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Capítulo 6 - A revelação para família de Kong


Já passava do meio dia quando a Sra. Sutthilack ligou para o telefone do filho. Kong olhou para o visor do aparelho e, vendo o nome da mãe, sorriu antes de atender.

- Boa tarde, mãe! Sei que estou um pouco atrasado, mas já estou chegando. Kong sabia que sua família gostava de almoçar no horário certo. Além disso, todos deviam estar ansiosos para vê-lo e matar as saudades.

- Tudo bem, estamos esperando! Respondeu ela, desligando o telefone.


Ao cruzar a porta da sala, onde sua família encontrava-se reunida, todos se levantaram para abraçá-lo e já começaram a perguntar quase ao mesmo tempo: como ele estava, como tinha sido a viagem, se estava programando mais algum curso, se já tinha decido onde ia trabalhar... Kong sorria sem conseguir ter tempo de responder a ninguém. Sua mãe interrompeu a todos e falou que era melhor eles almoçarem primeiro.

Os almoços na casa da família Sutthilack eram sempre muito animados. Adoravam colocar comida nos pratos um do outro. Ora dizendo que a comida estava deliciosa, ora falando que alguém estava precisando engordar um pouco. Ninguém ficava quieto. Qualquer um, que olhasse para aquela família, podia perceber o amor que sentiam um pelo outro e o quanto eram unidos.

A tarde transcorria de maneira agradável. As histórias que Kong contava da China pareciam ser insuficientes, porque eles sempre queriam saber de mais alguma coisa. Ainda tentando contar os detalhes de tudo que conseguia lembrar, Kong soube que havia chegado a hora de falar tudo sobre ele e Arthit, quando o seu pai perguntou onde estavam as malas dele.


- As malas ficaram no apartamento que vou dividir com Arthit. Respondeu Kong.

- Como assim? Não estou entendendo! Falou a Sra. Sutthilack. Por qual motivo você vai continuar ficando naquele dormitório se você já terminou seus estudos? Você tem seu quarto aqui! Completou ela.

- Não vai ser no dormitório estudantil. O Arthit alugou um apartamento e me convidou para morar com ele. Eu aceitei! Respondi.

- Arthit... Arthit... Arthit... Tudo tem que ter Arthit... Você não acha que já passou tempo demais com Arthit?! Antes era a faculdade, depois a preparação pra concorrer à bolsa de estudo e agora? Você não acha que está passando muito tempo com ele? Falou seu pai num tom de voz, o qual Kong não estava acostumado a ouvir. Só falta você dizer que vão se casar! Bradou seu pai mais uma vez!

- Se ele aceitar, sim! Iremos nos casar! Falou, deixando todos em silêncio. Em seguida, tirou a aliança que estava guardada no bolso da calça e colocou no dedo.

- O que significa isso? Perguntou seu pai quase aos gritos.

- Significa que nós não vamos dividir o apartamento como amigos, mas como um casal! Nesse momento, achou que não apenas seu pai iria perder o controle. Todos começaram a falar quase ao mesmo tempo. Era quase impossível entender o que estavam falando. Nem em seus piores cenários, Kong imaginava que sua família fosse reagir dessa maneira. Kong ouvia todos falando de como ele estava sendo egoísta... que aquilo era um absurdo... que ele era uma decepção... que isso deveria ser uma influência de Arthit e que estava se aproveitando da sua inocência...que só queria o seu dinheiro... E, por mais que Kong tentasse responder, era sempre atropelado pela voz de alguém. Não conseguia entender o que estava acontecendo, porque eles sempre demonstraram que gostavam de Arthit. Um filme passava em sua cabeça, lembrando seu pai elogiando o novo contato da Ocean Eletrick, ocasião em que conheceu Arthit...de como sua mãe gostava de conversar com ele...sua irmã admirando a paciência de Arthit com as sobrinhas. Isso fazia seu estômago embrulhar.

Segurando as lágrimas, ele só queria sair correndo dali. Pensando como tinha sido bom não trazer o seu Arthit, evitando que ele presenciasse aquela cena. Até que sua mãe perguntou:

- Você acha que sua vida vai ser fácil?

- Não! Respondeu Kong. Eu só não achava que vocês fossem torná-la pior.

- E você acha que a gente pode evitar que maltratem vocês? Perguntou seu pai.

- Também não! Mas ter o apoio de vocês, com certeza, faria uma grande diferença. Nós estamos juntos há cinco anos. Eu sempre quis contar, mas sempre tive medo de decepcioná-los. Acho que estava certo.

- Como que estão namorando há cinco anos? Então naquela foto da praia, na festa da empresa, vocês já eram namorados? Perguntou seu pai.

- Sim! Nós já estávamos jun... Kong parou de falar sem entender o que tinha acontecido.

- Então vo... vocês já sabiam da foto? Perguntou com uma cara surpresa!

- Claro que sabíamos! Nós somos fornecedores do Ocean Eletrick. Você acha que a gente não acessa Internet? Já tínhamos visto a foto da praia e também vimos o vídeo da festa quando seu namorado se declarou a você na frente de todo mundo. Falou seu pai.

- Mas vocês nunca falaram nada!

- Apenas te demos espaço. Essa decisão tinha que ser sua e não nossa! Mas, quanto mais você demorava a contar, mais a gente combinava de fazer você viver um pequeno inferno. Falou sua mãe, enquanto todos sorriam. Ela continuou falando:

- Você achou mesmo, que, com todo amor que sentimos por você, isso seria motivo pra a gente ficar contra você? Absolutamente, não! Mas uma coisa eu quero que você leve a sério. Não traga mais o seu amigo aqui em casa.

- Por quê? Se vocês não estão com...

- Na próxima vez que você vier, traga o seu companheiro! Eu tenho muito pra conversar com ele.

- Mãe! Quando ele vier aqui, não vá deixá-lo constrangido. Por favor!

- Claro que não, só vou querer saber quando vocês vão me dar um neto. Disse sorrindo e deixando Kong corado.


Quando chegou em casa, Kong encontrou um Arthit ansioso pra saber como tudo tinha ocorrido. Tentou brincar, assim como seus pais fizeram, dizendo que tinha sido horrível. Arthit parecia não acreditar no que estava ouvindo. Kong continuava narrando tudo que tinha escutado de sua família e que, no final, sua mãe o havia proibido de levá-lo novamente a casa deles. Arthit tomou Kong em seus braços dizendo que tudo ficaria bem. Nada iria mudar entre eles e só teriam que dar tempo para que sua família se acostumasse à ideia.


- Vai mudar sim! Falou Kong, deixando Arthit surpreso.

- Claro que não! Respondeu Arthit sem perceber a mudança no semblante de Kong. Eu amo você. A gente só precisa ter paciência.

- Mamãe me proibiu de levar o meu amigo lá em casa. Mandou que na próxima vez eu levasse o meu companheiro. Disse já com um sorriso no rosto. Arthit parece ter levado alguns segundos pra entender que Kong estava brincando com ele.

- KONG! Ralhou Arthit. Isso não se faz. Eu estava me sentindo péssimo. Disse com uma cara de bravo.

- Tem outra coisa. Continuei falando. Eu não quero mais ter paciência. Eu não quero só um companheiro. Eu quero um marido. Arthit Rojnapat, você aceita casar comigo? Aquelas palavras fizeram Arthit dá um pulo do sofá, como se tivesse levado um choque ou coisa parecida.

- Hã? O quê você falou?

- Arthit Rojnapat, você aceita casar comigo? Repeti com o meu melhor sorriso!

- Errr.. Sim! Claro! Eu te amo, Kongpob. É claro que eu aceito ser seu marido. Falou Arthit se jogando em cima de mim!


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