uma curta viagem à loucura
uma curta viagem à loucura
Num mundo onde o Homem é, sempre foi, considerado descartável, seja pelo seu status social pseudo-inferior ou pela sua parca capacidade económica, e onde as aparências contam mais que a realidade da vida e tanto como o dinheiro, o personagem desta história será tão valioso como o conjunto de todos os nossos medos. Socialmente excomungado pelos seus pares dedica a sua vida próxima à vingança por meios que só a sua mente consegue engendrar, sem moralismos, sem o civismo postulado por uma burguesia falida. Por entre os crimes e os abusos cometidos, a sua loucura chega, no entanto, a torná-lo cada vez mais humano. Os seus sentimentos, ainda semi-puros e capazes de equilibrar os pratos da balança de forma a impedir que algumas das suas acções se tornem extremistas em demasia, estabelecem um dos seus dois limites, o outro limite será sempre ele.
Desengane-se quem pensa os erros só podem acontecer uma vez na vida, a própria vida é um ciclo inconstante de erros, ou que a loucura de um não será a dos outros, no fundo todos nós somos um assassino em potência, somos predadores da nossa própria espécie.