A ESCOLHA DE LILY // MMF

Todos os Direitos Reservados ©

Resumo

Após uma década casada com um homem que não conseguia satisfazê-la, Lily sente vontade de explorar outras pessoas. Ela jamais imaginou que acabaria na cama de dois homens deslumbrantes. MMF! Fique atento às hashtags (: 18+

Gênero
Erotica/Romance
Autor
H <3
Status
Completo
Capítulos
10
Classificação
4.5 8 avaliações
Classificação Etária
18+

A Escolha de Lily

Sexo. Lily nunca tinha parado para pensar muito no ato. Claro, às vezes era bom, mas logo virou mais uma obrigação do que um alívio para o estresse. Já estava com seu primeiro amor havia quase uma década. Era tudo perfeito: o jeito como se conheceram, o noivado, até o casamento parecia coisa de revista.

Não havia nada de errado com seu marido, Arthur. Ele fazia o básico, como dar um beijo de despedida antes do trabalho e aparecer com flores no Dia dos Namorados — rosas vermelhas da Schnucks, como fazia todo ano nos últimos dez.

Lily se sentia presa numa rotina com Arthur. O carinho continuava o mesmo, reservado para despedidas e pouco mais. Assistiam a um filme de vez em quando, raramente se aconchegavam e sempre viravam de costas no meio do filme para dormir cada um do seu lado da cama.

Sexo era um assunto meio proibido na casa deles. No começo, Arthur fazia Lily se sentir como ninguém antes. Ele se demorava, a acariciava com delicadeza e até sussurrava coisas safadas no ouvido dela.

Tudo mudou quando Arthur começou a beber. Ficou distante e irritado, só a tocava quando decidia parar de ignorá-la. Nem era muito de abraçar antes, mas agora, quando olhava para a esposa de dez anos, não conseguia esconder a verdade nos olhos.

Ela também via, no jeito como ele a olhava. Aquilo a fazia se sentir envergonhada. Gostava das mudanças de Arthur ao longo dos anos, amava-o em todas as fases e escolhas. Será que ele não sabia que ela não seria a mesma garota para sempre?

Mesmo assim, as mudanças inegáveis que o casal enfrentava, somadas ao vício caro de Arthur na bebida, deixavam Lily completamente sem esperança no casamento. Não era a primeira vez que passavam por turbulências, mas Arthur se recusava terminantemente a fazer qualquer tipo de terapia de casal para resolver.

E assim, o problema foi varrido para debaixo do tapete. Arthur continuou bebendo, e Lily continuou fingindo que a falta de carinho dele não a magoava.

Talvez a bebida descendo pela garganta dele não doesse nela. As latinhas de cerveja não doíam de pegar de manhã. Mas o jeito como ele agia com Lily quando estava bêbado, à beira de apagar, não só a machucava — assustava. A falta de afeto estava acabando com ela.

Quase tinha esquecido como era ser tocada. Ser desejada por outra pessoa, beijada e acariciada com ternura, como se nada mais no mundo importasse. Ela queria aquilo. Sentia raiva de quem demonstrava paixão na cama, sabendo que voltaria para casa e encontraria um homem que não lhe dava um orgasmo havia anos.

Se sentia boba por ficar chateada com isso, mas a vida sexual deles tinha dado uma guinada drástica. A cada dia que passava sem sentir o calor e o amor de outra pessoa, sentia que ia explodir. Precisava de carinho de alguém. E retribuiria também.

Havia anos que vinha dando isso a Arthur, estudando o que o fazia se sentir bem e praticando como levá-lo ao clímax quase sob comando. Orgulhava-se de conhecer o corpo dele e saber como agradá-lo.

Mas na hora em que era a vez dela se sentir bem, ele sempre decepcionava. Apertava as pernas dela com força contra o colchão, fazendo os músculos doerem sob seu peso. Ou enrolava a mão desajeitadamente em volta do pescoço dela, literalmente a sufocando e distraído demais para perceber.

Nem comece a falar da chupada.

O que antes era um rosto em que ela adorava sentar por horas virou uma boca que ela queria evitar. Os dentes mordiam com força demais, os lábios não encontravam o alvo. Ela deitava de costas, os olhos bem fechados sob a venda que mandaram colocar.

Tentava forçar um gemido, um suspiro… qualquer coisa para fazê-lo pensar que estava indo bem. Mas não estava, então por que se importava tanto com os sentimentos dele? O homem nunca se deu ao trabalho de conhecer o corpo dela como ela fez com o dele. Por que deveria fingir?

Foi na noite em que Arthur a negou um orgasmo repetidas vezes que ela perdeu a cabeça. Não era um joguinho de edging divertido ou preliminares antes do melhor. O fato era que Arthur não sabia agradar a esposa. Enquanto ele metia com força e batia o mais forte que podia, ela pedia para ir devagar e ser gentil. De novo e de novo, Lily pedia para ele parar de ser tão bruto.

Já estava farta de se sentir usada e vazia depois do sexo. Aquilo estava quebrando uma parte dela que achava que ele tinha consertado anos atrás, quando se importava o suficiente para agradá-la direito. Era como se Arthur tivesse decidido que, por ela ainda estar com ele depois de tantos anos, não precisava mais conquistá-la.

Mas ele estava errado. Depois de fazê-la se sentir suja e sem valor, deixando-a com uma dor incômoda entre as pernas e lágrimas escorrendo pelo rosto, ela decidiu que já bastava.

Lily ia trair Arthur.

O sexo ruim e o pós-sexo ainda pior — o tipo que nem existia — a deixavam louca de raiva. Queria transar com alguém, qualquer um, que lhe desse pelo menos um orgasmo decente. Nem queria algo selvagem. Só queria gozar nos braços de outra pessoa. E quem sabe até ganhar um abraço depois?

Não se importava se Arthur descobrisse. Estava cansada de esperar que ele a tratasse melhor na cama, cansada de deixá-lo machucar sua boceta e seu coração. Lily se viu online, vasculhando fóruns de outras mulheres insatisfeitas na cama.

Não era tão incomum quanto pensava, mulheres casadas infelizes e insatisfeitas na cama. Elas falavam de brinquedos, de como dizer ao parceiro o que fazer, e de outras coisas que Lily já tinha tentado anos atrás.

Mas cadê a graça? Claro, conversar com gente que passava pelas mesmas coisas ajudava, mas ela queria mais. Queria sexo com alguém novo, alguém que resolvesse de verdade os problemas que tinha com o marido.

Bom… ela sabia que aquilo não resolveria nada com ele. Mas será que queria mesmo resolver? Ou só queria mostrar que a vida sexual dela era monótona por culpa dele e que ainda era tão desejável quanto sempre?

Havia semanas que fazia suas pesquisas online em segredo, respondendo com uma identidade falsa e contando suas próprias histórias de terror na cama. Até que, numa noite especialmente horrível, depois de chorar depois do sexo, encontrou um novo tópico, um que nunca tinha visto antes.

O feed estava cheio de gente anônima participando ativamente das discussões. Depois de fuçar um pouco, percebeu que o grupo era local! E melhor ainda: ao explorar as opções da página, encontrou um post intitulado lista de encontros.

Sentiu que tinha achado o pote de ouro. Um grupo inteiro de gente esperando para se conhecer e transar? Exatamente o que procurava. No fundo, Lily sabia que aquilo estava errado. Não deveria estar falando de sexo com outras pessoas e muito menos transando fora do casamento.

Mas, ainda assim, a falta de bom sexo no casamento estava criando uma distância entre ela e Arthur, e ele com certeza não seria o responsável por consertar isso. Que outra escolha tinha? Ficar infeliz e insatisfeita para sempre?

Lily abriu o post, examinando os comentários cheios de usuários, alguns com nomes reais e fotos, outros se escondendo atrás de algo inventado, como ela. Analisou cada comentário, notando que todos seguiam mais ou menos o mesmo padrão: idade, localização e preferências.

Parecia fácil, pensou. Começou a digitar seu comentário.

Lily, vinte e três anos, lado sul do centro. Gosto de sexo suave, homens dominantes e paixão. Não gosto de dor extrema, BDSM pesado e falta de aftercare. Aberta a qualquer parceiro, desde que respeitoso.

Assim que terminou de digitar, o laptop apitou, sinalizando que outro comentário tinha sido postado no tópico. Ela publicou o dela também e rolou a tela para ver quem mais tinha comentado.

Mordeu o lábio inferior enquanto começava a ler. Primeiro, a foto de perfil: um gatinho de anime com pelagem escura e uma coleira estampada com cogumelos. Achou fofo, meio infantil, mas charmoso. Mas foi o nome de usuário que a fez sorrir: DaddyandhisTwink.

River e Gideon. Casal — início dos trinta, procurando mais uma pessoa para se divertir. Aberto a qualquer um maior de idade e mente aberta. Localizados no centro. Não gostamos de falta de consentimento e falta de comunicação entre parceiros sexuais. Gostamos de privação sensorial e brincadeiras com gozo.

Os lábios de Lily se abriram num sorriso largo, os dedos tremendo sobre o touchpad enquanto pensava no que responder. Como as pessoas faziam isso? Talvez uma mensagem direta funcionasse melhor.

Então, mandou uma DM para o usuário, cujo nome agora estava em negrito na tela. Aquilo a fez rir. Será que falaria com o Daddy ou com o Twink? De qualquer forma, estava animada e curiosa. E, no fundo, um pouco nervosa.

Digitou algumas letras e apagou, talvez uma frase ou duas antes de deletar tudo. Como começar uma conversa desse tipo? Será que a rejeitariam por ser tímida?

Lily ergueu os olhos do laptop, olhando para a porta do quarto, onde o marido dormia, roncando alto e provavelmente roubando todos os cobertores. Uma pontada de culpa subiu pela garganta, mas logo lembrou por que estava ali.

Começou a digitar de novo. Quatro palavras, vagas e sem graça. “Vi seu comentário,” começou. Mas quanto mais olhava, mais percebia que eles provavelmente não entenderiam do que ela estava falando.

Acrescentou: “Vi seu comentário no post de encontros.”

Concordou com a cabeça e enviou a mensagem simples. Então, o pânico subiu pela garganta. O que tinha feito? Mandar mensagem para um desconhecido pedindo sexo — dois desconhecidos, aliás! Se Arthur soubesse… bom, o que faria? Será que aprenderia a transar melhor com ela? Ou seria egocêntrico demais para admitir que havia um problema havia muito, muito tempo?

Uma bolinha com três pontinhos apareceu no chat. Já estavam respondendo! Deu um suspiro baixo, observando a bolinha aparecer e desaparecer. Então, uma nova mensagem surgiu na tela, tão simples quanto a que ela tinha enviado. Já se sentiu melhor.

“Vi o seu também (: …” A mensagem era fofa, até educada. Não a assustou como imaginava. A bolinha apareceu de novo, e uma nova mensagem surgiu na tela segundos depois. “Quer marcar um café amanhã? Pra gente conversar e planejar algo.”

O coração deu um pulo enquanto já começava a pensar em onde iriam. Eles. Quem exatamente ela estava falando? E com quem falaria no dia seguinte?

“Claro… mas preciso perguntar: é o Daddy ou o Twink? (;”

Deu uma risadinha ao enviar a mensagem, soltando um suspiro de alívio com aquele pequeno momento de interação positiva. Precisava daquilo e nem tinha percebido o quanto até agora.

“O Twink (: pode me chamar de River,” dizia a próxima mensagem. E logo em seguida, outra. “E vou ser eu quem vai te encontrar amanhã. O Daddy me deixa escolher quem eu quero…”

Aquela mensagem mexeu com algo na barriga dela. O que River queria dizer com o Daddy deixá-lo escolher? Tipo… ele podia simplesmente trazer alguém novo para transar junto e o parceiro dele estava de boa com isso? Meu Deus, aquilo parecia um sonho. Não conseguia acreditar que ela poderia acabar na cama com os dois.

“Tá bom…” Mandou só a palavra, percebendo rápido que precisava dizer mais. “Onde você quer se encontrar?”

“B Street Coffee. Que tal às 10h?” A mensagem chegou quase na hora, e ela gostou da pontualidade, mesmo sendo tão tarde.

“Te vejo amanhã,” disse Lily, encerrando a conversa. Uma onda de nervosismo a invadiu enquanto fechava o site e desligava o laptop. O que vestiria? Será que importava? E se dissessem que não era atraente o suficiente e a fizessem se sentir como Arthur já fazia?

Mas… e se não dissessem? E se acabasse transando com duas pessoas e gostasse? Isso seria pior? Não se importava. E mesmo quando se deitou na cama, ao lado de Arthur, que roncava alto e roubava todos os cobertores, não sentiu nem um pingo de remorso.

Na manhã seguinte, Lily acordou com a cama vazia e o som da televisão na sala. Arthur geralmente saía para o trabalho às oito, só voltando às cinco ou mais tarde, se tivesse sorte. Ela deveria estar na cozinha agora, quebrando dois ovos numa frigideira quente e colocando uma linguiça de peru ao lado. E pão. Não esquece do pão.

Mas não conseguia se importar com o que ele comia ou se sabia fazer comida para si mesmo. Era um homem feito, e ela, uma mulher feita. Os dois tinham planos naquela manhã, e ela não ia se prender às mesmas atividades chatas que fazia todo santo dia. Precisava daquela mudança.

Entrou no chuveiro, lavou o cabelo e passou condicionador para poder se concentrar no corpo. Começou esfoliando as pernas, subindo pela barriga e pelos braços. Queria estar macia e se sentir bonita, e o cheiro de coco tostado já a deixava excitada. Depois, se lavou, demorando-se nos mamilos duros enquanto pensava no dia que a esperava.

Passou a gilete, decidiu terminar com o creme que combinava com o esfoliante. Quando saiu do chuveiro e secou o cabelo comprido, ficou diante do espelho, nua, e olhou para o próprio corpo.

Embora tivesse sido feita para se sentir menos que bonita ultimamente, achava-se sexy. Era curvilínea e baixinha, com curvas nos lugares certos e sabia se mexer. O que havia para não gostar? Queria entrar nessa com a cabeça no lugar. Como teria um orgasmo decente se nem gostava do corpo que estava prestes a dividir com um desconhecido?

Depois de passar uma maquiagem básica, secar o cabelo e vestir algo casual, mas bonito, Lily percebeu que Arthur já tinha saído para o trabalho. E melhor ainda? Não havia pratos sujos no fogão, o que significava que não teria que limpar a bagunça dele quando voltasse do café.

Quando ela finalmente estava pronta para sair, já eram quase nove e meia. Sabia que o trajeto até a cafeteria era curto, então não se preocupou nem se apressou. Apenas juntou suas coisas, trancou a porta e torceu para voltar uma mulher diferente depois daquele dia.

Na cafeteria, o aroma dos grãos recém-moídos enchia o ambiente, quente e reconfortante. Algumas pessoas trabalhavam quietas em laptops, tomando bebidas fumegantes, enquanto outras conversavam com amigos. Lily olhou ao redor, notando todo tipo de gente. Nenhuma parecia combinar com a energia que tinha sentido na breve conversa com River, mas decidiu pedir um café enquanto esperava.

Foi até o balcão onde os pedidos ficavam prontos para serem retirados. Gostou da ideia de que um desconhecido também estivesse ali, esperando por ela. Especialmente por algo tão sacana. Talvez ele estivesse observando o lugar, como ela tinha feito minutos antes.

Talvez já a tivesse encontrado e estivesse só esperando que ela se virasse. Lily ainda não tinha coragem para isso. Em vez disso, pegou seu latte e foi em direção a uma mesa. Alguns minutos se passaram, com ela tomando o café e olhando pela janela, quando um homem se aproximou. No mesmo instante, ele estendeu a mão para ela.

— Lily? — perguntou baixinho, oferecendo a mão. Ela a segurou, sentindo as bochechas queimarem. Não era pela natureza vulgar do encontro, mas porque River não tinha mencionado como era bonito. Não era muito mais alto que ela, e isso ela gostou. O cabelo era escuro, bem penteado, parecia macio e convidativo ao toque. Lily quase podia jurar que a pele dele era de porcelana.

— Oi… sim, sou eu. E você… — As palavras morreram na garganta. Estava nervosa, de repente muito consciente de como River parecia seguro e confiante. — Você é o River?

Ele sorriu, assentindo algumas vezes enquanto se sentava à sua frente. Na mão, trazia um café gelado com chantilly e um saquinho de papel. Colocou o pacote marrom sobre a mesa e tirou dois cookies que Lily tinha visto na vitrine da frente.

— Peguei um pra você também — disse, oferecendo o cookie de chocolate amargo com sal. Ela não era de recusar doces, e o gesto a deixou mais à vontade. — Todo mundo gosta de cookies, e assim não precisamos conversar de barriga vazia.

River deu uma mordida, lambendo os farelos dos lábios de um jeito que fez Lily corar de novo. Nunca tinha conhecido alguém tão tentador sem nem estar tentando. Talvez fosse só a situação que a deixava excitada. De qualquer forma, estava pronta para falar sobre aquilo.

— Então, no seu comentário, você disse que é um casal procurando outra pessoa? — Lily começou, tentando soar tranquila e descontraída.

River assentiu, engolindo um pedaço com um gole de café. — É… na verdade, somos casados. Faz tempo… — Nesse momento, os olhos dele desceram para a mão de Lily, e ela ficou aliviada por não estar usando a aliança naquele dia. — Às vezes, gostamos de trazer outras pessoas para o sexo. É só uma das formas de termos as experiências que queremos, mas juntos. Espero que não seja um problema ter duas pessoas em vez de uma.

Ela teve vontade de gritar não! Por que seria um problema? O dobro de mãos e línguas com certeza a fariam gozar. Se é que já não estava excitada só de pensar em ser dividida por um casal. Mordeu o lábio e balançou a cabeça.

— Não é problema nenhum — disse baixinho. — Quando é que a gente… faz isso? E onde?

— Devagar — River riu, deslizando a mão carinhosamente sobre a mesa. — Quero saber algumas coisas sobre você primeiro. O que gosta, o que é proibido, quanto de experiência tem, essas coisas.

E assim, os dois começaram a conversar. Falaram sobre as preferências de Lily na cama e o que River adorava fazer com Daddy, que Lily descobriu se chamar Gideon. Algumas coisas estavam fora de questão, como dor muito forte. Palmadas estavam liberadas, desde que todos soubessem os limites.

Durante a conversa, Lily descobriu que muita coisa podia acontecer entre duas pessoas na cama. Gostou do jeito que River falava dessas coisas, como se tivesse sido mimado na cama pelo marido e agora quisesse dividir isso com outra pessoa. Com ela.

Lily desejou que Arthur falasse pelo menos metade do que River estava falando. Puta merda, ele nem tentava deixá-la excitada, e mesmo assim estava conseguindo. Percebeu que queria mais do que imaginava. River falou sobre chamar pelo nome e brincar com saliva, duas coisas que nunca tinha nem considerado na cama. Em que diabos tinha se metido? E, mais importante, como faria isso acontecer mais rápido?

No fim da conversa, os dois já tinham se aberto sobre desejos e experiências mais íntimas. Era a vez de Lily falar, depois que River terminou, e quando contou sobre Arthur e sua experiência limitada, se sentiu envergonhada. Admitiu que não se sentia satisfeita na cama. Mas não admitiu que Arthur não sabia que ela estava ali.

Mesmo assim, River não pareceu se importar. Até pareceu mais interessado em levá-la para o quarto deles. Queria que ela experimentasse o que Gideon tinha feito com ele. A ideia de ver aquela mulher na cama deles, sendo tocada e beijada pelo marido, o deixava excitado.

Ele sabia como era ser chupado pelos lábios de Gideon e ser fodido até não conseguir andar, seguido de cafuné e carinhos depois. Queria que Lily fosse para casa pensando neles.

Quando as bebidas acabaram e só restava rir de piadas sacanas, os dois decidiram marcar um novo encontro. Lily estremeceu de excitação, mordendo o lábio para esconder o sorriso largo. Estava acontecendo! Lily ia transar — e transar pra caralho — com River e Gideon.

— Hoje — River começou, empurrando a cadeira para debaixo da mesa. — Você pode vir para a nossa casa. Mando o endereço. Que tal às dez?

Lily concordou e logo começou a pensar no que precisava fazer. Mas River percebeu a expressão dela, a testa franzida de preocupação. Acrescentou: — Vou te mandar uns detalhes também. O que vestir, como se preparar… essas coisas.

Ela agradeceu pela calma dele e pela disposição em assumir o controle. Afinal, nunca tinha feito aquilo antes. Se despediram com um abraço suave. Lily gostou de como River se encaixou contra ela, do jeito que o perfume dele ficou no ar por alguns instantes. Cheirava a fresco e quente. Era tentador, e era bom saber que logo poderia tê-lo. E o marido dele, pensou, corando só de imaginar.

Algumas horas depois de chegar em casa, Lily recebeu uma mensagem do novo… amigo? Não tinha certeza se eram amigos, mas sabia que, na noite seguinte, já não seriam mais estranhos.

De qualquer forma, a mensagem tinha tudo o que ele havia prometido. Ele disse o que vestir: algo confortável e fácil de tirar, além do que quisesse por baixo. Deixou claro que ela podia até ficar nua por baixo da roupa.

Depois, explicou como se preparar. Durante a conversa na cafeteria, Lily tinha mencionado algumas coisas que queria experimentar, todas prontamente vetadas por Arthur. A mensagem a fez corar. Ele era tão direto sobre essas coisas. Meu Deus, só de pensar já estava ficando molhada.

“Como se preparar para anal…” começava a mensagem. Lily sentiu as bochechas esquentarem enquanto continuava lendo. Entendeu o que fazer, onde encontrar o que precisava e que podia levar os brinquedos que quisesse. Tinha um plug anal bem bonitinho, comprado meses atrás e ainda embrulhado em um saquinho de cetim rosa.

Ia levar. E ia se preparar. Fez tudo isso animada, pensando no que fariam com ela. Lily achou que ia desistir, mas River tinha sido tão gentil. Dava para perceber que ele já tinha feito aquilo antes, e isso também a excitava. Alguém experiente ia me tocar!

Arthur chegou do trabalho por volta das seis da tarde, reclamando do dia no escritório. Ações, gráficos… coisas que Lily nunca se interessou em aprender. Coisas pelas quais Arthur era muito bem pago, aliás. Ela não estava nem um pouco a fim da conversa chata dele, muito menos tinha preparado o jantar.

— Hoje é seu dia de sorte! — Lily exclamou, tirando o telefone fixo da parede e entregando para Arthur. Talvez fosse o dia de sorte dela. — Pode pedir o que quiser. Vamos, liga aí!

Arthur não achou a menor graça. Ele já tinha sido o responsável por pedir comida alguma vez? Não por telefone, mas era ele quem pagava. Por isso, achava que era dever de Lily cuidar de tudo que não envolvesse dinheiro. Não era trabalho da esposa cuidar dele? Podia até querer um boquete, mas preferiu não pedir naquele momento.

Lily não faria mesmo. Ou talvez até usasse os dentes, só para variar, como ele fazia com ela. Só que de propósito. Ia raspar o pau dele, talvez morder a ponta e depois fingir que ele deveria agradecer. Isso sim seria satisfatório.

Claro, a verdade era que ela tinha tempo e condições de preparar e servir o jantar. Mas por que faria isso? Lily sabia que o que estava prestes a fazer era errado. No papel, ia trair o marido de dez anos com um casal que com certeza ia fazê-la gozar como nunca.

Mas, para ela, era muito mais do que isso. Aquela noite era a explosão final de tudo que vinha pedindo para Arthur mudar. Era a chance de provar, nem que fosse só para si mesma, que não precisava se contentar com sexo medíocre pelo resto da vida. Suas ações estavam justificadas na própria cabeça, e era só isso que importava. Além do mais, quem disse que Arthur precisava saber?

Depois do jantar, manteve distância dele, se escondendo no banheiro enquanto se preparava para sair. Quando deu nove e meia, estava mais do que pronta para deixar a casa. Arthur tinha ido dormir uma hora antes, como sempre, e claro, estava roncando e roubando os cobertores, como estaria quando ela voltasse.

Voltaria recém-comida e coberta de porra de outro homem. De dois outros homens. Não se importava com os cobertores nem com os roncos. Mal podia esperar para deitar ao lado de Arthur com aquela dor gostosa entre as pernas, dessa vez causada por outro. Talvez até se tocasse pensando neles enquanto ele dormia ao seu lado.

Lily saiu de casa e entrou no carro, saindo da garagem e entrando na noite. As estrelas pareciam piscar para ela, sussurrando incentivos e elogios para o plano da garota.

Ao chegar na casa de Gideon e River, notou como eles pareciam ter uma vida harmoniosa. Como não teriam? Sabia, pela conversa anterior, que confiavam um no outro o suficiente para transar com outras pessoas. Era de se esperar que uma confiança assim viesse de um relacionamento sólido.

Por um instante, se perguntou se Arthur seria contra. Ficaria bravo com a traição, claro, mas será que permitiria um terceiro na cama deles? Provavelmente não, decidiu. Ele gostava da rotina. Não havia espaço para mais ninguém na cama deles. E, pior ainda, ela teria que conviver com o fato de dividir o marido pouco sexual com outra pessoa.

Só deixaria alguém insatisfeito. Era exatamente por isso que estava ali, fazendo o que sabia que o marido odiaria. A única pessoa que merecia insatisfação já estava dormindo feito um anjo, sem saber que a esposa estava na frente da casa de outro, usando um plug anal por baixo da calcinha de renda.

Mas, ao desligar o carro e guardar as chaves na bolsa pequena, começou a ficar nervosa. Como começariam? E se Gideon decidisse que ela não era boa o suficiente para eles? Balançou a cabeça, pensando se não deveria voltar para casa em vez de entrar naquela.

Mas estava decidida a gozar sem depender dos próprios dedos, então saiu do carro e marchou até a porta da frente. Bateu educadamente, cruzando as mãos enquanto esperava. Não precisou esperar muito até a porta se abrir e, atrás dela, River com duas taças de vinho tinto.

Ele sorriu suavemente, parecendo um anjo com a luz suave brilhando atrás dele. — Oi — disse, dando espaço para ela entrar. — Quer uma taça para relaxar?

Ela assentiu, agradecendo pela bebida enquanto tomava um gole. River a guiou pela casa, levando-a por um corredor longo até a sala de estar. Ele pegou a bolsa e o casaco dela, deixando-os sobre a mesa de entrada. Por isso, Lily não tinha nada para mexer além do vinho, e acabou bebendo a taça toda bem rápido.

Mas ele tinha razão, e os nervos logo começaram a sumir. Até que River entrou na sala pouco iluminada, bem onde Gideon estava sentado. Lily perdeu o fôlego na mesma hora. Caramba, eles eram um casal lindo.

Gideon estava no sofá, pernas abertas e braços apoiados no encosto. Os dedos, largos e trabalhados, estavam bem abertos. Ela se pegou olhando para o homem em vez de cumprimentá-lo, mas quando finalmente ergueu os olhos para o rosto dele, o sorriso discreto fez seu estômago dar um salto.

— Oi, Lily… — Gideon disse devagar, percorrendo o corpo dela com o olhar. Ela se mexeu na porta, soltando um suspiro baixo quando sentiu a mão de River na lombar. Gideon riu enquanto River a guiava para dentro da sala, bem ao lado de onde ele estava sentado.

Ela entendeu a deixa e se sentou ao lado dele no sofá. Nem tinha respondido ainda! — Oi — Lily disse baixinho, sentindo o rosto esquentar. — Prazer em conhecer você… sua casa é linda.

River sorriu de lado para ela enquanto se sentava ao lado de Gideon, aconchegando-se nele e acariciando o peito largo. Gideon passou os dedos pelos cabelos de River. Lily tinha razão, pensou, observando como os dedos deslizavam suavemente entre os fios.

— River já te explicou nossas regras, Lily? — Gideon perguntou diretamente, ainda acariciando o marido. Ela achou aquilo bonito. Não se importaria nem um pouco.

— Um pouco, sim… — respondeu, meio sem jeito. — Mas não me importaria de ouvir de novo, direto de você.

Gideon gostou da resposta e do jeito como os olhos dela passeavam entre os dois. Brilhavam sob a luz fraca do fogo, vivos e curiosos. Dava para ver que estava animada e nervosa. Não queria outra coisa senão mergulhar nela.

River tinha explicado brevemente o que Lily lhe contou sobre estar insatisfeita com sua vida sexual. Gideon resolveria isso em uma noite. Lentamente, seus dedos se aproximaram do ombro dela, acariciando o tecido macio da blusa. Ela derreteu quase na hora, como ele queria. Ele adorava fazer River se sentir seguro e não se importaria de ter dois submissos no colo, ambos dependendo dele para prazer e segurança. Aquela ideia o excitava muito.

Gideon olhou diretamente para Lily, seus dedos acariciando o ombro dela, subindo pelo pescoço até o lóbulo da orelha, onde massageou suavemente. O gesto a deixou sonolenta. Ele sorriu, observando-a relaxar antes de começar.

— Tudo o que fizermos hoje à noite será guiado por você, Lily. River e eu vamos sugerir, mas tudo o que fizermos — ou deixarmos de fazer — vai depender só de você. Você tem o poder de parar quando quiser. Queremos que se sinta confortável, então, se algo que fizermos te incomodar, pode dizer ‘pausa’. Tá bom?

— Tá bom — ela disse, inclinando-se sutilmente para o toque dele. Mas ficou um pouco decepcionada. Já passava a vida toda dizendo ao marido o que fazer, e ele nunca ouvia. Era como se Gideon lesse sua mente quando falou de novo.

— Mas o River me contou que você anda insatisfeita ultimamente. É isso mesmo? — Ele inclinou a cabeça, ouvindo-a com atenção. Queria que ela dissesse sim, que admitisse que não tinha sido bem comida e precisava que ele resolvesse. Seu pau já estava duro antes mesmo de ela responder.

Ela assentiu, desviando o olhar por vergonha. Era meio constrangedor estar ali com aqueles dois e admitir que precisava de um orgasmo decente. Mas quando Gideon ergueu seu queixo para encará-lo, percebeu que nenhum dos dois achava aquilo vergonhoso. Os dois pareciam famintos, ansiosos para brincar com ela naquela noite.

— Não se preocupe… — River murmurou, deslizando a mão mais para baixo na barriga de Gideon. — O papai vai cuidar de você hoje.

Lily não teve tempo de responder antes de Gideon se inclinar e dar o primeiro beijo no pescoço dela. Ela estava desesperada, carente de toque e tão receptiva. Na mesma hora, soltou um gemidinho, adorando a boca quente dele em sua pele. Ele sorriu contra ela, mordiscando a pele macia perto da orelha.

Enquanto isso, River se levantou do sofá e tirou a camisa, jogando-a num canto da sala. Ajoelhou-se na frente de Gideon, obediente, sentando entre suas pernas com o rosto apoiado no joelho dele, esperando instruções.

River adorava observar o rosto de Lily e como seus olhos se fechavam suavemente com a atenção. Sabia que ela já estaria molhada só com o que Gideon estava fazendo no pescoço dela. Gideon usou a mão livre para incentivar River, acariciando seu rosto e enfiando o polegar na boca dele.

River gemeu em aprovação, chupando o dedo na hora, girando a língua e cobrindo-o de saliva. Gideon gemeu no pescoço de Lily, dando um tapinha leve no rosto de River quando sentiu o marido morder de brincadeira.

River era um danadinho, sempre querendo provocar e pedir punição. Gideon não negaria nada a nenhum dos dois naquela noite, quer precisassem da mesma coisa ou de algo diferente. Ele adorava um desafio.

River sentiu o pau endurecer, a expectativa do dia criando uma pressão gostosa na barriga. Os quadris se moviam devagar enquanto ele tentava esfregar o pau no moletom, sabendo que não podia se tocar até Gideon liberá-lo.

Enquanto isso, Gideon já tinha chegado à orelha de Lily, mordiscando o lóbulo e fazendo sons baixinhos. Deu um beijo na têmpora dela antes de sussurrar: — Tira a blusa e olha o River…

Ele se afastou, tirando a própria camisa e jogando-a de lado antes de ajudar Lily com a dela. Gideon olhou para o peito nu dela, sorrindo ao ver que não usava sutiã. Ela tinha entrado tímida, e agora ali estava, com os peitos de fora no sofá dele.

A mão de Lily foi direto para o seio, beliscando o mamilo de leve. A estimulação suave mexeu com ela entre as pernas, aumentando a sensação enquanto observava River abrir o zíper da calça de Gideon. O pau dele saltou livre, e Lily teve a impressão de que River a observava, incentivando-a a olhar.

Para olhar o que a encheria naquela noite, o que River tinha o prazer de usar quando quisesse. E ela olhou. Notou o pau grosso, as veias subindo até a ponta. E, com ainda mais entusiasmo, viu a língua de River deslizar pela cabeça, recolhendo a gota de pré-gozo ali.

Gideon gemeu baixo, acariciando o rosto cheio de River. Com a outra mão, tirou a mão de Lily do mamilo, substituindo-a pelo roçar suave do polegar. Ela sentiu a umidade se acumulando entre as pernas ao ver River balançar a cabeça.

Gideon deslizou os quadris para a beirada do sofá, empurrando o pau mais fundo na boca de River. Ele engasgou, mas continuou chupando como o bom menino que era. Gideon voltou a atenção para Lily.

Ela também queria tocar. Ser tocada, pelo menos. Ele deve ter percebido pelo olhar dela. — Tira a calça — murmurou, os olhos vidrados de tesão. Ela obedeceu, agora sentada no sofá de um desconhecido só de uma calcinha preta fina.

— Vem aqui, gatinha… — Gideon chamou, estendendo a mão para ela. Ela ficou confusa, mas se inclinou para obedecer. — Sobe, amor. Quero você no meu colo. Senta em cima do River pra ele chupar meu pau enquanto eu brinco com você.

Nossa senhora. As coisas sujas acontecendo tão rápido estavam deixando sua cabeça girar de tesão. Ela fez o que ele mandou, passando uma perna por cima da barriga dele e se acomodando devagar acima do umbigo. O ângulo era novo. Puta merda, ter tanta gente numa mesma transa era novo.

Mas Gideon sabia o que estava fazendo. Com River ainda feliz lambendo e chupando seu pau, aproveitou para agarrar a bunda exposta de Lily. Sorriu para o rosto corado dela, massageando as nádegas fartas. O dedo fez cócegas enquanto se aproximava da faixa da calcinha, estalando o tecido de volta na pele dela.

Ela ofegou e depois riu, os quadris se movendo e enviando uma onda de prazer pela boceta. Era sensível, sempre tinha sido, e agora ia descobrir como era ser tocada por alguém que não ia fazer doer.

Gideon usou uma mão para acariciar a bunda dela, incentivando-a a pressionar a boceta contra ele. Gemeu quando seus lábios envolveram o mamilo, chupando e lambendo o bico endurecido. Ela gemeu quando ele passou a língua, já lhe dando mais do que o marido jamais tinha dado.

E então levou um susto quando sentiu outra mão — uma terceira — na bunda. Mais especificamente, um dedo circulando a joia rosada em seu cu. Quase tinha esquecido do plugue, que mantinha ali para se abrir um pouco. Só por precaução, caso eles quisessem usá-la. E ela esperava que quisessem.

Gideon riu baixinho quando percebeu que a mão do marido não estava mais nele, mas nela. Encontrou o toque de River, usando o polegar para girar o plugue de leve. — O que é isso? — murmurou. — Veio preparada, hein?

Ela assentiu, de repente sem conseguir falar enquanto ele começava a massagear e girar o plugue. Nunca tinha sentido uma sensação assim e sabia que queria mais. Um gemido escapou quando ele puxou um pouco, empurrando de volta antes de massagear a borda.

— Gosta disso, Lily? — Gideon perguntou, forçando-a a encará-lo com a mão firme no queixo. Ela assentiu, os olhos lutando para ficar abertos enquanto ele brincava com seu cu. River começou a resmungar, os sons molhados e pegajosos embaixo de Lily ficando mais intensos. Ele queria participar, brincar com ela também.

Gideon deu um tapinha na bunda dela, indicando que voltasse para a almofada. Enquanto ela se sentava, Gideon puxou River pelo pescoço, beijando-o fundo. Os dedos de River cravaram nas coxas de Gideon, os joelhos abertos e os quadris se movendo devagar.

— Que menino bonzinho — Gideon murmurou, beijando o lábio inferior inchado de River. — Quer uma vez com a Lily? É por isso que está tão manhoso, amor?

— Quero — River respondeu, ofegante, a saliva ainda brilhando nos lábios. — Por favor, papai…

Um sorriso sádico se desenhou nos lábios de Gideon quando olhou para Lily, de olhos arregalados e quase ofegante. — Vamos subir — anunciou. — Por que você não mostra o caminho pra ela?

Observou enquanto River se levantava e pegava a mão de Lily, ajudando-a a se levantar enquanto a conduzia escada acima, rumo ao quarto. Gideon ficou olhando para as bundas dos dois enquanto subiam, sabendo que em poucas horas teria uma cama cheia de submissos bem comidos.

Encontrou os dois no meio da cama grande, sentados de pernas cruzadas enquanto River examinava a manicure dela. Ele sempre foi tão bom com as pessoas que traziam para casa, o que só fazia Gideon querer enchê-lo de porra até ele vazar ainda mais do que já ia vazar.

Gideon ficou de pé aos pés da cama, acariciando o pau devagar enquanto começava a dar ordens. Adorava o poder, o olhar de corça inocente de um submisso enquanto obedeciam, sabendo que, se escutassem, ele os recompensaria.

— Deita, Lily. Lá em cima, fica à vontade. E abre as pernas pra o River ver sua bocetinha linda…

As bochechas dela coraram. Linda? Será que eles achavam mesmo? Deus, ela esperava que sim… De qualquer forma, fez o que mandaram, gostando de ter o poder de parar, mas não ser ela a dar as ordens. Ficaria feliz em obedecer aos dois. Puta merda, até latiria se ele pedisse.

Lily se acomodou nos travesseiros macios, abrindo os joelhos para os dois. Gideon ainda estava aos pés, acariciando o pau enquanto observava a reação de River. Os peitos dela estavam nas mãos, expondo a renda fina que cobria o centro.

— Por que você não a toca, amor? Não está linda assim, toda aberta pra você? Vai lá… tira a calcinha dela. — Gideon poderia gozar só de ver os dois excitados, mas quando River deslizou a calcinha pelas pernas dela, a umidade brilhante da boceta quase o fez terminar ali mesmo.

Meu Deus, ele pensou. Achava que ela precisaria de um aquecimento, de muito convencimento para se soltar. Ela realmente precisava de uma boa trepada. E ele ia aproveitar ao máximo.

A boceta dela se contraiu, as pernas tentando fechar com o olhar intenso dos dois, mas ao mesmo tempo ela não se importava de ser observada. Queria ser tocada. Gideon queria fazê-la se contorcer um pouco mais, no entanto.

— Tão macia — River murmurou, acariciando a parte interna da coxa dela. Esticou a perna dela sobre seu colo, massageando a panturrilha enquanto se aproximava da boceta. Então se inclinou, dando um beijo bem na marquinha de nascença na parte interna da coxa. Estava tão perto de onde ela precisava dele.

— Quer tocar nela? — Gideon perguntou, apoiando os joelhos na cama enquanto se aproximava por trás de River. — Lily… o River quer brincar com sua boceta. Pode?

A firmeza na voz dele só a excitou mais. Era como se ele controlasse dois fantoches, fazendo-os se tocarem e sentirem um ao outro. Ela adorava. Adorava ser usada e exibida para eles.

Ela assentiu, só para levar um tapa de aviso na coxa de Gideon antes de ele aliviar a ardência com um carinho. — Palavras, amor. Preciso ouvir você.

— Pode — respondeu quase na hora, amando e odiando a forma como sentia o clitóris latejar com a dor. Era uma dor diferente. Era intencional, feita para acontecer e depois Gideon cuidar dela. Não era porque ele não se importava. Era porque queria agradá-la. Sentiu o peito se encher de algo bom com esse pensamento.

Os olhos dela se voltaram para os dedos de River, onde um único dedo deslizou por sua fenda, levando um pouco da umidade para o clitóris. Sentia como já estava molhada, e toda aquela situação estava ficando avassaladora de um jeito bom.

Ela arqueou os quadris de leve enquanto ele circulava o clitóris e voltava para baixo, provocando-a tão suavemente que a fez gemer. Gideon começou a acariciar os quadris de River, pressionando o pau duro contra as costas dele para observar por cima do ombro.

River se inclinou, lambendo uma linha ousada pela boceta dela. As pernas dela tentaram fechar na hora, só para serem mantidas abertas pelas mãos dele pressionando suas coxas. Os dedos passeavam preguiçosamente pela pele, dando um toque suave à sua força.

Enquanto isso, Gideon desceu as mãos pelo corpo de River, beliscando os mamilos antes de deslizar pela barriga em direção ao pau. Acariciou-o devagar, passando o polegar na ponta enquanto River continuava a chupar Lily.

River rebolou os quadris contra a mão de Gideon, resmungando quando o aperto afrouxou por um instante. — Não seja tão guloso, amor — Gideon sussurrou no ouvido dele, soltando o pau por completo. Desceu também, bem onde River tinha aberto as pernas e o pau balançava entre ele e a cama, acesso perfeito para o papai usar.

A boca de River estava grudada na boceta de Lily com fervor, sugando o clitóris. Gemeu nela, tirando uma mão da coxa para brincar com os peitos dela, incentivando-a a enroscar os dedos em seu cabelo.

Ela tinha razão. Era grosso e macio entre seus dedos. A sensação daquilo junto com a língua dele estava deixando-a louca. E então olhou para Gideon, que a encarava enquanto se curvava atrás de River e lambia seu cu.

Gideon segurou as bolas dele com uma mão, apertando e puxando de leve. Enquanto girava a língua em volta do cuzinho, River enfiou a própria língua dentro de Lily. Ela gritou, o queixo caindo no peito para vê-lo devorá-la.

Os olhos dela reviraram com a sensação de que já ia gozar. Talvez fosse a atenção que estava recebendo de repente, depois de tanto tempo sendo deixada na mão. Ou talvez a ideia suja de ter dois homens lindos a devorando fosse o suficiente para gozar na língua de River. Mas, assim que sentiu o nó entre os quadris se apertar, Gideon puxou River pelo pescoço, pressionando-os juntos. A excitação de Lily brilhava no queixo de River, destacada pelo sorriso orgulhoso que ele exibia.

River gostava de ser jogado de um lado para o outro às vezes. Usado como a boneca de foda do papai e depois colocado na cama com cuidado. Era o que ele desejava, então ser puxado assim só deixava seu pau mais duro de necessidade. A cabeça pendeu para trás, no peito do marido, a barriga subindo e descendo a cada respiração profunda de expectativa.

Gideon virou a cabeça de River, beijando-o com força. Estava sentindo o gosto de Lily nos lábios dele, o sabor dela claramente impregnado na pele de River. Bebeu tudo, lambendo os lábios de River antes de cuspir na boca aberta. Lily observou, fascinada, enquanto River engolia a saliva.

Ela nunca tinha visto algo tão sujo. Tão, tão sujo. Ela queria aquilo, queria mais do que tinham começado há pouco tempo. Mas esperou pacientemente, como River estava fazendo. Bom menino, Gideon o chamara antes. Ela também queria ser elogiada. Devia contar a ele? Ou teria a satisfação doentia de ouvir outro homem sussurrar algo tão errado em seu ouvido?

Decidiu não falar nada, pois estava muito focada no que Gideon planejava para River. Gideon esfregou a barriga de River, fazendo cócegas na fina linha de pelos que levava até seu pau duro. Envolveu-o com o punho, masturbando-o tão devagar que o homem menor não conseguiu evitar um gemido pedindo mais. Os quadris dele se projetaram para a frente, precisando de mais do que apenas algumas bombeadas.

— Deite de costas — Gideon ordenou. — No meio da cama. Quer a atenção do papai?

River murmurou um sim, senhor, e esperou ser liberado antes de se mover. Lily encolheu os joelhos contra o peito enquanto River se deitava no meio da cama, logo abaixo de onde ela estivera. Então Gideon olhou para ela, lambendo os lábios mais uma vez.

— Sente no rosto dele — Gideon finalmente disse. Sentar no rosto? Mas ela ia esmagá-lo! Com certeza tinha algum engano. Olhou para River, que exibia um sorriso de menino. Ele ergueu as mãos, mexendo os dedos.

— Vamos, não seja tímida... Eu gosto de te chupar... — Ele falou tão gentilmente que ela quase não entendeu. Depois repetiu, rude e cheio de desejo. — Sente no meu rosto e me deixa te provar. Você não vai me machucar.

O sorriso dele se transformou em uma risada feliz quando ela finalmente se moveu, segurando as mãos de Gideon para se acomodar. Agora estava de frente para Gideon, com a boceta pairando sobre a boca de River. Conseguia sentir o hálito dele fazendo cócegas, os lábios roçando a pele mais próxima.

Gideon sorriu, assentindo para ela. Ela entendeu e desceu sobre a boca de River. No mesmo instante, ele começou a lamber e chupar com delicadeza. Ela gostava de delicadeza. Gostava de ser provocada e torturada bem devagarinho.

Gideon parecia mais do que satisfeito com a cena dos dois juntos. Ajoelhou-se na frente de River, abrindo bem as pernas dele. Os joelhos bateram no colchão macio enquanto Gideon as empurrava do jeito que gostava.

Gideon passou a língua pela ponta, girando-a e pressionando a parte de baixo. Chupou de leve, provocando River. Estava tentando fazê-lo perder o foco. Mas River adorava comer boceta, e também adorava ser chupado, então curtia a tortura.

Abaixando a língua, Gideon engoliu todo o comprimento de River, afundando as bochechas enquanto balançava a cabeça. As mãos ainda seguravam as coxas de River, mantendo os quadris dele imóveis. Lily observava Gideon chupar o pau do marido. Nunca tinha visto algo assim ao vivo.

Os quadris dela começaram a se mover para frente e para trás sobre a boca de River enquanto assistia Gideon cuspir no pau e masturbá-lo rápido. River gemeu baixo, vibrando em Lily por cima. Ela queria fazer algo com as mãos, então se inclinou para a frente e começou a brincar com os mamilos dele.

A estimulação conjunta fez as bolas de River se contraírem. Ele sabia que estava perto, e com a boca cheia de boceta não podia avisar Gideon. Gostava da ideia de gozar sem permissão. Mas Gideon o conhecia melhor que isso. Sabia que seu moleque tentaria testá-lo.

Gideon tinha um plano, então deixou River gemer e reclamar, rebolar os quadris na boca e na mão dele até quase explodir. No momento em que estava prestes a gozar, Gideon tirou o prazer e deu um tapa no pau dolorido.

Os dedos em volta das coxas de Lily apertaram, fazendo-a soltar um gritinho. Ela ofegou ao ver o pau de River balançar com o golpe, já molhado de pré-gozo. Gideon parecia satisfeito com o resultado. Continuou, dizendo a River para parar de ser tão mal-educado. Lily sabia o que aquilo significava quando sua entrada foi preenchida pela língua dele.

Os olhos dela se arregalaram, surpresa que logo se transformou em prazer quando esfregou a boceta no rosto dele, fodendo-o de volta. Não conseguia parar os sons que escapavam de seus lábios, mesmo quando tentou morder o lábio para se calar.

Gideon percebeu e rapidamente se inclinou para perto do rosto dela. Segurou seu rosto, usando o polegar para puxar o lábio que ela mordia. — Assim é melhor — sussurrou, esperando que ela tentasse de novo. Ia dar umas palmadas nela por isso, decidiu.

Depois que se decidiu e deixou que eles a ouvissem, fechou os olhos em êxtase ao sentir River sugar seu clitóris de volta para a boca. Tentou ao máximo ficar parada, querendo senti-lo, mas sendo dominada pela sensação boa demais.

Gideon cuspiu na palma da mão e usou para lubrificar o próprio pau. Brincou com o cu de River por mais um minuto antes de descer da cama e pegar algo na mesinha de cabeceira. Quando voltou, abriu o tubo de lubrificante e espremeu um pouco na ponta do pau e no buraco de River.

Lily queria assistir, ver como ele faria aquilo. Lily também queria experimentar. Ficou vermelha quando cruzou o olhar com Gideon. — Olha só, Lily... veja o que eu faço com ele. — Gideon manteve os olhos nos dela enquanto se alinhava com o cu de River. River estremeceu antes de relaxar, sabendo que logo se sentiria cheio e satisfeito.

Só de pensar em esfregar no pau de Gideon, ele gemeu, e quando Gideon finalmente começou a empurrar, esticando-o ao redor do pau, não conseguiu evitar um gemido na boceta de Lily. Lambeu-a com fome, tentando se concentrar apesar da superestimulação.

Gideon segurou a parte de trás das coxas de River, entrando e saindo devagar no começo. Afundava até o fim, segurava ali até River estar à beira de gritar, e então saía devagar. Ia ordenhar o próprio pau antes de deixar River gozar, só porque adorava ver os olhos dele se arregalarem e a cabeça virar mingau.

Lily observava, fascinada, enquanto o pau de Gideon entrava e saía de River. A forma como os quadris dele puxavam e empurravam com tanta naturalidade, como se fosse um expert em como foder. Precisava de uma cópia do que ele estava lendo. Para pesquisa, claro.

Queria sentir a pele quente das coxas dele contra as suas também, enchendo-a repetidamente com seu gozo. Esse pensamento, o de sair dali cheia deles, foi o que a levou ao primeiro orgasmo.

Gritou enquanto a mandíbula caía. Os quadris se moveram rápido, as pernas tentando fechar, mas não conseguia com a cabeça de River entre suas coxas. Gideon estendeu a mão, ainda fodendo River, e envolveu a garganta dela, puxando-a para perto.

Os lábios dele roçaram os dela enquanto ela gemia, cavalgando o orgasmo com tanta vontade que quase doía. Não conseguiu fazer nada além de sorrir e beijá-la, sem esperar que ela retribuísse o beijo enquanto gozava. Quando finalmente começou a se acalmar, ele murmurou coisas doces, afastando o cabelo do rosto dela e dizendo como estava linda.

Gideon ajudou-a a se sentar atrás da cabeça de River, garantindo que ficasse bem aberta. River ofegava de desejo, completamente descontrolado e pronto para mais. O rosto dele estava molhado com o gozo dela, e Gideon o limpou com prazer enquanto se inclinava e o prendia ali.

River gemeu enquanto se agarrava aos braços grossos de Gideon. Lily observava, pacientemente, querendo se tocar enquanto assistia Gideon foder River bem ali na sua frente. As estocadas aceleraram, entrando com força em River apesar dos gemidos suaves que deixava em seu ouvido.

— Porra...! — River gemeu, arqueando as costas e rebolando os quadris. A pressão de ser fodido tão fundo o deixava nas nuvens, e cada vez que Gideon acertava aquele ponto dentro dele que o fazia ver estrelas, não tinha certeza se conseguiria se segurar.

— Papai, eu vou gozar... — River choramingou, travando os tornozelos nas coxas de Gideon. Estava à beira do orgasmo quando Gideon gemeu em seu ouvido, fodendo-o com mais força do que antes.

Gideon balançou a cabeça, fazendo um som de desaprovação para a bagunça chorona embaixo dele. Não sabia que isso era só o começo? Tinha um longo caminho pela frente, muito tempo para segurar esse orgasmo se quisesse gozar. — Temos visita, querido. Você conhece as regras... não termina até eu mandar. Segura.

River choramingou em resposta, fechando os olhos para se concentrar em segurar. Quando achou que não aguentaria mais, Gideon saiu e deu um tapa no pau dele, mandando uma onda de prazer ardente entre seus quadris.

As pernas dele se fecharam, os quadris ainda se movendo sem controle enquanto sentia o rastro do pau de Gideon. Estava puto por ainda não ter gozado, mas animado com o que aquilo significava. Ainda teria jogo. Talvez até gozasse em Lily. O pensamento o fez abrir os olhos de novo.

Gideon agora estava de pé na ponta da cama, estendendo a mão para Lily. Ela rastejou até a beirada, ficando de joelhos na frente dele. Tão obediente, pensou. Nunca obedeceria Arthur assim. Aliás, ele nem conseguia achar o clitóris dela nos últimos cinco anos. River passou a mão para cima e para baixo na coxa de Lily enquanto ela ficava na frente de Gideon.

Ele afagou o cabelo dela para trás, fazendo-a quase ronronar como um gatinho. Gostava de todas aquelas mãos nela, em tantos lugares. Gostava que, mesmo quando eram brutos, sempre vinha um elogio ou um toque suave depois. Algo que a fazia saber que não estavam machucando de propósito, ou por não se importarem com sua segurança.

— River me contou sobre suas fantasias, linda... — Gideon disse baixo. O peito dele vibrou ao falar, e ela gostou disso. Queria sentir. Então colocou as mãos no peito dele, piscando para que continuasse. Ele não pareceu se importar com o toque. — Preciso que me diga se está confortável com o que acabei de fazer com River.

Ela quis dizer sim na hora, mas então franziu a testa. — Talvez não tão forte? — sugeriu, ganhando um sorriso radiante de Gideon.

— Claro, docinho — concordou, segurando as mãos dela com uma das suas sobre o peito. Dava para ver que ela queria tocar e ser tocada, então não se importou em dividir aquele carinho. — Vou devagar com você. Por que não deita de bruços? Com o rosto na ponta da cama. River... vem aqui, bichinho.

River se moveu na hora, sentando-se imediatamente ao lado dos pés de Gideon. Gideon se abaixou, uma mão acariciando o rosto de Lily enquanto a outra afagava o cabelo de River. — Esse é um bom menino — elogiou, sorrindo com o rubor nas bochechas dele. — Você vai ajudar a Lily, não vai? Vai ficar aqui e garantir que ela esteja bem enquanto o papai brinca com ela.

River assentiu com entusiasmo, sorrindo para Lily, que estava deitada de bruços, pernas esticadas e cabeça apoiada na palma da mão. River se aproximou da cama e começou a passar os dedos para cima e para baixo nos braços dela, observando como apareciam arrepios.

Gideon foi para trás de Lily, montando nas coxas dela com as suas, musculosas. O peso em cima dela era bom. Começou beijando a espinha dela, uma mão plantada de cada lado do corpo. Quando chegou na bunda redonda, mordeu a pele e rosnou de brincadeira antes de dar um tapa. Adorava como ela balançava e ficava vermelha.

As mãos grossas dele se espalharam sobre os quadris dela enquanto beijava e lambia a bunda, usando os polegares para pressionar as covinhas na parte baixa das costas. Nunca tinha sentido mãos tão trabalhadas assim nela. Era o que sempre sonhara, a sensação de um homem tocando seu corpo.

Suspirou de contentamento quando Gideon abriu suas nádegas e esfregou o plugue em formato de coração. Não sabia se aquilo realmente era tão bom ou se só gostava da atenção, mas de qualquer forma estava curtindo.

Com Gideon atrás dela massageando sua fenda com um dedo e River na frente afagando seu cabelo, Lily achou que ia entrar em combustão antes mesmo de começarem. A forma gentil como cuidavam dela a fazia molhar. A fazia querer fazer coisas safadas com eles. Para eles.

River sorriu para ela, os rostos quase na mesma altura. Ela sorriu de volta, piscando devagar. Foi então que notou as sardas dele e o leve redemoinho de cor nos olhos. Pareciam vidro antigo, lisos, frios e sábios além dos anos.

— Você vai ter que relaxar — River disse baixinho, os olhos piscando para Gideon. Um brilho de excitação passou pelo olhar dele. Estava animado para ver Lily ser fodida, e pelo marido dele, ainda por cima. Ia guardar cada detalhe na memória para depois.

Gideon gemeu enquanto segurava os quadris de Lily e a colocava de quatro. Esfregou a bunda dela com a palma da mão, deixando os olhos devorarem cada centímetro. Nesse ângulo, conseguia ver tudo. A boceta dela pingando depois da língua de River e o cuzinho escondido pelo plugue... um mistério que preferia resolver agora.

Mas sabia que tinha que dar a ela o que precisava, e o que ela precisava era de um homem que a introduzisse com calma. Colocou um joelho entre as pernas dela, afastando-as mais. E ali estava ela, com um homem atrás, usando os dedos para brincar com sua boceta e cu, e outro na frente, afagando-a e dizendo como ela ia se sentir bem logo.

Devia estar se sentindo envergonhada. Mas tudo o que conseguia sentir era a língua quente de Gideon lambendo sua boceta e girando ao redor do plugue. Tudo o que sentia era aquele vazio profundo e inconfundível no estômago, sabendo que ia curtir cada segundo de ser devorada por eles.

River se aproximou, segurando o rosto dela e finalmente a beijando, como queria fazer a noite toda. Ela tinha um gosto tão doce quanto parecia, lábios carnudos e necessitados. Beijou-o de volta com suavidade, só para ofegar quando sentiu a língua de Gideon sair dela, substituída pelo polegar e indicador puxando o plugue.

River sorriu, sabendo que logo ela estaria cheia do pau do papai dele. Queria ver a reação dela, beber seus gemidos e dar os seus. Segurou o rosto dela enquanto a beijava mais fundo, usando a língua para invadir sua boca. Ela gemeu no beijo, não acostumada a ser desejada assim.

Gideon tirou o plugue, substituindo-o pelo polegar entrando e saindo. A boca voltou a trabalhar na bunda dela, lambendo e chupando até ela gemer e se contorcer. Não conseguia mais beijar River, pois não conseguia se concentrar. River não se importou. Achou fofo ela tão atrapalhada.

O som de uma tampa se abrindo chamou sua atenção. Abriu os olhos e encontrou River olhando por cima do ombro dela, curioso. Teve vontade de ficar envergonhada com a posição em que estava, mas até então não tinha recebido nenhuma reclamação e não queria estragar o clima bom.

Gel frio foi espremido em seu cu e massageado com dois dedos de Gideon. — Está pronta, amor? — perguntou baixinho, aplicando uma pressão suave no buraco.

— Sim — respondeu, ofegante, corando sob o olhar lascivo de River. — Por favor...

As sobrancelhas dela se franziram quando ele enfiou dois dedos, avançando tão devagar que ela teve vontade de empurrar para trás só para acabar logo com aquilo. River a acalmou e disse que ela estava indo muito bem, passando o polegar em sua bochecha e espalhando beijos pelo rosto.

Gideon metia devagar em seu cu, aliviando a leve ardência de ser esticada. Mas, com certeza, ela estaria babando e ofegante quando ele terminasse. Demorou alguns minutos para Lily se ajustar, mas, no momento em que conseguiu, um fogo acendeu atrás de seus olhos.

Ela gemeu baixinho, agarrando com alegria a mão que River lhe ofereceu. Seu corpo relaxou enquanto Gideon brincava com seu cu e esfregava seu clitóris devagar, provocando-a e fazendo-a rebolar contra ele. Era isso que tinha faltado a vida toda? Como voltaria para o sexo sem graça depois disso?

“Mais,” ela implorou quando não aguentou mais ficar sem o pau dele dentro dela. “Quero mais, por favor.”

A risada de Gideon ecoou pelo quarto mal iluminado, profunda e satisfeita em atender. “Que menina boazinha,” ele elogiou, tirando os dedos. River concordou com a cabeça, mas o elogio o fez querer aprontar. Decidiu provocar Lily em vez disso.

Ela mordeu o lábio quando a mão dele deslizou por baixo de seu peito, encontrando seu seio e brincando com ele. A maciez dos mamilos o fez querer chupá-los, mas se contentou em esfregar e beliscar. Gideon colocou uma camisinha no pau e acrescentou mais lubrificante, espalhando um pouco no buraquinho virgem antes de se posicionar.

Ela estava nervosa. Não queria admitir, porque já tinha ido longe demais, mas puta merda. Só tinha transado com um babaca grosseiro na última década, e de jeito nenhum deixaria ele chegar perto do seu cu.

River notou o medo no rosto dela e olhou na hora para Gideon, que entendeu o que sua bebê estava comunicando com aqueles olhinhos de cachorrinho abandonado. “Quer parar?” River perguntou baixinho, tirando a mão do peito dela. Manteve as mãos na beirada da cama, sem querer tocá-la até saber que ela se sentia segura e confortável.

Gideon também parou na hora, inclinando-se sobre o ombro dela para observar sua reação. Ela balançou a cabeça negativamente e respirou fundo antes de admitir que estava preocupada. “Vai doer? Tipo... muito?” ela murmurou, olhando para as mãos com vergonha.

“Não vou te machucar, amor...” Gideon disse com suavidade. “Doeu quando usei os dedos?”

“Não,” ela respondeu rápido, não querendo que ele pensasse que a tinha machucado. “Nem um pouco.”

“Ele é um paizão carinhoso,” River acrescentou, sorrindo sem jeito. “Vai devagar comigo quando eu peço e—” Ele se interrompeu com um gemido baixo, pensando em como era bom quando Gideon rebolava contra ele.

“Espere a sua vez,” Gideon brincou, acariciando a bunda de Lily com suavidade. “Quer continuar? Pode parar mesmo depois de começarmos. É só dizer ‘pausa’.”

“Sim,” ela finalmente disse, se sentindo um pouco melhor. Talvez não os conhecesse além do sexo, mas conseguia sentir a calma no ambiente. Para eles, sexo parecia algo sagrado, algo para manter positivo para todos.

Gideon assentiu e voltou à posição, alinhando-se com o buraco dela. Pressionou a ponta contra ela, aplicando pressão devagar enquanto entrava. A boca dela se abriu num gemido, mas não era de dor. Claro, a pressão era desconfortável.

Sentia o cu se abrindo para acomodar o pau dele, mas ele tinha razão. Não doía de verdade. Usou lubrificante suficiente para deixá-la bem molhada, e com River distraindo-a, relaxou.

“Isso, isso,” Gideon gemeu perto do ouvido dela quando estava pela metade. “Viu, gatinha? Não é tão ruim... um pouco desconfortável, né? Vou melhorar.”

O tom de voz dele mandou um arrepio de prazer direto para sua boceta. Meu Deus, o jeito como ele falava com ela, elogiando-a só por ficar ali e aguentar. Viveria nesse barato pelo próximo ano. River olhou por cima do ombro dela, vendo Gideon sair devagar e voltar a meter um pouco mais fundo.

Lily não conseguia nem formar uma frase coerente, não com a sensação das coxas dele contra as suas e o pau enchendo-a como ela precisava. Queria ser beijada de novo, grata por River estar esperando tão pacientemente.

As unhas dela arranharam o peito dele, e ele se inclinou, segurando sua garganta com delicadeza. Normalmente, não gostava de ser enforcada. Mas o jeito como River apertava os lados do pescoço, cortando só um pouco o fluxo de sangue e deixando-a meio aérea, fez ela perceber que não gostava de ser enforcada de verdade. Claro.

Gostava da tontura que ele causava misturada com a ardência de ser comida no cu pela primeira vez. Beijou River com fome quando ele chegou perto o suficiente, fazendo-o rir. Mas é claro que ele não perderia a oportunidade.

Logo Gideon estava com o pau todo enterrado nela. Lily gemeu, se contorcendo e rebolando os quadris no aperto forte dele. O jeito como a segurava no lugar enquanto metia nela a deixava louca. Não conseguia ficar quieta enquanto ele a empurrava de volta no pau, jogando a cabeça para trás num gemido alto.

Lágrimas brotaram em seus olhos, só de prazer novo. River as secou e a segurou pelo pescoço, adorando o jeito como ela nem conseguia manter os olhos abertos. Beijou o lábio inferior dela, dizendo que Gideon estava tão gostoso esticando-a.

River também queria ser comido, vendo o jeito como ele rebolava sem esforço. Não sabia se queria Gideon, Lily ou os dois. Com certeza os dois. Sentiu o pau endurecer de novo e não conseguiu evitar segurar o próprio pau e começar a se masturbar.

Lily notou o desespero dele e estendeu a mão para ajudá-lo, mas levou um tapa na bunda. Gideon tinha diminuído bastante o ritmo e agora repreendia River. Mas ele só sorriu e continuou se tocando, inclinando a cabeça para o paizão em desafio.

River gemeu de novo enquanto voltava a beijar Lily, sabendo que Gideon estava olhando com desaprovação. E estava certo, porque logo depois ele saiu de dentro dela e deu um beijo em sua bochecha, deitando-a de volta no colchão.

Ela pode ter ficado um pouco decepcionada com a desconexão, mas River sabia o que aquilo significava. Ele também ia receber atenção. E o Paizão sempre o comia gostoso e forte quando ele começava a bancar o rebelde.

“Levanta, bichinho,” Gideon disse, levantando-se da cama. Lily ainda estava deitada de bruços, toda relaxada, cantarolando baixinho com a imagem mental de ser comida. “Alguém aqui precisa da minha atenção hoje,” ele murmurou, pensativo.

River não conseguiu esconder a ansiedade, levantando-se na hora e indo até Gideon. Ele começou puxando-o pelo pescoço e beijando-o fundo, tempo suficiente para River derreter. Mas Gideon não caiu nessa. Sabia que River queria atenção, e atenção ele teria.

“Deita,” Gideon ordenou. “De costas.”

River subiu por cima de Lily, que ainda cantarolava, e virou a cabeça para vê-lo se ajeitar. Os pés dele balançavam de ansiedade. Só que, quando viu Gideon se ajoelhar e acariciar Lily da cabeça até a parte baixa das costas, achou que ia ser castigado por se tocar sem pedir.

Não conseguiu evitar! Como ia ficar ali sentado esperando tão pacientemente quando ver o paizão comendo outra pessoa era tão gostoso? Tentou ser bonzinho...

“Lily, senta em cima do River.” A ordem chamou a atenção dele de volta para Gideon, que já estava abrindo dois pacotes de camisinha. Gideon tirou a camisinha do pau, jogando-a no lixo antes de colocar a nova.

Quando Lily montou em River, pairando com a boceta sobre o pau duro dele, Gideon colocou a camisinha e alinhou River com ela. Ia deixar River ter o que queria, mas primeiro ia brincar com ele.

Gideon sentou entre os tornozelos de River, segurando os quadris de Lily enquanto a guiava para baixo, sobre o pau dele. Ela afundou até o fim, ofegando ao se contrair em volta do comprimento. Gideon afastou o cabelo dela para o lado, beijando sua escápula enquanto a incentivava a se mexer.

River queria meter para cima, usando toda a força que lhe restava para ficar parado. O pau estava enterrado no calor dela, tão molhada enquanto o apertava. Ia gozar rapidinho se ela continuasse assim em cima dele.

Quando Lily encontrou um ritmo e começou a se mover para frente e para trás no pau dele, deslizando de um jeito que roçava no clitóris do jeito certo, Gideon soltou-a e empurrou as pernas de River para cima. A excitação cresceu no peito dele ao sentir o lubrificante frio tocar sua pele. River sabia que ia ser comido.

Não só ia ser comido, mas com Lily em cima rebolando a boceta nele, ia gozar em questão de minutos. Gideon entrou fundo em River, chegando até o fim na mesma hora. Ficou com o pau parado enquanto Lily cavalgava. As costas dela estavam coladas no peito de Gideon, e o calor a deixava fora de controle.

Ela gemeu alto quando Gideon deu um tapa em sua bunda, sincronizando as estocadas com as dela para que River não tivesse escolha a não ser aguentar a superestimulação. River choramingou e gemeu, os olhos fechados com força. Era um desastre, implorando a Gideon em frases quebradas para gozar.

“Por favor, Paizão,” ele gemia. “Por favor, por favor, por favor...”

Gideon só meteu mais forte e usou as unhas curtas para arranhar as coxas de River, do jeito que ele gostava. “Você não goza até ela gozar, bichinho,” Gideon grunhiu. Lily sabia que ia gozar logo, se perguntando se também precisava pedir.

Mas antes que pudesse falar, Gideon sussurrou em seu ouvido. “E você, querida?” Lily estremeceu quando sentiu a mão grande dele espalhar-se em sua barriga e descer, um dedo áspero de Gideon logo brincando com seu clitóris. “Vai gozar no pau do River?”

Ela assentiu, mas logo forçou um sim. Gideon via como ela estava se esforçando para se concentrar no orgasmo, mas ainda não estava pronto para esgotar seus dois brinquedinhos e colocá-los na cama.

“Sim o quê, Lily?” ele repreendeu, dando um tapinha leve em sua boceta.

Ela gemeu, rebolando com mais força no pau de River. Nunca tinha sido chegada em apelidos. Não porque não gostasse, mas Arthur sempre foi esquisito com isso. Mas quando as palavras “Sim, Paizão” saíram de sua boca, soube que queria continuar dizendo.

“Boa menina,” Gideon disse baixinho, apertando a coxa de River com uma mão e usando a outra para torturar o clitóris de Lily.

Não demorou muito para a combinação de ser preenchida e estimulada levar Lily a outro orgasmo. Dessa vez, gritou e jogou a cabeça para trás no ombro de Gideon, deixando-o balançá-la e obrigá-la a trabalhar o orgasmo. Gozo forte, tão forte que nem lembrava mais por que tinha vindo ali. E então decidiu que queria repetir.

Depois que Lily se acalmou e ficou sensível demais para continuar deslizando no pau de River, os dois saíram de dentro dela, e Gideon tirou as camisinhas. River gemeu frustrado, agora com o pau dolorosamente duro e precisando do próprio orgasmo. Ia bancar o rebelde de vez se não conseguisse o que queria.

Mas quando sentiu Gideon segurar os dois paus na mão e começar a masturbá-los, sua mente ficou enevoada de novo. “Era isso que meu menino bonito precisava?” Gideon murmurou, observando as cabeças dos paus deslizando para dentro e para fora de seu punho. “O Paizão não esqueceu de você...”

Lily se inclinou para frente, apoiando as mãos dos dois lados da cabeça de River enquanto começava a chupar o pescoço dele. Beijou até a orelha, encontrando um ponto sensível logo atrás. River segurou a bunda dela, apertando e massageando enquanto Gideon o masturbava.

Sua mente estava em branco, completamente enevoada com toda a atenção que de repente estava recebendo. Adorava a sensação de saber que Gideon sempre cuidaria dele também. Foi trazido de volta à realidade quando Gideon cuspiu nos paus deles e começou a masturbar mais rápido, metendo os quadris na mão.

O polegar de Gideon passou pelas pontas enquanto se concentrava ali por um segundo, fazendo River gemer e arquear os quadris. Sentiu a pressão do orgasmo se formando, tentando pedir a Gideon mais uma vez antes de desabar em lágrimas.

“Paizão, preciso gozar,” River choramingou, ofegante com o prazer aumentando na ponta. “Não aguento mais...”

Gideon acelerou os movimentos, gemendo junto com River. Ver seu menino bonito esperando com tanta paciência a noite toda o deixou ainda mais ansioso para agradá-lo. Queria que River gozasse, que seus gozos se misturassem bem na boceta de Lily.

Ele esfregou o clitóris sensível dela enquanto os dois homens se aproximavam do orgasmo. Gideon sibilou, encarando os olhos marejados de River enquanto os dois gozavam. Lily ofegou ao sentir o esperma quente espirrar em sua boceta, a sensação nova e estranhamente erótica.

Recuou um pouco, o suficiente para Gideon esfregar os dois paus entre sua fenda e misturar o gozo. Os olhos dela se fecharam em paz enquanto as pontas dos paus cutucavam seu clitóris repetidamente, até River gritar que estava sensível demais.

Os três acabaram esparramados na cama, completamente satisfeitos e cansados. Mas Lily ainda precisava voltar para casa, para o roncador barulhento que roubava todo o cobertor, então relutou em se levantar.

Claro que Gideon não ia deixá-la ir embora tão fácil. Puxou-a de volta para a cama pelos quadris, fazendo-a cair em cima dele. Ela ficou confusa até River se aconchegar ao lado de Gideon, passando os dedos pelo cabelo de Lily.

Decidiu ficar mais um tempinho. Era exatamente o que queria: um cafuné. Ser abraçada depois de ser bem comida. Meu Deus, não se cansava daquilo. Alguns minutos viraram cinco, depois quinze.

Meia hora depois, quando Gideon finalmente achou necessário reunir seus subs sonolentos e deixá-los confortáveis para dormir, três camisetas e três cuecas foram jogadas na cama.

Depois que todos se trocaram, Gideon se acomodou no meio da cama, abrindo um braço para cada um. River se jogou nele, aninhando-se enquanto Gideon passava as opções de filme na TV.

Lily ficou parada ao lado da cama, sentindo-se um pouco como um bicho perdido quando Gideon olhou para ela com um sorriso. “E aí?” ele disse, erguendo uma sobrancelha. Beijou o topo da cabeça de River e acenou para ela. “Vem?”

***