História 1. Faíscas no Ringue
Marido: Dominic “Dom” Valen
Idade: 30
Aparência: 1,90m, físico de lutador com ombros largos, mandíbula forte, cabelo preto curto e bagunçado, e olhos cinzentos tempestuosos que costumam ser intensos. Coberto por cicatrizes leves de anos de boxe. Tatuagens percorrem um de seus braços — uma delas é uma homenagem escondida a você.
Personalidade: Extremamente protetor, dominante, pavio curto, mas profundamente leal. Quando ele ama, ama intensamente. Ele tem dificuldade em expressar emoções, então seu lado possessivo às vezes aparece antes do seu lado mais carinhoso. Não lida bem com ciúmes.
Histórico: Cresceu em um ambiente difícil, aprendeu a lutar para sobreviver. O boxe foi sua saída de uma vida ruim. Você era a única coisa boa que ele nunca achou que mereceria, então até pequenas ofensas percebidas o atingem profundamente.
Outros detalhes: Tem um forte senso de “minha”, especialmente em relação a você. Luta contra o ciúme e a insegurança, embora tente esconder isso atrás de arrogância.
Esposa: Elena “Elle” Valen
Idade: 25
Aparência: 1,63m, delicada mas resiliente, com traços suaves, grandes olhos castanhos expressivos e longos cabelos escuros. Usa roupas simples, porém elegantes — mesmo quando está discreta, de alguma forma ela se destaca.
Personalidade: Teimosa, carinhosa, independente. Você ama intensamente, mas se recusa a ser tratada como se fosse frágil. Você é do tipo que cuida de qualquer um que esteja machucado, mesmo que isso irrite o Dom. Você sabe como tirar ele do sério, mas, no fundo, deseja o seu jeito bruto de amar.
Histórico: Formada em enfermagem; determinada desde jovem. Seu relacionamento com Dom foi uma conquista lenta no início, cheia de conflitos e atração magnética. Você entende o verdadeiro eu dele sob a aspereza.
Outros detalhes: Você acredita em manter sua posição, mesmo contra a intensidade do Dom, mas, no fim do dia, seu coração bate mais forte por ele.
O cheiro de suor, sangue e das luzes baratas do estádio pairava pesado no ar.
O rugido da multidão tornou-se um zumbido baixo em seus ouvidos enquanto você ficava de lado, com os braços cruzados firmemente sobre o peito, tentando não parecer que seu coração estava disparado sem controle.
Você não deveria ter vindo. Depois da briga que você e Dom tiveram ontem à noite — a gritaria, a porta batendo — aparecer ali parecia tanto uma traição quanto uma oferta de paz desesperada.
Ainda assim, você estava lá, fingindo que não o procurava toda vez que seus olhos disparavam para o ringue.
Dominic “Dom” Valen era uma tempestade dentro daquelas cordas — impiedoso, calculista, brutal. E, ainda assim, de vez em quando, entre socos e movimentos de pés, ele olhava para você.
Aqueles olhos cinzentos queimavam através de você — irritados, possessivos, quase desafiando você a desviar o olhar.
Você não desviou.
Quando o sino final tocou e a mão de Dom foi erguida em vitória, você soltou um suspiro trêmulo que não tinha percebido que estava segurando.
Mas você não correu até ele. Você permaneceu nas laterais, encontrando-se, em vez disso, com o homem que ele acabara de surrar — oferecendo uma mão fria, uma bandagem, uma gentileza que Dom não aprovaria.
Você estava tão concentrada em enfaixar a mão do oponente que não notou Dom entrar na sala — mas você sentiu. O ar ficou pesado como uma tempestade se aproximando.
Ele sentou-se no banco na borda da sua visão, em silêncio, mas fervendo, com os punhos ainda envoltos em fitas manchadas.
No segundo em que o oponente murmurou um agradecimento e saiu, a tensão explodiu.
A voz de Dom cortou o quarto como uma lâmina.
“Que porra foi essa?”
Você olhou para cima lentamente, capturando o fogo sombrio em seus olhos.
Antes que você pudesse falar, ele já estava de pé, suas passadas largas encurtando a distância entre vocês. Seu corpo, pura força bruta e calor, pairava sobre sua estatura muito menor.
Ele parou a centímetros de você, as mãos inquietas ao lado do corpo, como se ele não confiasse em si mesmo para tocar em você ainda.
Um suspiro alto escapou de sua garganta enquanto ele passava a mão pelo rosto em frustração.
“Elena…” ele rosnou seu nome, a voz baixa e rouca. “Você é MINHA esposa. Não a esposa desse filho da puta.”
Ele apertou a base do nariz, os músculos retesados sob a pele como se estivesse mal conseguindo se segurar de algo imprudente.
Você piscou para ele, com a mandíbula cerrada e o peito doendo por algo mais do que apenas raiva.
Talvez fosse a adrenalina, ou a maneira como ele disse minha esposa como uma oração e uma maldição ao mesmo tempo — mas algo dentro de você se quebrou.
“Você acha que vou parar de ser quem eu sou só porque você está com ciúmes?” você rebateu, com a voz trêmula. “Eu estava ajudando alguém que precisava, Dom. Você não é dono da minha bondade.”
A mão dele caiu do rosto, e ele olhou para você — olhou de verdade — como se estivesse te vendo pela primeira vez naquela noite.
A fúria em seus olhos não desapareceu… mas, por baixo dela, algo mais brilhou. Dor. Medo. Uma necessidade desesperada que ele não sabia como colocar em palavras.
Ele estendeu a mão repentinamente, os dedos envolvendo gentilmente seu pulso — não com força suficiente para machucar, mas o suficiente para fazer você senti-lo.
“Não”, ele disse baixinho, com a voz quase falhando. “Mas eu sou, com certeza, o dono do seu coração, não sou?”
E, naquele momento, com o resto do mundo ignorado, você percebeu que aquilo não era sobre uma briga estúpida ou orgulho ferido.
Era sobre ele — aterrorizado em perder você de maneiras que ele não sabia como admitir.
O silêncio pesado entre vocês estalava com emoções mal contidas, espesso e sufocante enquanto vocês ficavam contra a parede.
Dominic — sua tempestade, seu caos — soltou um escárnio baixo e descrente.
Ele revirou os olhos, o movimento brusco quase cruel, antes de cruzar os braços sobre seu peito enorme. Os músculos em seus antebraços e bíceps flexibilizavam sob as bandagens rasgadas, as veias saltando nitidamente contra sua pele.
“Ah, é mesmo?” ele zombou, a voz pingando de sarcasmo venenoso. “Então agora você também vai se fazer de boba?”
Você recuou com a picada gelada em seu tom, mas se forçou a encontrar seu olhar.
Não havia como confundir — por trás da raiva em seus olhos cinzentos havia algo muito mais perigoso.
Ciúme. Possessividade.
Medo.
“Você acha que eu sou idiota, né?” ele pressionou, dando um passo à frente — um passo lento e deliberado que fez sua respiração falhar.
“Ver você toda amigável com meu oponente, rindo como se nada estivesse errado, como se eu não estivesse sangrando bem na sua frente. É isso que você pensou?”
Você abriu a boca, desesperada para explicar, mas ele não lhe deu a chance.
Mais um passo.
Você podia sentir o calor irradiando dele agora, sua estrutura pairando sobre você, bloqueando todo o resto.
“Eu te disse antes”, ele rosnou, sua voz diminuindo para algo rouco e primitivo, “ninguém toca no que é meu. Especialmente não algum babaca metido que acha que pode me derrubar.”
Suas narinas se abriram ligeiramente enquanto ele olhava fixamente para você, seu olhar percorrendo você lentamente — quase dolorosamente — como se confirmasse que você ainda estava ali, ainda era dele.
“Então ou você se explica agora...” ele se inclinou para mais perto, sua respiração roçando seus lábios, enviando um calafrio violento pela sua espinha,
“Ou nós vamos para casa — onde eu posso ter certeza de que você lembre exatamente de quem você é esposa.”
Seu coração tropeçou no peito, emoções se misturando dentro de você — culpa, raiva, desejo, tudo colidindo ao mesmo tempo.
“Dom...” você sussurrou, com a voz falhando.
Você deu um passo à frente, fechando o último espaço entre vocês, e colocou uma mão pequena e trêmula contra o peito dele. Você sentiu o batimento cardíaco dele martelando sob sua palma, tão selvagem e furioso quanto o seu.
“Eu sinto muito”, você disse, com a voz quase num sussurro.
A raiva em sua expressão vacilou, apenas uma fração.
Você sorriu suavemente para ele, o tipo de sorriso frágil que poderia quebrar um homem sem mover um dedo. Não era convencido. Não era defensivo.
Era real.
Era você — vulnerável, com o coração doendo, oferecendo a ele a única coisa que ele nunca poderia combater: sua rendição.
Dom olhou para você por um longo e pesado momento.
Então, sem aviso, ele a agarrou pela cintura e a puxou contra ele, esmagando seu corpo contra o dele. Sua boca desceu sobre a sua em um beijo brutal e possessivo, pura raiva e desespero.
Você ofegou, e ele aproveitou, aprofundando o beijo, despejando cada gota de sua fúria, seu medo, sua necessidade possessiva em você.
Não foi gentil.
Não foi suave.
Foi cru e consumidor — e era ele.
Quando ele finalmente recuou, sua testa pressionada contra a sua, ambos respirando com dificuldade.
“Nunca mais me faça sentir assim, querida”, ele sussurrou, o apelido soando quebrado e lindo vindo dele. “Não se atreva, porra.”
Lágrimas arderam no fundo dos seus olhos.
Você assentiu, com a voz trêmula ao sussurrar: “Eu não vou esquecer de novo, Dom... Eu prometo.”
Suas palavras quebraram algo dentro dele. Seus braços apertaram ao seu redor, e por um momento, ele apenas a segurou ali, como se estivesse com medo de que você pudesse desaparecer.
Juntos, vocês saíram do prédio para o ar fresco da noite, o barulho da arena desaparecendo atrás de vocês.
Sem pensar, você encostou a cabeça no ombro dele, buscando a força firme que ele sempre carregava — mesmo quando você era teimosa demais para admitir que precisava dela.
O corpo de Dom enrijeceu por um momento, depois derreteu sob seu toque. Sua mão, áspera e calejada, encontrou a sua, entrelaçando seus dedos firmemente, recusando-se a deixá-la ir.
Ele não falou, mas não precisava.
O silêncio entre vocês agora era diferente.
Não era frio.
Não era raivoso.
Estava cheio de uma promessa silenciosa — escrita em nós dos dedos machucados, beijos roubados e corações teimosos demais para se quebrar.
Ele apertou sua mão uma vez, forte o suficiente para fazer você ofegar suavemente.
Minha, o gesto dizia.
Sempre.
