Meu Perigoso Cunhado Bilionário

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Resumo

Liliana nunca imaginou que ficaria viúva tão jovem. O testamento de seu marido a deixa responsável pelo império de joias da família — e por suas dívidas esmagadoras. Justo quando ela está à beira do colapso, seu cunhado retorna repentinamente do exterior. Antes o filho mais novo ignorado, agora ele é um bilionário feito por conta própria — e parece ser sua única chance de sobrevivência. Mas ela nunca esperou que sua suposta tábua de salvação olhasse para ela com um sorriso devastador e dissesse: "Eu te ajudo — mas só se você dormir comigo." 💥 💥 💥  O livro agora está completo!!! Assinantes do nível "Early Access" já têm acesso total a todo o livro. Aproveitem a maratona de leitura! Leitores públicos continuarão recebendo atualizações às segundas, quartas e sextas-feiras até que o livro completo seja liberado. Espero que vocês amem a história de Liliana & Leo tanto quanto eu amei escrevê-la ❤️

Status
Completo
Capítulos
69
Classificação
5.0 3 avaliações
Classificação Etária
18+

Em Dívida com Meu Cunhado

Liliana sempre acreditou que a vida seguia seu próprio ritmo tranquilo. No entanto, ultimamente, ela começou a se perguntar se o destino tinha um senso de humor sombrio e cruel.

Aos vinte e nove anos, ela tornou-se viúva.

Seu marido, um homem bonito e confiável, morrera repentinamente em um acidente de carro apenas cinco semanas antes. Ele não era um homem comum; era Arthur Sinclair, herdeiro da família Sinclair.

Sua morte súbita não apenas mergulhou Liliana em um luto avassalador, mas também atraiu todos os holofotes da mídia diretamente para ela.

Os fotógrafos a seguiam como se seu sofrimento fosse um espetáculo a ser exibido.

Mesmo quando ela andava de cabeça baixa, entrava nos carros por portas laterais e se recusava a falar, os tabloides não a deixavam em paz.


E então, justamente quando os sussurros sobre ela começaram a diminuir, a grande notícia estourou: Arthur tinha deixado tudo para ela!

O testamento de Arthur colocou as rédeas da empresa de pedras preciosas da família, a Crown Legacy Gems, diretamente nas mãos de Liliana.

A notícia explodiu como uma bomba e tornou-se a manchete de fofoca mais recente.

O amor entre ela e Arthur, e a confiança demonstrada no testamento, voltaram novamente todos os olhares para a jovem e bela viúva da família Sinclair.


No entanto, em meio a todo o barulho e à conversa incessante, apenas uma pessoa carregava o peso em silêncio: a própria Liliana.

Na superfície, seu novo papel parecia real e glamoroso. Ela era a jovem viúva que se tornara a senhora de um império.

Mas Liliana sabia a verdade.

Desde o primeiro dia em que pisou na sede, ela viu o quanto a outrora grande empresa havia se tornado um vazio.

As contas estavam no vermelho, os credores rondavam como abutres e as vendas tinham caído quase a zero. O orgulhoso nome Sinclair era agora apenas uma máscara escondendo a ruína.


Pior ainda, ela não tinha experiência real em negócios e nenhum contato no implacável mundo das pedras preciosas.

Se ela tinha alguma ligação com o comércio, era apenas porque, antes de seu casamento, trabalhara como leiloeira, vendendo muitas joias de alta costura e de luxo.

Isso a tornou conhecida por sua presença graciosa no palco, seu profundo e meticuloso conhecimento em arte, suas reações rápidas e sua beleza impecável.

Por um tempo, ela foi a estrela brilhante do mundo dos leilões, com sua reputação selada quando martelou um raro diamante rosa por um preço recorde.

Mas aquele triunfo reluzente parecia ter acontecido há uma vida inteira.

Em seus três anos como esposa de Arthur, ela fora apenas a anfitriã da alta sociedade — a elegante matrona Sinclair em vestidos de grife e pérolas, admirada por sua graça, mas mantida bem longe das verdadeiras engrenagens do poder.


Para compensar a falta de experiência, Liliana se jogou no trabalho dia e noite.

Mas, mesmo com horas extras intermináveis, ela ainda se sentia completamente sobrecarregada — afogada em contratos para revisar, números para organizar e pilhas de conhecimento especializado sobre pedras preciosas muito além do que ela precisava como leiloeira.

Liliana sentia como se a pressão a perseguisse todos os dias. Havia sempre muito a fazer, muito a aprender e nunca tempo suficiente.

No silêncio da noite, quando finalmente estava sozinha, às vezes o peso a fazia desabar.

Ela sentia tanta falta de Arthur que doía.

E ela se sentia tão sozinha. Ela desejava que alguém estivesse ali — alguém que pudesse aliviar sua dor e ajudá-la a enfrentar os problemas da empresa.


Foi como se Deus tivesse ouvido suas preces.

Outra longa noite a encontrou curvada sobre sua mesa, com os olhos fixos na tela brilhante do computador, quando seu telefone tocou.

Liliana atendeu distraidamente, olhou para a tela e congelou.

O nome que brilhava ali era o último que ela esperava ver.

Após três longos segundos de hesitação, ela atendeu.

Uma voz grave surgiu, carregada de um sorriso: "Quanto tempo. Como você tem passado? Você tem tempo para nos encontrarmos?"

"Leo? Quando você voltou?", ela disse.


Leo Sinclair — o irmão mais novo de Arthur. A ovelha negra da família.

O rapaz que partira anos atrás para construir seu próprio império no exterior.

Ele tinha sido imensamente bem-sucedido ao longo dos anos, com seu rosto estampando frequentemente as capas de revistas financeiras.

Liliana só o vira algumas vezes — em seu casamento e em alguns encontros de família. Alto e marcante, com olhos azuis penetrantes e um sorriso que sempre trazia um toque de travessura, ele sempre pareceu um pouco deslocado nos jantares formais dos Sinclair.

Mas Liliana já ouvira muitas histórias sobre ele.

Ouviu dizer que ele possuía estações de esqui nos Alpes, empresas de transporte no Mediterrâneo e várias vilas em Dubai.

Também ouviu que ele estava sempre trocando de namorada — às vezes uma supermodelo, às vezes uma influenciadora glamorosa, às vezes uma atriz de destaque.


Arthur raramente falava de seu irmão mais novo. Eles nunca foram próximos. Ele uma vez explicou a ela que a diferença de idade era muito grande; quinze anos de diferença significavam que cresceram em mundos diferentes.

Liliana sempre entendeu. Porque não era apenas a diferença de idade — as personalidades e os modos de agir deles eram também muito distantes.

Se Arthur era o tipo de homem que era um líder gentil, carismático e confiável, então Leo era o tipo de homem que parecia um desafiante perigoso e imprevisível.

E além disso, havia mais uma coisa — algo que sempre manteve Liliana longe de Leo.


Embora Liliana só o tivesse visto algumas vezes, sempre que seus olhares se cruzavam, ela sentia um medo instintivo que não conseguia explicar — algo em seu olhar a fazia sentir como uma presa sob o olhar de um caçador.

Ela sempre o evitava quando podia.

Mas agora, neste momento devastador, a presença desse cunhado parecia estranhamente como a chegada de um aliado.

Liliana sentiu como se a fadiga do dia desaparecesse. Seus dedos apertaram o telefone com uma onda silenciosa de alegria, enquanto o diamante rosa em seu dedo anelar captava a luz.

"Fico tão feliz em falar com você", ela disse. "Já que você voltou, por que não vem nos visitar? Me diga o que gostaria de comer — eu mesma cozinho para você. Podemos nos sentar e conversar."

Do outro lado, Leo ficou em silêncio por um momento antes de soltar uma risada baixa e divertida. "Que honra. Mas você não deveria ter coisas mais importantes para fazer do que cozinhar para mim?"

Liliana pausou. "O que você quer dizer?"

Outra risada suave veio pela linha. "Não fique nervosa. Estou apenas curioso. Assumir uma empresa tão grande de repente — você tem conseguido administrá-la bem até agora?"


Todos esses anos ela ouvira muito de Arthur e do resto da família sobre a falta de interesse de Leo pelos negócios deles. E agora, esse próprio fato fazia dele quase a única pessoa para quem ela poderia contar a verdade.

Liliana deu um longo suspiro e disse honestamente: "Para ser sincera… não muito bem".

A voz dele respondeu sem a menor surpresa. "Você precisa de ajuda?"

A pergunta simples quase a destruiu. Depois de carregar o peso sozinha por tantos dias, ela quase caiu no choro ali mesmo.

Lutando para firmar sua voz trêmula, ela sussurrou: "Se você pudesse vir e me ajudar… isso significaria muito".

Ele riu suavemente. "Tudo bem. Então venha até minha casa — podemos discutir os detalhes."

Ela se surpreendeu. "Você não vai para casa primeiro?"

"Casa? Você quer dizer a casa do meu irmão? Não. Eu tenho meu próprio lugar aqui. Vou mandar o carro buscar você."


***

O Rolls-Royce Phantom deslizou pela cidade até parar em frente a uma vila de vidro moderna que brilhava sob o céu do crepúsculo.

O carro parou nos portões e, assim que Liliana saiu, o gerente da casa já a esperava. "Srta. Liliana, por aqui, por favor. O Sr. Sinclair a espera no escritório."

Aquele nome — Sr. Sinclair — a fez hesitar por um segundo. Quantas vezes ela ouvira as pessoas usarem esse título para Arthur?

Uma onda de confusão a atingiu, mas ela rapidamente se recompôs e seguiu o gerente para dentro da vasta vila.

Eles passaram por uma sala de estar espaçosa e por corredores amplos antes de pararem diante de uma pesada porta de madeira. O gerente bateu educadamente. De dentro veio uma voz calma: "Entre".

A porta se abriu e o gerente gesticulou para que Liliana entrasse.

Era um escritório enorme, com estantes de livros altíssimas de um lado e vitrines de vidro com objetos de arte do outro. Mesmo de relance, ela já pôde avistar várias peças de jade inestimáveis e joias brilhantes.

Logo à frente, as janelas do chão ao teto davam para uma piscina privativa, sua superfície refletindo as luzes como cacos de safira.

Lá estava ele: Leo Sinclair.

De ombros largos em uma camisa cinza-chumbo ajustada que realçava as linhas de seu peito, com as mangas dobradas casualmente para revelar antebraços fortes.

Seu cabelo castanho curto captava o brilho das luzes e, quando ele se virou, o brilho gélido de seus olhos se fixou nela.

"Liliana." Sua voz era suave, baixa, com um leve toque de sorriso. "Faz muito tempo."

Ela sorriu. "Leo… estou tão feliz que você voltou. Eu… A empresa…"


Enquanto ela falava, Leo começou a caminhar em sua direção lentamente.

Atrás dele, a piscina cintilava com um brilho de safira, a luz refletindo em seus olhos até parecerem cheios de luz das estrelas.

Ele continuou se aproximando, cada vez mais, até estar parado bem à frente dela.

A voz de Liliana tornou-se cada vez mais baixa, falhando completamente sob o peso do olhar dele.

Naquele momento, seus olhos azuis gelados a fizeram sentir como uma presa novamente, capturada na mira do caçador.


O ar mudou, carregado de algo perigoso.

Ela limpou a garganta, recuperou o fôlego e forçou um pequeno sorriso. "Leo? Está tudo bem?"

Ele estava tão perto que ela teve que lutar contra a vontade de recuar. Ela quase podia sentir o calor emanando de seu corpo.

Havia um leve rastro de colônia nele, misturado com um toque de álcool.

Liliana forçou-se a manter o olhar firme, encarando os olhos dele.

Leo sorriu levemente, o tipo de sorriso que carregava um poder silencioso.

"Você não veio aqui apenas para me ver", ele disse suavemente. "Você não disse que precisava de ajuda?"

"Sim", ela admitiu rapidamente.

"Do que você precisa?"

Liliana sentiu-se um pouco deslocada.

Embora ela e Leo nunca tivessem sido próximos, eles ainda eram família, e depois de tanto tempo separados — especialmente agora, quando ela precisava da ajuda dele — ela esperava pelo menos um pouco de conversa fiada antes.

Mas ele foi direto ao ponto.

Talvez esse fosse simplesmente o estilo dele.

Ela ficou em silêncio por um momento antes de responder. "A empresa está sangrando dinheiro. Prejuízos por toda parte…"

"Então você precisa de dinheiro?", ele interrompeu, inclinando a cabeça.

Liliana assentiu. "Sim. E também precisamos desesperadamente cortar custos…"

"Eu entendo", disse Leo calmamente. "Eu posso te ajudar."

Um alívio inundou Liliana. Seus ombros relaxaram e até a presença dele pareceu um pouco menos sufocante.

Ela ergueu a cabeça levemente, com os olhos brilhando. "Muito obrigada, Leo."

Antes que ela pudesse dizer mais, Leo levantou a mão e segurou gentilmente a mão esquerda dela!

Então ele girou lentamente o deslumbrante anel de diamante rosa em seu dedo anelar, deixando a gema captar a luz.


A mão esquerda de Liliana ficou presa em seu aperto, e ela ficou completamente rígida.

Leo parecia perfeitamente à vontade, como se estivesse apenas segurando a mão de uma parente próxima para consolá-la. Mas eles não eram nada próximos — eles mal tinham se visto algumas vezes como cunhados.

A intimidade repentina deixou Liliana totalmente perdida.

Se alguém visse… só o pensamento daqueles fotógrafos incansáveis fazia seu estômago se contrair de pavor.

Ela tentou puxar a mão, mas Leo a segurou firme.

Então ele se aproximou, sua outra mão pousando firmemente em sua cintura.


O corpo de Liliana endureceu com o toque e, antes que ela pudesse reagir, ele a virou rapidamente e a pressionou contra a parede.

Seus olhos esmeralda se arregalaram. A posição deles era muito próxima — não, muito íntima. Que tipo de cunhado prenderia sua cunhada contra a parede desse jeito?

Instintivamente ela começou a empurrá-lo, mas antes que sua mão alcançasse o peito dele, ele falou.

Sua voz era baixa, cheia de perigo. "Eu posso te ajudar. Mas, Liliana… nada neste mundo é de graça."

Ela congelou, com a mão ainda no meio do caminho, e olhou para ele, confusa. "O que… você quer dizer?"


Leo baixou a boca até o ouvido dela, sua respiração quente contra a pele dela. "Vou salvar seu império", ele disse suavemente. "Mas tenho uma condição."

O olhar dela subiu para o rosto dele.

Ele era insuportavelmente bonito, mas tudo o que ela sentia era a borda afiada do perigo, como um vidro prestes a quebrar.

Ela era um cervo congelado sob o olhar de um leão, com a garganta já exposta.

Cada instinto implorava para que ele parasse, a soltasse, lhe desse a menor chance de escapar.

No entanto, com o corpo dele a prendendo contra a parede, ela não podia fazer nada.


O sorriso de Leo se aprofundou.

Após um longo momento, ele disse: "Você vai me pagar com seu corpo. Cada parte de você pertencerá a mim."