O Dragão Vermelho

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Resumo

🥵😈💋18+/SMUT/BADBOY/💋😈🥵 Os lábios dele encontraram a pele macia da parte interna da sua coxa, beijando e depois mordendo suavemente, deixando sua marca. Ela gemeu, arqueando as costas, as mãos se emaranhando nos lençóis. Ele apertou os quadris dela e a manteve no lugar com a força de um homem acostumado a ser obedecido.

Status
Completo
Capítulos
65
Classificação
5.0 23 avaliações
Classificação Etária
18+

Capítulo 1

O sol estava suave sobre sua pele, quente sem ser agressivo, e o céu acima do pátio do orfanato se estendia em um azul perfeito e preguiçoso. Nuvens brancas e volumosas flutuavam lá no alto, lentas e sem rumo, como se não tivessem lugar algum para ir. Kai estava deitado de costas na grama, com as mãos atrás da cabeça e um joelho dobrado.


Ele ergueu uma das mãos preguiçosamente e apontou para cima, contornando o desenho de uma nuvem com o dedo, observando-a mudar e se esticar em algo novo. A brisa era leve, brincalhona, passando por seu rosto e balançando as folhas da pequena árvore ali perto. Em algum lugar à sua esquerda, uma abelha zumbia baixo sobre um punhado de ervas daninhas.


O som de crianças brincando preenchia o ar — risadas suaves, o baque de sapatos. Tudo se misturava, leve e distante, como uma música vindo de outro cômodo. Ele não se juntava a elas, mas não se importava em ouvir.


Acima dele, um avião brilhava enquanto cortava o céu, pequeno e prateado, captando o sol exatamente no ângulo certo. Kai observou-o passar por uma nuvem e depois desaparecer no azul.


Passos pequenos apressavam-se em sua direção, irregulares e ansiosos, tropeçando em tufos de grama e pedras esquecidas. — Kai!


Ele virou a cabeça exatamente quando uma pequena sombra cobriu seu rosto. Acima dele estava Violet — os joelhos nus e sujos, um arranhão recente em uma das canelas e seus cabelos dourados e rebeldes emaranhados pelo vento. Seus olhos azuis eram arregalados e brilhantes, como se tivessem sido esculpidos do próprio céu. Ela sorriu para ele, um pouco ofegante por ter corrido, e inclinou-se para tão perto que seu rosto quase tocou o dele.


Um buquê bagunçado foi empurrado em direção ao seu nariz; as pétalas roçaram sua bochecha e fizeram-no recuar com uma risada. — Eu colhi estas para você! — ela anunciou, orgulhosa e levemente sem fôlego. — As primeiras flores! Elas são especiais.


Kai sentou-se com um sorriso, pegando o pequeno maço dos dedos cuidadosos dela. As flores eram metade ervas daninhas, metade plantas silvestres — mas, para ele, eram perfeitas. — Obrigado, Violet — disse ele, com a voz baixa, porém calorosa.


O sorriso dela se abriu, orgulhosa pela alegria que tinha conquistado. Ele tirou uma pequena flor azul do meio do maço — delicada, meio torta — e a colocou gentilmente atrás da orelha dela, encaixando-a nas ondas de seu cabelo dourado e bagunçado.


— Perfeito — disse ele. E ele falava sério.


Ela deu uma risadinha e se jogou ao lado dele, sua cabeça encontrando o colo dele sem hesitação, como se fosse aquele o seu lugar. Ela esticou os dedos pequenos e afastou os cabelos pretos e grossos dos olhos dele, com um toque leve, casual — familiar.


— Você sempre parece tão sério — disse ela, observando-o.


Seus lábios se curvaram em um sorriso suave, o tipo que mais ninguém nunca via.


— Você quer brincar comigo? — ela perguntou, esperançosa, como se já soubesse a resposta, mas ainda quisesse ouvi-lo dizer.


Kai olhou para as nuvens à deriva e depois para ela — essa pequena menina, um raio de sol que, de alguma forma, fazia tudo o que era silencioso parecer pleno. Ele assentiu.


— Sim — disse ele. — Eu quero.


Violet tinha chegado ao pequeno orfanato em Osaka quando tinha seis anos. Os sussurros entre os cuidadores diziam que ela tinha sido encontrada na porta sozinha, silenciosa, agarrada a um livro de contos de fadas desgastado como se estivesse costurado ao seu coração. Era sua única posse.


Ela era pequena — pequena demais. Gentil demais. Diferente demais. As outras crianças sentiam o cheiro dessa diferença como sangue na água. Zombavam da voz dela, de seu jeito quieto de falar, da maneira como ela agarrava seu livro como se ele pudesse salvá-la. Ela não reagia. Não levantava os punhos. Ela se destacava como um girassol em uma fileira de talos quebrados — brilhante e indesejada.


Kai já estava acostumado com a escuridão. Ele era alto para sua idade, de ombros largos e silencioso, com um maxilar que se mantinha firme e olhos que carregavam sombras. Ele tinha sido criado pelas paredes frias daquele lugar — abandonado cedo demais. As outras crianças o testaram uma vez. Elas não testaram de novo. Aprenderam rapidamente que ele não recuava, não hesitava, e que seus socos vinham rápido e deixavam hematomas que não desapareciam.


Ele não brincava com os outros. Não falava a menos que fosse necessário. Ele carregava sua raiva como uma segunda pele, envolta firmemente em torno de seus ossos, e isso o tornava intocável.


Mas ele a observava.


Dos cantos. Dos batentes das portas. Das sombras.


Ele estudava o jeito que o cabelo dourado dela caía nos olhos quando ela lia, como seus joelhos estavam sempre arranhados por andar descalça pelo pavimento rachado, como seus olhos azuis ainda olhavam para cima, mesmo quando ninguém era gentil com ela. Havia algo insuportavelmente frágil nela. Algo suave que ele não entendia. Isso o irritava. E o chamava.


Então, um dia, ela o encontrou.


Ele estava sentado sozinho em um banco no refeitório, com a bandeja de comida sem gosto intocada ao lado. E ela veio. Quieta, mas determinada. Com sua própria bandeja nas mãos. As outras crianças ficaram em silêncio, observando como uma alcateia de hienas esperando por sangue. Aquele era Kai. O monstro no pátio. Aquele que não queria amigos.


Ela sentou-se ao lado dele.


Ele não olhou para ela. Apenas encarou o nada.


Todos esperaram. Eles esperavam violência. Talvez um empurrão. Talvez algo pior. Eles se inclinaram, praticamente vibrando de expectativa.


Mas nada aconteceu.


Em vez disso, ele sentiu calor.


O corpo pequeno dela pressionou-se contra o seu, como se ela pertencesse àquele lugar. Como se ela não estivesse com medo.


— Eu sou Violet — disse ela, com a voz um pouco trêmula, mas suave. — Você gostaria de ser meu amigo?


Ele olhou para baixo, finalmente, surpreso pela franqueza no olhar dela. Ela não recuou. Não desviou os olhos da tristeza e da fúria que pairavam sobre o rosto dele. Ela viu — e ainda assim, sorriu.


Algo rachou dentro dele.


E ele sorriu de volta. Pequeno. Estranho. Novo.


— Eu sou Kai — disse ele. — Nós podemos ser amigos.


Ela deu uma risadinha como se tivesse acabado de ganhar um tesouro e se aproximou ainda mais, com o lado do corpo colado ao dele. As outras crianças olharam, atônitas. Mas ninguém ousou dizer uma palavra.


A partir daquele dia, Kai era dela.


Kai não sabia como dizer coisas gentis. Suas mãos não eram macias e sua voz não sabia como acalmar. Mas ele aprendeu.


Ele notou as pequenas coisas primeiro — o jeito que o cabelo de Violet se emaranhava em nós teimosos, prendendo folhas e poeira enquanto ela brincava, selvagem como o vento que parecia sempre segui-la. Então, mais tarde, no canto silencioso do pátio, ele se sentou atrás de Violet e tentou consertar ele mesmo. Suas mãos eram desajeitadas no início, puxando com muita força, mas ela não reclamou. Ela apenas ficou parada e cantarolou baixinho, sua confiança envolvendo-o como um cobertor. Com o tempo, ele aprendeu a fazer tranças — apertadas e organizadas, do jeito que mantinha os cachos longe do rosto dela quando ela corria.


Ele amarrava os cadarços dela todas as manhãs. Nós duplos. Conferia duas vezes. Mas ela ainda tropeçava — nos próprios pés, em tijolos irregulares, em nada. Ela caía soltando um ganido, levantava-se rindo, com os joelhos arranhados e as palmas das mãos sujas. Kai balançava a cabeça, fingindo estar irritado, mas seus dedos estavam sempre lá para limpar as mangas dela.


Quando ela estava com fome — e ela frequentemente estava —, ele lhe dava metade de sua comida. Mesmo que isso significasse que ele ficasse sem. Mesmo que isso significasse fingir que não estava com fome.


E, em troca, ela lhe deu algo que ninguém mais jamais tinha dado: paz.


Em sua sombra, ela estava segura — mas, mais do que isso, ela era livre. Ela dançava nas bordas do silêncio dele, cantava músicas sem sentido, girava sob a luz do sol como se tivesse esquecido onde estavam. Ela sorria mais. Ria mais. Florescia.


E, sob a luz dela, algo nele se suavizou. Não o suficiente para o mundo ver. Mas o suficiente para ela sentir.


Ela trazia coisas para ele — pedras bonitas, lagartas com costas felpudas, folhas em forma de coração. Ela falava sobre seu livro, sobre as histórias lá dentro, sobre como, algum dia, ela moraria em uma casa onde ninguém gritava, onde havia biscoitos o tempo todo e ela teria um gato.


— Me conte sua história favorita — ele dizia.


Era sempre a mesma.


Ela metia a mão no bolso grande de seu suéter surrado e tirava o livro, reverente enquanto o abria com dedos cuidadosos.


— Esta aqui — ela dizia suavemente. — A Princesa Que Aprende A Voar.


Ela lia com uma paixão silenciosa. A princesa, trancada por ser estranha, envergonhada por suas asas. O dragão, acorrentado nas cavernas abaixo de sua torre. O momento em que eles se libertaram — juntos — e voaram acima do mundo que tentava enjaulá-los.


Os olhos azuis de Violet brilhavam enquanto ela lia, sua voz subindo e descendo com o ritmo do conto. Seus dedos agarravam as páginas como se fossem sua tábua de salvação.


Mas não era a história que importava para Kai. Era ela. O jeito que ela brilhava quando a princesa escapava. O jeito que sua voz suavizava quando ela lia sobre a lealdade do dragão.


Ela acreditava naquela história.


— Você pode ser a princesa — ele disse a ela um dia, com a voz mais suave que o habitual. — A Princesa Violet.


Ela piscou para ele, surpresa.


— E eu serei o dragão — disse ele.


— O dragão? — ela provocou, sorrindo.


— O Dragão Vermelho. O mais feroz de todos — ele disse. — Aquele tipo que afugenta qualquer um que tente te machucar. Eu protegerei sua torre. Seu reino. Tudo.


Ela riu, de forma alegre e melódica, expulsando a melancolia que se agarrava ao seu coração como poeira.


— O Dragão Vermelho e a Princesa Violet — ela declarou, como se fosse o título da história que eles já estavam vivendo.


E a partir daquele dia, não era apenas ela lendo um conto — eles faziam isso juntos. Juntos, eles não eram esquecidos. Eles eram algo maior — uma lenda sendo criada.


Uma promessa.


De que um dia, ela voaria livre.

E ele estaria lá, protegendo cada passo do caminho.