A Rendição do Cafajeste

Todos os Direitos Reservados ©

Resumo

Caspian Montenegro cultivou a reputação de ser o destruidor de corações mais notório da cidade. Seu charme sempre foi sua arma mais confiável, mas uma aposta perdida entre amigos o força a enfrentar um desafio que pode manchar seu legado: conquistar a ferozmente independente e notavelmente cínica Clarissa. Desde o primeiro encontro, Caspian é consumido por um desejo intenso e inesperado por ela. Ele sente que, por trás de sua fachada defensiva, existe uma paixão que reflete a sua, uma suspeita confirmada pela resposta ardente ao seu toque que ela não consegue esconder. Caspian está determinado a derrubar suas defesas e tê-la por completo, confiante de que pode fazê-la aproveitar a queda.

Status
Completo
Capítulos
22
Classificação
4.0 1 avaliação
Classificação Etária
18+

Chapter 1

“Oh, é isso... Isso mesmo, Jana... Chupa o meu pau. Isso... Sente o gosto dele”, disse Caspian com a voz rouca. Ele segurou o rosto dela, movendo-se com mais força dentro da boca dela.

Um gemido escapou dos lábios da parceira, e o desejo de Caspian se intensificou. Seus olhos em chamas brilhavam enquanto ele entrava e saía implacavelmente dos lábios vermelhos da mulher.

Ele olhou para o rosto lindo dela, o mesmo rosto que chamou sua atenção na primeira vez que a viu na cafeteria que sua mãe possuía. Ela era garçonete, mas era bonita demais para aquele trabalho. Além da beleza, seu corpo transpirava sensualidade, como se tivesse sido esculpido para o prazer dos homens. Quase todo homem que a via ficava louco de luxúria, e ele era um deles.

Na primeira vez que a viu, ele imediatamente quis levá-la para a cama. Não perdeu tempo e logo conseguiu o número do celular dela para entrar em contato.

Caspian não teve dificuldades para chamar a atenção da jovem. Na mesma noite em que conseguiu o número, ela já estava trocando mensagens provocantes com ele. No dia seguinte, ele a convidou para jantar, o que os levou ao apartamento dele.

Os lábios dela se prendiam ao membro dele, sugando-o cada vez mais fundo. Cara, que talento ela tinha nos lábios, e aquilo o deixava louco. Caspian fechou os olhos com força enquanto um gemido rouco escapava de sua garganta.

Ele pegou um pacote de camisinha, abrindo-o com os dentes. Jana olhou para ele. Ele lhe deu um sorriso sugestivo. Ela entendeu. Ela pegou a camisinha e a colocou em sua ereção latejante.

“Hmm... você está pronta?”, perguntou ele, com os olhos nublados pelo desejo. Ele pressionou os lábios contra os dela em um beijo agressivo, exigente e intenso.

“Ohhh... C-Caspian...” Ele tocou as coxas úmidas dela e inseriu dois dedos dentro dela. Outro gemido escapou dos lábios de Jana. “Ahhh, Caspian! Mais, mais!”

Ele a acariciou, sentindo sua necessidade ardente — a necessidade de ser preenchida por ele.

Ele a levantou e a deitou na cama. Ela abriu as pernas para ele. Ele sorriu com malícia. Se havia algo que ele gostava nas suas mulheres, era a disposição delas em lhe dar o que ele queria. Todas as mulheres com quem ele esteve estavam prontas para responder aos seus beijos ardentes. Em troca, ele lhes dava um prazer mundano.

Momentos depois, os gemidos de Jana preencheram o quarto enquanto Caspian se movia entre as coxas dela. Ele queria gemer de prazer. Aquela mulher era tão boa! Foi preciso todo o seu autocontrole para não gozar imediatamente. Ele sempre queria que suas mulheres chegassem lá antes dele; era assim que ele sabia que estava satisfazendo sua parceira.

“Oh, meu Deus, Caspian! Sim, me fode com força... Mais forte... Mais rápido... Ohhhh!”, Jana gemia alto.

Ele deu um sorriso de lado, continuando a dar prazer a ela enquanto investia forte e rudemente. Ele não podia acreditar que ela sabia como usar os músculos daquele jeito. Era inacreditável, porque ela já era tão apertada. Ela nem precisava fazer aquilo. Ah, aquela mulher estava deixando-o maluco.

“Você gosta do meu pau, né? Você gosta?”

Ela abriu os olhos lânguidos e lançou-lhe um olhar sedutor. “Sim, Caspian, eu gosto. É tão grande... Você tem um pau muito grande, querido. Então, me fode com força!”

Os olhos dele ficaram mais sombrios. “Você quer que eu te foda com força, é? Eu vou te dar isso, Jana.”

“Oh, porra, sim! Me fode com força. Agora.”

Ele não esperou mais um segundo. Ele a tomou — rápido, profundo e cheio de intensidade. Ele investiu dentro dela completamente, de novo e de novo, com pura necessidade...

“Oh, C-Caspian, querido...! Eu vou gozar... Sim, eu estou gozando...!” Jana ofegava.

“É, eu sei. Goza para mim, querida”, disse ele, cerrando os dentes. Não demorou muito para ele sentir ela tremer debaixo dele, um sinal de que estava chegando ao clímax.

“Oh, meu Deus!”

Poucos momentos depois, ele sentiu sua própria liberação começar a surgir. Ele saiu e levou sua ereção latejante à boca dela.

“Chupa o meu pau, querida. Chupa com vontade e me faz gozar na sua boca...”

Com um sorriso de quem sabe exatamente o que fazer, ela o alcançou.

“Hmm... o quão bom é isso, querido?”

Ele deu uma piscadela travessa. “Você já provou algumas vezes. Sabe exatamente o quão bom é.”

Ela deu uma risadinha e o levou à boca. “Ohhh...”

“Hmm... Tão bom. Nada é melhor.”

Ele segurou a nuca dela e a pressionou contra seu pau. “Para de falar, Jana. Só chupa.”

Depois de algumas chupadas a mais, ele liberou sua paixão quente na boca dela. Ele sorriu ao vê-la engolir.

Oh, como ele adorava ver suas mulheres engolirem sua porra quente. Aquilo o deixava completamente satisfeito.

Depois da sessão quente, ele começou a se vestir. Jana olhou para ele, confusa.

“Ei, onde você vai, querido?”, ela perguntou, ainda deitada nua na cama.

Era prazeroso ver o corpo dela — tão sexy e quente. Atraente. Somado ao seu rosto lindo, aquilo o deixava com vontade de tirar a roupa e se juntar a ela na cama novamente. Mas ele não podia. Tinha coisas a fazer.

“Alguns negócios importantes, Jana.”

“Ah, você já vai embora?”

Ele assentiu. “Por agora, sim. Você pode voltar ao trabalho ou sair com seus amigos, não pode?”

“Eu não gosto de ir trabalhar. É cansativo e estressante.”

“Então vá ver seus amigos.”

Ela franziu a testa. “Hmph. Eu não tenho amigos, você sabe disso. E não quero sair. Quero ficar aqui com você. Você não quer isso? A gente podia passar nosso tempo fazendo sexo suado e selvagem.”

Ele deu um sorriso de lado. “Eu gosto da ideia de te foder o dia todo, Jana, mas eu realmente preciso ir.”

Ela revirou os olhos para ele. “Então me leva com você. Eu sou sua namorada agora, né?”

Caspian congelou e olhou para ela. “Jana...”

“O quê?”

“Nós já conversamos sobre isso.”

Ela fez bico.

“Você sabe o que eu quero de você, Jana.” Ele só queria sexo com ela. Nada além disso.

Jana trincou o maxilar. “Ok.”

Ele sorriu. “Bom. Então, quer uma carona?”

Ela assentiu.

Depois de deixar Jana, Caspian seguiu para seu escritório. Ele tinha uma grande responsabilidade nos ombros, especialmente agora que seu pai havia confiado totalmente a empresa da família a ele. Sua família era dona da Montenegro Constructions e, na semana passada, eles haviam se expandido para o setor imobiliário. Como seu pai esperava mais dele, agora ele tinha um papel maior a desempenhar. Caspian não tinha certeza se deveria ficar feliz com isso.

Ah, bem.

Seu telefone tocou, e ele atendeu rapidamente a secretária. “Sim, Srta. Mendoza?”

“Senhor, o Sr. Hidalgo está aqui.”

“Ok. Mande-o entrar.”

Poucos segundos depois, a porta se abriu para revelar seu amigo, Andres. “E aí, cara?”

Caspian ergueu as sobrancelhas. “E o que te traz aqui? Você não deveria estar ocupado correndo atrás da Ellen?” Não era segredo que seu amigo tinha uma queda pela namorada de seu primo, Marco Santini. Mas, antes de ficar com Marco, Ellen esteve com o próprio irmão de Andres, Andrei. Se Andres não fosse seu amigo, Caspian provavelmente já teria dado um tapa na cara dele há muito tempo por tamanha idiotice.

Andres era um bad boy de carteirinha, mas a única mulher que ele realmente gostava, ele nem conseguia cortejar. Tanto o irmão quanto o primo chegaram na frente dele.

Andres apenas sorriu. “E você e a Jana, como estão?”, perguntou ele, mudando de assunto.

Caspian não conseguiu evitar um sorriso de lado. “Bem, o que posso dizer? Ela é uma boa amante. Acho que ela vai ficar por perto por um tempo.”

“Eu não acho, cara.” Andres sentou-se à frente dele com um sorriso estranho nos lábios, que fez Caspian franzir a testa.

“O que você quer dizer com isso?”

Andres lhe entregou uma foto do amigo deles, Bryan. Ele não estava sozinho. Sua governanta, Angela, também estava na foto. Os olhos de Caspian se arregalaram. Pelo que parecia, a foto foi tirada em um cartório!

“Que porra é essa?”, perguntou ele, olhando para Andres em confusão.

“Eu sei o que você está pensando.” Andres fez uma pausa e deu um sorriso largo. “E você está certo. Eles se casaram.”

Caspian ficou boquiaberto, descrente. Parecia que tinha sido ontem que a mulher se tornara governanta de Bryan. No mês passado, o grupo de amigos deles tinha feito uma aposta sobre os dois. Os outros apostaram que Angela seria aquela que domaria o amigo playboy, enquanto ele apostou que Bryan nem daria bola para ela. A mulher era bonita, claro, mas ele não acreditava que ela fosse a pessoa certa para mudar seu amigo.

“Não brinca?”, disse Caspian, ainda incrédulo. Ele conhecia o tipo do amigo. Ele nunca se interessaria por uma mulher simples e conservadora. Ele sempre gostou dos tipos sensuais e elegantes. Além disso, os dois eram idênticos.

“Acredite, cara. Bryan casou com a Angela.”

“Será que nosso amigo perdeu a cabeça? Ou talvez tenha sido enfeitiçado?”

“Isso é ridículo. Você sabe que essas coisas não existem, Caspian”, disse Andres, rindo. “Talvez o Bryan só a ame de verdade. Ele se casaria se não amasse? Além disso, você não é o Bryan. Por que está reagindo assim?”

“Porra, você esqueceu que eu fiz uma aposta e perdi!”

Andres caiu na risada. “Eu não esqueci. Foi por isso que vim aqui, para você descobrir.”

Caspian pressionou a mão na testa enquanto uma dor de cabeça começava a pulsar. E agora? Parecia que ele estava prestes a entregar sua amada Ferrari aos amigos — o primeiro carro que sua mãe lhe dera, um presente pela formatura em engenharia industrial. Ele ainda dirigia aquele carro. Caspian guardava com carinho tudo o que vinha da mãe, e era por isso que queria se matar por ter apostado o carro.

“Mas não se preocupe, cara. Nós não vamos pegar sua preciosa Ferrari logo de cara. Tem uma condição.”

“O quê?”

“Você tem que aceitar nosso desafio.”

“Que desafio?”

Andres entregou outra foto — a imagem de uma mulher.

A atenção de Caspian foi imediatamente atraída pelos olhos lindos dela, por todo o seu rosto. Era como se tudo nela exigisse sua concentração. Algo o puxava, fazendo-o encarar.

Ela é linda.

“Eu sei que ela é linda, cara, mas você vai acabar derretendo a foto de tanto olhar.”

Caspian respirou fundo, incapaz de tirar os olhos da foto. “Quem é ela?”

“Ela é Clarissa Ramirez.”

“Clarissa...” murmurou Caspian, como se estivesse em transe. Ele sabia que o nome era comum e simples. Imaginou que esqueceria em poucos momentos. Mas não agora, não quando sabia quão bonita era a dona daquele rosto.

Com sua expressão inocente, ela parecia um anjo. Uma princesa de uma lenda antiga, do tipo que não sabia nada sobre luxúria e prazeres mundanos.

Ele trincou o maxilar. Obviamente, eles não combinavam. Ela era uma mulher bonita, sem dúvida, mas ele não se envolvia com mulheres assim. Ela parecia tão preciosa, tão doce e gentil. E ele não brincava com o tipo dela.

O tipo de Caspian eram mulheres como Jana: prontas para tudo, selvagens e aventureiras, mulheres que podiam acompanhar todas as coisas mundanas que ele conhecia.

Ele queimaria no inferno se apenas brincasse com alguém como Clarissa. Ela era como um anjo, e ele estava longe de ser um.

Caspian sentiu algo como um ácido revirar em seu estômago. Ele respirou fundo e finalmente desviou o olhar da foto. “O que ela tem a ver com o desafio?”

“Você tem que fazer ela se apaixonar por você, cara. Esse é o desafio dos caras.”

Seus olhos se arregalaram. Ele se levantou de um salto. “O quê? Você ficou maluco?”

“Uau, por que tanta surpresa? Você está acostumado a fazer as mulheres se apaixonarem por você, não está?”

“Mas eu não mexo com garotas de família. Você conhece meu tipo, Andres.”

“É por isso que escolheram a Clarissa. Por que te dariam alguém que você atrai facilmente? Com a Clarissa, eles têm certeza de que você vai ter trabalho. Ela não é uma garota comum, cara. Esta é só a primeira vez que você vê uma foto dela. De todos os homens que a cortejaram, nenhum conseguiu nada. Ela é esnobe.”

“Deus, não importa o quanto você tente chamar a atenção dela, ela nem olha na sua cara. Até nossos outros amigos falharam. É assim que ela é metida. Sem falar que ela é tipo uma amazona; ela até já deu um soco no Mico uma vez.”

“Merda. Tá falando sério?” Ele encarou o amigo, com os olhos arregalados. A mulher deve ser realmente especial. Caspian sabia como Mico era habilidoso com as mulheres; quando se tratava de estilo, muitas ficavam encantadas por ele.

“Não tô mentindo só pra te interessar. Esse é o seu desafio. Se não quiser aceitar, a gente resolve fácil, cara. Você sabe qual é a alternativa.”

“Foda-se, tá valendo!” Ele não tinha outra escolha. Já estava metido demais naquilo, então por que não ir até o fim?

Caspian olhou para a foto novamente. Não conseguiu conter a empolgação que percorria seu corpo. Algo lhe dizia que aquilo ia ser divertido.

Ele mal podia esperar para conhecer Clarissa.



Clarissa estalou a língua, irritada. Como não estaria? De todas as horas, tinha que ser pega pela chuva logo agora. Para piorar, não havia nenhum lugar para se abrigar, exceto por uma mangueira grande à beira da estrada. A chuva caía forte e ela já estava encharcada.

Ela sinalizou para um triciclo, mas ele simplesmente passou direto. “Droga!”, resmungou, irritada. “Na única vez que preciso de uma carona, vocês decidem ser exigentes. Mas quando não preciso, não param de me amolar!” O frio começava a entrar em seus ossos, e ela tinha certeza de que pegaria um resfriado quando chegasse em casa. Filhos da puta.

Não tinha a quem culpar além de si mesma. Por que não aceitou a oferta de Adam — seu chefe bonitão — para levá-la para casa? Ambos tinham vindo da festa de aniversário de Zeki, o co-proprietário da mercearia onde ela trabalhava. Ela estava prestes a sair quando Adam fez a oferta, mas ela teve que ser difícil. Esse temporal deve ser seu carma.

Clarissa suspirou. Não havia nada que pudesse fazer agora. Mesmo que pudesse voltar no tempo, ainda assim o recusaria. Não porque estivesse se fazendo de difícil, mas porque não queria dar esperanças a ele. Não era segredo que seu chefe tinha uma queda por ela. Com seus convites constantes, ela percebia o interesse dele. Teria que ser muito idiota para não entender o sinal.

“Oi, moça.”

Clarissa virou-se para a voz. Um homem grande se aproximava — ele tinha uma barriga enorme, cabeça careca e olhos injetados e saltados. Carregava uma garrafa de bebida. Pela aparência, não estava apenas bêbado. Parecia estar sob efeito de drogas também.

Clarissa engoliu em seco. O tráfico de drogas era desenfreado naquela área. Não importava quantas vezes a polícia fizesse prisões, os viciados nunca aprendiam. De repente, sentiu uma onda de medo.

“Tá sozinha, moça?” O homem deu um passo à frente. “Quer companhia? Tá frio aqui fora. Talvez queira que eu te esquente.”

Porra. Clarissa recuou, sentindo o perigo. “Eu estou acompanhada, senhor. Nem pense em tentar alguma coisa.”

O homem riu, um som que enfatizou o quão perigosa era sua situação. Ela estava sozinha e, embora Clarissa soubesse um pouco de defesa pessoal, não seria o suficiente para derrubar um homem daquele tamanho.

Ela começou a se afastar rapidamente. Tinha dado apenas cinco passos quando o homem agarrou seu braço e a puxou de volta. “Me solta!” Clarissa gritou.

O homem riu, com os olhos brilhando. “Você vai vir comigo! Não resista!”

Ela deu um tapa, um chute e arranhou-o, mas não teve efeito. O aperto em seu braço era esmagador. “Me solta, seu animal!”

“Eu te disse para não resistir, sua vadia!” A palma do homem estalou em sua bochecha.

Os olhos de Clarissa arderam. Deus, me ajude, por favor.

Como se sua prece tivesse sido ouvida, ela viu um carro se aproximando pelo canto do olho. Isso lhe deu coragem para lutar com mais força. Ela não deixaria aquele homem se aproveitar dela!

“Seu filho da—”

“Ei!”

O homem olhou na direção da voz. Outro homem saiu do carro e correu em direção a eles, com o punho já pronto para atacar. Ele deu um soco no agressor de Clarissa, forçando-o a soltá-la. Ela se afastou rapidamente. A chuva continuava caindo. Como uma cena de filme, Clarissa observou o estranho alto desferir golpe após golpe no homem que a abordou, observando até que seu atacante fosse derrotado e fugisse.

O homem era alto e másculo. Ele parecia rústico demais, selvagem demais... Lembrava um gladiador.

Clarissa mordeu o lábio inferior enquanto ele se virava lentamente para encará-la. Seus músculos definidos se moviam sob a camisa molhada enquanto ele caminhava em sua direção. O tecido encharcado pouco fazia para esconder a estrutura poderosa de seu corpo musculoso.

“Você está bem, moça?”

O som de sua voz enviou um choque através de suas veias. Era grave e sedoso, como chocolate amargo e mel quente. Algo na voz dele a fazia tremer. Tremendo, Clarissa assentiu e evitou olhar em seus olhos. “S-sim...”

“Você se machucou?” A mão dele subiu e roçou sua bochecha onde o homem a tinha golpeado. “Ele...”

Ela desviou o rosto. “Não, está tudo bem. Obrigada pela ajuda.”

Ele parecia familiar. Ela sentiu como se já tivesse visto aquele homem antes...

“O que você está fazendo aqui fora? Está chovendo muito. Por que está num lugar desses?”

“Eu fui pega pela chuva e não encontrei abrigo. Eu preciso ir. Obrigada novamente pela ajuda.” Clarissa estava prestes a se virar quando ele a segurou pelo braço.

“Para onde você vai? Precisa de uma carona?”

“N-não, eu—”

“Não parece que você vai encontrar uma carona tão cedo. É perigoso esperar aqui. Aquele cara pode voltar. Deixa eu te levar para casa.”

Ele tinha razão. O homem poderia voltar. Além disso, ela estava na chuva há algum tempo. Já podia imaginar como estava no espelho — encharcada até os ossos e tremendo. Poderia ficar doente por uma semana se não chegasse logo em casa. Não tinha outra escolha. Se recusasse a oferta dele, poderia se arrepender.

“T-tudo bem.” Ambos entraram no carro, pingando água. Ela não pôde deixar de se sentir envergonhada. “Desculpe por isso. Eu te envolvi nisso, senhor...”

O homem sorriu. “Está tudo bem. É um prazer ajudar. E, aliás, meu nome é Caspian.”

“C-Caspian?” Clarissa repetiu. Ela tinha certeza de que já tinha ouvido aquele nome de seus colegas de trabalho.

“Sim. Caspian Montenegro.”

Seus lábios se abriram quando ela finalmente olhou bem para o rosto dele. Ela não estava enganada. Achava que os rumores que seus vizinhos contavam sobre esse homem eram apenas fofocas. Achava que seus conhecidos apaixonados estavam apenas exagerando na admiração por ele. Mas tudo era real.

Clarissa engoliu em seco, incapaz de parar de encará-lo. Agora que estava sentada ao lado de Caspian Montenegro, percebeu o quão bonito ele era. Ele não era apenas um colírio para os olhos comum. Cada ângulo de seu rosto era abençoado com uma beleza incrível. Você poderia passar o dia inteiro olhando para ele e nunca se cansaria da vista.

Ela rapidamente desviou o olhar quando notou um sorriso travesso se formar nos lábios dele.

Deus, Clarissa. Como você pode ficar encarando ele assim?

Ela sabia quem era aquele homem pelas histórias que tinha ouvido. Quem na cidade não conhecia Caspian Montenegro? Ele era o conquistador da cidade. Um bad boy assumido. Ele tinha uma fila de mulheres que acabavam com o coração partido depois que ele terminava de brincar com elas. Mas, em vez de aprenderem a lição e evitarem Caspian, isso parecia apenas aumentar seu carisma. No fim das contas, as paqueradoras continuavam a correr atrás dele.

O olhar de Clarissa para ele tornou-se ácido. Homens como ele não valiam nada. Ela não fazia ideia do que as mulheres viam nele. Além de seus atributos físicos, não havia nada mais atraente nele.

Mas não se esqueça, ele te ajudou. Ele te salvou daquele tarado que estava prestes a te atacar.

Bem, isso era verdade. Ela lhe devia isso, pelo menos. Se não fosse por ele, não teria escapado. Mas isso não significava que ela esqueceria que estava na presença de um playboy notório.

“Sou bonito demais para você?” Caspian perguntou com um sorriso malicioso, tendo notado que ela o encarava.

Os olhos de Clarissa se estreitaram. Parecia que os rumores que ela ouvira estavam incompletos. Ninguém mencionou que ele também era arrogante.

Não apenas arrogante. Convencido.

“Você se acha muito, não é?”

“Então por que estava me encarando?”

“É errado querer lembrar o rosto da pessoa que me ajudou?” Ela tentou evitar soar ácida, mas saiu naturalmente. Em vez de se sentir ofendido por seu tom, como a maioria dos sedutores ficava quando ela era ríspida, o sorriso dele apenas aumentou.

“Do que você está rindo?”

“Acabei de notar que você fica ainda mais bonita quando está sendo afiada.”

Uma das sobrancelhas de Clarissa se arqueou. “E eu acabei de notar que cantadas de playboy estão bem batidas hoje em dia. Não consegue pensar em nada novo?”

“Eu acho você muito bonita.”

Clarissa revirou os olhos. Ela sabia que era apenas o jeito dele de a seduzir. Caspian riu, um som sensual que a lembrava de não cair na lábia dele.

“Ok, ok. Vou te levar para casa.” Ele pediu o endereço dela, e ela lhe deu.

“Então, o que você estava fazendo lá atrás? Que bom que passei por ali. É muito perigoso para uma mulher ficar sozinha.”

Ela não respondeu, sentindo seus lábios começarem a tremer. Ela se abraçou. Porra. Ela não deveria ter deixado ficar tão encharcada. Na última vez que isso aconteceu, teve febre por três dias.

“Aqui.” O olhar de Clarissa voou para Caspian. Ele entregou a ela sua jaqueta. Ele estava olhando para a estrada, mas ela podia sentir que sua atenção estava nela, com um pequeno sorriso brincando em seus lábios. “Eu sei que você precisa dela. Por favor, aceite.”

“O-obrigada.” Ela inalou o perfume caro dele, que parecia estar impregnado na jaqueta. Seu aroma masculino atingiu o estômago dela. Fresco, sexy e perigoso...

“Então, por que você estava lá? Você ainda não respondeu à minha pergunta.”

“Eu estava na festa de aniversário de um amigo.” Zeki a tinha convidado. Ele era um ex-colega de trabalho, e ela rapidamente tinha criado um carinho por ele. Ele era bissexual, por isso. Se fosse um homem hétero, ela provavelmente teria mantido distância.

“E você foi pega pela chuva?”

“Sim.”

“Seu namorado não veio te buscar?”

Clarissa arqueou uma sobrancelha. “Por que você faz tantas perguntas?”

Caspian deu um sorriso de lado e olhou para ela. “É crime perguntar?”

“Eu não tenho namorado.”

“Uma mulher linda como você?”

Ela revirou os olhos para ele novamente. “É um requisito para uma mulher ter namorado? Acho que não. Só vocês, homens, parecem ter esse requisito.”

“Eu também não tenho namorada”, disse ele, lançando-lhe outro olhar.

Clarissa franziu a testa. Como se ela não o conhecesse. Ele podia não a conhecer, mas ela sabia tudo sobre ele pelo que tinha ouvido. Mesmo no trabalho, ouvia histórias sobre como ele brincava com as mulheres. Essa foi a primeira vez que o viu pessoalmente, mas, baseada em suas ações e palavras, ela sabia que os rumores eram verdadeiros.

“Por quê?” Caspian perguntou novamente.

“Por que o quê?”

“Por que você não tem um?”

Ah, por favor. Ninguém a tinha avisado que ele era tão persistente. “Porque eu não preciso de um. Não preciso de um homem na minha vida”, disse ela secamente.

“Ou você é apenas exigente?”

“Não sou.”

“Se eu te cortejasse, você diria sim?”

Ela ofegou com a pergunta dele. Que porra é essa?! Seus olhos se estreitaram enquanto ela o encarava. Os olhos dele estavam fixos na estrada, mas ela podia ver a travessura neles.

Ele achava que ela era uma daquelas mulheres que cairiam facilmente em seu sorriso sedutor? Que aquele sorriso seria suficiente para levá-la para a cama? Ah, nem pensar.

“Claro que não”, disse ela com firmeza. Ela arqueou uma sobrancelha ao ver o queixo dele cair. “Se você fosse me cortejar, estou te dizendo agora: você não tem a menor chance.”