O CEO e a Artista

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Resumo

Grayson Carmichael não lida bem com o caos. Aos vinte e cinco anos, ele já alcançou o topo do mundo corporativo com ternos impecáveis, instintos afiados e um controle absoluto sobre tudo ao seu alcance. Então, quando seu pai lhe oferece o controle da empresa — com uma única condição —, Grayson aceita se casar com a filha de um homem profundamente endividado com seu pai. Negócios são negócios, e Grayson nunca os mistura com emoções. Olivia Marshall é tudo o que Grayson não é: calorosa, espontânea e assumidamente bagunçada. Uma artista talentosa forçada a um casamento arranjado para salvar sua família, Olivia não tem a menor intenção de facilitar as coisas. Ela dará um herdeiro a Grayson, como prometido — mas seu coração é proibido. Lançada em um mundo de coberturas luxuosas e reuniões de diretoria, Olivia desafia tudo o que Grayson pensava querer. E Grayson, com seu charme calculista e controle implacável, começa a despertar algo selvagem e vulnerável em Olivia. O que começa como uma transação torna-se um choque de vontades — e uma atração slow-burn que nenhum dos dois consegue negar.

Gênero
Romance
Autor
Marty
Status
Completo
Capítulos
53
Classificação
5.0 2 avaliações
Classificação Etária
18+

Capítulo 1: Bem-vinda ao lar

O código funcionou.

Olivia pressionou os dedos contra o painel preto elegante ao lado da porta e, quando ele piscou em verde, o vidro emitiu um leve suspiro mecânico e se abriu. Ela entrou devagar, com as botas fazendo um clique suave no chão de pedra polida. A cobertura era fria, cheia de ângulos e silenciosa — o tipo de lugar que fazia você se sentir uma visita, mesmo quando tecnicamente morava ali.

Uma mala grande vinha atrás dela, fazendo um pequeno barulho com as rodas irregulares. O restante de suas coisas — telas, tintas a óleo, pincéis, a caneca de cerâmica feia onde guardava seus lápis — chegaria mais tarde, trazidas por homens que nem imaginavam estar transportando os últimos pedaços da independência dela.

Fazia uma semana desde o casamento. Sete dias desde que ela estivera em um vestido de marca no jardim da propriedade dos Carmichael, enquanto um fotógrafo capturava seus melhores ângulos e um padre dizia todas as palavras certas. Pequeno, privado, elegante. Encenado. O tipo de casamento que parecia caro, mas era estranhamente vazio, como uma moldura sem retrato. Grayson nem sequer tocou em sua mão.

Agora, ela estava lá.

Olivia respirou fundo e entrou mais no apartamento.

Ele já estava lá.

Grayson Carmichael estava perto da entrada, com uma mão pressionada contra um ponto eletrônico enquanto percorria o corredor de ponta a ponta. Seu cabelo castanho-escuro, como sempre, parecia bagunçado de um jeito artístico, sem um fio fora do lugar. Pele bronzeada. Ombros largos sob um terno cinza-chumbo impecável. Ele olhou para cima quando ela entrou, seu olhar percorrendo-a em uma varredura fria.

Ela conhecia aquele olhar. Ele não estava olhando para ela. Ele estava avaliando. Calculando.

Ele encerrou a chamada sem dizer nada e baixou a mão.

"Você chegou cedo."

"Imaginei que fosse melhor do que chegar atrasada", disse Olivia baixinho, afastando uma mecha do rosto. Sua voz soou quente demais para aquele ambiente, viva demais em contraste com o silêncio estéril.

Ele deu um passo em sua direção. Não perto — nunca perto. Apenas o suficiente para exalar autoridade.

"Vou fazer um tour rápido", disse ele, gesticulando para além da mala dela. "Você pode desfazer as malas depois."

Ela assentiu, arrastando a mala atrás dele.

A cobertura se abria como um palácio moderno. Logo à frente estava o coração do lugar: um espaço amplo, com pé-direito alto e janelas do chão ao teto que emolduravam o horizonte de Nova York sob a luz quente do fim da tarde. Os móveis pareciam caros e intocados. Tons neutros e frios. Linhas retas. Nem um pingo de cor em lugar nenhum.

"Cozinha", disse Grayson, gesticulando com um movimento eficiente da mão. "Totalmente equipada. Se você cozinha, sinta-se à vontade. O serviço de bufê vem duas vezes por semana."

Ele continuou andando.

"Área de jantar. Sala de estar. Você pode usar tudo aqui, mas, por favor, não mude os móveis de lugar."

Olivia parou enquanto passavam por um sofá de couro elegante. Ela imaginou jogar uma colcha sobre ele, colocar uma caneca na mesa de vidro baixa. Parecia uma heresia.

Ele virou à direita, levando-a por um corredor curto.

"Este é o meu quarto", disse ele, apontando para uma porta no final. "Não entre a menos que seja convidada."

Não havia ameaça em seu tom, apenas um ponto final.

Então, ele girou e a guiou de volta pela cobertura, passando pelo espaço aberto e entrando em um corredor na extremidade oposta. Um pouco mais estreito. Com menos luz solar.

"Você pode ficar com este. Quarto de hóspedes. O espaço no armário é limitado. Suponho que suas coisas cheguem mais tarde?"

"Amanhã", disse ela. "Roupas, tintas, alguns livros. Não é muita coisa."

Ele deu um aceno curto e checou o relógio — uma peça de ouro que provavelmente custava mais do que tudo o que ela possuía.

"Instale-se. Trinta minutos. Encontre-me na varanda. Precisamos discutir as regras do nosso acordo."

Suas sobrancelhas se elevaram levemente. "Regras?"

Ele já estava se virando.

"Sim", disse ele. "Trinta minutos, Olivia."

E, assim, ela ficou sozinha em um espaço que não parecia seu, casada com um homem que falava como um contrato e parecia uma tentação vestida em lã sob medida.

Ela ficou ali por mais um momento, com os dedos roçando o batente polido da porta. Então, virou-se e entrou no quarto de hóspedes, fechando a porta atrás de si com um clique suave.

Cheirava levemente a lavanda. Alguém tinha tentado fazer com que parecesse um lar.

Mas Olivia sabia a verdade. Lar não era sobre lençóis ou arandelas nas paredes. Era sobre se sentir segura o bastante para conseguir respirar.

Ela tinha trinta minutos para desfazer sua mala.

E uma vida inteira para desvendar o homem que a esperava do outro lado da cobertura.

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