O cowboy que eu não deveria amar

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Resumo

Rebecca Lee nunca planejou voltar para sua pequena cidade natal no Texas. Após anos construindo uma carreira como veterinária renomada em Nova York, ela achou que tinha deixado o passado — e todas as pessoas nele — muito para trás. Mas, quando um antigo mentor se aposenta, ela se vê de volta ao lugar onde tudo começou, assumindo a clínica local e encarando a vida da qual um dia fugiu. O que ela não esperava? Jason Carter. O melhor amigo do seu irmão. O garoto que vivia provocando-a. O homem que agora cuida do rancho como se fosse dono de tudo — rude, confiante e totalmente proibido. Ela dizia a si mesma que era apenas uma paixão de infância. Que vê-lo novamente não mudaria nada. Mas, quanto mais tempo passam juntos, mais difícil fica ignorar o jeito que ele a olha... ou o desejo de quebrar todas as regras para tê-lo. Ela conhece os riscos. Sabe que seu irmão jamais aprovaria. Mas algumas tentações são impossíveis de resistir. E Jason Carter? Ele sempre foi a sua maior tentação.

Status
Completo
Capítulos
49
Classificação
4.3 6 avaliações
Classificação Etária
18+

Capítulo 1

Eu nunca pensei que voltaria aqui. Não depois de me formar na Universidade de Houston, não depois de construir meu nome e, certamente, não depois de me tornar um dos veterinários mais conhecidos do país. Mas aqui estou eu, na beira do rancho da minha família, com o cheiro familiar de feno aquecido pelo sol e couro me envolvendo como uma memória que pensei ter deixado para trás.


O calor do Texas bate sem piedade enquanto saio da minha caminhonete, minhas botas atingindo a terra seca com um ruído suave. Faz anos desde a minha última visita, anos desde que me permiti pensar demais na vida que deixei para trás. Mas quando meu irmão ligou, pedindo — praticamente implorando — pela minha ajuda, eu não consegui dizer não.


O veterinário da família se aposentou e ainda não havia ninguém na região para ocupar o lugar dele. Pelo menos foi isso que eu disse a mim mesmo. Que eu estava aqui para ajudar, e não porque uma parte de mim sentia mais falta deste lugar do que eu queria admitir.


Ajusto meus óculos escuros e pego minha bolsa no banco do passageiro, observando o rancho. Os cavalos pastam calmamente no campo, abanando as caudas para espantar as moscas, e algumas cabeças de gado vagam além da cerca. Tudo parece igual, mas, de alguma forma, diferente — como se o passado estivesse esperando meu retorno, me desafiando a entrar nele novamente.


E então eu o vejo.


Parado perto do curral, sem camisa sob o sol quente da tarde, com os músculos tensionados enquanto trabalha para fixar um poste da cerca. Seu chapéu de cowboy está baixo, mas eu o reconheceria em qualquer lugar. O melhor amigo do meu irmão. O mesmo homem que vivia me provocando quando éramos crianças e que sempre pareceu maior que a própria vida em minhas memórias.


Só que agora ele é um homem feito. E pelo jeito que ele se endireita, virando-se para me encarar com um sorriso lento e astuto, ele me reconhece com a mesma facilidade.


"Ora, que se dane", ele diz arrastado, limpando o suor da testa com as costas da mão. "Olha só quem finalmente decidiu voltar para casa."


"Ora, se não é o Jason", eu respondi, cruzando os braços enquanto o observava de cima a baixo. "Você cresceu, hein?"


Seus lábios se curvaram em um sorriso irônico, e seus olhos cor de avelã brilhavam de diversão. "E você continua com a língua afiada, como sempre." Ele limpou as mãos na calça jeans, e os músculos dos seus antebraços se contraíram. "Não achei que veríamos você por aqui de novo."


Dei de ombros, fingindo que o passado não pesava tanto em meu peito. "A vida é cheia de surpresas."


Jason deu uma risada baixa, inclinando a cabeça na direção do celeiro. "Seu irmão 'bom para nada' está lá dentro, provavelmente fingindo que trabalha."


Revirei os olhos. "Então, nada mudou."


"Não muita coisa", ele admitiu, encostando-se na cerca. "Exceto talvez você. Uma veterinária chique agora, hein?"


Sorri de lado. "Para você, é Dra. Lee."


Jason riu e balançou a cabeça. "Continua com esse fogo todo. Aposto que seu irmão vai adorar ser mandado por você."


"Ah, esse é o plano." Ajustei minha bolsa e comecei a caminhar em direção ao celeiro, lançando um olhar por cima do ombro. "Bom ver você, Jason."


Ele me observou ir embora, seu sorriso suavizando apenas um pouco. "É. Você também, Doutora."