Chapter 1
Depois de receber uma ligação da avó, Francesca, apelidada de Frankie, ficou sentada tamborilando os dedos no balcão do bar. Sua taça de vinho branco estava quase vazia. Tão perdida em pensamentos, ela não percebeu quando um homem sentou ao lado dela até que ele falou. Nem mesmo percebeu que estava chorando até o estranho lhe oferecer um lenço.
— Por que uma mulher tão linda está sentada sozinha e chorando? — ele perguntou com um forte sotaque italiano.
Ela olhou para ele. Era alto, vestia um terno caro, um Rolex no pulso. Ele a encarava com os olhos azuis mais sensuais que ela já tinha visto. Com o cabelo escuro e a pele morena, parecia um deus grego, embora o sotaque deixasse claro que era italiano.
— Desculpe, mas não tenho o costume de contar meus problemas para estranhos. — Ela virou a cabeça, planejando ignorá-lo, mas ele era muito persistente.
— Meu nome é Ricco Santoro. E você é? — Ele estendeu a mão para cumprimentá-la.
Ela a pegou e relutantemente disse seu nome. — Sou Francesca Spencer, mas todos me chamam de Frankie.
— Prazer em conhecê-la, Frankie. Agora que não somos mais estranhos, pode me contar o que está incomodando você. Então, o que a deixou tão chateada? — ele perguntou enquanto chamava o bartender e pedia bebidas para os dois.
Quando Ricco entrou no bar e a viu sentada sozinha, sentiu-se instantaneamente atraído por ela. Ela usava um vestidinho preto que realçava cada curva de seu corpo esbelto. O cabelo loiro estava preso em um rabo de cavalo; ele não conseguia parar de pensar em como ficaria muito melhor solto. Ela era realmente deslumbrante e ele sabia que precisava conhecê-la.
Bem, por que não contar a ele, pensou ela. Não era como se fosse vê-lo novamente. Depois de contar a história, ele ficou muito quieto. Ela podia ver que ele estava pensando sobre o que ela acabara de dizer, então ele deu um sorriso que iluminou seu rosto.
— Talvez eu possa ajudá-la.
Ela riu. — A menos que você possa me dar vinte e cinco mil dólares, então não pode me ajudar.
— Não. Não vou dar o dinheiro a você, mas tenho uma proposta para você — ele disse, olhando para os lábios dela.
Frankie sabia que deveria se levantar e ir embora, mas estava curiosa. — Que tipo de proposta?
— Tenha um caso comigo.
Ela olhou para ele para ver se estava brincando. Sem ter certeza de que ouviu direito, olhou para ele, franzindo a testa. — O que você disse?
— Tenha um caso comigo, só pelo fim de semana — ele disse, sorrindo.
— Você vai me pagar vinte e cinco mil dólares para ter um caso de fim de semana com você? — Ela se levantou, os olhos brilhando de raiva, e queria tanto dar um tapa naquele rosto presunçoso. — Não sou prostituta. Se é isso que você está procurando, tenho certeza de que pode encontrar uma por muito mais barato.
Ela foi embora, mas ele agarrou seu braço, enviando arrepios pela sua espinha. — Sei que você não é prostituta. Não quero uma dessas.
— Tire a mão de mim — ela disse rispidamente.
— Fazer amor comigo vai valer a pena, posso fazer você sentir coisas que só poderia sonhar. Você precisa do dinheiro, e eu quero um fim de semana de sexo, sem compromisso. — Ele entregou um cartão e sussurrou no ouvido dela. — Pense nisso, me ligue. Parto para Vegas em dois dias e adoraria que você fosse comigo.
Ele se virou e saiu, deixando Frankie parada ali com a boca escancarada. A respiração dele em seu pescoço e a maneira como passou a mão lentamente para cima e para baixo em seu braço a deixaram sem fôlego.
Ela foi para casa naquela noite e a sensação dele permaneceu com ela. O simples toque da mão dele em seu corpo o incendiou, deixando-a molhada. Envergonhada, jogou o cartão na mesa da cozinha, tirou a roupa e entrou no chuveiro. Mas continuava pensando no estranho e no que ele estava sugerindo. Será que ela realmente poderia fazer algo assim? Não havia dúvida em sua mente de que o sexo com ele seria incrível, era apenas uma sensação que tinha.
Na manhã seguinte, ligou para a avó para ver como ela estava. Ela tentou manter uma fachada corajosa, mas Frankie sabia pela voz que estava preocupada. Se o dinheiro dos impostos atrasados, que seu avô negligenciou pagar por anos, não fosse pago nos próximos dias, a casa seria tomada.
Frankie não podia deixar isso acontecer, não depois de tudo que sua avó tinha feito por ela. Então tomou a decisão de ligar para o Sr. Santoro.
— Sr. Santoro. Tomei minha decisão, vou fazer isso. Mas antes de irmos, preciso que o dinheiro esteja na conta da minha avó imediatamente.
— Considere resolvido. Vou buscá-la na sexta de manhã, digamos às 8 horas.
A mão dela tremeu quando deu o endereço. Agora tudo que precisava fazer era inventar uma mentira para contar à avó sobre de onde o dinheiro veio. De jeito nenhum poderia contar a verdade, isso partiria o coração da avó se soubesse a verdade. Ela sabia que aceitar dinheiro por sexo era errado, fazendo dela uma prostituta. Mas não era como se fosse fazer isso de novo, e era para salvar a casa da avó.