A Dançarina

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Resumo

[Erótico Adulto] Emily, também conhecida como Liz, é uma estudante universitária e stripper de meio período. Uma vida dupla, de fato, emocionante. Mas manter um segredo e buscar aventuras intensas nem sempre é tão fácil assim. Enquanto Liz prospera no calor das noites iluminadas por neon, Emily luta para manter sua vida secreta escondida de colegas, professores e do mundo crítico ao seu redor. O que acontece quando esses dois mundos colidem? ---- De dia, Emily Trover é estudante de medicina. À noite, ela dança no Velvet Eclipse. Sob um nome diferente, ela se torna uma pessoa diferente. Sua vida. Suas regras. Até ele. Michael Carter é seu professor. Ele a nota. O que começa em segredo não permanece assim. Porque Carter não para. Ele pressiona. Ele toma. Ele decide onde a linha é traçada. Emily pensa que pode lidar com ele. Ela não pode. E uma vez que ele a tem— Ele não a deixa escapar.

Status
Completo
Capítulos
47
Classificação
4.8 42 avaliações
Classificação Etária
18+
Este é um exemplo

Liz

“Vire-se, querida. Mostre-me o que você tem.”

Liz fazia o que seus clientes queriam. Não porque ela quisesse — não, nunca — mas porque o dinheiro movia o mundo. E, naquele momento, dinheiro significava sobrevivência. A faculdade era cara, o aluguel não perdoava e, entre mensalidades e despesas diárias, o striptease era a forma mais rápida de se manter à tona.

Então, ela se virou. Devagar. De forma sedutora. Pressionando o corpo contra o metal frio do poste, ela arqueou as costas, dando alguns passos para trás enquanto abaixava o tronco até que sua bunda, mal coberta, ficasse em plena exibição.

A resposta foi imediata. Aplausos, assobios e gritos grosseiros encheram o ar, mas o som que realmente importava veio em seguida: o farfalhar nítido das notas de dólar atingindo o palco. A vergonha e o orgulho travavam uma batalha constante dentro dela, mas a vergonha não pagava as contas.

Esta noite foi uma boa noite.

Ela sabia o que funcionava, sabia os truques exatos para extrair mais daqueles homens. Bêbados e desesperados, eles eram previsíveis. E a previsibilidade era lucrativa.

Liz permaneceu em sua pose, com as pernas abertas o suficiente para provocar, o cinto de liga abraçando seus quadris, acentuando cada curva. Um fio fino passava entre suas coxas, cobrindo apenas o necessário para deixá-los querendo mais. Seus seios, nus exceto pelos adesivos em forma de estrela, pendiam livremente conforme a gravidade agia.

Ela sentia os olhos deles como mãos, apalpando-a, despindo-a ainda mais em suas mentes. O calor no ambiente ficou mais denso, com o suor e o álcool se misturando no ar. A respiração pesada, quase animalesca, do público chegava aos seus ouvidos, e um frisson distorcido percorreu sua espinha. Ela os tinha nas mãos.

E eles sabiam disso.

O dinheiro chovia no palco, ofertas desesperadas para uma deusa que a maioria nunca poderia tocar. Eles jogavam seu dinheiro como donas de casa em dia de liquidação.

Liz movia-se no automático agora, deixando a memória muscular assumir o controle. Girando o tronco, ela lançou um olhar ardente por cima do ombro. Seus olhos castanhos-claros brilhavam sob o brilho neon tênue, e mechas de seu cabelo longo e liso emolduravam seus lábios entreabertos. Era um olhar que já havia secado muitas carteiras antes.

Nunca falhava.

Os homens inspiraram profundamente. Alguns engasgaram com suas bebidas; outros ficaram paralisados, com os olhos arregalados em um transe. Liz entendia. Não era um bicho de sete cabeças. O cérebro deles tinha sofrido um curto-circuito, com o sangue descendo, deixando-os estúpidos e obedientes.

Ela nem tinha terminado com eles ainda.

Com uma mão segurando o poste, a outra traçou um caminho lento e deliberado pelo seu corpo, os dedos deslizando sobre seu estômago, passando pelos quadris, até chegarem à curva de sua bunda. No momento em que ela se agarrou, puxando apenas o suficiente para sugerir mais —

O recinto explodiu.

“Porra, eu gozei só de assistir!”

“Tira logo tudo pra gente.”

“Mostra mais.”

Liz deu um sorriso de lado. Homens são simples. Dê a eles um vislumbre de peitos e bunda, e eles venderiam suas almas por mais uma olhada. Alguns podiam ter autocontrole, mas, eventualmente, todos quebravam. Eles sempre quebravam.

E ela? Ela estava ali apenas para lucrar. Bem, havia outro motivo também.

Liz ficava impressionada com a forma como eles conseguiam se controlar naquele ponto. Ela via a fome nos olhos deles. O desejo de tomar, de possuir, de arruinar ela. De agarrá-la pelos cabelos, dobrá-la, comê-la com força e deixá-la encharcada com seu gozo.

A pior parte?

Ela também já tinha imaginado isso.

Ser levada por estranhos sem rosto, dominada e usada até não ser nada além de um monte trêmulo debaixo deles. Mas fantasias eram fantasias. E a realidade era fria, calculada e controlada. Bem, às vezes os sonhos se tornam realidade, afinal.

Seu olhar percorreu o mar de homens, passando pela mistura de sempre: universitários bêbados, maridos infiéis, empresários estressados — até ela encontrá-lo.

Ele estava sentado no fundo, observando.

Diferente dos outros, ele não estava babando. Não estava gritando nem pegando a carteira como um cachorro pedindo um petisco. Ele apenas... observava.

Ele parecia ter entre vinte e poucos e trinta anos, transbordando uma confiança polida. Seu cabelo preto curto estava bem arrumado, e seus olhos azuis marcantes, como os de um Husky Siberiano, tinham uma expressão indecifrável. Uma barba bem aparada emoldurava seu maxilar forte, e seus lábios se curvaram em um sorriso sagaz enquanto ele tomava um gole lento de sua bebida. Embora a iluminação fraca ocultasse alguns detalhes, Liz notou pelo caimento do terno que ele tinha ombros largos e um corpo sólido e bem estruturado.

Curioso. Divertido.

Como se ele estivesse no controle.

Os movimentos de Liz vacilaram por uma fração de segundo, tão breve que ninguém mais teria notado. Mas ela notou. E isso a deixou puta.

Todo homem naquela sala estava aos seus pés, exatamente onde deveriam estar. Mas ele? Ele estava sentado lá como um rei intocável, aqueles olhos azuis marcantes seguindo cada movimento dela com um sorriso pregado no rosto. Como ele poderia ser diferente?

Quase nua, Liz sabia exatamente o quão bem ela estava. Seu corpo era resultado de treino incansável e disciplina rigorosa, tonificado nos lugares certos, com a maciez necessária onde importava. Ela tinha o rosto, o corpo e a habilidade para manter os homens hipnotizados, e agora, com um desafio à sua frente, ela se moveu com ainda mais propósito, cada movimento deliberado, cada olhar calculado.

O recinto estava sufocante, denso com o calor tanto da multidão quanto do termostato no máximo, que não passava de um velho truque para forçar os clientes a pedirem mais bebidas.

Gotas de suor traçavam as curvas de seu corpo, brilhando sob as luzes fracas, acentuando cada arco e saliência enquanto ela dançava. O calor no ar se misturava ao calor ardente que se acumulava em seu núcleo.

Ela intensificou sua performance. Se ele achava que era imune a ela, estava prestes a aprender o contrário.

Ela estava com sede.

Mas não apenas de água.

Um sorriso lento surgiu em seus lábios ao notar aquilo. A mudança.

Sua compostura rachou.

Só um pouco — seu olhar escureceu, seu maxilar travou, o aperto no copo ficou um pouco mais firme que antes. Mas Liz viu. Ela sempre via.

Não importa o quanto fingissem, os homens eram todos iguais.

Quando sua rotina terminou, o palco era um prado de verde, com notas de dólar forrando o chão como folhas caídas. Liz absorveu o momento, deixando os aplausos, os olhares famintos e o puro poder do controle inundarem suas veias.

E então, sem olhar para trás, ela deixou o palco.

O camarim estava vibrante com conversas, risadas e o barulho do dinheiro sendo contado. Algumas garotas já estavam semivestidas, outras se retocando, e algumas saindo para “sessões privadas” com os maiores ofertantes.

Chloe, uma loira alta e estonteante com uma voz um pouco aguda demais, passou o braço em volta de Liz.

“Você transformou o clube em um coliseu de novo, Liz!” ela cantou, com um sorriso doce, mas olhos afiados. “Quanto você arrecadou dessa vez?”

Liz mal teve tempo de responder antes que ele entrasse. O dono do clube.

Sua voz grossa e áspera de charuto cortou o ambiente.

“Bom trabalho hoje”, disse ele, escaneando a sala como um empresário avaliando seus investimentos. “Agora, descansem um pouco. Espero o mesmo amanhã.”

Liz captou o brilho nos olhos dele — dinheiro, dinheiro, dinheiro.

Então, ele se virou para ela.

“A propósito...” Ele coçou o queixo, coberto por uma barba espessa e comprida. “Muitos caras perguntaram por você de novo. Recusei, como você pediu.”

Liz assentiu. Nada de novo ali. Ela não fazia danças privadas a menos que ela quisesse.

“Mas ele." O dono apontou com o polegar para o corredor. “Alto. Olhos azuis. Cabelo preto. O tipo de cara que me faz questionar minha orientação sexual só de olhar para ele.”

O pulso de Liz disparou. Ela já tinha conversado com o dono sobre seu novo interesse.

“Diga a ele: Sala 5.”

Então, no final, ele também era apenas mais um homenzinho tarado. Nunca houve uma sombra de dúvida.

Liz levou seu tempo retocando a maquiagem e arrumando o cabelo. Ela não estava com pressa.

Ela gostava de seus homens famintos.

Click-Clack.

O som rítmico de seus saltos atingindo o chão ecoou na Sala 5, um espaço projetado para os clientes mais exclusivos do clube. A iluminação fraca projetava sombras longas, e o aroma suave de colônia pairava no ar.

No centro da sala, um homem estava relaxado em uma poltrona. Até ela entrar. No momento em que seus olhos encontraram os dele, ele se endireitou, toda a sua postura mudando. Liz sentiu um calor familiar subir por dentro ao finalmente vê-lo de perto. Alto, ombros largos e uma confiança natural, ele exalava uma presença que fez seu pulso acelerar. Ele atendeu a todas as suas expectativas.

Com um último clique deliberado, ela parou diante dele. Seu olhar penetrante percorreu o corpo dela, demorando-se em lugares que enviaram um frisson delicioso através dela. A tensão entre os dois engrossou, estalando no ar como uma tempestade iminente. E o volume em suas calças prometia ainda mais tesão.

A tensão entre eles era palpável. Liz não conseguia mais esperar. Ela precisava liberar sua frustração e ver o que ele faria.

Liz inclinou-se para frente, seus dedos percorrendo a coxa dele, movendo-se com uma lentidão deliberada. Ela não hesitou ao continuar subindo, traçando o tecido que mal escondia o calor por baixo. O membro dele estava rígido e latejante entre seus dedos, como se implorasse por alívio. Um som abafado e contido escapou dele, sua respiração falhando enquanto ela aplicava a menor das pressões. Ela se pegou lambendo os lábios. Aquilo seria delicioso.

O homem ficou tenso, seus músculos contraídos, seus dedos agarrando os braços da cadeira como se estivesse tentando se segurar. Ele abriu as pernas mais, empurrando o quadril para frente e pressionando o pênis contra Liz, que continuava a brincar com ele, massageando suas coxas e dando espiadelas na reação dele de tempos em tempos. O autocontrole dele não era infinito, e Liz deleitava-se com o controle que exercia.

Até que, em um movimento rápido, ele o destruiu.

Sua mão disparou, entrelaçando-se nos cabelos dela, guiando-a para mais perto, pressionando-a contra a firmeza de seu colo. Um suspiro baixo escapou de seus lábios, pego entre a surpresa e a antecipação. A dominação pura do ato enviou uma nova onda de calor por ela, acendendo algo profundo em seu interior. Finalmente, ela iria se divertir.

Seu rosto estava tocando o volume dele com tanta força que ela temeu que deixasse a marca do tamanho dele nela, marcando-a como dele. Ela o deixaria tomá-la. Só o pensamento a fez sentir uma umidade escorrendo pelo interior de suas coxas.

“Oh Deus, chupa logo isso!” ele grunhiu. Liz atendeu alegremente enquanto alcançava o cinto e o abria lentamente.

Ela nunca dizia muito, preferindo usar seu corpo, toque e movimentos para expressar seus desejos. No entanto, os homens eram programados para dar ordens, dominar e se sentirem no controle. Ela cedia aos desejos deles.

Conforme ela puxava as calças dele até os joelhos, o pau dele saltou, quase roçando sua bochecha com sua presença pesada. Um caralho gordo e pulsante a encarava, exigindo atenção. Sua respiração travou enquanto ela traçava a ponta de um dedo provocador ao longo de sua extensão, sentindo o modo como ele tremia sob seu toque. Parecia brincar com um brinquedo proibido.

Seu rosto estava perto o suficiente para sentir o calor da excitação dele, e seus lábios estavam a centímetros da ponta. A visão era de dar água na boca, quase irresistível. Sua língua disparou, ansiosa para provar, para provocar a ponta brilhante, mas sua chance foi tomada quando duas mãos fortes agarraram a parte de trás de sua cabeça e a forçaram para baixo, na coluna masculina.

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