Love Through Pielenes

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Resumo

|18+|BDSM - Age Gap - Romance|🌶️| ~~~> “Please,” she moans softly. “Please what…” …I show her my wet hand and say, “You want to be fucked…” “…Words, El.” “Please fuck me, Master. I want to cum all over your dick…” ~~~> A single mom in the city owning her French bakery trying to keep her secret a secret, catches the eye of a wealthy French lawyer. They yearn for each other but hesitate at every chance to come together. Maybe a little jealousy and bondage can tighten their bonds.

GĂŞnero
Romance/Erotica
Autor
Alpha
Status
Completo
CapĂ­tulos
49
Classificação
4.8 14 avaliações
Classificação Etária
18+

1 - Not interested - Eléonore

— Nós não temos interesse — diz a mulher sarcástica, sem nem me deixar terminar.

Por favor, ela nem me deixou começar. Desde que entrei aqui, ela me olha como se eu fosse uma camponesa e estivesse sujando o ambiente dela.

— Você não me deixou terminar — respondo calmamente, sem deixar o nariz empinado dela levar a melhor.

As outras duas pessoas na sala murmuram entre si enquanto ela fala entre dentes: — O ramo alimentício é instável e não vou permitir que minha empresa invista em algo tão instável quanto um restaurante.

Estou pronta para arrancar o couro dela, mas não vou deixar que ela vença. O tipo de gente como ela sempre quer que uma mulher como eu perca a cabeça. Isso só confirma o estereótipo que ela criou na mente dela.

— O ramo alimentício sempre foi instável, mas nos últimos três anos você investiu em muitos restaurantes. Talvez o fato de você ter recusado este não tenha nada a ver com comida — digo com firmeza.

As narinas dela se dilatam e ela se inclina sobre a mesa. — Como você ousa me interru—

Levanto a mão e a interrompo: — A única pessoa que foi grosseira hoje foi você. Você acha que, por ter poder, pode simplesmente ignorar a mim e ao meu tempo. Você nem me deixou explicar a padaria, muito menos terminar a proposta. Mas, de qualquer forma, agradeço pelo seu tempo hoje.

Me viro para sair.

Antes que eu atravesse a porta, ela grita: — Nenhum investidor vai te ajudar!

Saio de queixo erguido, dando de ombros para as palavras dela, mas por dentro estou arrasada. Trabalhei tanto e parece que não consigo o que preciso. Pego meu celular e faço uma ligação.

— Como foi? — Soph atende no primeiro toque.

— Nem me fale — respondo simplesmente. Meus olhos se enchem de lágrimas, mais por frustração do que por tristeza.

— Merda — diz Soph.

Dou uma risada fraca e digo: — Ela nem me deixou falar.

— Puta que pariu — ela diz com raiva, mas logo seu tom muda para algo mais animado. — Certo, é hora de tomar uma mimosa. Vem para cá. Quero te mostrar o imóvel.

Suspiro. — Soph, não adianta. Não tenho dinheiro para o aluguel daquele lugar perfeito.

Ela solta um rosnado audível e diz: — El, não me faça te obrigar. — Seu leve sotaque francês só aparece quando ela está brava.

Dou uma risada. — Ugh... Por que vocês, pessoas ricas de família tradicional, são tão mimadas? — digo, revirando os olhos.

Ela faz um som de beijo pelo telefone e diz: — Eu sou uma exceção e você me ama. Pegue um táxi. Eu pago, cala a boca.

— Você tem razão. Te vejo em breve — digo, antes de desligar.

Faço o que ela mandou e o táxi para na frente de um prédio alto, no lado da cidade frequentado pelos filhinhos de papai.

Lá está ela, Sophie Laurent, minha melhor amiga. Ela está parada ali com dinheiro na mão. Seu cabelo loiro curto balança enquanto ela caminha até a janela do táxi para pagar a corrida. Quando saio do carro, ela não perde tempo.

— Oi, linda — diz ela enquanto me abraça.

Ela é alta e eu sou baixa, então minha cabeça repousa no ombro dela.

Suspiro, me encosto no abraço dela e sussurro: — Oi.

— Me permitindo te abraçar por mais de um segundo? Você deve estar se sentindo muito uma merda — diz ela, puxando minha mão para me levar para dentro.

Assim que saĂ­mos do elevador, caminhamos pelo corredor curto que ela divide com seu irmĂŁo mais velho. Enquanto ela fecha a porta, vislumbro um cabelo grisalho de terno.

— Despeja tudo. Vou preparar as mimosas — diz ela enquanto remexe na cozinha.

Conto para ela sobre meu dia com a vaca da empresa de investimentos.

— O problema é o seguinte: se eu tivesse apresentado a ideia e ela tivesse me negado, eu até entenderia, porque não é para todo mundo. Mas me dar uma negativa tão sem vontade por causa dos motivos dela... Isso me deixa puta. — Dou um gole grande na minha bebida e continuo o desabafo: — O Jax tem a bolsa de estudos e eu não quero nada além de dar ao meu menino o que eu puder, mas não tenho dinheiro para a Penderton, muito menos para a faculdade e depois para a faculdade de direito. — Esfrego o rosto.

Soph balança a cabeça concordando atentamente. Sei que ela tem muito a dizer, mas quer que eu termine. Faço uma careta dramática e sinalizo para ela falar.

— A empresa do meu irmão está procurando estagiários de direito. Por que não pedir para o Jax se inscrever? Vai ficar muito bom tanto na inscrição da faculdade quanto na da escola de direito — diz ela.

Sophie fará tudo o que puder para me ajudar. Quando Jax e eu nos mudamos para Chicago, nos conhecemos na cafeteria onde eu trabalhava. Ficamos amigas rapidamente. Ela é o golden retriever para o meu gato preto.

— Nada de interferir, né? — Dou um olhar fixo nela esperando a resposta. Recuso-me a aceitar qualquer coisa grande dela, embora ela sempre tente ajudar, mesmo pelas minhas costas.

Ela suspira e sorri antes de dizer: — Sem interferir. Mas porque eu já fiz isso em outro lugar.

Droga. Estreito os olhos. — O que você fez?

Ela sorri e diz: — Vamos dar uma volta, melhor amiga.

Estou desconfiada, mas deixo ela me levar onde precisa. Entramos no BMW dela e ela começa a dirigir. Estamos indo em direção ao ponto comercial que eu queria. Viro a cabeça lentamente para ela, que exibe um sorriso presunçoso. Estou ansiosa e nervosa, mas ela vira uma pitbull muito rápido se eu a questionar.

O ponto comercial tem seu próprio estacionamento e muito movimento de pedestres. Estou apaixonada de novo. Fico observando o espaço em silêncio, imaginando exatamente como eu o decoraria. Meus olhos se enchem de lágrimas, mas me controlo e os fecho. Quando os abro, Sophie está me observando atentamente.

Levanto uma sobrancelha e pergunto: — Então, por que você me trouxe aqui?

Ela sorri e tira documentos da bolsa.

Entregando-os para mim, ela diz: — Pedi ao meu irmão para redigir um contrato. Quero investir para abrir esta padaria.

Pisco algumas vezes, sem processar as palavras: — O quê?

Ela sorri e diz: — Quero ser sua sócia para abrir esta padaria. Vou pagar pela reforma. Já comprei o espaço. Em troca, nunca me deixe.

Fico em silĂŞncio, tentando assimilar tudo isso.

No meu silêncio, ela continua: — Você não aceitaria como um presente, então quero 10% dos seus lucros até você me pagar, depois é todo seu. Não vou interferir em nada, esta é a sua visão.

Meu coração aperta enquanto meus pensamentos tomam conta. Pequenas mesas perto da janela. Um balcão grande para colocar todos os meus petit fours. Máquina de café para as bebidas.

Será que mereço tanta bondade? Posso realizar meu sonho e minha promessa? Talvez este seja o universo finalmente olhando para mim depois de 30 anos de lutas.

Um pequeno suspiro interrompe meu devaneio.

— El, você está chorando — diz Soph.

— Estou, não estou... Aproveite. Não acontece com frequência — digo, limpando minhas lágrimas.

— Só porque você se recusa a chorar na frente dos outros não significa que não aconteça — diz ela, dando tapinhas nas minhas costas. — Sei o quanto isso é importante para você e sei o quanto sua ideia é especial. Acredito verdadeiramente em você, e não porque você é minha melhor amiga, mas porque é uma boa ideia e você é a melhor confeiteira que já conheci.

— Você tem certeza? — pergunto entre lágrimas.

— Com certeza, Eléonore Sandoval. — Ela me estende os documentos e eu os pego.

— Obrigada — digo, sorrindo.

— Durante 10 anos, vi você se matar de trabalhar por você e pelo Jax. Você nunca me deixou te ajudar, mas você merece isso e muito mais. Queria ser homem ou que gostássemos de mulheres. Eu te mimaria para caralho — diz ela, e isso me faz rir e chorar ao mesmo tempo.

— É, porque que homem ou mulher, aliás, ia querer uma mãe de 33 anos — bufo.

Ela bate no meu ombro de brincadeira e diz: — Muitos homens. Você já viu como você é gostosa? O Jax vive reclamando das piadas sujas.

Dou uma risada, limpando minhas lágrimas. — Enfim. Deixa eu ler esse contrato e vou enviar a proposta com as minhas ideias.

Ela concorda e me entrega as chaves. — Aqui está, dona da loja. — Ela abre um sorriso largo e eu espelho o sorriso dela.

Eu consegui, Pielene.