Capítulo 1
— Dalton, você está me fazendo um grande favor — disse minha tia enquanto eu estava na sala dela. Era 1987, e eu ainda estava no ensino médio.
— Fico feliz em ajudar, tia Alice — sorri. Na verdade, eu não tinha muita escolha. Minha mãe tinha insistido para que eu ajudasse a irmã dela e me mandou para cá.
— Você é um santo por abrir mão da sua noite de sábado, Dalton! Fico te devendo essa — minha tia sorriu ao me convidar para entrar. — Desde que nos mudamos da Inglaterra, há alguns meses, tenho tido dificuldade para pagar uma babá decente. As últimas desistiram sem aviso, provavelmente por causa desses dois diabinhos — ela apontou para as filhas, sem incluir Archie.
Eu mal conhecia meus primos mais novos. Eles riam de um jeito malicioso, como se compartilhassem algum segredo ou tivessem algum plano maldoso. Isso me deixou nervoso. — Você já conheceu a Betty e a Veronica? As duas estudam na sua escola, não é? — ela as apresentou.
— Sou do terceiro ano, e elas estão no nono, então, infelizmente, não frequentamos os mesmos círculos, tia Alice — dei de ombros. Eu mal as tinha visto pela escola. As duas só ficaram rindo.
Meu primo mais novo, Archie, estava ocupado brincando com uns brinquedos de Star Wars. Imaginei que estava ali para cuidar dele, já que as irmãs mais velhas eram novas demais para dar conta. Duvidava muito que garotas bonitas como elas precisassem de babá. A ideia de ter autoridade sobre duas garotas bonitas até me deixou meio excitado.
Quando eu estava no nono ano, já cuidava de mim mesmo, sem precisar de babá. Talvez as coisas fossem diferentes na Inglaterra. Fiquei aliviado por minha tia não ter me mandado embora só por achar que eu era novo demais. Eu nunca tinha nem entregado jornal ou passeado com cachorro por dinheiro. Essa era a minha primeira vez.
Reparei que Veronica e Betty cochichavam segredos entre si, e Archie parecia entretido sozinho. Talvez essa fosse uma tarefa fácil, afinal.
— Os nomes delas são Betty, Veronica e Archie? — perguntei, incrédulo. Eu conhecia os quadrinhos do Archie dos anos 1960.
— É, devia ter escolhido Jughead para o nosso irmão — Veronica provocou, brincalhona. Archie não respondeu. Ignorou a piada e continuou brincando com os brinquedos, alheio à minha presença também. Dava para ver que essa família gostava de brincadeiras, o que era um refresco. Na minha casa, a gente não fazia esse tipo de coisa, mesmo minha mãe sendo do Reino Unido também.
— Meu ex-marido era fã de quadrinhos, não eu. Não fazia a menor ideia quando ele sugeriu esses nomes… só descobri depois que os papéis já estavam assinados. Já ouvimos de tudo. Os garotos já cantaram “sugar, sugar” para as meninas, é uma piada pronta, eu acho. Meu ex achava hilário… a piada acabou sendo comigo. Para meu desgosto, apesar de serem gêmeas fraternas, a Betty nasceu loira, e a Veronica, morena. Quase como se ele soubesse desde o começo.
Ela bufou, balançando a cabeça. — Ele era um inútil da pior espécie. Não paga pensão há meses. Dizia que era baixista do Thin Lizzy, por isso precisava viajar semanas a fio… mas nunca vi um centavo nem um contrato de disco. Então, arrumei as malas e vim para os Estados Unidos recomeçar.
— Não transo direito desde que saí do Reino Unido. Você conhece algum rapaz bacana que se interesse por uma mãe solteira com duas pestinhas e um filho? — Ela deu uma risada seca. — Brincadeirinha, claro que não.

Quando minha tia chamou as filhas de pestinhas, não foi com maldade. Havia um tom carinhoso na voz, como se fosse mais um apelido do que um xingamento. As meninas nem piscaram — só continuaram sorrindo e rindo, como se fosse a coisa mais natural do mundo. Os britânicos pareciam levar isso numa boa, coisa que os americanos nunca conseguiriam.
Minha mãe nunca falava assim comigo, mas gostei de como a irmã dela era falante. Ela me tratava como adulto, e isso me fez sentir importante.
Eu não entendia metade das coisas que minha tia dizia. Não sabia que “shag” queria dizer sexo — teria ficado chocado se ela fosse tão direta sobre a falta de vida sexual na minha frente. Mas era assim que a tia Alice era: um livro aberto, sem filtro. Era revigorante conhecer alguém tão desinibida.
Ela também tinha uns peitos incríveis, e os mamilos apareciam através do tecido do vestido. Eu teria ficado conversando com ela a noite toda só para dar umas olhadas rápidas no decote.
— Se você fosse um pouco mais velho e não fosse filho da minha irmã, até que não seria má ideia, pelo menos para umas voltinhas — minha tia disse, apertando meu braço como se eu fosse um melão na feira. Fiquei lisonjeado, mesmo sabendo que ela estava brincando sobre a frustração de não arrumar homem.
— A que horas você volta? — perguntei, mais para mudar de assunto, mas também porque não sabia mesmo. Não era como se eu tivesse algum compromisso depois. Passava a maioria das noites de sexta e sábado sozinho, jogando no Commodore 64. Naquele momento, estava no meio de uma partida empolgante de Sid Meier’s Pirates!, e era a única coisa que me esperava depois desse trabalho — então, não tinha pressa.
— Já querendo puxar o freio de mão, Dalton? — minha tia sorriu, brincalhona. Tudo o que ela dizia soava inteligente. Dava até para imaginar um paraquedas e eu pulando de um avião quando ela falava isso. Não era essa a minha intenção. A tia Alice era bem atraente. O rosto era simples, mas o sotaque inglês compensava tudo. Além disso, tinha uns peitos bem generosos escondidos debaixo do suéter.
— Vou sair para um encontro duplo e posso voltar só quando os bares fecharem. Vou tentar ligar para você por volta das onze da manhã, se achar um telefone público. Mas não espere a ligação. No pior dos casos, pode ficar à vontade na minha cama, e eu te acordo quando chegar de manhã. Não é pedir demais, é?
— Não, de jeito nenhum. Vou avisar minha mãe que pode ser — respondi. Não esperava passar a noite. Fiquei me perguntando quanto ia ganhar por isso.
— Que gentil da sua parte. Por favor, agradeça à Sheridan por ter mandado um anjo de verdade, Dalton. Agora, tem algumas coisas que preciso te avisar antes de deixar você à mercê das minhas duas pestinhas e do irmãozinho delas.
O tom da minha tia era brincalhão, e “pestinhas” soava como um apelido carinhoso — mas a forma como explicou deixou claro que elas seriam as que mais me dariam trabalho naquela noite.
— Seu primo Dalton está no comando. Isso significa que quero que vocês façam o que ele mandar, quando ele mandar, do jeito que ele mandar, e sem reclamação, sem resmungar. Se ele disser que é hora do banho, tirem a roupa e entrem na banheira. Se ele disser que é hora de dormir, não quero ouvir vocês dando trabalho ou choramingando para ficar acordadas vendo Johnny Carson na TV ou esperando por mim até altas horas. Vão para a cama, e a mamãe vê vocês de manhã. Entenderam?
Ela se inclinou, olhando as filhas nos olhos. Minha tia não estava brincando com a advertência.
— Ah, mãe, e se a gente prometer ser uns anjinhos e nem respirar fora de hora? Podemos ficar acordadas só um pouquinho mais? É tão chato dormir cedo — Veronica pediu. Os olhos azuis brilhavam com malícia. Ela e a irmã tinham o mesmo corpo e traços, a única diferença era que Veronica tinha cabelo preto, e Betty, loiro.
— Vou ser direta, Dalton. Essas duas vão testar a sua paciência até o limite, e vão enrolar você se deixarem. Se estiver à vontade, pode colocar elas no colo e dar umas palmadas no bumbum se elas exagerarem. Isso resolve rapidinho.
Achei que ela estava brincando, então sorri. Minhas primas fizeram biquinho, e Archie, por sua vez, continuou alheio a tudo.
— A última babá teve que colocá-las no canto metade da noite, com as mãos na cabeça e o nariz na parede, e deu pelo menos duas palmadas em cada uma. Ela desistiu porque estava cansada das respostas e da atitude das meninas.
Parecia que ela falava sério. Minhas primas coraram e tentaram parecer inocentes.
— Isso mesmo — minha tia disse, claramente satisfeita por ver as filhas envergonhadas com o segredo revelado. — Faz semanas que não saio direito à noite. Uma amiga do trabalho me arrumou um encontro duplo com um cara, então não posso desmarcar de novo. Se o Dalton se sair bem hoje, quem sabe ele não vira o babá fixo de vocês.
Fiquei lisonjeado, mas também achei que talvez estivesse me metendo em algo grande demais. Pensei que devia começar com algo mais simples, como passear com cachorros.
— Quanto às regras, as meninas não podem usar o forno. Hoje, só esquente umas comidinhas de micro-ondas, e prometo que da próxima vez preparo algo melhor… talvez uma pizza ou lasanha.
As meninas continuaram com cara de poucas-vergonhas, mas ainda assim risonhas e espertinhas, enquanto a mãe repassava as expectativas na frente dos três. O filho parecia completamente desinteressado.
— Nunca tive um babá homem, por motivos óbvios, Dalton — ela disse, como se escolhesse as palavras com cuidado. Entendi por que ela poderia se preocupar em me deixar com as filhas. As meninas tentaram interromper, mas um olhar da mãe as calou. — Elas são um par e tanto, minhas filhas. Não têm vergonha na cara e não têm um pingo de modéstia — continuou. — São umas pestes, as duas.
Não entendi direito o que ela quis dizer com a maior parte do que falou. As filhas protestaram, e Veronica interveio: — Ah, para com isso, mãe. Você age como se fosse diferente.
— Pois é, não sou muito diferente — tia Alice admitiu, com um ar pensativo. — Não dei o melhor exemplo para vocês, admito. Mas escutem bem: nada de tentar seduzir o primo de vocês ou transar com ele, entenderam? Ele é seu primo e seu babá, e não vai rolar nada disso enquanto eu estiver fora. Ficou claro?
Não esperava que essa fosse uma advertência necessária. Eu não era nenhum pegador e nem tinha namorada ainda. A ideia de tentar algo com essas garotas? Nem passava pela minha cabeça. E a possibilidade de elas tentarem me seduzir? Nunca tinha nem pensado nisso.
— A gente não é nenhuma ninfomaníaca, mãe! — Veronica disse, exasperada, mas com um sorriso divertido.
— Eu peguei vocês trazendo garotos para casa ontem à noite! — tia Alice retrucou, erguendo a sobrancelha para as filhas. Quando elas começaram a se defender, ela as cortou. — Isso depois de terem saído a noite toda com outro grupo de garotos. Então, não venham com essa de “anjinhos inocentes” para cima de mim, querida.
Comecei a ficar um pouco intimidado. Não fazia ideia de que garotos poderiam aparecer na casa ou o que eu deveria fazer se isso acontecesse.
— Quanto a sair, Archie e as meninas podem brincar no quintal, mas não podem sair da propriedade. Espero que estejam de volta antes de escurecer — ela disse. Parecia justo. — Sei que estou sendo chata, mas quero que fiquem juntos. Se uma quiser sair, todas saem, e se uma ficar dentro, todas ficam. Não quero ninguém separado por muito tempo, entendeu?
— Claro, vou ficar de olho neles — assegurei à minha tia. O que mais eu ia fazer enquanto estivesse aqui? Não era como se tivesse outra coisa para fazer. Meus primos eram bonitos — não eram o meu tipo, mas estava começando a gostar da ideia.
— Você é um amor! Fico tão feliz que tenha vindo — minha tia sorriu e me deu um beijo no rosto. — Tem uma espreguiçadeira no quintal, mas na frente não tem muitos lugares para ficar. Não deixe as meninas implicarem com o Archie. Elas adoram zoar o irmão!
Veronica revirou os olhos e bufou: — A gente não zoa ele, mãe. Só estamos brincando.
— Vocês me molharam com a mangueira ontem — Archie falou pela primeira vez desde que eu tinha chegado.
As meninas riram e listaram um monte de coisas que ele tinha feito para provocar, o que me pareceu uma rivalidade normal entre irmãos.
— Vê só com o que tenho que lidar e por que é tão difícil arrumar uma babá? Se elas continuarem assim, sugiro colocar as duas no colo e dar umas dez palmadas no bumbum, depois deixá-las de castigo no canto por dez minutos. No quintal, podem ficar com o nariz no muro, mas se começarem a brigar na frente, é melhor trazê-las para dentro, para não dar bandeira para os vizinhos ou quem passar na rua.
— Mãe! Isso é tão injusto — Veronica resmungou, corando.
— Se não quiserem ficar no canto, então não briguem. É simples assim, Veronica — minha tia explicou. Imaginei que eu deveria punir Archie do mesmo jeito se ele começasse as brigas. Nunca tinha dado palmada em ninguém, e a naturalidade com que minha tia falou em bater no bumbum delas me fez pensar que ela realmente esperava que eu fizesse isso.
— Agora, obviamente, NADA de garotos, nem visitas, aliás — minha tia suspirou, como se fosse óbvio. — Se aparecerem, mande embora na hora — acrescentou. — No quintal da frente, quero BLUSA E CALÇA! — Ela encarou as filhas como se elas ousassem sair com menos que isso.
Elas fizeram cara feia, mas não soube dizer se era brincadeira, teste ou só para constranger.
— Minhas filhas são do interior de Surrey, e a gente está acostumada a ter um quintal enorme para correr pelada — continuou. — Aqui nos subúrbios americanos é meio apertado. No quintal de trás, espero que as meninas usem pelo menos calcinha, porque os vizinhos podem ver por cima do muro. Se forem brincar na lama, geralmente faço uma exceção.
Minhas primas sorriram, não dava para saber se era malícia ou só diversão. Não conseguia imaginar garotas querendo correr peladas ou só de calcinha.
— Elas GOSTAM de fazer isso? — perguntei à minha tia para esclarecer. — Ficar pelada não é castigo?
Fiquei confuso sobre como isso poderia ser visto como um privilégio — ainda mais na minha frente e do irmão delas.
— Correr pelada? Essas pestinhas andariam de bicicleta pelo bairro inteiro sem roupa nenhuma, se eu deixasse… com a buceta balançando ao vento. De onde a gente vem, nudismo em público é legal. É mal visto nas cidades, mas na nossa propriedade, a gente nadava pelado e corria à vontade, sem vergonha nenhuma. Não criei minhas filhas para terem pudor do próprio corpo. Afinal, são só garotas.
As meninas riram, brincalhonas, mas também pareciam um pouco envergonhadas por eu saber disso.
— Agora, Dalton, essa parte pode ser um pouco estranha — tia Alice disse, com um tom casual, mas direto. — Os americanos têm uma visão diferente do corpo do que nós, britânicos. Espero que a gente não esteja chocando você ou te deixando desconfortável?
Fingi que não estava chocado. Também tentei disfarçar a ereção na calça, que queria muito ser tirada e acariciada devagar. Assenti para mostrar que estava ouvindo. As meninas cochichavam como se compartilhassem algum segredo malicioso enquanto a mãe falava.
— A gente gosta de ficar à vontade em casa, e como eu disse, as meninas são bem extrovertidas. Camiseta e calcinha é o máximo que consigo fazer elas usarem aqui — tia Alice afirmou, sem rodeios. — Não acho que garotas dessa idade precisem de lingerie chique, e enquanto só tiverem uns peitinhos pequenos, não precisam de sutiã. — Ela deu de ombros. — Mas deixo elas usarem maquiagem se quiserem.
Dava para ver pelas expressões que a menção aos peitos pequenos as incomodou. Veronica e Betty fizeram cara de limão quando a mãe falou do tamanho dos seios delas com tanta naturalidade.
“Puta merda, você precisa mesmo nos encher o saco na frente do nosso primo?”
“É Sr. Dalton para você, e ele logo vai ver o que vocês têm, não adianta ficar escondendo, meninas”, minha tia disse sem rodeios. “Quando se tem mais mamilo do que peito, não precisa de sutiã. Isso é coisa de moça, não de vocês duas.”
As meninas franziram a testa e aceitaram a crítica da mãe.
Eu não tinha olhado muito para as garotas desde que cheguei. Não queria parecer um tarado. Dei uma olhada nelas. Tinham peitos de bom tamanho para a idade, e os mamilos apareciam através das regatas finas.
Não pude deixar de notar que as duas usavam calcinhas de algodão branco como se fossem shorts. Minhas primas eram bem mais baixas que eu, e o jeito como usavam aquilo era tão natural que nem passou pela minha cabeça que, na verdade, era a roupa de baixo delas.
Eu não esperava vê-las de calcinha na sala, e elas estavam tão à vontade que eu nem tinha reparado. Agora, não conseguia parar de olhar.
“Agora, vamos falar sobre a hora do banho”, minha tia disse, mudando de assunto. As meninas logo ficaram envergonhadas com a menção. Archie parou o que estava fazendo e começou a prestar atenção.
“Não espero que você dê banho nas minhas filhas ou no Archie. Tenho certeza de que não quer fazer isso. Mas”, ela fez uma pausa, me encarando, “você se sente à vontade para ficar no banheiro e garantir que elas se lavem direito?”
Imaginei que fosse algum teste para ver se eu era um pervertido ou não. Meu pau deu um pulo na calça, então, tecnicamente, eu era sim um pervertido.
“Tá brincando comigo?”, foi minha resposta imediata, antes mesmo de ter tempo de visualizar a cena.
“Sei que é horrível ter que pedir isso a um babá, mas as meninas têm mania de se tocar se não forem vigiadas, e as três saem do banho mais sujas do que entraram, porque ficam brincando na água em vez de lavar direito as partes que precisam.”
Sem dizer diretamente, minha tia também deu a entender que elas usavam a torneira da banheira para se masturbar sempre que tinham chance, com uma piscadela. Eu não fazia ideia de que garotas faziam isso. Fiquei me perguntando por que a mãe delas achava que eu deveria saber uma coisa dessas. Mas ela parecia ser bem liberal.
Agora, eu estava mesmo visualizando tudo — e as “partes íntimas” das minhas primas junto.
“Basta mandar elas tirarem as roupas, alinhá-las e deixá-las tomar banho uma de cada vez — dez minutos cada, no máximo. Não vou desperdiçar água limpa para cada uma. Comece com o Archie, depois a que for menos tagarela e chata, e a que deu mais trabalho vai por último.”
“Mãe, o Dalton estuda na nossa escola! Ele pode contar para todo mundo”, Veronica reclamou.
“Que você não lava direito a bunda ou que não dá para confiar em você para não se tocar se tiver meia chance?” O tom da minha tia era meio de brincadeira, mas calou Veronica na hora. “Na escola, ele é Dalton, mas aqui? É Sr. Dalton ou Senhor, assim como a Srta. Wendy ou Senhora foi para a última babá”, explicou com firmeza. “Está de acordo com isso, Sr. Dalton?”
“Claro”, tentei manter a calma. Nunca tinha sido chamado de nada além do meu primeiro nome. Esperava merecer o respeito que minha tia estava me dando. Pretendia ser o babá mais responsável que pudesse.
“Podemos ficar sem roupa se nos comportarmos até a hora do banho?”, Veronica perguntou. Imaginei que *kits* fossem roupas, para os britânicos.
“Isso depende do Sr. Dalton, não é? Nem sei se ele se sente à vontade com vocês peladas”, respondeu a filha. Minha tia tinha um sotaque chique em alguns momentos. Ela me encarou como se estivesse falando com um oficial num navio vitoriano, perguntando quanto tempo faltava para aportar.
“Normalmente, deixo as meninas andarem sem nada pela casa, mas você pode não se sentir confortável com isso, por isso elas estavam de regata e calcinha quando você chegou. Obviamente, na hora do banho, elas têm que tirar tudo. Não tem muito o que fazer quanto a isso. O acordo que tínhamos com a babá anterior era que as meninas usassem regata e calcinha, a menos que estivessem tomando banho, e podiam ir para o quintal só de calcinha.”
“Não, mãe, a Srta. Wendy deixava a gente ficar sem roupa depois do banho se nos comportássemos, como recompensa. Já a Sra. Grundy nos faria tomar banho com três calcinhas, duas calças e um sobretudo, se pudesse. A Srta. Wendy era tranquila com nudez, só usava isso como prêmio”, Veronica esclareceu.
Veronica me lembrava uma princesinha mimada, pelo nariz empinado e jeito chique. Mas parecia bem pé no chão.
“Ah, sim, a Sra. Grundy. Temo que nossa vizinha seja um pouco careta, e agora ela acha que somos as putas da Babilônia porque não levamos roupas ou nós mesmas tão a sério”, minha tia riu. Acho que ela não estava nem um pouco preocupada com a opinião da vizinha.
“Se alguma careta de nariz em pé ficar de calcinha embolada porque minhas filhas andam sem roupa, o problema é dela, não meu. Se ela vai meter o bedelho na nossa vida, que pelo menos beije minha bunda enquanto está lá em cima — é só um pouco de pele.”
Era fascinante como minha tia conseguia ser grosseira e vulgar, mas ainda assim soar educada e elegante.
“Bom, aí está, Sr. Dalton. Você ainda está aqui, então ou é burro, ingênuo ou educado demais para dar no pé. De qualquer forma, vou te colocar para trabalhar, e amanhã a gente conversa direito se você quer continuar como babá. Tudo certo?”
Estava. Eu estava animado com a oportunidade. Não esperava nada disso. Essa gente era divertida, e as meninas eram umas gracinhas! Assenti, tentando manter a calma, mas o sorrisinho no canto da boca provavelmente me entregou. Meu coração batia forte, e eu não sabia bem por quê.
“Não quero te colocar numa situação difícil, mas se você for tímido com corpos, acho que não vai querer voltar para babá. Podemos adaptar as coisas como você preferir. Quer que as meninas fiquem de regata e calcinha hoje? Não me importo de deixá-las como estão.”
Fiquei tentado a dizer que preferia que elas ficassem vestidas, porque ainda achava que podia ser um truque ou um teste para ver se eu era um pervertido. As meninas pareciam esperançosas de que eu dissesse que não me importava se ficassem nuas. E eu realmente não me importava — na verdade, ia adorar.
Não queria parecer ansioso demais e fingi pensar um pouco.
“Prefiro que as meninas fiquem à vontade na própria casa”, eu disse.
“ISSO!!”, Veronica e Betty pularam de alegria, bateram palmas e me abraçaram!
“Se mudar de ideia ou se sentir desconfortável, é só mandar elas se vestirem”, minha tia me disse, pragmática, antes de lembrar às filhas que tinham que fazer o que eu mandasse.
“Podemos tirar a roupa agora, mãe?”, Veronica não via a hora de tirar a calcinha.
Minha tia olhou para mim para ver se eu tinha algum problema com isso ou se ia responder, antes de dizer que tudo bem. “Se vão ficar nuas pela casa, nada de sentar no sofá com a bunda suja e melada. Elas têm que sentar no carpete”, explicou, e isso não tinha discussão. “Isso inclui a mesa da cozinha.”
“Como elas vão comer?”, perguntei.
“A gente costuma sentar no chão da cozinha, de pernas cruzadas”, elas me disseram enquanto tiravam as calcinhas, revelando os pelos pubianos. Eu nunca tinha ouvido falar dessa posição. Veronica e a irmã me mostraram como era.
Era uma posição de pernas cruzadas, com um tornozelo apoiado na coxa oposta.
“A gente chama isso de posição indiana”, expliquei, olhando para as duas garotas nuas sentadas no carpete aos meus pés.
“E você, Archie? Gosta de andar pelado?”, perguntei. Já tinha entendido que *starkers* queria dizer nu.
“Pff, não, ele é um chato, só usa calça e camiseta”, as irmãs mais velhas zoaram.
“As meninas não podem comer lanches, biscoitos, bolachas, chá ou nada além de água, e só na refeição. Archie pode comer uns biscoitos depois do jantar e tomar suco, limonada ou chá — as irmãs podem pegar para ele se pedir. A hora de dormir delas é às 22h no sábado, o que tenho certeza de que você está torcendo para que chegue logo.”
Parecia estranho que as irmãs mais velhas do Archie não tivessem doces, mas imaginei que fosse por causa da dieta e do motivo de elas terem corpos tão bonitos.
“Parece que ainda tenho uns minutinhos antes do meu encontro chegar. Por que não liga para sua mãe e avisa que, se eu chegar tarde, trago você de volta amanhã de manhã?”, ela sugeriu com um sorriso. O sotaque britânico dela fazia até as coisas mais simples soarem mais interessantes.
Peguei o telefone e disquei o número. “Alô, mãe?”, perguntei. Ouvi risadinhas leves da minha tia e da família enquanto percebia que tinha pegado o sotaque britânico dela sem querer.
Dei para ouvir o sorriso na voz da minha mãe. Ela é inglesa de origem, mas depois de morar tanto tempo nos Estados Unidos, o sotaque dela agora era mais americano. Ainda assim, de vez em quando, escapava um toque das raízes.
“Você soa tão natural falando assim, Dalton!”, ela riu. “Espero que não esteja ligando para desistir de babá. Sua tia Alice estava preocupada que você fosse ficar com medo, mas achei que ela só estava brincando.”
“Não, não vou desistir, mãe… quer dizer, mãe, só descobri que talvez precise passar a noite se a tia Alice voltar muito tarde.”
A risada da minha mãe foi calorosa e compreensiva. “Ah, a Alice é uma festeira e tanto, não é?”, ela brincou. “A Alice não mudou nadinha desde os tempos de pub na faculdade. Se você acabar ficando a noite, tudo bem, querido.”
Fiquei com vontade de contar para minha mãe que minhas primas estavam nuas, porque me senti um pouco culpado por poder ver os corpos delas. Mas, para minha tia e primas, parecia totalmente normal andar pela casa daquele jeito. Comecei a encerrar a ligação.
“Não esqueça de agradecer à sua mãe por ter te mandado em cima da hora”, Alice me lembrou. A família toda ficou me observando fazer a ligação. Não queria me gabar. No começo, fiquei apreensivo com a ideia de babá porque nunca tinha feito isso. Imaginei que fosse receber algum pagamento.
Agora que tinha visto umas bundas e peitos de graça, já estava mais do que satisfeito. Não precisava de agradecimento extra. Minha mãe ouviu a tia pelo telefone e me disse como estava orgulhosa por eu ter topado ajudar a família e que estava me saindo muito bem para um primeiro dia de babá.
Isso me deixou com um pouco de culpa, porque eu já estava curtindo a visão das bundinhas fofas andando pela cozinha. Depois de desligar, minha tia tinha mais uma regra para repassar.
“As meninas têm uns brinquedinhos que a gente precisa conversar”, minha tia disse. Veronica e Betty gemeram, claramente sabendo do que a mãe ia falar.
As duas ficaram vermelhas. “Precisamos mesmo falar disso na frente do nosso primo? Vamos nos comportar, mãe!”, Betty prometeu.
“Se não forem enfiar o dedo na bocetinha nojenta de vocês, não tem motivo para vergonha”, Alice garantiu à filha. “Minhas filhas dizem que não se masturbam quando acham que ninguém está olhando, são aparentemente as únicas garotas do mundo que não se tocam quando têm chance”, ela zombou da ideia.
“Não, mãe, o que a gente está dizendo é que não vamos nos tocar enquanto o Sr. Dalton estiver por perto, só isso”, Veronica garantiu, tentando evitar que o assunto fosse adiante. Eu me senti humilhado PELAS minhas primas. Conseguia imaginar como ficaria envergonhado se minha mãe desse instruções detalhadas sobre o que fazer se alguém me pegasse mexendo no meu pau.
“Se vocês DEFINITIVAMENTE não forem fazer isso, posso tornar as consequências dez vezes piores do que o normal, porque não tem chance de vocês se tocarem achando que vão se safar, né?”, minha tia perguntou — quase desafiando as meninas a dizerem que sim.
As duas cederam e deixaram a mãe continuar, as bochechas vermelhas de vergonha.
“Se as meninas estiverem com os peitinhos de fora, não deixo elas brincarem com os mamilos”, tia Alice esticou a mão e deu um beliscão rápido no mamilo esquerdo da Veronica, puxando-o.
Foi difícil não gozar na calça enquanto via a mãe da Veronica puxar o mamilo da filha de leve, só para me mostrar como as garotas se tocam rápido. O rosto da minha prima passou de indiferença para indignação chocada, depois um lampejo de prazer e de volta para uma vergonha humilhante enquanto olhava para baixo. O mamilo dela inchou na hora.
“Veronica tem mamilos muito sensíveis, bem mais que os da Betty”, ela sorriu.
“Se estiverem de bundinha de fora, obviamente você sabe como é brincar com uma boceta ou uma bunda, isso é proibido”, minha tia explicou como se eu já devesse saber de tudo isso. Tentei conter a empolgação. Parecia que minhas primas eram viciadas em se masturbar e não conseguiam tirar as mãos de si mesmas.
Eu também era, mas sempre fazia isso em particular. Se entendi direito a tia, eu não deveria deixá-las sozinhas por muito tempo, e elas tinham que manter as portas abertas. Devia ser humilhante pra caramba ter a mãe achando que você é tão tarada que não consegue parar de se tocar.
Não podia culpar as meninas. Se eu tivesse um corpinho durinho como o da Betty e da Veronica, provavelmente também passaria o tempo todo brincando com os peitos e a boceta.
“Não deixo as meninas fecharem a porta do quarto nunca, pode entrar a hora que quiser. O Archie visita elas quando bem entende, não é, Archie?”, ela deu um tapinha na mão dele e o mimou.
“Mantém elas na linha”, Archie deu uma risadinha. As irmãs fizeram cara feia, irritadas.
“Parem de fazer beicinho, meninas não precisam de privacidade se não estiverem aprontando”, minha tia disse. “Obviamente, não espero que você fique em cima delas no banheiro cheirando os peidos que elas soltam”, ela falou.
Archie riu, e as meninas também — mesmo que fosse um pouco ofensivo.
“Mas se desconfiar que elas estão fazendo mais do que dar umas esfregadinhas para limpar a lubrificação, não hesite em colocar elas no seu colo e mandar para o canto até esfriarem a cabeça. Não permito que as meninas fiquem pingando pela casa como coelhinhas no cio, ofegantes.”
Eu tinha uma ideia do que minha tia queria dizer, mas a maior parte passou batido. “A babá anterior pediu demissão por causa disso.”
“A Srta. Grundy achava que TUDO que a gente fazia era se masturbar!”, Betty se defendeu. “Eu podia coçar a bunda, e ela já me colocava no colo dela por isso!”
“É estranho como vocês ficam com coceira quando eu demoro um pouco para mim”, tia Alice parecia desconfiada de que a filha não era uma masturbadora crônica. Se eu pudesse engarrafar a sensação de tesão que tudo isso me dava e transformar em comprimido, viria com um aviso de ereção por oito horas.
“Quando tiver dúvida, umas palmadas não vão machucar as meninas, e elas provavelmente fizeram ALGUMA coisa para merecer; só não exagere. Se tiver que bater nelas mais de três vezes, é porque não está batendo forte o suficiente”, ela riu, brincalhona. As meninas fizeram cara feia, mas a mãe ignorou e mandou elas relaxarem.
Percebi que ela nunca falava em disciplinar meu primo Archie. O duplo padrão entre homens e mulheres me pareceu um pouco estranho. No entanto, para a família da minha tia, aquilo parecia perfeitamente normal.
Minha tia me chamou antes de sair, para ter uma conversa particular depois do telefonema.
— Presumi que você já tivesse feito babá antes e que já tivesse visto mulheres nuas o suficiente para não se incomodar — Alice me olhou com preocupação enquanto avaliava minha reação ao que tinha a dizer.
— Não, eu nunca disse que já tinha feito babá, e também não vi muita nudez — admiti com sinceridade.
— Então sinto muito por te deixar no sufoco com as minhas meninas. Elas são bem levadas e adoram provocar. Não me importaria de pedir para elas se vestirem — disse minha tia.
Percebi que minhas primas estavam ocupadas fazendo estrelinhas e cambalhotas na sala.
— Cuidado com o vão, seus malucos! Levem isso pra fora daqui — minha tia as repreendeu (ou pelo menos achei que tinha sido). Ela costumava chamar as filhas de nomes ofensivos, mas sempre com um sorriso enorme e de um jeito carinhoso. Virou-se para mim em um sussurro e acrescentou: — Elas já estão ficando entediadas. Presumi que sua mãe e sua irmã andassem pela casa peladas?
— Não — respondi sem rodeios.
— Sua mãe não conseguia ficar de roupa quando tinha a idade delas. É surpreendente que ela não seja mais extrovertida. Não tem muito mistério com as meninas: um pouco de pentelho, dois sacos de leite e um buraco pra fazer cocô, com uma carinha bonita grudada. Depois que você vê uma boceta por tempo suficiente, já viu todas, tenho certeza. Só me promete que, se ficar demais pra você, não vai abandonar as meninas e sair correndo, tá?
— Não, nunca! — Nem conseguia imaginar um cenário em que faria isso.
— Me sinto um pouco mal por te deixar nessa situação logo na sua primeira vez como babá. Se conseguir lidar com essas duas, consegue lidar com qualquer coisa, Dalton. Já bateu na bunda de alguma menina antes?
— Nunca tive oportunidade — admiti, me sentindo um pouco sem jeito. Para ser sincero, nem conseguia imaginar uma situação em que isso aconteceria, mas ainda assim me senti envergonhado de dizer não.
— Sua irmã nunca apronta em casa? — minha tia perguntou, como se ficasse surpresa se Janis não aprontasse.
— Até apronta, mas nunca vi meus pais baterem nela — admiti.
— Eu sempre bato nas meninas na frente de todo mundo, pra que todas entendam as consequências. Se elas saírem da linha, é só colocar no colo e dar uns dez tapas bem dados. Aqui, me dá um tapa na coxa — ela ofereceu a parte de trás da coxa, por baixo do vestido, para eu mostrar o quanto conseguia bater.
As meninas e Archie estavam ocupados demais na sala, brincando e se empurrando, para perceberem.
Fiquei relutante, mas minha tia insistiu. Dei um tapa rápido, e ela franziu a testa. — Me avisa quando começar — ela riu, brincalhona, antes de se virar para mim e mostrar como esperava que eu fizesse. — Gira o pulso, coloca um pouco de força no movimento e tenta assim — minha tia deu um tapa na minha bunda, por cima da calça jeans.
Doeu um pouco, mas não o suficiente para me fazer chorar. As meninas e Archie olharam para ver o que estava acontecendo.
Minha tia disfarçou como se estivesse brincando. — Tá bom, então, querido. Obrigada por cuidar das meninas — disse, sorrindo e me abraçando com força. Seus mamilos duros pressionaram meu peito. Tenho quase certeza de que ela sentiu meu pau duro através da calça quando me abraçou. Não disse nada. Achei que talvez minha tia estivesse só sendo educada.
Ela sussurrou que bater nas meninas quando elas aprontam não é nada de mais. — Não vai machucar fisicamente. Só arde um pouco. A ardência é pra lembrar o que fizeram. O pior é a humilhação de ter que deitar a bunda no colo de alguém, oferecê-la pra apanhar e admitir o que fizeram de errado — ela murmurou.
— Acho que suas filhas não sentem vergonha de nada — respondi, também sussurrando.
— É aí que você se engana. Elas adoram ficar peladas em casa, brincando por aí. Mas ficariam mais vermelhas que beterraba enfiada no cu de uma puta se eu baixasse a calcinha delas no mercado e desse umas palmadas na bunda nua quando fazem birra.
Minha tia disse isso alto o suficiente para as filhas ouvirem, mas elas pareciam distraídas e não notaram. Betty e Veronica pulavam em um pé só, brincando de amarelinha em um grid imaginário. Seus peitinhos e bundinhas saltitavam.
Não esperava que minha tia dissesse algo tão vulgar. O sotaque dela era tão refinado e elegante, e o que ela disse soou tão grosseiro e sujo que me deixou excitado.
Minha tia colocou a mão no meu ombro e me encarou. — Tenho total confiança em você, Dalton. Você está no comando hoje à noite, e sei que vai dar conta do recado. Não deixe as meninas te enrolarem, e se tiver dúvidas, pergunte pro Archie. Ele é de confiança e vai te dizer as coisas como são.
— Tá bom, alguma dúvida antes de eu ir?
Tinha várias, tipo "Por que eu tive tanta sorte?", mas em vez disso perguntei por que as regras para Archie eram diferentes das regras para as meninas.
— As meninas se comportam diferente de Archie e têm expectativas diferentes. Você não sabe que há uma grande diferença entre meninas e meninos? — Minha tia ergueu uma sobrancelha, como se pudesse perder a confiança em mim.
Decidi deixar a pergunta pra lá e concordei com ela.
Tia Alice beijou as duas filhas, apertando-as com força, mesmo as duas estando completamente nuas. Elas riram e retribuíram o abraço com carinho. Fez o mesmo com o filho. Archie fez uma careta e limpou o beijo da mão. Minha tia brincalhona já esperava por isso, segurou a mão dele, puxou o beijo imaginário de volta e o colocou na boca dele. — De jeito nenhum você vai escapar tão fácil, Archie!
Ouvi alguém buzinando lá fora — a carona da tia Alice tinha chegado para levá-la. Minha tia gritou: — Tá bom, tá bom, segurem as calcinhas! Já estou indo, não precisa buzinar como um ganso no cio!
Minha tia acenou tchau e sumiu dentro do carro com as amigas. Senti como se o ar tivesse sido sugado da sala junto com ela. A realidade de que eu estava no comando de repente me atingiu, e fiquei um pouco nervoso.
Olhei direto para os peitos e a boceta da Betty. Não queria ser pego encarando, então desviei o olhar para o chão depois de guardar uma imagem mental daquela bundinha linda para saborear depois. — Então, vocês querem assistir televisão?
— Você vai ficar só se masturbando e assistindo TV a noite toda, seu punheteiro? — Veronica provocou, chegando perto com aquele sorrisinho convencido. Os quadris dela balançavam enquanto caminhava na minha direção. Olhei para cima e encarei o clitóris dela quando se aproximou.
— É, vamos brincar! — Betty concordou, passando a mão no meu braço antes de se jogar no sofá ao lado da irmã.
Veronica apoiou os pés na mesinha de centro, me encarando como se eu fosse um quebra-cabeça que ela estava louca para resolver. — Vamos lá, Sr. Dalton, não me diga que está com medo de duas meninas. A gente não morde… a não ser que peça com jeito — o sorrisinho dela se aprofundou, e Betty deu uma risadinha, cutucando meu braço com o cotovelo.
— O que vocês têm em mente? — perguntei, tentando manter a voz firme, mesmo com o coração batendo como um tambor no peito. O jeito que elas me olhavam… não era como se eu fosse o primo delas; parecia que estavam me avaliando para outra coisa. Não sabia se estava pronto para o jogo que elas estavam planejando, mas recuar não parecia uma opção.
As duas se aproximaram de mim no sofá, chegando tão perto que nossos braços se tocavam. Betty sorriu para mim, enquanto Veronica acariciava minha mão.
Betty inclinou a cabeça, fingindo pensar. — Verdade ou desafio? — sugeriu, os dedos desenhando círculos distraídos no tecido do sofá. As duas tinham sorrisos safados no rosto — eu estava hipnotizado. Era o mais perto que eu já tinha chegado de meninas nuas na vida.
— A mamãe disse que bundas de menina sujas não podem ficar no sofá — Archie interrompeu, com um tom de quem estava lendo um manual da família que eu ainda não tinha recebido. Provavelmente eu teria derretido no sofá (ou gozado nas calças) se Archie não tivesse me interrompido.
Pigarreie, sentindo os olhos delas em mim. Veronica ergueu uma sobrancelha, como se estivesse me desafiando a fazer valer a regra — será que era um teste? Será que minhas primas estavam medindo minha reação?

Parecia meio bobo as meninas terem que sentar no chão. Para ser sincero, eu queria que elas continuassem nuas e sentadas perto de mim. As duas tinham me cercado, e eu era totalmente contra qualquer coisa que as fizesse cobrir a bunda.
Tinha dado sorte com esse trabalho de babá, e não queria irritar as meninas logo de cara sendo um chato.
— Acho que vocês têm que sair do sofá — murmurei, meio a contragosto, fazendo valer a regra. Se Archie contasse para a mãe que eu não tinha feito isso, talvez não me chamassem de novo.
Betty resmungou dramaticamente, mas não se mexeu. — Ah, qual é, Sr. Dalton. Não é como se a gente fosse deixar marcas — ela rebolou os quadris e os esfregou no sofá só para provar o ponto. Elas eram tão safadas!
— Vocês são iguais à Samantha Fox! — comentei. Ela era uma cantora pop britânica que cantava músicas como "meninas safadas também precisam de amor!".
— Só faltam os peitões dela — Veronica riu, tocando os próprios seios pequenos.
— Ah, ótimo, o novo babá é um frouxo — Archie lamentou. Percebi que as meninas tinham conseguido ficar exatamente onde estavam.
— Vamos, levantem! Bundas fora do sofá — lembrei, levantando também. Não sabia por que tinha dito "bunda", soou estranho e artificial na minha boca. As meninas saíram do sofá a contragosto.
— A gente sempre senta no sofá quando a mamãe não está — Veronica mostrou a língua para o irmão ao se levantar.
— É, mas eu não sou babá e não posso colocar vocês no colo — Archie sorriu, como se tivesse acabado de vencer a irmã no Jogo da Velha.
— Graças a Deus, você seria um chato! Minha bunda ficaria mais vermelha que tomate enfiado na boceta de uma puta no dia de pagamento.
Quis perguntar se elas tinham um livro de xingamentos britânicos coloridos que estudavam para soltar essas frases safadas na hora certa. Em vez disso, perguntei: — E se fosse você sendo babá do Archie, não faria a mesma coisa com a bunda dele?
Betty bufou, como se a ideia fosse ridícula. — Como se a mamãe fosse deixar a gente cuidando do Archie — disse, balançando a cabeça, confusa. Os três me olharam como se eu fosse ingênuo por ter perguntado. — Não importa que a gente seja mais velha. Meninos não precisam de supervisão como as meninas.
Archie sorriu, claramente curtindo a dinâmica. — E além disso, eu não preciso que ninguém cuide de mim. Mas vocês? — Apontou para as irmãs com um sorrisinho. — Vocês provavelmente iam fugir pra encontrar garotos, esquecer de trancar a porta, deixar a torneira aberta, inundar a casa… ou passar a noite brigando por besteira.
— A mamãe não deixa a gente cuidar dele porque acha que meninas não podem ser responsáveis por meninos, mesmo sendo mais velhas — disse Betty, como se fosse óbvio. — Ela confia mais no Archie só porque ele é menino — explicou, como se isso devesse estar claro.
Ainda não entendia direito. Sentei de novo no sofá, mas minhas primas não. — Mesmo que a gente não possa mandar no nosso irmão, pelo menos podemos ficar peladas pela casa quando a gente quiser — Veronica mostrou como se sentia à vontade e feliz por estar nua.
— É uma das vantagens de não precisar ter vergonha. Archie nunca poderia correr por aí só de cueca lá fora!
— Eu poderia, sim! — Archie franziu a testa antes de me perguntar se tudo bem. Não fazia ideia, presumi que não teria problema.
— É diferente para meninas porque a gente não precisa de vergonha e está acostumada a andar por aí com as partes de fora. Vocês é que têm que manter um mínimo de decência — Veronica me olhou, e ao irmãozinho, como se a gente estivesse perdendo alguma coisa.
— Bom, tudo bem — Archie se jogou no sofá ao meu lado. — Pelo menos eu posso sentar no sofá se quiser.
— A gente também poderia sentar no sofá se quisesse usar calcinha — Betty mostrou a língua para o irmão. — A gente só prefere ficar pelada. Podemos parar com essa discussão besta e jogar verdade ou desafio?
Não tinha certeza se "argy-bargy" era uma palavra de verdade; presumi que significava discussão, mas sentia que estava aprendendo muito com aquela conversa.
— Como se joga? — perguntei, desconfiado. As meninas sorriram e se derreteram para me explicar tudo. Segundo elas, a Srta. Wendy e algumas babás na Inglaterra já tinham jogado com elas antes.
— As regras são simples: você começa e escolhe uma de nós. Dá a opção entre verdade ou desafio, e aí faz uma pergunta ou propõe um desafio. Se a gente cumprir, a pessoa à direita faz a mesma coisa, e assim vai — os olhos azuis de Veronica brilharam de empolgação.
— E como eu vou saber se vocês responderam com a verdade? — perguntei.
— A gente nunca escolhe verdade — Betty prometeu com um sorriso, e Veronica concordou.
— Então o jogo é só desafio? — Sorri, achando graça.
— Você e o Archie podem escolher verdade se quiserem, mas desafios são mais divertidos — garantiram.
— Tem algum limite para os desafios? — perguntei.
Betty e Veronica se entreolharam, como se uma esperasse que a outra traduzisse o que eu tinha dito. — Pode ser qualquer coisa que você quiser — garantiram.
Isso soou um pouco problemático. Dava para pensar em um monte de coisas.
— O que acontece se vocês recusarem um desafio? — perguntei, tentando entender as regras do jogo.
— Como assim? — as meninas pareceram confusas e frustradas por eu ter tantas perguntas antes de começar.
— A gente não vai desistir! Jogos de desafio são divertidos! — Betty me garantiu, empolgada.
— Digamos que eu desafie vocês a beber uma garrafa inteira de molho picante, e vocês não queiram fazer isso; o que acontece? — perguntei.
Betty e Veronica se entreolharam com nojo e confusão. Archie começou a rir. — Esse não é o tipo de jogo de desafio que elas gostam — explicou. — Elas gostam do tipo safado: dedo no cu, dedo na boceta, dançar sexy e brincar de beijinho com a Srta. Wendy.
Archie fez biquinho e deu uns beijos barulhentos e molhados, exagerando como um pirralho. Betty lançou um olhar feio para ele, e Veronica revirou os olhos, mas nenhuma das duas negou. Em vez disso, me lançaram sorrisinhos maliciosos que deixaram claro que era esse o tipo de jogo que elas queriam.
— A gente adoraria jogar com você, Sr. Dalton — Betty piscou os cílios longos. Minha prima loira me lembrou a Sininho.
— É, você pode até inventar as regras — Veronica acrescentou, com um jeito manhoso. Ela me lembrou a irmã mais safada da Sininho.
— Ah, ESSE tipo de jogo de desafio — assenti, como se soubesse do que estavam falando. A verdade é que eu nunca tinha jogado nenhum tipo de jogo de desafio com ninguém. Estava animado, excitado e um pouco intimidado.