A Marcada

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Resumo

Willow-Rose Vale passou a vida inteira sendo ignorada. Ela é pequena, barulhenta e completamente incapaz de se transformar — não é exatamente o perfil de uma Luna. Mas, quando sua família se muda para a Inglaterra para se juntar à alcateia de Lycans mais forte do país, ela se vê sob o domínio dele: Leo Damaris. Frio. Autoritário. Intocável. E absoluta e irritantemente magnético. Leo não tolera fraqueza — nem caos. Willow é as duas coisas. Mas ela também é teimosa, de língua afiada e totalmente imune à sua intimidação. E isso o deixa louco. À medida que a escuridão surge e uma guerra se aproxima no horizonte, o jogo de gato e rato entre eles se transforma em algo que nenhum dos dois consegue ignorar. 🔥 Um romance de lobisomem enemies-to-lovers quente e emocionante, com slow-burn, política de alcateia, magia selvagem e uma protagonista que finalmente descobre o que significa lutar — e ser protegida por quem se ama.

Gênero
Romance
Autor
K. Dillon
Status
Completo
Capítulos
54
Classificação
4.8 48 avaliações
Classificação Etária
18+

INTRO

Willow-Rose

O céu sobre a Inglaterra estava cinzento. Pesado e baixo, como se não tivesse decidido se ia chover ou se apenas sufocaria tudo com aquele silêncio. Era a combinação perfeita para a fortaleza de pedra, fria e antiga, que surgia ao longe.

“Lugarzinho alegre”, murmurei, mudando de posição enquanto o carro reduzia a velocidade.

“Nem começa, querida.” Minha mãe sorriu suavemente, afastando uma mecha de cabelo do meu rosto. “Vamos pelo menos ver o interior da casa antes de você começar a detonar o território do Rei Lycan.”

Meu pai riu no banco da frente. “Para ser justa, ela não está errada. Este lugar é… intenso.”

Intenso era uma palavra para descrevê-lo. Gótico, sombrio, aterrorizante — todas serviam também.

Enquanto nosso motorista — um guerreiro rígido e silencioso chamado Maddox — passava pelos altos portões de ferro, o peso total da situação me atingiu: aquilo era real. Não era uma viagem de férias nem uma visita temporária. Estávamos nos mudando para o território dele.

O território de Leo Damaris. O Rei Alfa Lycan.

Eu não sabia muito sobre ele, apenas o que tinha ouvido em histórias e sussurros. Que ele era poderoso. Impiedoso. Que as pessoas se curvavam quando ele entrava em uma sala. Que ninguém ousava encarar seus olhos por muito tempo.

E que ele tinha matado o próprio tio aos dezesseis anos para tomar o trono.

Nada demais.

“Willow”, disse minha mãe gentilmente, estendendo a mão para apertar a minha, “vai ficar tudo bem”.

Dei a ela um sorriso pequeno, escondendo o nó que se formara no meu estômago, um nervosismo digno de um nó de marinheiro. “Eu sei. Estou bem.”

Eu não estava. Mas eu era boa em fingir que estava.

O carro entrou em uma estrada menor que se ramificava da fortaleza principal. Fileiras organizadas de casas de pedra ficavam escondidas sob coníferas imponentes. Hera crescia pelas paredes e chaminés. Um grande corvo nos observava de uma cerca como se tivesse algo contra nós.

“É aqui que os membros do conselho ficam”, disse papai, virando-se levemente. “Deram-nos uma casa bem ao lado do Alto Guardião Caelan Idris.”

“Ele era próximo do antigo Alfa”, acrescentou mamãe. “Aparentemente, ele pediu que ficássemos perto dele.”

O carro parou.

A casa era linda, com um ar de chalé medieval levemente assustador. Pedra coberta por hera. Persianas verde-escuras. Fumaça saindo da chaminé.

Antes que eu pudesse alcançar a maçaneta, meu pai já tinha saído e dado a volta no carro para abrir a porta para minha mãe, como sempre. Ela saiu com uma risada calorosa, sua trança longa balançando nas costas enquanto ela se inclinava para beijá-lo no rosto.

“Ainda charmoso, Doutor Vale”, ela brincou.

“Ainda de tirar o fôlego, Sra. Vale”, ele murmurou.

Eles eram nojetamente apaixonados. Eu não trocaria isso por nada.

Saí para o ar frio, puxando meu casaco para mais perto do corpo. Minhas botas estalaram sobre o cascalho enquanto eu olhava ao redor. Algumas outras casas pontilhavam a rua, cada uma grandiosa e um pouco estranha, como o cenário de um conto de fadas logo antes de o monstro aparecer.

De algum lugar mais profundo na floresta, atrás das casas do conselho, um uivo baixo e distante ecoou.

Eu parei.

Havia algo nele que não era apenas animal. Era... controlado. Como se servisse para lembrar a todos quem mandava naquele lugar.

“Aquele foi—” comecei.

“Sim”, disse meu pai baixinho. “Esse seria o Alfa.”

Meu coração deu um solavanco traidor. Engoli em seco.

“Bem”, eu disse, com o tom mais leve que consegui forçar, “ele parece ser um doce.”