O Chamado do Vazio (Crônicas de Ryland 5)

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Resumo

Ryland e Victor não conseguem mais esconder o que sentem um pelo outro. Mas as coisas não são tão simples, e há mais obstáculos que eles precisam superar antes. Enquanto isso, Larkin, Corbin e Florence estão reunindo o restante dos membros da família Lucas para compartilhar com eles a horrível verdade que descobriram. À medida que as sombras se alongam e os inimigos são confrontados, Ryland e Victor terão que lutar contra um inimigo pouco convencional exatamente onde tudo começou: a casa do lago... © 2020, 2024 Valerian L. Geroux Todos os direitos reservados. Nenhuma parte deste livro pode ser utilizada ou reproduzida de qualquer maneira sem permissão por escrito, exceto no caso de breves citações incluídas em artigos críticos e resenhas. Publicado no Inkitt mediante permissão exclusiva da VLG Publishing. Este livro é uma obra de ficção. Referências a pessoas reais, eventos, organizações, estabelecimentos ou locais destinam-se apenas a proporcionar uma sensação de autenticidade e são usadas para promover a narrativa ficcional. Todos os outros personagens e todos os incidentes e diálogos são frutos da imaginação do autor e não devem ser considerados reais.

Status
Completo
Capítulos
33
Classificação
5.0 6 avaliações
Classificação Etária
18+

Chapter 1

Ryland abriu os olhos e olhou para a direita. O coração começou a bater acelerado imediatamente e ele sorriu pela primeira vez em muito tempo logo cedo: o corpo nu de seu pai, Victor Lucas, dormia profundamente ao seu lado.

Mas, assim que deixou o sentimento de felicidade tomar conta de si, Ryland soltou um gemido interno e saiu da cama silenciosamente, tentando não acordar o pai, e foi para o banheiro do hotel. Ele havia prometido a Larkin que não faria nada com o pai e que voltaria para casa naquela noite, mas não cumpriu nenhuma das promessas. Ele e o pai mal conversaram, e Ryland tinha um pressentimento estranho de que seu pai voltaria para casa em breve.

Ryland ligou o chuveiro e entrou, sem precisar se despir, pois já estava nu. Ele esperava terminar o banho antes que o pai acordasse, pois sabia que, se ele acordasse e o encontrasse nu debaixo do chuveiro, eles não conseguiriam se controlar e acabariam fodendo de novo. E Ryland realmente precisava conversar com o pai.

Ele rapidamente enxaguou todo o porra ressecada que parecia ter secado em praticamente cada centímetro de sua pele e, depois de lavar o cabelo castanho, saiu do chuveiro, aliviado por seu pai ainda estar na cama. Ele se secou com uma toalha, amarrou-a na cintura e saiu do quarto.

O quarto de hotel que seu pai alugou fedia a buceta, rola, porra e suor masculino. Ryland se perguntou como não tinha notado antes. Para sua surpresa, seu pai ainda estava em um sono profundo. Ryland foi em direção à porta e começou a pegar suas roupas, que estavam espalhadas por todo o canto, já que seu pai as arrancou dele como um animal engaiolado que foi solto.

Ele vestiu suas roupas velhas e foi abrir uma janela para arejar o fedor de sexo gay antes que as camareiras fizessem suas rondas.

Depois disso, sem querer incomodar o pai ainda, ele pegou o celular e sentou na poltrona. Olhou para a tela do aparelho. As notificações usuais de redes sociais, uma mensagem de Alek perguntando se podia usar o sabão de lavar roupa deles, mas nenhuma mensagem de Larkin. Apenas uma chamada perdida logo depois da meia-noite.

Que estranho, pensou Ryland. Larkin nunca ligava para ele, a menos que fosse uma emergência. Ele pegou o celular e ligou para o namorado. Sem resposta.

O coração de Ryland batia forte no peito agora, porque achava que tudo o que ele e Larkin tinham acabado. Larkin finalmente decidiu que já estava de saco cheio das besteiras de Ryland e terminou tudo.

Ryland foi à sua lista de contatos e encontrou Alek. Ele ligou para ele.

Ele achou que Alek provavelmente não atenderia, mas, no último toque, ouviu o som da chamada sendo completada.

“Alô?” disse a voz sonolenta de Alek Taneski, o novo colega de quarto de Larkin e Ryland.

“Ei, Alek, desculpe incomodar, mas preciso que me faça um favor”, disse Ryland, sem tempo nem para se desculpar por acordar Alek. Ele nem tinha certeza de que horas eram e olhou para o despertador na mesa de cabeceira – marcava 7h38 da manhã.

“Cara?” disse Alek, confuso. “Não consigo te ouvir muito bem.”

“Espera aí”, disse Ryland, que até aquele momento não tinha percebido que estava sussurrando. Ele caminhou até o corredor e saiu. “Consegue me ouvir agora?” ele disse com sua voz normal.

“Sim”, disse Alek, e Ryland conseguiu imaginá-lo esfregando os olhos na cama. “O que houve?”

“Você pode ir até o nosso quarto e ver se o Lark está aí?” perguntou Ryland enquanto seu coração batia rápido. Ele precisava saber se Larkin ainda estava em sua vida e se estava bem, porque, se algo tivesse acontecido com ele, Ryland nunca se perdoaria.

“Espera um pouco”, disse Alek, e Ryland pôde ouvir seu colega de quarto saindo da cama e caminhando até o quarto deles. “Você tem certeza de que tudo bem eu entrar no seu quarto?”

“Com certeza”, disse Ryland. “Só me avise se o Lark estiver aí.”

Ryland ouviu a porta do quarto abrindo e depois Alek dizendo ‘alô’ e acendendo o interruptor após não ter resposta. “Não, cara, ele não está aqui”, disse ele. “Parece que a cama nem foi usada.”

Ryland sentiu como se o chão do corredor do hotel tivesse sumido sob seus pés. “Certo, obrigado”, disse ele. “Te devo uma, Alek. Desculpe por te acordar.”

“Tudo bem”, disse Alek. “Vou voltar a dormir agora. A Lizzy vai passar a noite aqui.”

“Obrigado de novo”, disse Ryland e desligou, percebendo só então que estava nu, com apenas uma toalha enrolada na cintura. Ele segurou a maçaneta da porta para voltar para dentro.

“Ei, Justin!”

Ryland se virou instintivamente e seu coração afundou quando viu Arad vindo em sua direção. Ele estava vestido com shorts leves e uma regata, e Ryland sabia muito bem que ele não tinha acabado de vir da rua. “O que você está fazendo aqui, Justin?” perguntou o homem de origem árabe, olhando para Ryland como se ele fosse um pedaço de carne que queria devorar. “Bela linha em V.”

“E-eu estou aqui com alguém”, disse ele. Ele tentava manter a voz baixa. “Se me dá licença.”

“Ah, entendi”, disse Arad, olhando para Ryland com luxúria nos olhos. “Bem, se você e alguém se sentirem um pouco... aventureiros – eu, Ethan e outros dois caras estamos no quarto 324, logo no fim deste corredor. Ah, e tem café da manhã de graça lá embaixo se você estiver com fome, caso não tenham te avisado.”

“O-obrigado”, disse Ryland. “Eu preciso ir agora.”

Ele abriu a porta e entrou rapidinho. Ele tinha se esquecido de Arad e Ethan, e eles simplesmente apareceram em sua vida de novo no pior momento possível. Ele esperava conseguir evitá-los quando ele e o pai saíssem do hotel.

“Ryland?” perguntou Victor Lucas, sonolento. “É você?”

“Sim, pai”, disse Ryland. “Tive que ligar para o Larkin, então saí rapidinho.”

Ryland tentou ligar para Larkin novamente enquanto a cabeça do pai batia no travesseiro com um baque suave, mas chamou até cair. Ele mandou uma mensagem para Larkin: Me liga quando puder. Precisamos conversar. Espero que você esteja bem. Ele queria dizer “eu te amo”, mas sabia que seria hipócrita. Ele amava Larkin, era verdade, mas não da maneira que achava que poderia amar Larkin.

“Vem cá”, disse a voz de Victor debaixo das cobertas.

“Pai”, disse Ryland, engolindo em seco. Mesmo que seu pai só tivesse pedido para ele se aproximar, Ryland já estava ficando duro debaixo da toalha. Era tudo o que o pai precisava fazer. Ryland estava tão excitado por ele, que apenas uma palavra era o bastante para deixar sua cabeça girando. “Eu realmente quero que a gente converse.”

“Eu sei”, disse Victor. Ele se ajeitou na cama, colocando o travesseiro atrás das costas e se recostando nele. “Eu sei que quer. Não conseguimos conversar muito ontem à noite, e sinto muito por isso.”

“Eu não sinto”, disse Ryland. “Eu me diverti pela primeira vez em muito tempo, pai. Mas preciso tirar algumas coisas do peito.”

Victor suspirou. “Senta aqui do meu lado”, ele disse ao filho. “Prometo que vou manter minhas mãos longe.”

Ryland caminhou até lá, tentando esconder sua rola inchada, que ainda não estava totalmente dura, mas, dado o tamanho da coisa, era difícil esconder mesmo quando estava apenas meia-bomba. Ele subiu na cama e sentou de costas para o pai. Ele não sabia bem por quê, mas sentia que seria mais fácil dizer o que queria dizer ao pai sem olhar no rosto dele.

Victor se aproximou do filho e tocou seu ombro. O toque queimou Ryland e causou arrepios em sua espinha, fechando seu estômago. Ele já tinha ouvido falar em borboletas no estômago quando alguém por quem você tem uma queda te olha ou te toca, mas quando seu pai o tocava, era como um terremoto com potencial para destruir o mundo inteiro. Ele suspirou.

“Não consigo mais lutar contra meus sentimentos, pai”, disse Ryland com o coração pesado. “Eu só... não consigo. Eu te amo e quero ficar com você. Não como pai e filho. Mas como dois homens apaixonados. Não suporto ficar longe de você tanto tempo quanto fiquei nos últimos dois meses. Achei que amava o Larkin... Eu amo o Larkin, mas simplesmente não é a mesma coisa. Eu só amo um homem. E é você. E não sei como vamos seguir daqui para frente, mas estou cansado e exausto de mentir para mim mesmo e para todo mundo ao meu redor. Eu quero você. Essa é a minha escolha.”

Enquanto Ryland falava, Victor abriu as pernas e as colocou dos dois lados das de Ryland, envolvendo seu filho com seus braços grandes e musculosos e segurando-o perto do peito, seu pau duro e ansioso, pressionando a parte inferior das costas de Ryland.

“Oh Ry”, disse Victor, sua voz rouca e tensa. “Eu quero a mesma coisa. Lembra de quando eu te disse que eu e sua mãe tínhamos brigado antes de eu ir embora? Foi porque eu pedi o divórcio. Não posso mais mentir para ela. Eu a amei uma vez, e ainda a amo por ter me dado a melhor coisa que já aconteceu comigo – você, mas eu não a amo mais como um homem deveria amar uma mulher. Isso parou naquele dia fatídico na casa perto de Hidden Lake, quando entrei em você pela primeira vez. Tentei lutar contra isso e fingir que não era, mas estou cansado e não consigo mais fazer isso também. Eu quero você, filho. Essa é a minha escolha.”

Ryland estava tão feliz que seus olhos se encheram de lágrimas e seu coração transbordou de alegria. Ele não conseguia acreditar que estava ouvindo aquilo de seu pai. Ele achou que Victor seria o de sempre – lutando contra e reprimindo seus sentimentos, dizendo a Ryland que era errado, que eles não podiam fazer aquilo, que iam machucar muitas pessoas – mas Victor não fez isso desta vez. Ryland podia sentir pela voz do pai que ele também estava farto de esconder seus sentimentos pelo filho.

“Você está falando sério, papai?” perguntou Ryland, virando o rosto para olhar para o do pai. Os mesmos olhos verdes idênticos encontraram os dele, e havia amor, luxúria e desejo neles, assim como nos olhos de Ryland. Ele abriu a boca e seu pai o devorou, provando-o ainda mais raivoso e faminto do que na noite anterior. Ryland não se importou por estar de pau duro agora. Ele se levantou da cama, girando o corpo para não parar de provar o pai por nem um segundo, e empurrou Victor para baixo na cama, ficando por cima dele, com seus paus ansiosos se esfregando um contra o outro, escorrendo líquido pré-ejaculatório.

Ryland se esqueceu de Larkin, de sua mãe, de Arad e do resto do mundo naquele momento. Só existiam ele e seu pai, e essa seria a primeira vez que fariam amor como amantes, com seus sentimentos expostos, ambos sabendo exatamente o que sentiam um pelo outro.

O telefone começou a tocar, mas Victor apenas o atendeu e o desligou na mesma hora. Ryland parou de beijar o pai por um segundo, olhando para o telefone.

“Quem você acha que era?” ele perguntou.

“Eu disse a eles para me ligarem e me acordarem às oito”, disse Victor, também ofegante. “Mas já estou acordado.”

Eles continuaram se beijando e chupando as línguas um do outro, acariciando os mamilos com as mãos e movendo os quadris para frente e para trás enquanto seus paus tremiam de expectativa.

“Quero que você me foda como nunca fodeu ninguém antes”, sussurrou Ryland no ouvido do pai. Victor não esperou ser mandado duas vezes.

Ele grunhiu como um leão e saiu debaixo de Ryland. Ryland desabou no lugar onde seu pai estava deitado segundos atrás, mas Victor tinha outros planos para ele. Ele deu um tapa na bunda perfeita e redonda do filho, e Ryland gemeu de prazer.

“Quanto você quer o pau do seu papai, campeão?” perguntou Victor enquanto puxava a bunda de Ryland para o alto, posicionando a boca no orifício.

“Eu quero muito, papai”, disse Ryland. “Tanto quanto quero você inteiro.”

Victor enterrou o rosto na bunda de Ryland e começou a chupar. Ryland soltou um grito alto, mas não se importou. Ele estava tendo o melhor dia até agora, embora a preocupação com Larkin continuasse voltando à sua mente, a língua do pai era um bom remédio, pois, quanto mais a língua de Victor penetrava nele, menos espaço a cabeça de Ryland tinha para coisas que, no momento, não pareciam tão importantes.

Então, Victor começou a atacar seu cu com os dedos. Primeiro um, depois dois, três... Ryland gemia e se contorcia como uma minhoca, mas Victor não teve remorso. Ele continuava cuspindo e cavando no cu de Ryland, abrindo-o cada vez mais...

“Papai”, disse Ryland ofegante. “E-eu n-não c-consigo... E-eu n-n-não c-consigo m-mais...”

“Lá vai então”, disse Victor, deixando Ryland cair na cama. Ele abriu as pernas do filho e cuspiu mais uma vez no cu esticado de Ryland. Ele enfiou o pau dentro de Ryland com um movimento rápido, enterrando-o até as bolas. Ryland arfou quando o pau do pai atingiu sua próstata e ele gozou quase instantaneamente, espalhando porra por todos os lençóis.

“FODAAA!” ele gritou alto, justamente quando Victor começava a arar, rápido, preciso e com tanta paixão que o pau de Ryland não teve tempo de murchar; ele ficava mais e mais duro à medida que Victor batia nele.

O telefone começou a tocar de novo, mas dessa vez era como se nem existisse para os dois. Victor foda Ryland implacavelmente e com a energia de um adolescente que está descobrindo agora as alegrias da masturbação e não consegue parar. Ryland estava em um estado de êxtase e não queria que aquilo acabasse nunca. Sua bunda pertencia totalmente ao pai, e ninguém chegava perto de fodê-lo do jeito que seu pai sabia.

Ele me fez com esse pauzão, pensou Ryland, e só esse pensamento já era o bastante para fazê-lo gozar outra vez, mas ele queria esperar e chegar ao orgasmo junto com o pai, quando Victor terminasse de fazer o que queria com ele.

E então, sem nem diminuir o ritmo por um segundo, Victor gozou toda a sua cremosidade dentro de Ryland, enchendo a bunda linda do filho com seu suco masculino grosso e quente. Ryland se deixou gozar de novo, fazendo outra bagunça nos lençóis enquanto jatos de porra voavam de seu pau cansado. Victor desabou sobre o filho, encontrou sua boca e começou a beijá-lo.

Eles estavam perdidos no beijo e não sabiam quanto tempo ficariam assim, até que uma batida forte na porta do hotel assustou os dois.

Victor saiu de Ryland instantaneamente com um plop alto e correu para a porta. A batida se repetiu.

“Victor, eu sei que você está aí dentro”, disse uma voz feminina que fez o estômago de Victor sumir. “Você sabe que não gosto de causar cena, então abra a porta agora e me deixe entrar.”

Victor ficou pálido em questão de segundos enquanto voltava para onde Ryland ainda estava deitado na cama.

“Ry! Rápido, vista-se e se esconda! É sua mãe!”

Os olhos de Ryland se arregalaram, enquanto Tabitha Lucas repetia as batidas, cada pancada na porta soando mais impaciente que a anterior.