Capítulo Um
Bem-vindas, angels!
Algumas coisinhas:
♡ Nem sempre menciono contracepção ou ISTs, por favor, assumam que as personagens estão se cuidando e não brincando de roleta russa com gravidez.
♡ Eu uso o inglês britânico. POR FAVOR, não corrijam minha ortografia com o inglês americano (é super irritante, desculpe 😩, nem todo mundo escreve palavras com ‘z’ ou um único ‘s’).
♡ Dito isto, se notarem erros gramaticais, seria ótimo se pudessem apontá-los.
♡ Escrevo romances maduros. As palavras ‘clit’ (clitóris) e ‘cock’ (pau) vão aparecer. Se isso não é a sua praia, por favor, retire-se sem reclamar.
♡ Vocês podem me seguir no Instagram, naughtyxchristian.
Este livro é a sequência de Knight Takes Bishop. Algumas coisas só farão sentido se você tiver lido o primeiro livro, mas pode ser lido como um volume independente. L x
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Ponto de vista da Allie.
“Ah, porra, eu vou gozar.”
Empurro meu quadril contra o Matt enquanto ele enterra os dedos nos meus quadris. Contraio minha boceta e o ouço soluçar em resposta.
“Porra, isso aí,” ele sibila e, finalmente, ele goza.
Ele está ofegante atrás de mim enquanto sai e cai na cama ao meu lado. Viro-me de lado e dou um sorriso malicioso para ele, com o queixo apoiado na mão fechada.
“Foi bom?”
“Bom demais,” ele diz, sem fôlego. “Não acredito que te conheci hoje à noite. Eu nem ia sair, o Simon me convenceu.”
Simon, um colega de trabalho meu e amigo em comum do Matt. Ele me devia um favor e eu cobrei fazendo com que ele arrastasse o Matt para o bar hoje à noite, para que eu pudesse dar o bote.
Meu sorriso malicioso aumenta. “Graças a Deus pelo Simon,” eu murmuro.
“Amém,” Matt concorda e se levanta.
Ele vai ao banheiro para se livrar da camisinha. Eu me levanto e estico os braços acima da cabeça. Olhando a hora, sorrio para mim mesma. Tomara que tudo continue saindo como planejado.
“A que horas seu irmão vem mesmo?” pergunto casualmente enquanto pego meu sutiã e calcinha do tapete.
“Merda, eu esqueci,” Matt sibila e pega o celular. “Porra, ele vai chegar a qualquer segundo.”
Ele me olha e dá um sorriso de desculpas. Percebo que ele se sente sem jeito por ter que me pedir para ir embora.
“Não se preocupe, já estou indo,” digo a ele. “Deixa eu usar o banheiro e já saio do seu pé.”
“Valeu, Allie. Você é demais, sabia?”
Sorrio para ele. “É por isso que você transou comigo.”
Ele ri e balança a cabeça, vestindo uma calça de moletom. “Você não vai sair daqui sem eu pegar seu número, vamos repetir isso qualquer dia.”
Não respondo, apenas dou um sorriso forçado e vou para o banheiro. Não tem a menor chance de repetirmos isso. Uso o banheiro, mas não me esforço nem um pouco para arrumar meu cabelo bagunçado de transa.
Uma batida ecoa pelo apartamento. Matt pragueja e sai do quarto para atender a porta. Sorrio para o meu reflexo e pego a camisa que o Matt deixou jogada no chão. Ao vesti-la, certifico-me de que dá para ver meus mamilos pressionando o tecido e então espero perto da porta, ouvindo para saber quando sair.
“Por que você está seminu?” ouço o cara perguntar, rindo, ao Matt.
“Foi mal, recebi uma visita. Mas ela já está saindo.”
“Não podia ter convidado outra noite? Mas parabéns, viu.”
“Valeu. E não, você vai entender quando a vir. Ela é bem gostosa.”
Satisfeita que esse é o meu momento, abro a porta e saio. Os dois olham para cima. Matt dá um sorriso malicioso e Peter, bem, Peter parece que está prestes a engolir a própria língua. Sorrio casualmente e atravesso o cômodo, dando a eles uma ótima visão dos meus seios balançando sob a camiseta e das minhas pernas nuas aparecendo por baixo dela.
“Desculpa, só ia pegar um copo d’água, fiquei com sede depois daquilo,” digo levemente e dou uma piscadela para um Matt sorridente.
Abro armários aleatórios, encontrando copos no segundo.
“Alice?” Peter deixa escapar.
“Alice?” Matt repete.
Encho o copo na pia e olho por cima do ombro para encontrar Matt parecendo incrivelmente confuso.
“Alice, que porra você está fazendo aqui?” Peter diz com raiva, com os punhos cerrados ao lado do corpo.
“Espera, espera, Alice?” Matt olha entre nós dois, uma expressão de pânico crescendo em seu rosto. Sorrio por trás do copo enquanto tomo um gole. “Alice, tipo a sua ex? Aquela Alice?”
“A própria,” canto e despejo o resto da água na pia.
“Você me disse que seu nome era Allie!” Matt gagueja.
Peter está em silêncio, olhando entre nós dois com a boca aberta, enquanto seu pobre cérebro tenta processar o fato de que eu acabei de transar com o irmão dele.
“Você realmente achou que podia me trair e que não haveria consequências?” pergunto a Peter inocentemente e cruzo os braços sobre o peito. “É claro que eu não ia simplesmente superar isso.”
“Eu não estou acreditando nessa porra!” Ele explode, superando o choque. “Sua vadia do caralho!”
“Falou o cara que me traiu na nossa própria cama,” retruco.
Viro as costas para os dois e vou para o quarto. Visto minha roupa de baixo rapidamente, depois meu vestidinho e meus saltos. Quando saio, os dois estão discutindo. Peter está acusando Matt de saber de tudo e Matt tenta se defender. Para ser justa, Matt não fazia ideia de que eu sou ex do Peter. O cara não usa redes sociais, então ele nunca postou fotos minhas no ano em que namoramos, e eu nunca conheci nenhum familiar dele. Assumo que ele tenha falado de mim, mas ele sempre me chamou de Alice, nunca de Allie.
“Estou indo embora,” digo em voz alta, chamando a atenção deles. Apontei para o Matt. “Adorei hoje à noite. Aquela coisa que você fez com a língua? Continue fazendo, as mulheres amam essa porra,” digo ao Matt e, apesar da situação, ele sorri. Viro-me para Peter. “E você? Aprenda esse negócio da língua, você sempre foi um lixo no oral. Tenha uma vida de merda e espero nunca mais te ver.” Abro a porta, com a clutch na mão. “Tchau, Matt!”
Ouço a gritaria recomeçar enquanto corro pelo corredor até a escada, dispensando o elevador. Pego meu celular, meus dedos tremem de adrenalina enquanto peço um Uber.
Felizmente, tem um carro a apenas um minuto. O motorista encosta assim que chego à rua. Entro no carro, dou um oi e então o silêncio se instala. Assim que ele entra no trânsito, começo a chorar.
Me vingar daquele jeito foi bom por exatos cinco minutos. Agora, só estou cheia de arrependimento e vergonha. Transi com aquele homem puramente para dar o troco em outro. Usei ele para fazer sexo (não que ele tenha reclamado). Tenho vinte e seis anos e fiz sexo só para ferir alguém.
O que isso diz sobre mim?
Chego à casa com um suspiro. O táxi está parado no final da rua, pago para me esperar. Usando a chave reserva que a Lana me deu ontem quando deixei minhas coisas na casa dela, arrasto minha mala para dentro. Pego apenas minha bolsa, tranco a porta e viro as costas, sem nem olhar em volta. Corro de volta para o táxi, tomando cuidado para não torcer o tornozelo no caminho, e peço ao motorista para me levar ao supermercado mais próximo.
Mais de uma hora depois, um táxi diferente me deixa no final da rua. Estou ofegante enquanto carrego as três sacolas de compras pelo caminho até a casa do lago. Meu cunhado valoriza muito sua privacidade.
A casa não tem garagem. Não há caminho para carros, nem acesso de veículos depois de certo ponto. É totalmente isolada e, francamente, é exatamente o que eu preciso. Os últimos dois meses acabaram comigo e preciso de um tempo sozinha para colocar a cabeça no lugar antes de encarar o mundo de novo.
Coloco toda a comida que comprei nos armários, na geladeira e no freezer. Vou ficar duas semanas, então fiz um bom estoque. Levo minha mala para cima e olho os quartos. Ignoro o quarto principal porque, obviamente, é onde Erick e Lana ficam. Em vez disso, escolho o quarto da frente porque tem uma vista ótima do lago. Levo meia hora para desempacotar tudo e, a essa altura, estou suada e desesperada por um banho.
A pressão da água é tão boa que fico no chuveiro muito mais tempo do que o normal. Saio me sentindo uma nova mulher — na medida do possível apenas com um banho — e pego uma das toalhas gigantes e felpudas para me enrolar. Existem muitas vantagens em minha irmã mais nova casar com um cara incrivelmente rico, uma sendo que ela é absurdamente feliz, mas também significa que tudo o que ele possui é luxo, até mesmo as toalhas.
Travo no meio do caminho enquanto entro no quarto. Aguso os ouvidos para ouvir o barulho que me fez parar. Ele soa novamente. Uma mistura de pânico e confusão me preenche.
Isso é… ronco?
Confusa pra caralho, vou até o corredor e sigo o som até o quarto na frente da casa. Fico pensando se Lana e Erick esqueceram que concordaram em me deixar ficar aqui e talvez tenham vindo visitar. Não é como se eu pudesse verificar se há carros na entrada… não tem entrada. A porta está entreaberta. Segurando minha toalha com força, empurro-a cautelosamente e dou uma espiada.
No meio da cama king-size, um homem está deitado de costas. Um braço está dobrado acima da cabeça, o outro estendido ao lado dele. Ele está totalmente vestido… e roncando.
“Que porra é essa?”
As palavras saem mais altas do que eu pretendia. O homem se senta de repente, olhando ao redor, sonolento. Vejo a mala no canto e sinto meu estômago afundar.
O que ele está fazendo aqui?
“O-o quê?” Ele solta.
Os olhos dele pousam em mim e ele os esfrega. Ele pisca algumas vezes e semicerra os olhos, tentando entender o que está vendo, assim como eu.
“Alice?” Ele diz, confuso.
“Deacon,” respondo secamente, tentando reunir um pouco de autoridade, apesar de não estar vestindo nada além de uma toalha. “O que você está fazendo aqui?”
“Eu?” Ele pisca rápido de novo e se levanta, embora um pouco instável. “O que você está fazendo aqui?”
“Lana e Erick concordaram em me deixar ficar por duas semanas,” respondo indignada e aperto minha toalha um pouco mais forte.
Deacon franze a testa, com a boca aberta de choque. “Isso não pode estar certo.”
“Está sim,” retruco e estico a coluna.
“Mas a Rachael me disse que eu podia ficar aqui por umas semanas.”
“Rachael?” gaguejo. “A representante do Erick?”
“É, essa mesma,” Deacon murmura, olhando em volta como se estivesse procurando algo. “Onde está meu celular? Vou ligar para ela.”
Olho para mim mesma e percebo que provavelmente deveria me vestir.
“Vou colocar uma roupa,” digo a ele e o deixo para fazer a ligação.
Isso é claramente um caso de falta de comunicação. Rachael achou que a cabana estava livre e deu a chave para o Deacon, sem saber que Lana e Erick já tinham concordado em me deixar ficar aqui. Bem, não tem jeito de eu ir embora. Não tenho para onde ir e não vou ficar incomodando o casal apaixonado, eles já fizeram o suficiente oferecendo a casa do lago. Só preciso convencer o Deacon a ir embora.
Porra.