verdade sobre a gente. Contei tudo. De como nos conhecemos e nos tornamos íntimos, e falei do quanto sentia sua falta. Ela escutou atentamente, prestando atenção em cada detalhe. Quando terminei, ela me abraçou novamente. Depois, sorrindo, olhou nos meus olhos e disse que ela e o papai já sabiam de tudo. Que descobriram desde a primeira vez que te levei no aniversário dela. Falou que o brilho que tínhamos nos olhos quando nos olhávamos ela já conhecia há muito tempo. Desde que se apaixonara pelo papai. E, também, que a marca da aliança, que eu insistia em tirar do dedo toda vez que ia lá, já era bem visível. Naquele dia, fiz algo que há muito tempo não fazia, dormi no meu antigo quarto.

Enquanto ouvia seu companheiro, Kong observava o brilho nos olhos de Arthit. Era um brilho completo, de quem não tinha medo nem dúvidas. Isso o encheu de um orgulho que ele nem conseguia descrever. Naquele instante Kong soube que também tinha que contar aos seus pais sobre eles o mais rápido possível. E Arthit não parava de falar.

- Quando acordei pela manhã, fiquei recordando dos acontecimentos da noite anterior. Eu tinha você e meus pais ao meu lado. Não tinha medo de nada! Saindo do quarto, os encontrei no jardim. Sentei no terraço e fiquei observando eles se divertirem fazendo a jardinagem, algo que adoravam fazer juntos. Mamãe, ao perceber que eu estava lá, não perdeu tempo e foi logo me perguntando se eu já tinha planejado algo pra sua chegada. Falei que já tinha pensado em algumas coisas, mas nada de concreto. Ele me disse que se eu quisesse, poderia me dar várias ideias. Enquanto a gente conversava, eu falei que sentia falta de termos a nossa casa. Ela concordou e disse que estava na hora de fazer alguma coisa pra mudar isso. Juntos, começamos a procurar um apartamento e depois me ajudou com a mobília. O resultado, você conheceu ontem à noite.

- Ahh!! E pra que fique bem claro, ontem foi a primeira noite que dormi aqui. Disse com um sorriso no rosto.

- E eu adorei a surpresa! Depois tenho que agradecer a minha sogra a ajuda que ela lhe deu. Falou Kong, chegando perto de Arthit, lhe dando um abraço e um beijo na bochecha, o que sempre o deixava corado.


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