O Ciclo se Fecha

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Resumo

Acompanhe Clay, Leon e Max enquanto eles levam seu relacionamento poliamoroso a novos patamares e, finalmente, fecham o ciclo. (História curta, 3 partes)

Status
Completo
Capítulos
7
Classificação
4.7 3 avaliações
Classificação Etária
18+

Clay

Clay suspirou, coçando o pescoço nervosamente. Ele estava se esforçando ao máximo para não andar de um lado para o outro, mas, a essa altura, sua inquietação era tão óbvia quanto o caminhar. Mordendo a unha do polegar, ele lançou um olhar rápido para Leon.

Leon era o homem com quem ele dividia o namorado. Um namorado por quem estavam esperando no momento, já que tinham sido convidados para conhecer mais um homem por quem ele havia se interessado.

O homem grande estava recostado no sofá à sua frente, concentrado no jogo de futebol passando na televisão. Ele estava completamente relaxado. Clay desejava conseguir ficar tão despreocupado assim.

Se ele estivesse com o namorado há tanto tempo quanto Leon, e também morasse com ele, talvez ficasse tão relaxado. Mas não era o caso, e ele estava nervoso.

"Você não acha que ele está tentando montar um harém... será?", ele finalmente desabafou, decidindo compartilhar suas preocupações com Leon. A risadinha em sua voz não era nem de longe convincente.

Os olhos de Leon nunca saíram da tela da televisão, mas Clay sabia que ele o tinha ouvido. "Max?", Leon perguntou por fim, unindo as sobrancelhas grossas. Ele não parecia acreditar nas inseguranças de Clay, o que foi um grande alívio. "Não."

O jeito monossilábico de Leon costumava incomodar Clay. Por muito tempo, ele esteve convencido de que Leon não gostava nem um pouco dele. O que era compreensível, considerando sua aparição repentina no relacionamento de Leon com Max. Depois, ele aprendeu que Leon era, na verdade, um grande manteiga derretida; ele apenas preferia demonstrar carinho fisicamente do que com palavras.

Isso ficou evidente agora, quando Leon o chamou para mais perto e passou o braço pelos seus ombros. Clay deixou-se aconchegar ao lado de Leon e tentou se concentrar no jogo. Teve que admitir que aquilo o fez sentir um pouco melhor. E o lembrou de como um relacionamento pode crescer maravilhosamente bem a partir da situação em que se encontravam pela segunda vez.

Só que desta vez, em vez de ser o recém-chegado, Clay tinha que abrir espaço para alguém, da mesma forma que Leon tinha feito por ele.

"Max consegue o que quer."

E era isso. Max queria alguém novo, então lá estavam eles, esperando por seu retorno com quem quer que fosse que ele tinha escolhido. Um cara chamado Lin. Se ele fosse parecido com Clay, haveria um ciúme terrível por vir.

"Eu só estou dizendo que mais um cara como você e eu já é gente demais."

Leon soltou uma risada rápida e surpresa e balançou a cabeça. Clay era sincero demais para o seu próprio bem. "Max disse que ele é fofo", informou Leon, como se aquilo respondesse a todos os problemas de Clay. De certa forma, respondia.

Ainda assim, Clay sentiu um toque de dúvida. "Veremos."

Eles sentaram juntos e terminaram de assistir ao jogo, com Clay absorvendo a proximidade para acalmar sua ansiedade. O jogo seguinte era Escócia contra País de Gales, então Leon desligou a televisão. A Escócia venceu o País de Gales no ano passado, e ele ainda não tinha superado aquilo. Clay não saiu debaixo do braço de Leon.

Antes que percebessem, Max irrompeu pela porta, todo sorridente enquanto guiava alguém pela mão. O alívio inundou Clay instantaneamente ao ver o mais novo integrante do grupo.

Max estava certo; ele era fofo. Não era pequeno, provavelmente um ou dois centímetros mais baixo que Clay, mas era magro como um caniço. E bonito. Tinha olhos castanhos enormes e cabelos ondulados, pretos como carvão. Sua pele era pálida, com sardas espalhadas sobre a ponta do nariz, bochechas rosadas e lábios rosados e carnudos. Clay ficou imediatamente interessado nele.

Max não os apresentou de imediato. Ele fez um bico ao ver a posição dos namorados. Eles não costumavam ser carinhosos um com o outro com frequência, então era uma cena bonita.

"Olhem só vocês dois. Tão doces", ele murmurou. Então, ele deixou Lin no sofá que Clay tinha desocupado antes de sentar ao lado de seus namorados. O olhar de Leon estava focado no recém-chegado, mas ele esticou o braço para deixar Max sob o seu abraço, ao lado de Clay.

"Clay, Leon, este é Lin", Max gesticulou para o rapaz, que sorriu e acenou. Um sorriso o tornava ainda mais atraente. Não era à toa que Max tinha se interessado por ele.

"Lin, este é Leon", Max se inclinou sobre Clay para dar um tapinha na coxa de Leon. "E este é Clay. Meus namorados."

Ninguém disse nada, embora Clay tentasse parecer amigável. Então, Max preencheu o silêncio como sempre fazia, saindo debaixo do braço de Leon para garantir que estivessem ouvindo.

"Lin não é novo nisso, mas ele já está em um relacionamento agora. Ele só quer se divertir com a gente. Tudo bem?"

Leon assentiu, mas todos sabiam que ele não tocaria em Lin. Ele era um cara sério; não fazia aventuras casuais. Clay também não se importava. Casual ou não, ele queria qualquer coisa que o fizesse se sentir bem. Foi assim que ele acabou ali em primeiro lugar. Max o fazia se sentir bem. Tão bem que ele não estava entediado dois anos e meio depois. Ele estava acostumado a ficar entediado facilmente, o que só o deixava mais impressionado por ainda estar tão apaixonado por Max.

"Então, ele só vai passar um tempo com a gente?", Clay perguntou, um pouco confuso. Ele mal estava no clima para um quarteto no meio do dia. Mas não seria estranho ficar ali sentado, sabendo pelo que estavam esperando?

Max revirou os olhos, um sorriso bobo nos lábios enquanto se inclinava para dar um selinho carinhoso em Clay. "Sim, nós vamos passar um tempo juntos. Ele vai conhecer vocês um pouco. A menos que vocês queiram começar logo." Max mordeu o lábio, sorrateiramente agarrando o pau de Clay e apertando-o através da calça. Clay soltou um grunhido, inclinando-se para um beijo mais quente, que Max aceitou alegremente.

Eles só se separaram quando Leon interrompeu limpando a garganta. Max rapidamente se afastou, passando a mão pelo volume de Clay uma última vez. "Certo", ele riu sozinho, sabendo exatamente o que tinha feito com Clay e planejando fazer muito mais depois.

Ele se levantou, observando Lin com um olhar pensativo. "Clay, chegue para o lado e deixe Lin sentar entre vocês dois." Ele confiava que Clay o escutaria enquanto puxava Lin pelas mãos para guiá-lo até onde todos estavam sentados. Melhor imergi-lo na fisicalidade deles agora para que ele pudesse decidir por si mesmo se era demais ou não.

Quando ele se virou, Clay estava exatamente onde ele queria, e ele guiou Lin para o lugar vago. "Não se preocupe; eles não mordem sem permissão." Ele piscou para Lin e, como o sofá era apenas de três lugares com dois homens muito grandes nele, Max prontamente se sentou no colo de Leon e se virou para Lin.

"Então, o que você está procurando, exatamente? Tipo, o que você espera que aconteça aqui?"

A pergunta de Max foi recebida com um olhar muito sério de Lin, e sua resposta foi tão séria e detalhada quanto. Todos fizeram questão de ouvir atentamente as expectativas e desejos de Lin. Quando o olhar dele permaneceu em Clay um pouco tempo demais, Clay sentiu um formigamento excitante no estômago. Ele teve a sensação de que aquilo seria divertido.


Eles devem ter ficado sentados ali por umas duas horas, apenas conversando e aproveitando a companhia um do outro. A conversa mudou para tópicos mais inocentes e leves bem cedo, e Lin acabou sendo uma pessoa de personalidade forte. Assim como Max. Ambos bonitos, divertidos e perturbadoramente sexy. Eles ostentavam sua sensualidade como uma marca registrada, orgulhosos e ousados.

Clay se viu atraído por aquela parte de Lin da mesma forma que foi atraído por Max quando se conheceram. Aquele tipo de confiança o deixava excitado.

E, de repente, cansado de ficar espremido entre duas paredes de músculos, Lin sentou em seu colo enquanto continuava a conversar casualmente com Max. Eles estavam falando sobre o departamento de arte da empresa. Isso normalmente seria algo que interessaria Clay, mas ele estava um pouco distraído demais com a bunda de Lin rebolando contra seu pau. Se ele ao menos ficasse parado, Clay não se importaria nem um pouco.

Ele deixou Lin ficar por um tempo, mas o rebolado não parou, e ele estava começando a ficar duro. Clay respirou fundo, segurando os quadris de Lin para interromper o movimento. "Você está em cima do meu pau", ele sussurrou no ouvido de Lin, e estava perto o suficiente para ouvir a respiração de Lin falhar.

"Eu sei. Eu consigo sentir", Lin respondeu com um sussurro, um sorriso malicioso no rosto enquanto empurrava a bunda contra o pau de Clay com mais propósito desta vez.

Que provocação do caralho.

Lin aproveitou a oportunidade para virar de lado e envolver o pescoço de Clay com os braços, puxando-o para um beijo que acelerou o coração de Clay a mil batimentos por minuto. Fazia mais de dois anos desde a última vez que ele beijou alguém além de Max e Leon. Era terrivelmente excitante e quente. Lin gostava de língua, e de muita.

Max deu um assobio alto quando viu o que estava acontecendo, incentivando Lin com um vocabulário mais do que explícito. Lin gemeu quando Clay sugou seu lábio inferior, virando-se em seu colo para encará-lo. As mãos de Clay deslizaram dos quadris dele para a bunda, e ele deu um aperto de apreciação que fez Lin se contorcer contra ele.

"Não fique com ele só para você", Max reclamou, e puxou Lin para mais perto, trocando os lábios de Clay pelos seus. Clay não se importou, voltando o rosto para o pescoço de Lin para beijar e sugar a pele pálida. Na verdade, Max era o ganancioso, mas eles o amavam, então lidavam com isso.

Os dois fizeram Lin se contorcer e gemer apenas com a boca. Clay conseguia sentir o volume crescente do homem pressionando seu estômago, e ele estava tentado a despir Lin para libertar aquele pau coitado. O seu próprio volume parecia miserável dentro da calça jeans, preso contra a coxa enquanto dois dos homens mais sexy que ele já vira pairavam sobre ele.

Lin virou-se mais para Max, afrouxando o aperto ao redor do pescoço de Clay para agarrar a bunda de Max e puxá-lo para mais perto. Clay parou de atacar o pescoço de Lin e se virou para Leon, recuperando o fôlego. Leon encontrou seu olhar e sorriu.

'Muito gostoso', ele articulou sem som, referindo-se aos dois homens praticamente se pegando em cima dele. Leon revirou os olhos, mas Clay percebeu que ele sentia o mesmo pelas pupilas dilatadas. E se Max não estivesse ainda parcialmente em seu colo, bloqueando a visão de Clay, ele tinha certeza de que o pau monstruoso de Leon estava apenas doendo de vontade de rasgar alguém ao meio.

"Você sabe que adora isso", ele provocou em um sussurro quente, e puxou Leon para um beijo bagunçado que Leon retribuiu com entusiasmo. Clay sabia que interagir com Leon significava ser dominado, mas seu namorado estava ocupado com Lin, e ele não queria que Leon se sentisse de fora.

Eles já tinham se beijado antes, mas nunca tinham ido até o fim. Apenas beijar ou bater uma punheta um para o outro se tornava uma batalha bruta entre eles, então Clay não conseguia imaginar que o sexo seria muito diferente. Sua bunda doía só de pensar nisso.

Mesmo agora, Clay ouviu um estalo e um gemido alto, e ele soube que Lin tinha acabado de dar um tapa na bunda de Max, mas Leon agarrou seu rosto rudemente e o segurou para que ele não pudesse se virar para assistir. Foi decepcionante, mas os beijos de Leon, que chegavam a marcar a pele, eram tão bons que ele mal ligou.

Lin começou a rebolar contra ele, o quarto se enchendo de respirações ofegantes, gemidos e sons de beijos molhados e desordenados. Era fácil ficar sobrecarregado em um ambiente tão agitado quanto aquele, mas parecia apenas deixá-los mais excitados.

Clay movimentou os quadris contra o rebolado carente de Lin, aliviando a ambos. Suas mãos, porém, tinham planos diferentes, alcançando o colo de Leon para, distraídos, abrir sua calça e enfiar a mão dentro. Seus dedos envolveram o comprimento pesado sob a cueca de Leon, e ele deu um aperto firme, sentindo o latejar através do tecido fino.

"Porra", ele respirou enquanto Lin se esfregava com força contra seu pau. Ele conseguia sentir a tensão subindo, e sabia que aquela coisa de preliminares no sofá não duraria muito mais tempo.

Lin choramingou quando Clay puxou sua camisa para morder e sugar seus mamilos. Clay percebeu então que, assim como ele fazia com Leon, Lin estava com a mão dentro da calça de Max. No entanto, enquanto Leon mantinha total controle de si mesmo enquanto Clay provocava seu pau, Max estava impulsionando o quadril descaradamente contra a mão de Lin.

Clay voltou-se para Leon, ofegante enquanto o homem explorava sua boca com a língua. Ele sentiu uma das mãos enormes e quentes de Leon envolver sua coxa interna e puxá-lo para mais perto, levando junto os dois homens que praticamente o sufocavam. Dentes afiados mordiscaram a pele sensível logo atrás de sua orelha.

Foi aí que ele perdeu o juízo. Leon sabia que aquele era seu ponto fraco.

"Vamos acabar logo com isso. Pega o Maxxie."

E como um cão de guarda obediente, com a calça caindo por causa da ereção considerável, Leon pegou Max nos braços, beijando-o de forma infamemente bruta. Clay pegou Lin da mesma forma, o rapaz rindo loucamente enquanto era carregado para o quarto e jogado na cama ao lado de Max. Por sorte, a cama de Max e Leon era enorme — especificamente por esse motivo. Havia espaço mais do que suficiente para os quatro na cama.

Antes que percebessem, Clay e Leon já tinham despido os outros dois, ostentando seus volumes. Eles foram um para cima do outro primeiro, com as roupas finalmente fora do caminho. Lin empurrou Max mais para o fundo da cama e não perdeu tempo, descendo a boca nele. Max gemeu, puxando punhados das ondas macias do cabelo de Lin. Por um momento, Clay e Leon apenas observaram Lin fazer um boquete profissional no namorado deles.

Eles compartilharam um beijo suave e demorado, e então ajudaram um ao outro a se despirem antes de subir na cama com os outros dois. Leon se acomodou perto da cabeça de Max, direcionando seu pau para os lábios entreabertos de Max. O homem lançou a língua para fora, provocando o membro de Leon antes de recebê-lo entre seus lábios. Clay se posicionou atrás de Lin.

Sua bunda balançava enquanto ele cavalgava no pau de Max, instigando Clay a chegar mais perto e fazer o que bem entendesse. Quando suas mãos se firmaram na bunda de Lin, o homem se pressionou contra seu aperto, soltando um gemido baixo. Clay deu um leve tapa nele, vendo a pele macia ficar rosada. Ele não tinha uma bunda empinada como a de Max, mas o balanço ainda enviou uma onda de luxúria por Clay. Ele amava uma bunda grande.

Lentamente, ele afastou as nádegas de Lin para expor seu buraquinho apertado e bonito. Deus, parecia delicioso. "Lee", ele murmurou baixinho, nem checando se Leon o ouvia enquanto passava o polegar sobre a borda do orifício de Lin. "Você pode pegar o lubrificante e as outras coisas?"

"Coisas" significava preservativos, que ele nem tinha certeza se eles ainda tinham, já que tinham parado de usá-los há muito tempo quando eram apenas os três. Maxxie pedia ocasionalmente quando não queria ficar muito sujo, mas raramente era o suficiente para se lembrarem de manter o estoque. Lin, porém, era novo, e algum tipo de proteção era necessária se Clay quisesse experimentar.

Leon rapidamente lhe entregou o que ele pediu e voltou a foder a boca de Max. Clay quase se distraiu com aquilo, mas Lin estava rebolando sua bunda de forma tentadora. Era aquilo que ele queria.

Ele abriu o frasco de lubrificante e derramou um pouco na mão, certificando-se de que seus dedos estivessem besuntados antes de espalhar o restante sobre o buraquinho de Lin. Ele se contraiu com a nova sensação. Sem pensar mais do que no quanto ele queria estar dentro de Lin, ele enfiou o dedo médio e o indicador lá dentro e começou a alongá-lo adequadamente.

Lin se soltou do pau de Max, jogando a cabeça para trás com um gemido enquanto se inclinava sobre os dedos de Clay. Leon tirou Max debaixo de Lin, agora que ele não estava mais ocupado, e reposicionou Max de frente para Lin para que ele pudesse preparar o namorado da mesma forma que Clay fazia com Lin. Clay passou o frasco para ele, sempre em sintonia, mesmo quando ambos focavam em outras pessoas.

Clay se inclinou sobre as costas arqueadas de Lin, beijando Max languidamente. Ele trabalhou a abertura de Lin de forma rápida e eficiente, procurando por seus pontos sensíveis enquanto avançava. Max sugou sua língua, mas soltou um gemido. Leon era sempre muito mais bruto ao prepará-lo do que os outros. Não de propósito, mas ele era um homem grande; era mais difícil manter a delicadeza.

Clay afastou-se dos lábios macios de Max com uma mordida suave, apenas para puxar Lin contra o seu peito e empurrar a cabeça de Max para onde o pau de Lin balançava no ar, implorando por atenção. “Chupa o pau dele, Maxxie”, ele ordenou, com leveza suficiente para que Max obedecesse sem questionar.

Lin soltou um suspiro trêmulo quando foi levado à boca de Max. A estimulação vinda da frente e de trás o deixou um pouco sem fôlego. Ele se perguntou o quanto seria melhor se sua boca também estivesse sendo usada. Infelizmente, não via isso acontecendo hoje. Leon fez questão de não tocá-lo durante todo esse tempo, então ele não achava que teria a chance de experimentar aquele pau de cavalo tão cedo.

Pensar que Max — o pequeno Max — aguentava aquilo diariamente? Lin estava impressionado.

“Porra... mais fundo”, Lin implorou, balançando-se contra os dedos de Clay quando ele roçou exatamente naquele feixe de nervos que o fazia ver estrelas. Clay atendeu, encaixando um terceiro dedo dentro da entrada já relaxada de Lin para alcançar o ponto que ele sabia que Lin estava pedindo.

Lin derreteu quando ele passou por aquele ponto maravilhoso com um pouco mais de força desta vez. Ele agarrou o braço de Clay para se manter firme, e sua outra mão puxou o cabelo de Max, empurrando-o para baixo em seu pau.

Leon soltou um rosnado de frustração; um que Clay e Max conheciam muito bem. “Para de contrair, eu nunca vou caber”, ele reclamou para Max. Essas eram as palavras exatas que ele usava sempre que tentavam algo que deixava Max excitado demais. Ele não foderia Max se achasse que não conseguiria aguentar, e era por isso que ficava tão frustrado. Ele era apaixonado demais por Max para machucá-lo daquela forma.

Houve um som audível de sucção quando Max soltou o pau de Lin, seguido por um gemido de desaprovação de Lin. Max virou a cabeça para encarar o namorado. “Desculpa, eu estava ocupado tentando não engasgar com um pau”, ele cuspiu com agressividade.

Ih, caramba. Max claramente não ficou feliz ao ouvir Leon falar com ele daquele jeito enquanto tinham um convidado.

“Ei”, Clay tentou amenizar a situação, já se afastando de Lin. “Quer que eu o alongue rapidinho?”

“Não”, respondeu Leon, sem desviar o olhar de Max. “Você só garante que o Lin esteja se divertindo, beleza?”

Clay suspirou, mas assentiu, dando uma mordiscada lenta na nuca de Lin. Ele não queria seus parceiros brigando, mas eles gostavam de colocá-lo no meio de assuntos sérios, então se queriam que ele se metesse, era um conserto rápido. E Lin era muito distrativo.

Suas mãos passearam pelas nádegas de Lin, dando-lhes um aperto satisfatório. “Você se sente pronto?”, ele murmurou contra a orelha de Lin, sentindo o modo como ele tremia. Lin deu um aceno ansioso, esticando o pescoço para capturar Clay em um beijo quente.

“Sim, por favor.”

Clay estava empurrando o homem para se enfiar na entrada ansiosa de Lin quando Leon o interrompeu novamente.

“Na verdade”, Leon resmungou pensativo, mal prestando atenção em como fazia Max se contorcer inutilmente enquanto abusava de sua próstata repetidamente. “Por que você não dá algo maior para o Max chupar?”

Leon podia ser um babaca quando queria, mas quem era Clay para dizer não? A boca de Max era como o paraíso derretido.

“Que tal você usar a minha boca por um tempinho?”, sugeriu ele a Lin, que fez um biquinho, mas não disse não.

Eles tiveram que se organizar para fazer dar certo, mas todos estavam acostumados com aquilo e resolveram rapidamente. Logo Clay estava sentado na frente de um Max quase delirante, segurando seu rosto suavemente enquanto guiava o homem até sua extensão dolorida. Max aceitou seu pau e suspirou de alívio. Já estava na hora de receber um pouco de atenção lá embaixo.

Ele fez Lin se ajoelhar ao seu lado e guiar sua cabeça como Lin queria. “Você pode ser bruto, não tem problema”, ele acalmou quando Lin agarrou a parte de trás de sua cabeça, mas não o moveu.

Clay fez contato visual rápido com Leon enquanto esticava os lábios ao redor do pau de Lin, então fechou os olhos e relaxou o maxilar e o pescoço para que Lin pudesse guiá-lo facilmente. E guiou mesmo. Era como se a permissão de Clay tivesse ido direto para a cabeça de Lin, e ele fodeu a boca de Clay como se fosse qualquer buraco aleatório. Foi muito tesudo.

Clay teve sorte de ter destruído seu reflexo de vômito há muito tempo. Lin deslizou por sua garganta o mais fácil possível, entrando e saindo de um jeito que lembrava Clay de ser fodido — ambas as opções deliciosas. Ele moveu Max em seu pau em um ritmo correspondente. A garganta de Max espasmou ao redor do seu pau de forma patética, mas isso só o fez querer usar o homem precioso ainda mais.

De repente, Max engasgou com ele — forte. Forte o suficiente para fazer Clay se preocupar.

Ele diminuiu a força com que fodia o rosto de Max e abriu seus próprios olhos marejados para observar o homem. Fisicamente ele estava bem, mas Clay percebeu que Leon tinha conseguido enfiar o pau dentro de Max. Isso bastava para qualquer um engasgar.

Ele apertou a mão de Lin na parte de trás de sua cabeça, fazendo o homem aliviar. Ajudou Max a subir nas mãos, dando um beijo em seus lábios inchados antes de se virar para Lin, que esperava pacientemente.

“Vamos trocar e eu vou usar essa bunda”, ele provocou o pau de Lin, ajudando-o a ficar na frente de Max. Sua voz ainda estava rouca depois de recuperar o fôlego. Lin tinha sido perfeitamente bruto com ele. Os efeitos durariam um pouco.

Lin deu uma risada fácil, com os olhos seguindo Clay enquanto ele deslizava para trás, tateando em busca da camisinha que havia perdido entre os lençóis.

Ele teve que suprimir um grito de triunfo quando encontrou o pacote de alumínio, rasgando-o e colocando a camisinha com um movimento suave. Seguro e protegido, ele agarrou os quadris de Lin e pressionou lentamente dentro da bunda do homem.

Porra, ele estava apertado.

Lin gemeu, jogando a cabeça para trás para descansar no ombro de Clay. Seus quadris começaram a balançar imediatamente, envolvidos pela sensação satisfatoriamente plena dentro dele. Clay era bom; nem gentil, nem bruto. Ele era perfeito.

Ele arquejou quando as mãos de Clay desceram pelo seu corpo, agarrando firmemente seu pau e bombeando. As mãos do homem eram quentes e ásperas, brincando ao longo da extensão de Lin. Ele sabia o que estava fazendo.

Sentindo-se cuidado, Lin agarrou Max, puxando-o para que ficassem cara a cara. O coitado estava sendo fodido intensamente por Leon, que de fato era bruto. Ele devia gostar se morava com o cara, mas Lin sentiu vontade de ter pena dele. Ele queria ser gentil com Max.

Seu pau estava pingando quando Lin o agarrou e ele soltou um ganido fraco, desabando contra Lin. Ele não aguentaria por muito mais tempo.

Pensar que o cara que queria o quarteto seria o primeiro a gozar era hilário.

Clay beijou a nuca de Lin e, quando ainda podia ouvir beijos, mas não sentia mais, percebeu que Clay tinha voltado seus lábios para Max. Ele devia ser terrivelmente mimado para receber esse tipo de tratamento. Lin estava quase com um pouco de inveja do colega. Ter isso sempre que quisesse? Sim, por favor.

“Ele está quase lá”, Lin disse a Clay com alegria, sentindo Max se contorcer em seu aperto como se estivesse mal conseguindo se segurar. Mesmo sendo o primeiro a terminar, sua resistência era incrível. Ele tinha sofrido muito mais do que todos, mas algo dizia a Lin que aquela era a situação normal. Max era sempre a alma da festa, e isso não parecia ser diferente.

“Você não terminou, terminou Maxxie? A diversão só começou”, Clay provocou, mordiscando o lábio inferior de Max quando o homem fez um biquinho.

“Não seja mau”, Leon repreendeu, como se não fosse ele quem estivesse empalando Max. Clay riu, embora tenha sido interrompido por um gemido baixo quando Lin apertou ao redor dele sem aviso. Claramente, Lin estava mais perto do clímax do que havia deixado transparecer.

Lin girou a mão ao redor da cabeça babada do pau de Max e, quando ele soltou um suspiro ofegante e estremeceu, todos souberam que ele tinha chegado ao clímax.

Clay abriu os olhos para ver seu namorado desmoronar, o êxtase puro em seu rosto era uma forma de arte. Leon passou uma mão reconfortante pelas costas de Max enquanto continuava a foder dentro dele, perseguindo seu próprio clímax agora.

“Bom garoto”, ele elogiou com aquela sua voz maravilhosamente rouca. Clay não pretendia, mas gemeu junto com Max, estocando mais forte contra Lin para disfarçar o ruído baixo.

Levando a mão pelo peito de Lin até agarrar seu pau ao redor dos dedos de Clay, Max, atordoado, assumiu o comando de masturbá-lo para que Clay pudesse focar em alcançar sua própria conclusão.

O resto pareceu passar em um borrão quente e suado. Lin gozou em seguida, seu corpo se contorcendo em prazer descarado. Clay continuou até estar perto de seu próprio clímax, e terminou enquanto se masturbava com Maxxie chupando Leon até o talo.

E, como sempre, a resistência monstruosa de Leon superou a de todos. Todos assistiram enquanto ele gozava como no show final, e foi espetacular.

Depois, todos limparam rapidamente o suor e a porra de seus corpos e desabaram uns contra os outros para descansar um pouco.

“Cara, eu senti falta disso”, Lin disse com uma risada, quebrando o silêncio confortável.

Clay se apoiou ao lado da nova adição, a curiosidade aflorando. Lin tinha mencionado ter uma namorada séria mais cedo. Ele se perguntou se ela tinha algo a ver com sua falta de companhia masculina.

“Certo. Sua namorada deve ser muito legal se ela não se importa com isso. Ela também curte trocar?”

A pergunta foi feita em total inocência. Bem, tão inocente quanto uma pergunta sobre troca de casais poderia ser feita.

Lin fez uma careta, não gostando da pergunta.

“Tasha? Não, ela nem sabe que estou aqui.”

O sorriso curioso de Clay caiu rapidamente com a admissão, e ele encontrou os olhos de seus parceiros com um olhar cauteloso antes de continuar. Ele não gostou de onde aquilo estava indo. Com certeza, talvez eles não fossem obcecados por monogamia, mas cada um sentia que era necessário respeitar o parceiro e seus desejos.

“Ela não sabe que você está aqui? Mas... ela sabe que você tem relações físicas com outras pessoas, certo?”

Lin se virou para olhá-lo com um olhar questionador. “Óbvio que não. Ela piraria se soubesse. Qual é o problema?”

Clay fugiu da cama como se ela tivesse pegado fogo. Os outros dois estavam ouvindo a conversa e seguiram Clay, com Max vindo se encostar em seu peito com uma expressão cautelosa. Eles tiveram a sorte de encontrar um ao outro — compartilhando valores e apetites sexuais tão semelhantes. Havia tantas pessoas como esta, como Lin, e era tão fácil se envolver com elas. Clay se sentiu sujo só de pensar no que tinha feito pelas costas daquela pobre mulher.

“Sai da minha casa”, Leon foi o primeiro a falar, com um rosnado na voz que Clay só tinha ouvido uma ou duas vezes em todo o tempo que se conheciam.

Leon veio por trás dele, colocando uma mão em seu ombro e pegando uma das mãos de Max. Eles ficaram juntos, encarando Lin ainda sentado na cama com uma expressão de choque.

“O que é isso? Vocês não acabaram de assistir enquanto eu fazia sexo com os dois namorados de vocês? Como isso é diferente?”

Clay decidiu se manifestar desta vez, com raiva na voz enquanto envolvia Max protetoramente. “Primeiro de tudo, isso é sobre respeito, Lin. Nós temos respeito suficiente para contar uns aos outros o que fazemos e garantir que todos estejamos confortáveis com isso. Porque nos importamos uns com os outros. Caramba, eu e Leon nem estamos namorando, só temos o mesmo namorado, e eu nunca faria algo assim pelas costas dele. Mas, obviamente, você não entenderia algo assim se fosse capaz de trair tão facilmente a mulher que deveria valorizar.”

Clay sentiu a mão de Leon tremer em seu ombro no meio do discurso, mas manteve o olhar em Lin, cujo rosto estava ficando lentamente vermelho com a repreensão.

De repente, Lin saltou da cama, atrapalhando-se para vestir suas roupas, enquanto reclamava que eles eram um bando de esquisitos.

Ele parou antes de sair do quarto, encarando com fúria os três homens amontoados. “Divirtam-se. Quanto a mim, não preciso dar satisfação a ninguém, e vou manter assim.”

A porta do quarto bateu com força atrás dele e, um momento depois, a porta da frente fez o mesmo.

Clay deu um longo suspiro, soltando seu aperto firme em Max. “Bem, porra”, ele conseguiu dizer após um longo momento de silêncio, ganhando um bufo de Max, que saiu de seu alcance para bater levemente em sua bunda nua.

Juntos, eles limparam o quarto lentamente, tirando os lençóis e vestindo roupas limpas para esconder as evidências do que tinha acabado de acontecer. Todos precisavam de um bom banho, mas estavam exaustos demais para isso.

O colchão ainda estava nu, mas isso não os impediu de desabar de volta nele, em uma pilha de carne quente. Max descansou a cabeça no peito de Leon, entrelaçando suas pernas com as de Clay, e eles descansaram assim por um bom tempo; quietos e íntimos.

Max bufou baixinho um tempo depois, seus dois homens olhando para ele com preocupação.

“O que foi?”, Clay perguntou quando ele não se explicou rapidamente.

“Nada... Eu só gostava dele, é só isso.”

Clay jogou o braço sobre a cintura do namorado, segurando-o perto para confortá-lo. “Eu sei, eu também poderia ter gostado dele.”

O desespero anterior que sentiu por ter dormido com um homem comprometido diminuiu ao pensar em Max sentindo dor por causa da mesma pessoa. Agora, tudo o que ele queria era confortar o homem que amava e esperar que Max superasse aquilo rapidamente.

Ele observou uma das mãos de Leon descansar na parte de trás da cabeça de Max, os dedos entrelaçados nas madeixas macias. De alguma forma, isso também confortou Clay, saber que Leon estava lá para Max, especialmente quando ele não podia estar. Leon encontrou seu olhar sobre o corpo relaxado do namorado, com uma expressão ilegível como sempre.

“Mas você tem a nós”, Leon resmungou baixinho, e embora fizesse sentido que estivesse falando com Max, seus olhos nunca deixaram os de Clay.

A confusão nublou o cérebro de Clay quanto mais ele mantinha contato visual, então ele baixou a cabeça para enterrar o rosto na nuca de Max. Ele tinha cheiro de suor, sexo e o leve toque de sabonete restante do banho desta manhã. Ainda assim, ele cheirava divinamente para Clay; ele queria morder Max.

Uma energia nervosa fluiu através de Clay enquanto ele estava ali, escondendo-se atrás do namorado. Ele não sabia por que Leon o deixava tão inquieto, tudo o que podia fazer era apertar Max com mais força. Ele se sentia confortável contra Max; seguro. Leon era... não era seguro. Ele era um terreno desconhecido, e, claro, talvez eles tivessem feito coisas juntos antes, e isso era bom, mas agora?

Era como se ele pudesse sentir o chão sob seus pés desmoronando.

No meio de seus pensamentos, ele sentiu os dedos de Leon roçarem a parte de trás de sua mão e sua respiração travou na garganta.

Definitivamente não é seguro.