A Noiva Substituta do Alfa Disfarçado

Todos os Direitos Reservados ©

Resumo

"Quero que você sinta tudo o que farei com você esta noite, tudo." Outro beijo se seguiu, traçando uma linha do seu estômago aos seus lábios. Ele então ergueu o rosto em direção ao dela, capturando sua boca em um beijo profundo, seus lábios induzindo os dela a se abrirem. Enquanto fazia isso, ele pressionou um cubo de gelo nos lábios dela, guiando-o com a boca, a frieza sendo aguda e estranha contra ela. O choque do gelo a atingiu, mas ele derreteu lentamente, misturando-se ao calor de sua respiração enquanto ele beijava seu ombro, enterrando o rosto na curva macia de seu pescoço. Um gemido suave escapou de seus lábios. "Sim, querida, faça isso — gema para mim." -- Determinada a fazer com que o Alfa que a forçou ao casamento sinta ciúmes, Magdalena recorre a outro homem, sem saber que era o próprio Alfa disfarçado. Mas o que acontece quando a verdade vem à tona? Quando ela percebe que o homem por quem se apaixonou era ele o tempo todo? Ela se afastará da decepção ou ficará, sabendo que seu coração já o escolheu? Nota: Este é um dark werewolf romance contendo conteúdo explícito.

Status
Completo
Capítulos
162
Classificação
4.7 7 avaliações
Classificação Etária
18+

Capítulo 1-

Hoje foi mais um Festival da Lua de Sangue sem que Giselle fosse encontrada. Ela sabia agora que ou as bruxas tinham tido um vislumbre do que ela carregava no ventre, ou os líderes da alcateia descobririam que ela era a filha do rei traidor. Qualquer um dos resultados a colocaria em perigo. Não havia resgate esperando por ela.

Giselle tinha se recusado a contar ao marido sobre quem apareceu na noite passada e a mensagem que trouxe.

Giselle, a Luna da Alcateia Presa das Sombras, era uma bruxa com o poder do gelo. A Deusa da Lua profetizou que seu filho carregaria o Presente Triplo. Mas tal presente estava ligado às linhagens que corriam em suas veias.

Sua linhagem vinha da antiga família real dos Lobisomens, antigamente chamados de Homens-Lobo. Sua mãe era uma bruxa. Mas de onde vinha o sangue Lycan? Como uma criança poderia carregar as três linhagens mais poderosas e ainda sobreviver neste mundo cruel?

Séculos atrás, os líderes da alcateia conspiraram com o Antigo para invadir o reino Lycan e exterminar cada besta da linhagem. Os Lycans tinham sido mais fortes que os Lobisomens, e essa força os tornou alvos. Na traição, a família real foi massacrada — incluindo seu pai. Eles o chamaram de traidor por ficar do lado das bestas. Ninguém sabia que ele tinha deixado para trás uma filha, nascida de uma bruxa.

Esse segredo era apenas dela, compartilhado apenas com seu companheiro, Alaric.

Mas se ela desse à luz esta criança, tudo seria revelado. As bruxas veriam a profecia assim que a criança desse seu primeiro suspiro.

O Alfa Alaric invadiu seus aposentos, a porta batendo atrás dele. Lá dentro, sua companheira estava junto à janela em arco, com o olhar fixo nos céus. A lua cheia pairava pesada no céu, prestes a ser coberta de vermelho. Uma mão descansava suavemente sobre sua barriga inchada, a outra traçando círculos lentos e calmantes, como se para acalmar a vida que se agitava dentro dela.

“Pegue suas coisas”, disse Alaric, com a voz baixa, mas urgente. “Você deve partir imediatamente.”

Giselle virou-se bruscamente. Sua respiração travou na garganta. “Partir? Por quê? O que aconteceu?”

“Eles descobriram seu segredo”, disse Alaric sombriamente.

Giselle ficou rígida. “Isso não é possível. Ninguém sabia.”

“Não há tempo para protestos”, ele disparou, já pegando um xale de lã no pé da cama. Com urgência feroz, ele recolheu seus poucos pertences nele, com as mãos movendo-se como as de um homem perseguido pelo próprio destino.

“Não.” Ela correu até ele, agarrando seu braço. “Nós vamos juntos. Eu não vou fugir sem você.”

Alaric parou, seu olhar travando no dela. Seu maxilar se apertou e, por um breve momento, uma suavidade brilhou em seus olhos, mas foi rapidamente extinta sob a máscara fria de um Alfa.

“Você deve ir.” Sua voz era férrea e inflexível.

“Não sem você”, ela gritou, com a voz trêmula, arrancada das profundezas de sua alma. “Nós ainda podemos escapar se partirmos agora. Antes que eles—”

“Giselle.”

A única palavra a parou imediatamente. Não era um pedido, mas uma ordem. Uma convocação forjada a partir de seu tom de alfa. Isso a enraizou no chão de pedra e roubou o fôlego de seus pulmões.

“Por favor”, ela sussurrou.

Sua voz falhou enquanto as lágrimas brotavam em seus olhos.

Alaric a alcançou, segurando seu rosto com as duas mãos, seus polegares calejados enxugando as lágrimas de suas bochechas. “Eu vou te encontrar”, ele murmurou. “Pela lua lá no alto, eu juro. Mas se eles te encontrarem aqui, não vão te poupar. Nem a criança que você carrega.”

Antes que ela pudesse responder, a porta se abriu com um estrondo. Uma criada, a jovem Miriam, entrou às pressas, com os olhos arregalados de terror e a respiração ofegante.

“O ritual começou. Os líderes da alcateia estão se reunindo perto do fogo.”

A cabeça de Alaric virou em direção a ela. “Leve isto”, disse ele rapidamente, empurrando o xale amarrado para os braços da criada sem hesitar.

Então ele se voltou para Giselle.

Suas mãos tremiam ao envolver o rosto dela; seu toque era dolorosamente gentil, seus olhos ardendo com o peso de tudo o que ele não ousava dizer.

“Eu vou te encontrar”, disse ele novamente, com a voz rouca. “Pela minha alma, eu prometo.”

Ele a beijou então, desesperado. O tipo de beijo que se agarrava como uma lembrança. Giselle soluçou, segurando-o como se pudesse impedir que aquilo acontecesse.

“Vá”, sussurrou Alaric, seus lábios permanecendo contra os dela, sua voz falhando. “Por favor.”

Miriam deu um passo à frente e puxou levemente o braço de Giselle.

Assim que pisaram no jardim, Giselle se dobrou. Um grito agudo escapou de seus lábios enquanto a dor atravessava seu abdômen.

“Luna, pelos deuses”, gritou Miriam, correndo para o lado dela para estabilizar seu corpo trêmulo.

“A criança... ela está vindo”, arfou Giselle, agarrando a barriga enquanto sua respiração saía em lufadas irregulares.

“Respire, minha senhora. Respire”, pediu Miriam, com a voz tensa de medo. “Aguente firme. Estamos perto da caverna.” Com um aperto firme no braço de sua senhora, ela a arrastou e guiou pelo caminho de cascalho para a escuridão à espera além.

Através de um véu de agonia e visão turva, Giselle se deixou levar pela passagem estreita. O cheiro de terra úmida encheu seus pulmões. As paredes pressionavam por todos os lados. No fim da passagem, Miriam parou bruscamente.

Lá estava Lydia Voss. Sua melhor amiga.

O coração de Giselle saltou. “Lydia”, ela respirou, um vislumbre de esperança perfurando a névoa da dor.

Ela deu um passo trêmulo à frente, depois parou.

Algo estava errado.

Lydia não se moveu. Seus olhos, antes calorosos com amizade, agora estavam distantes e glaciais. Ela olhou sem calor ou reconhecimento. Da penumbra atrás dela, lobos emergiram. Silenciosos, vigilantes, seus olhos brilhavam com ameaça.

Um pavor frio se enroscou em seu estômago. “Lydia?”, ela sussurrou.

A mulher que ela um dia chamou de irmã inclinou a cabeça levemente. O gesto era mais de predador do que de amiga.

“Por favor... você não precisa fazer isso”, disse Giselle, com a voz trêmula. “Pense na criança.”

Os lábios de Lydia se abriram em um sorriso. Era amargo e desprovido de calor.

“Se você deseja evitar danos, ou garantir que a criança sobreviva, você virá conosco”, disse ela friamente, como se estivesse proferindo um decreto em vez de uma traição.

Giselle olhou, incrédula. Aquela não poderia ser a mesma mulher que um dia esteve ao seu lado em sua coroação, que havia jurado lealdade sob a lua e o juramento.

Então, do lado de Giselle, Miriam deu um passo à frente. Sua voz cortou a tensão como uma lâmina.

“Como ousa bloquear o caminho da Luna?”, gritou ela. “Saia do caminho, traidora.”

Lydia riu.

“Depois desta noite”, disse ela, com a voz como gelo, “ela não será mais nada disso.”

O peito de Giselle se contraiu. “Por quê?”, ela respirou. “Por que você está fazendo isso? Nós éramos amigas. Você...”

“Espere, Giselle. Você está enganada.” O sorriso de Lydia se contorceu cruelmente. “Eu nunca fui sua amiga.”

As palavras atingiram como uma lâmina no coração. Rápidas, precisas e sem piedade.

Giselle cambaleou para trás, com a respiração presa. “Isso não pode ser”, ela sussurrou, com os olhos brilhando de descrença. “Diga-me que isso é uma mentira. Diga-me que ainda existe um pingo de verdade entre nós.”

Mas os olhos de Lydia brilhavam como aço sob a luz do luar.

“Em nosso mundo, minha querida”, começou Lydia, “nós não esperamos o destino nos favorecer. Nós o tomamos. Eu fui prometida a Alaric. Ele era meu por todos os direitos, até que você veio e o encantou.”

Os lábios de Giselle se separaram, mas nenhum som saiu.

“Então”, continuou Lydia, dando um passo à frente, “eu forjei um caminho mais rápido para o futuro que me foi negado. Ao oferecer você aos líderes da alcateia, garanti meu lugar na nova ordem. Através de você, meu destino será cumprido.”

Um silêncio caiu, pesado e terrível.

“Agora”, disse Lydia, sua voz caindo para um sussurro perigoso, “não torne isso mais difícil do que precisa ser. Cumpra, ou sangre aqui onde está.”

O mundo girou sob os pés de Giselle. Seus joelhos cederam quando outra contração a atingiu, mas ela apertou o maxilar e se manteve firme, reunindo toda a força que podia.

Ela sabia. Lydia sabia de tudo. E agora, nada deteria sua mão.

Lydia deu um passo à frente.

Giselle recuou, quase tropeçando na pedra irregular. “Mantenha distância”, disse ela, com a voz baixa e trêmula.

Os olhos de Lydia brilharam com diversão cruel. “Não resista, querida irmã”, murmurou ela. “Será pior para você se fizer isso.”

Antes que Giselle pudesse falar novamente, Miriam se colocou entre elas, seu pequeno corpo tenso de desafio. “Você não vai tocá-la”, disse ela friamente. “Não enquanto eu estiver viva.”

O sorriso de Lydia se contorceu, selvagem. “Como queira.”

Com um movimento do pulso, seus dedos se transformaram, as unhas se alongando em garras curvas que brilhavam na luz fraca da caverna.

Quase não houve tempo para respirar. Lydia a atacou. O grito de Miriam foi interrompido quando as garras atingiram seu peito, o golpe a lançando contra a parede da caverna com uma força doentia. Ela desabou sem emitir um som.

“Não!”, Giselle gritou.

Lydia virou-se para ela mais uma vez. Com um gesto silencioso, ela convocou os lobos.

Mas seus poderes se agitaram dentro de Giselle, uma força tão antiga quanto a geada sobre a pedra. Seu poder, nascido do sopro do inverno, surgiu, frio. Com um grito que arrancou das profundezas de sua alma, ela abriu os braços.

Uma lufada de ar gélido explodiu dela, misturada com estilhaços de gelo e coberta de geada. Os lobos foram lançados de lado como bonecos de pano, colidindo contra as paredes da caverna com uivos de dor. O chão tremeu, e a geada se espalhou pelas pedras, alcançando como dedos espalhados na parede.

Poeira caiu. O ar tornou-se quebradiço.

Ainda assim, Lydia permaneceu intocada em meio à tempestade. Seu sorriso não vacilou.

Das dobras de sua saia, ela retirou um cristal, pulsando levemente com uma luz fria e alienígena.

“Não desperdice a pouca força que lhe resta, doce Giselle”, murmurou ela. “Vai acabar logo.”

O cristal brilhou, branco e agudo.

Giselle gritou enquanto a luz abrasadora perfurava sua mente. O frio dentro dela foi arrancado, não suavemente, mas à força, como se cada fio de seu ser estivesse sendo desfeito e rasgado. Seu corpo cedeu.

Ela desabou de joelhos, com a respiração curta.

Seus membros ficaram dormentes. A geada que antes a obedecia agora fugia.

A escuridão se acumulou nas bordas de sua visão.

A última coisa que ela viu foi a forma quebrada de Miriam, deitada imóvel, e o sorriso de Lydia... triunfante, impiedoso.

Então tudo desapareceu no silêncio.