I
Copyright © [2024] [Amara].
Todos os direitos reservados. Nenhuma parte deste livro pode ser reproduzida, distribuída ou transmitida de qualquer forma ou por qualquer meio, incluindo fotocópia, gravação ou outros métodos eletrônicos ou mecânicos, sem a permissão prévia por escrito da autora, exceto no caso de breves citações incluídas em resenhas críticas e outros usos não comerciais permitidos pela lei de direitos autorais. Qualquer uso, reprodução ou distribuição não autorizada deste livro ou de qualquer parte dele pode resultar em ação judicial.
—————————————————————————-
TCoisas que você precisa saber antes de ler
Luciano De'Romano é o líder da Máfia Italiana, uma das mais poderosas do mundo todo. Ele é temido por todos no submundo. Com 1,93m de altura e um corpo atlético, suas tatuagens realçam a pele bronzeada e dourada. Ele é trabalhador, imponente e poderoso em todos os sentidos.
Sofia Ramirez é uma mulher inocente, mas cheia de garra. Ela nasceu na família Ramirez, muito conhecida por sua fortuna. Sofia é linda, gentil e doce, mas, se mexerem com ela, suas raízes latinas falam mais alto. Com 1,68m, ela é morena, com cabelos longos e levemente ondulados nas pontas. Tem um corpo com curvas, mas bem preenchido nos lugares certos. Embora venha de uma família muito rica, o sonho dela era abrir o próprio café. Ela conseguiu isso sozinha, em vez de aceitar a ajuda do pai, pois queria ser independente e começar por conta própria, sem usar a riqueza e o poder da família.
~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~
Ponto de vista de Sofia
O vento soprava pela porta aberta do café enquanto eu observava o movimento. Era sempre um balé caótico de clientes e pedidos apressados, especialmente em dias frios como hoje. O aroma reconfortante de café fresco se misturava às notas doces dos doces, envolvendo o ambiente em um abraço quente e convidativo.
“Lydia, você pode cuidar do outro balcão? Está ficando um pouco cheio”, chamei acima do barulho, equilibrando uma bandeja com uma xícara de expresso fumegante e uma fatia de cheesecake de morango.
“Claro, Sofia. E falando sério, faça uma pausa. Você está de pé desde o amanhecer”, Lydia insistiu, com preocupação estampada no rosto.
Hesitei, observando o café cheio de clientes. “Está bem, mas me chame se precisar de qualquer coisa.”
Tirando o avental no vestiário com relutância, saí para a brisa fresca. Fechei os olhos e deixei o vento bagunçar meu cabelo castanho, longo e sedoso. Três meses atrás, investi minhas economias para abrir este café, determinada a trilhar meu próprio caminho, como meu pai bilionário fez, embora em um ramo diferente. O ceticismo dele era evidente, mas conquistar seu orgulho era minha maior aspiração.
Ao retornar, revigorada, para retomar minhas tarefas, Antony, um cliente frequente com um sorriso cativante e charme constante, se aproximou.
“O de sempre, por favor”, ele pediu com um sorriso, seus olhos castanhos brilhando.
“Já sai”, respondi, incapaz de conter um sorriso. Antony era uma figura diária, atribuindo sua lealdade ao gosto refinado de seu chefe e, talvez, um pouco à minha companhia.
Ao entregar o pedido, adicionei alguns guardanapos com uma brincadeira. “Está ventando muito hoje.”
Antony se inclinou, sua voz baixando em um tom conspiratório. “Ou será que foi você quem me deixou sem chão?”
Corei, rindo da ousadia dele. “Sempre galanteador, Antony.”
Com uma reverência irônica, ele piscou. “Você sabe como é.”
A curiosidade me atingiu. “Então, quem é exatamente o seu chefe? O misterioso conhecedor do meu café?”
O olhar dele escureceu por um momento. “Acredite em mim, é melhor você não saber, señorita.”
E assim, ele desapareceu pela porta, deixando-me com perguntas sem resposta e o coração acelerado.
~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~
Ponto de vista de Antony
Passando pela segurança rigorosa, subi até a cobertura luxuosa. Luciano De’Romano, meu chefe, aguardava em seu escritório; sua presença impunha respeito mesmo em sua fúria contida.
“Onde você estava?” Sua voz, profunda e autoritária, cortou o ambiente.
“Trânsito, chefe. Você sabe como é”, respondi, tentando parecer casual.
A expressão de Luciano endureceu. “Tempo, Antony. O tempo é tudo.”
Fechei os punhos, sentindo o peso da decepção dele. “Não vai acontecer de novo.”
Reconhecendo meu pedido de desculpas em silêncio, ele apontou para o café que eu trouxe. “Os russos?”
“Eles querem discutir alterações no tratado mexicano”, relatei, servindo-me de água e sentando-me à frente dele.
O olhar de Luciano endureceu. “Deixe-os esperar. Se eles estiverem falando sério, eles virão a Alexo.”
Enquanto traçávamos estratégias, a gravidade do nosso mundo nos pressionava. Alexo, um centro clandestino de propriedade da família De’Romano, recebia a elite do submundo. Era ali que negócios eram fechados e alianças forjadas, longe de olhos curiosos.
Nas sombras desse reino invisível, Luciano De’Romano reinava supremo — um homem cujo poder ressoava em cada negociação sussurrada e ameaça implícita.
Uma vez envolvido na Máfia, não havia como escapar.
Ponto de vista de Sofia
O caminho de volta para meu apartamento foi um borrão familiar de luzes da cidade e ruas movimentadas. O prédio elegante, um presente do meu pai, era um testemunho de sua riqueza e influência. Ao estacionar, os pensamentos sobre o café ainda ecoavam em minha mente — o calor dos clientes, a rotina reconfortante de passar café.
Lá dentro, o apartamento exalava um luxo silencioso ao qual eu estava acostumada. Era espaçoso, mas aconchegante, decorado com peças de arte e lembranças que refletiam o gosto impecável do meu pai. Colocando roupas confortáveis, caminhei pelo corredor, revivendo os acontecimentos do dia como se fossem cenas de um filme.
Um barulho repentino na cozinha me tirou dos meus devaneios. Instintivamente, peguei um bastão de beisebol que mantinha por perto para segurança e me aproximei com cautela. Antes que eu pudesse reagir, uma voz feminina gritou, fazendo-me soltar o bastão de susto.
“Mary! Meu Deus, você quase me mata do coração!” exclamar, sentindo um alívio enorme ao reconhecer nossa governanta de longa data.
“Minhas desculpas, Sofia. Sua mãe e seu pai me enviaram para ajudar com qualquer tarefa doméstica ou culinária que você precise”, Mary explicou com um sorriso caloroso.
“Está tudo bem, Mary. Obrigada”, respondi, sentindo uma mistura de gratidão e diversão. Os instintos protetores dos meus pais não tinham limites.
“Tem certeza de que não há mais nada em que eu possa ajudar?” Mary perguntou novamente, com uma preocupação genuína.
“Tenho certeza, mas obrigada. Pode voltar para casa agora”, assegurei a ela.
Enquanto Mary partia, não pude evitar um sorriso diante de sua lealdade inabalável. A preocupação constante dos meus pais com minha segurança era carinhosa, mas às vezes sufocante. Eu os amava muito, mas precisava conquistar minha independência, especialmente em um mundo onde o sobrenome da minha família carregava tanto privilégio quanto escrutínio.
~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~
Ponto de vista de Luciano
A fumaça espessa do meu charuto subia preguiçosamente enquanto eu estava sentado nas dependências luxuosas de Alexo, o coração pulsante do submundo. Era um lugar onde o poder era negociado, alianças eram forjadas e acordos selados sob o véu discreto do segredo. As mulheres ao meu lado competiam pela minha atenção, mas meu foco permanecia nos negócios.
Antony entrou no salão, com um comportamento respeitoso, porém urgente. Em nosso mundo, títulos importam, e me chamar de “chefe” não era apenas uma formalidade, mas um símbolo de respeito conquistado através de anos de dedicação implacável.
“Chefe, Ricardo está aqui para vê-lo”, Antony anunciou, com a voz baixa, mas que ecoou pelo salão com autoridade.
“Mande-o entrar”, respondi secamente, com um tom que não admitia atrasos.
Ricardo Gonźalez entrou — um homem de poucas palavras, mas com olhos que diziam tudo. Seu aceno foi um reconhecimento silencioso da nossa história compartilhada e das complexidades que nos prendiam nessa dança perigosa de poder.
“Luciano De’Romano”, Ricardo me cumprimentou, sua voz um rosnado baixo no ambiente luxuoso.
“Ricardo Gonźalez”, respondi calmamente, cortando as amenidades. Tempo era uma mercadoria que eu não podia desperdiçar, especialmente com as correntes de traição e ambição girando ao nosso redor.
“Como você tem passado, De’Romano? Faz tempo”, Ricardo começou, tentando iniciar uma conversa, mas eu o cortei bruscamente.
“Vamos falar de negócios. Não tenho tempo para conversa fiada”, afirmei categoricamente, meu olhar inabalável. Em nosso mundo, cada palavra dita era carregada de intenção, cada ação calculada para manter o controle.
“Luciano, muitos de seus homens estão atrapalhando minhas operações nos portos. Meus carregamentos estão sofrendo”, Ricardo afirmou sem rodeios, sua frustração palpável.
Luciano riu de forma sombria enquanto se levantava e todas as mulheres saíam correndo do salão. Ele serviu uma bebida para si mesmo e a virou de um gole só. Seus olhos ficaram vermelhos como sangue.
“Gonźalez, eu estabeleci algumas regras básicas: nada de tráfico humano, porra. Você desrespeitou minhas regras e fez mesmo assim.”
“Luciano, isso já acontece há anos”, Gonźalez começou a ficar inquieto.
“E eu as mudei há muito tempo, Gonźalez. Se você falhar em segui-las, sabe do que sou capaz.”
“É o que eu faço, Luciano!”
“EU DISSE QUE NÃO”, Luciano rugiu com sua voz estrondosa.
“Eu não vou deixar você destruir isso para mim, Luciano! Você pode ser uma grande parte da Máfia, mas não vou deixar você se safar dessa! Se você não liberar meus carregamentos até amanhã, o inferno vai cair sobre você, eu te prometo.”
Luciano agarrou o líder da Máfia Mexicana pela gola e o jogou contra a parede, puxando-o para perto enquanto seus olhos se estreitavam perigosamente. “Escute bem, Ricardo”, Luciano rosnou, com a voz baixa e ameaçadora. “Você pode achar que pode me ameaçar, mas lembre-se de com quem está lidando.” Ele soltou Ricardo abruptamente, fazendo-o tropeçar para trás.
Ricardo se endireitou, ajeitando seu terno com um engolir em seco nervoso. “Você está cometendo um erro grave, Luciano”, ele alertou, com a voz trêmula, mas desafiadora. “Haverá consequências.”
Luciano deu um sorriso de lado, seu comportamento calmo e controlado apesar da tensão no ar. “Sempre há, Ricardo. Mas se elas serão suas para entregar, resta ver. Você está nesse ramo há tempo suficiente para saber que não aceito ameaças. Você me faz uma ameaça do caralho, então você morre, sí? É simples assim.”
E ele deu um tiro bem entre os olhos dele.
“Antonio, chame a equipe de limpeza e leve o corpo dele embora.”
À medida que as portas se fechavam atrás do líder da Máfia Mexicana, agora sem vida, Luciano se recostou na cadeira, expirando lentamente. A noite estava longe de acabar, e ele sabia que os jogos de poder do submundo nunca cessavam. Sua mente vagou momentaneamente para a imagem de Sofia Ramirez, a dona de café cheia de garra cujo café havia se tornado um pequeno conforto em seu mundo tumultuado. Mas tais pensamentos eram luxos passageiros que ele não podia se permitir.
~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~
De volta ao café, Sofia terminou seu dia com um sorriso cansado, mas contente. O movimento da noite finalmente havia diminuído, deixando-a limpa para organizar e se preparar para outro dia. Ela frequentemente se perguntava sobre as pessoas que frequentavam seu café, especialmente aqueles como Antony, cuja presença parecia guardar segredos além de seu sorriso encantador.
Enquanto limpava os balcões, sua mente vagou brevemente para as preocupações de seu pai. Sua natureza protetora o levava a cobri-la de presentes e a se preocupar infinitamente com sua segurança. Sofia agradecia pelos gestos, mas valorizava sua independência acima de tudo.
Em sua cobertura, Luciano contemplava os eventos da noite. A lealdade era uma mercadoria rara no mundo deles, e Luciano a valorizava acima de qualquer coisa. Ainda assim, ele sabia melhor do que confiar em alguém completamente.
Fora do âmbito de seus negócios, Luciano De’Romano permanecia um enigma, sua vida pessoal protegida por camadas de segredo e suspeita. Mas nos confins pouco iluminados de Alexo, onde o poder e o perigo se entrelaçavam, ele era uma força a ser reconhecida.
E em algum lugar entre o café e a cobertura, o destino continuava a tecer sua teia intrincada, aproximando Luciano e Sofia a cada dia que passava, sem que eles soubessem do caminho turbulento que estava por vir.