NAUGHTY KELVIN

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Resumo

O poder de ter um pau grande

Status
Completo
Capítulos
46
Classificação
5.0 2 avaliações
Classificação Etária
18+

Capítulo 1

Meu pai e eu nunca nos demos bem. Em parte porque ele se divorciou da minha mãe depois de traí-la não só com a melhor amiga dela, mas também com a irmã e a mãe dela... sim, isso mesmo, meu pai comeu minha tia e minha avó... mais tarde, descobri que ele fazia isso com frequência e, às vezes, ao mesmo tempo.

Em parte porque ele era um preguiçoso de merda que não fazia porra nenhuma, e mesmo assim sempre tinha alguma mulher gostosa e rica dando atenção e dinheiro pra ele. Dá pra chamar de gigolô, só que os acordos nunca eram formais... ele só exigia e conseguia o que queria... e gigolôs deviam ser charmosos e sofisticados, enquanto ele só tinha os modos de um babaca mimado.

Em parte porque ele era atleta, ou pelo menos foi antes da barriga de cerveja, enquanto eu não passo de um estudioso medíocre, com a coordenação motora de uma tartaruga. Brilhante, mas tímido.

Em parte porque ele ainda tratava minha mãe como lixo, e ela deixava. Eu odiava ver minha mãe — linda, doce, inteligente (era uma advogada renomada), normalmente de personalidade forte — sendo tratada daquele jeito por ele, mesmo depois do divórcio.

Em parte porque ele era um babaca e sempre passou quase nenhum tempo comigo. Era um socialite, eu era um solitário.

Então, neste último verão, do nada, ele quis sair comigo. Recusei os convites para acampar no verão, mas em outubro, já no último ano do ensino médio (eu já tinha dezoito anos porque tinha começado a escola um ano atrasado), minha mãe me lembrou que eu só tinha um pai. Apontei que o que eu tinha era só um doador de esperma, então não era grande coisa, o que só a fez suspirar. Para agradar minha mãe, que insistiu muito para que eu desse uma chance ao meu pai depois que ele passou lá em casa, parecendo agitado e com as bochechas vermelhas, presumi que eles tinham tido mais uma daquelas brigas homéricas que sempre aconteciam quando ele aparecia. Eles conversavam, sumiam, gritavam, minha mãe ficava nervosa e chateada, e o ciclo continuava.

E assim, me vi em um lago cheio de mosquitos, em pleno outubro, com meu pai e sua namorada ridiculamente bonita, que tinha só três anos a mais que eu e cujo pai era dono de vários hotéis, quando meu pai e eu descobrimos o maior segredo de todos.

Eu estava no barco com ele pescando... o que, sem dúvida, era a coisa mais entediante que já tinha feito na vida, quando falei: — Preciso fazer xixi.

Meu pai, com uma cerveja em uma mão e a vara de pesca na outra, disse: — E daí? Mija da beira do barco.

— Sério? — perguntei.

— Claro, que outra opção você tem? — ele perguntou.

— A gente podia ser civilizado e voltar pra margem — sugeri.

— Ainda não — ele recusou. — A gente não pegou a cota ainda.

— Não vou mijar da beira de barco nenhum, tem outras pessoas no lago — argumentei.

Ele deu de ombros, como sempre sem se importar com o que eu queria. — Então segura.

E eu segurei... por mais vinte minutos... mas quando implorei de novo para voltar à margem e ele recusou mais uma vez, suspirei, olhando feio pra ele: — Dane-se! Então me levantei na beira do barco, abaixei o short e comecei a mijar.

Foi tão bom finalmente aliviar a bexiga, que estava tão cheia que quase dava pra comparar com os orgasmos que eu tinha quando me masturbava (o que fazia pelo menos duas vezes por dia), quando levei um susto com meu pai exclamando: — Puta merda, pelo menos você herdou uma coisa boa de mim!

— O quê? — perguntei, ainda mijando e olhando pro meu pai, que estava encarando meu pau enquanto eu urinava. Era muito estranho.

— Você também tem um pau grande e grosso, meu filho — ele aprovou, parecendo orgulhoso de mim pela primeira vez na vida.

— Por que você tá olhando meu pau enquanto eu mijo? — perguntei, enquanto continuava o que parecia ser o xixi mais longo da história.

— Não tô olhando — ele negou. — Só tô feliz de ver que meu filho virou homem de verdade.

— Bom, para de ficar encarando, é esquisito — reclamei, enquanto meu xixi de maratona começava a diminuir.

— Não tem nada de errado em admirar o que meu filho tem — ele disse.

— Isso é muito estranho — resmunguei, finalmente guardando o pau.

— Você não faz ideia do quanto é uma bênção ter um pau desse tamanho — ele filosofou, enquanto se levantava e abaixava o moletom.

— Pai, o que você tá fazendo? — reclamei, virando o rosto.

— Mostrando que, finalmente, a gente tem algo em comum — ele explicou, parecendo animado com isso.

— A gente tem pau, uau, valeu, pai — respondi com sarcasmo.

Ele suspirou, como sempre fazia quando ficava decepcionado comigo, o que acontecia com frequência. — Kevin, para de ser fresco. Ver o pau de outro cara não é grande coisa. — Depois acrescentou, rindo da própria piada: — Só que dessa vez é. Agora dá uma olhada.

— Tô de boa — falei, virando o rosto, enojado com toda essa conversa.

— Agora! — ele ordenou, usando aquele tom autoritário que usava quando estava puto e queria ser obedecido.

— Tá bom — concordei, a contragosto, na esperança de que, quanto antes eu olhasse pro pau dele, mais rápido essa conversa idiota acabaria. Olhei e vi que o pau dele era quase idêntico ao meu.

— Viu? Você herdou meu pau — ele disse —, e ainda por cima. — Balançou o membro enorme sem nenhum pudor. Tinha razão, o dele era quase do mesmo tamanho que o meu.

— Isso quer dizer que também herdei sua habilidade de ser um babaca o tempo todo? — perguntei, com ironia.

Meu pai ignorou meu sarcasmo e respondeu: — Na verdade, sim.

— Sério? — perguntei, enquanto ele guardava o pau, que, admito, era bem grande, embora não tanto quanto o meu, e jogava a linha de novo na água para tentar pegar outro peixe.

— Você sabe como a garota com os peitos maiores, a bunda mais bonita ou o rosto mais lindo chama a atenção dos caras? — ele perguntou, enquanto ficávamos ali, com as linhas na água, sem fazer nada.

— Sei — assenti, sabendo muito bem como funcionava a hierarquia do ensino médio.

— A mesma coisa pode acontecer com você quando as vadias descobrirem o que você tem aí embaixo — ele explicou.

— Tá bom, sei — ri, sabendo que eu era ignorado pelas líderes de torcida, pelos atletas e, bem, por quase todas as garotas, pra ser sincero. Também fiquei enojado com a falta de respeito dele pelas mulheres, chamando-as de "vadias" em vez de "garotas", "mulheres" ou até mesmo o menos ofensivo "gatas".

— Tô falando sério — ele disse. — Como você acha que eu consigo todas essas mulheres gostosas?

— Chantagem ou dinheiro — arrisquei, meio brincando. Na verdade, eu sempre quis saber a resposta para essa pergunta. Quer dizer, meu pai já tinha sido atleta e estava em forma, mas agora não era lá grande coisa... sem contar que sempre se comportou como um babaca machista.

Ele riu. — Você não é o primeiro a pensar isso. Não, é tudo questão de tamanho do pau.

— Então você só passeia por aí e as mulheres caem na sua por causa do tamanho? — perguntei. Embora a ideia parecesse idiota e superficial, eu já sabia que a maioria das garotas era superficial e, às vezes, idiota, e isso podia ser a resposta para um dos maiores mistérios que eu ainda não tinha desvendado... como meu pai conseguia uma mulher linda atrás da outra. Só neste ano, ele já tinha namorado uma líder de torcida do Patriots, uma modelo que estampava várias revistas de moda e, agora, uma jovem gostosona que tinha mais dinheiro que a maioria das estrelas de cinema.

— Com certeza não é pela minha personalidade engraçada — ele admitiu, fazendo uma piada pela primeira vez.

— Isso eu acredito — concordei.

— Olha, eu sei que fui um pai de merda, mas agora a gente tem algo em comum, o que significa que, finalmente, posso te dar um conselho de pai, e um conselho bom até — ele disse, parecendo animado comigo pela primeira vez na vida. Normalmente, esse tipo de empolgação era reservado para o Patriots, Red Sox, Celtics ou Bruins.

— Sobre como usar um pau grande? — perguntei, com ironia.

— Exatamente — ele sorriu. Depois de uma pausa, perguntou: — Você ainda é virgem?

Meu rosto ficou vermelho na hora, o que provavelmente já deu a resposta, já que não disse nada.

Ele riu. — Não se preocupe, filho, isso vai mudar muito, muito em breve.

Ele me chamou de "filho"! Nunca me chamava de filho. Era sempre Kevin ou idiota, mas nunca filho.

Mas só respondi: — Duvido.

— Meu garoto, tudo mudou agora. Agora que sei que você é igual a mim aí embaixo, o mundo inteiro vai se abrir pra você.

— Não vejo como — falei, ainda cético, mas começando a ficar intrigado. — Mesmo que você esteja certo, o que não estou dizendo que está, não é como se eu pudesse chegar na escola e anunciar: "Ei, pessoal, adivinha o que eu tenho."

— Na verdade, pode — ele discordou, antes de acrescentar: — Ou esperar que o boca a boca faça o trabalho depois que alguém descobrir.

— Tanto faz — resmunguei, ainda achando essa conversa esquisita e tentando esconder minha própria curiosidade sobre a teoria dele. Além disso, mesmo sem perceber até agora, eu gostei de descobrir que tínhamos algo em comum... no fundo, sempre quis que meu pai me visse como filho, não só como um erro de depósito de esperma.

— Vou te provar o poder que um pau grande e grosso tem — ele disse, finalmente guardando aquela vara de pesca chata e ligando o motor do barco.

— Como? — perguntei, sendo fisgado pela confiança dele.

— É melhor eu te mostrar — ele desconversou, e levou o barco de volta à margem. Eu não fazia ideia do que ele estava planejando, mas, com o barco cortando a água com barulho, já não era fácil continuar a conversa.

Assim que chegamos à margem, ele ordenou: — Deixa as coisas no barco e vem comigo.

Sendo meio preguiçoso também (mais uma coisa que herdei do meu pai... haha), e já bem curioso com a promessa do meu pai de me mostrar seu ponto, o segui para fora do barco e de volta à cabana... que, aliás, era duas vezes maior que a casa onde eu morava com minha mãe.

Assim que entramos, meu pai mandou sua namorada mais recente, que, aliás, estava vestindo só o top do biquíni, uma saia curta e uma meia-calça (que não fazia o menor sentido no lago, mas isso me faz dar um desvio na história). Apreciei o visual dela porque tenho um fetiche enorme por nylon. Isso por causa da minha mãe gostosa, que usava meias todos os dias. Usava quando estava arrumada para o trabalho, por baixo das calças jeans, até por baixo do roupão de manhã ou antes de dormir, o que eu nunca entendi, mas mesmo assim me excitava só de olhar. As pernas e os pés da minha mãe de meia-calça eram uma das minhas três maiores fantasias de punheta, as outras duas sendo a diretora peituda e escrota da nossa escola; eu costumava fantasiar em calar a boca dela com meu pau na garganta ou comendo o cu dela (não sei explicar, mas sou muito mais fissurado em sexo anal do que vaginal), e a terceira fantasia era conseguir fazer minha professora de inglês, lésbica, mudar de time; ela era tão feminista que eu também imaginava calar a boca dela com meu pau.

E então, onde eu estava? Ah, sim, meu pai estava mandando a namorada dele: "Vai pegar nossas coisas no barco."

"Claro, amor", ela concordou, largando o coquetel, indo até ele e dando um beijo enquanto meu pai apalpava a bunda dela, antes de sair.

Sem por favor, sem obrigado, só "Vai pegar nossas coisas no barco", e pronto, foi feito. Brinquei: "Que educação, pai. Um verdadeiro cavalheiro."

"Putas não querem educação, querem um homem no controle e com um pau grande e grosso."

"Ah, tá bom", eu disse, balançando a cabeça para aquela filosofia machista ridícula... que eu tinha certeza de que ele acreditava mesmo.

"Você zomba de mim agora", ele disse, "mas espere pra ver. Mulheres fazem quase qualquer coisa por um pau grande e grosso."

"Nos filmes pornô, claro", concordei, tendo assistido muita pornografia na internet e notado que eu era maior que quase todo ator pornô, e que as mulheres pareciam hipnotizadas pelo tamanho dos paus... no pornô, quanto maior, melhor, isso parecia ser verdade mesmo.

"Confia em mim, é psicológico", ele disse.

Sem conseguir me conter, provoquei: "Você sabe ao menos soletrar essa palavra?"

Depois de uma pausa, ele deu de ombros. "Provavelmente não, mas fiz muita pesquisa pra provar meu ponto."

"Devia escrever sua tese de mestrado", brinquei.

"Engraçado você dizer isso", ele riu.

"O quê? Por quê?", perguntei. De jeito nenhum meu pai teria qualificação acadêmica pra fazer mestrado, ou qualquer diploma de faculdade... ele admitiu que só conseguiu o diploma do ensino médio por causa do esporte.

"Porque eu sou mestre pra um monte de mulheres", ele disse.

"Claro que é", respondi, deixando claro que não estava comprando aquela conversa fiada... afinal, era o que ele fazia o tempo todo: falar merda.

"Você vai ver", ele disse. "Por que você acha que uma garota gostosa e rica como a Portia não só está aqui comigo, mas ainda faz tarefas bobas como pegar nossas coisas no barco?"

"Porque ela é burra que nem uma porta", falei, já que a maioria das mulheres dele tinha o QI de uma lâmpada de 10 watts.

"Na verdade, ela está em Harvard", ele disse. "Terceiro ano. Bioquímica."

"Impossível", zombei, aquilo não parecia fazer sentido. Ela parecia e falava como uma patricinha.

"É sério", ele confirmou com a cabeça, "ela é tão inteligente quanto você, mas veio aqui só pra ser minha puta no fim de semana. E ainda pagou o aluguel da cabana."

"Impossível", a ideia era absurda demais pra ser verdade, mas por que outro motivo ela estaria aqui com um cara duas vezes mais velho... um cara que, no máximo, era um quatro, enquanto ela era um dez?

Ele ignorou minha resposta e continuou: "Mas todas as mulheres, inteligentes ou burras, feministas ou não, ficam de pernas bambas quando veem um pau grande e grosso."

"Isso é ridículo", repeti, ainda sem acreditar naquela baboseira... a vida inteira dele era cheia de baboseira.

"Você é um gênio, né?", ele perguntou.

"Estou entre os 10% melhores", dei de ombros, embora na verdade fosse mais como o 1% dos melhores, mas eu não era um babaca exibido como outra pessoa na sala.

"O que acontece com esse seu cérebro de Mensa quando você vê uma mulher gostosa, um par de peitos grandes ou está assistindo pornô?", ele perguntou.

Não respondi na hora, porque ele tinha acabado de fazer um ponto contra o qual eu não podia argumentar. Quando o sangue descia pra cabeça de baixo, a de cima mudava. Eu não era tão inteligente, mas nas minhas fantasias me tornava uma pessoa bem diferente... de repente, num lampejo de clareza perturbadora, percebi que me transformava em alguém igual ao meu pai... dominante e convencido... duas coisas que eu não era na vida real. Bom, até que em momentos normais eu podia ser convencido com gente que achava insuportável.

"Exatamente", ele disse, lendo meus pensamentos. "As mulheres não são tão diferentes dos homens quanto a sociedade gostaria que a gente acreditasse. Elas gostam de sexo, mas não podem admitir. Elas desejam paus grandes como a gente deseja peitos grandes. No fim, por trás da fachada de decência, está a verdade: se tiverem oportunidade, a maioria das mulheres tem uma puta interior que quer sair pra brincar."

"E o seu pau grande oferece essa oportunidade?", perguntei, só meio sarcástico.

"Quase toda mulher aceita a oportunidade quando sabe o que eu tenho", ele se gabou.

"Só as putas", retruquei, sem conseguir imaginar uma mulher de classe caindo nessa conversa fiada, embora algumas das mulheres com quem ele tinha ficado depois do divórcio parecessem de classe... pelo menos no começo.

"Sua mãe é puta?", ele perguntou.

"O quê?", perguntei. Fiquei chocado por ele ter a cara de pau de perguntar isso. Desde que nos deixou, a minha mãe não saiu com ninguém. Ela não era puta coisa nenhuma, e ele sabia que eu sempre ficaria do lado dela.

"Sabe que eu ainda como sua mãe?", ele perguntou, com um sorriso convencido no rosto.

"Impossível", neguei, embora pudesse ver que ele estava falando a verdade. Ele era arrogante demais pra mentir: era quem era, e se dissesse algo que você não gostasse, azar o seu.

"Ela ainda se veste do jeito que eu gosto", ele acrescentou.

"As meias-calças", falei, entendendo na hora, já que as mulheres dele sempre usavam meias-calças, mas eu nunca tinha ligado os pontos de que era coisa dele. Pra um cara inteligente, às vezes eu era bem burro.

"Você notou", ele confirmou com a cabeça. "É meu fetiche."

Antes mesmo de pensar, admiti que tínhamos mais uma coisa em comum quando completei: "O meu também."

"Legal: tal pai, tal filho", ele disse, antes de acrescentar: "Olha só, quando você dá pra uma mulher a trepada que ela deseja com um pau grande e grosso como o nosso, ela nunca mais diz não pra você."

"Sério?"

"Sério. Já comi uma mulher no dia do casamento dela, antes e depois do 'sim'. Já comi a esposa e a filha de um pastor enquanto ele pregava. Já comi mais de uma mulher enquanto o marido de pau pequeno assistia, e já comi sua mãe em dezenas de lugares malucos, incluindo no cu no campeonato de debates em que você ganhou."

"Você fez o quê?", perguntei, pasmo, impressionado com a lista de loucuras dele, mas chocado ao ouvir que ele tinha comido a minha mãe no cu, e pior, enquanto deveriam estar me vendo ganhar o campeonato estadual.

"Sem ofensas, filho, mas campeonatos de debate são a coisa mais chata do mundo", ele disse.

Não fiquei surpreso por ele ter dado no pé, mas a minha mãe também? E pra levar no cu???

Por fim, soltei, incrédulo: "Você comeu a minha mãe no cu?"

"Nunca usei essa palavra, mas sim, ela adora levar no cu, e como não quero mais filho, só uso a boca e o cu dela", ele admitiu.

"Você é um babaca", falei, enojado.

"E um babaca com pau grande", ele concordou, bem na hora em que a Portia voltou pra cabana.

"O meu é maior", falei, convencido.

"Isso aí", ele berrou, antes de dizer: "Amor, sabe o que eu descobri hoje?"

"Não, o quê, querido?", ela perguntou.

"Meu filho tem um pau ainda maior que o meu", ele anunciou, do mesmo jeito que a minha mãe se gabava do meu campeonato de debates.

"Que bom pra ele", ela disse, olhando pra mim com um sorriso enquanto tirava os tênis, que ficavam ridículos com o resto da roupa dela. Então, como sempre fazia quando uma mulher estava com os pés calçados em meias na minha frente, fiquei olhando pros dedos dela, pintados de roxo e tão atraentes dentro das meias cor de moca.

"Também descobri que ele é virgem", ele acrescentou, com ar de superioridade.

"Não sabia que ainda existiam virgens de dezoito anos", ela disse, não de um jeito cruel, mas genuinamente surpresa.

"Vou embora", falei, mortificado por ele me expor assim. Como ele ousava me expor desse jeito? E pra uma garota!

A Portia de repente mostrou que tinha classe quando segurou minha mão e me fez parar, dizendo, com uma voz tão doce que meu pau endureceu na hora: "Querido! Tá tudo bem. Todo mundo já foi virgem um dia."

"É, até eu, com uns catorze anos", meu pai brincou.

"Não dá ouvidos pro seu pai", a Portia disse, "não existe hora certa pra perder a virgindade."

"Que tal agora?", o meu pai perguntou.

"O quê?", a Portia perguntou, olhando pra ele surpresa. Eu também estava com a mesma cara. Será que ele ia deixar eu comer a namorada gostosona dele? Será que eu ia fazer isso?

"Bom, ele adora meias-calças e putas gostosas, e você adora um pau grande e grosso, então pra mim isso é um match perfeito", o meu pai filosofou, como se aquilo fosse a coisa mais lógica do mundo.

"Ele é seu filho", a Portia lembrou, óbvio.

Eu não conseguia dizer nada; estava completamente sem palavras.

"Olha só a barraca na calça dele", o meu pai disse, apontando pro meu pau bem duro. "Parece que ele gostou da ideia."

"Pai, eu...", comecei.

"Só mostra pra ela", o meu pai sugeriu.

A Portia interveio: "William, isso não é

apropriado."

"Tira pra fora agora, filho", ele ordenou, ignorando a objeção sensata da mulher, como sempre fazia com a minha mãe.

Meu pau estava preso numa posição esquisita na cueca, e por algum motivo eu queria mostrar pra aquela mulher gostosa o tamanho real do meu, e ver se a teoria do meu pai era verdade. Ele tinha dito que uma mulher faria qualquer coisa. E chupar o pau do filho do namorado na frente dele seria um bom exemplo de "qualquer coisa". Então, num movimento rápido, abaixei a calça e a cueca e deixei a namorada do meu pai ver meu pau de vinte e quatro centímetros de comprimento e quase dezoito de circunferência.

CONTINUA...