Verdade ou Consequência

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Resumo

**Dark Romance • BDSM** “Fique comigo”, eu disse contra o ouvido dela, minha voz era uma ordem, não uma porra de um pedido. O cinto estava firme em meu aperto. “Sim, Mestre. Estou aqui”, ela sussurrou, começando a tremer. A ascensão do desejo era tão evidente. Puro, sombrio e real. Minhas entranhas queimavam e meu coração gritava. Eu a olhei. A curva onde a bunda dela encontrava as costas. O jeito que seu cabelo balançava cada vez que eu movia meus quadris. Aquele era o meu sinal. O que acontece quando o homem que você deseja descobre que seu irmão deixou o irmão dele em coma? O que acontece quando poder, paixão e verdade não são mais um jogo? Adrian Ralston era a fuga de Joanne Wilde. Ela se tornou a fraqueza dele. Eles desafiaram um ao outro a se apaixonar, mas a verdade atinge mais forte do que o esperado. Quando o passado de Jo explode de volta em sua vida, a confiança que conquistaram a duras penas se fragmenta. Adrian precisa da verdade. Jo a teme. Uma verdade pode salvá-los. Uma mentira pode acabar com eles. E o próximo desafio… pode destruir ambos.

Status
Completo
Capítulos
44
Classificação
5.0 20 avaliações
Classificação Etária
18+

Um - A Distância Entre Nós

Adrian Ralston

Onde diabos ela está?

As palavras pesavam mais a cada vez que eu pensava nelas. Pesavam mais porque não era qualquer pessoa. Era a Jo.

Não esperei que a escada baixasse completamente. Desci tenso, com o casaco aberto e a mente já acelerada.

O ar frio de Manhattan bateu no meu rosto; daquele tipo que te acorda e te deixa puto da vida ao mesmo tempo. As turbinas do jato ainda estavam esfriando, e o cheiro de combustível de aviação parecia mais forte com o vento. Desagradável. Como eu me sentia.

Desta vez eu disse em voz alta, porque o silêncio parecia uma mentira para mim mesmo. “Onde diabos ela está?”

Londres tinha sido um borrão — reuniões, jantares e conversas sem fim. Cada segundo longe da Jo parecia tempo demais. Eu ainda conseguia ouvir a risada dela no fundo da minha mente — sexy, provocante.

Como aquilo me lembrava de relaxar quando estávamos juntos.

De estar presente e aproveitar até as pequenas coisas.

Agora eu estava de volta, e ela ainda não respondia nenhuma das minhas mensagens.

Ela disse eu te amo. Olhei para o meu celular, e a mensagem estava lá, brilhando na tela.

Eu não respondi de imediato, mas respondi.

Eu também te amo.

Lá ficou.

Sem ser aberta.

Sem ser lida.

Eu deveria ter dito antes. Pessoalmente.

Responder 'eu te amo' por mensagem depois que ela disse pareceu fraco, como um segundo lugar.

Nada daquilo fazia sentido. Algo estava errado. Eu senti antes mesmo de conseguir explicar.

Então veio aquele aperto. Aquela sensação de quando você sabe que algo não está certo. Logo depois, eu estava cancelando reuniões importantes e deixando assuntos pendentes para voltar e descobrir o que estava acontecendo.

Steve esperava perto do Suburban, com o celular na mão. Seu rosto mantinha aquela calma profissional que só significava más notícias. Eu conhecia o Steve bem. Seus ombros estavam tensos e exalavam preocupação.

“Ela ainda não responde”, disse ele assim que cheguei perto.

Aí estava. Não era a resposta que eu queria.

“Como assim, não responde?”

Ele não piscou. “Sem ligações. Sem mensagens. O celular dela está desligado, senhor. A última localização foi no interior — Buffalo.”

Buffalo.

Meus instintos dispararam.

Alerta. Vermelho. Porra.

Eu sabia!

Quantas vezes eu pedi gentilmente?

Tentei fazer com que ela confiasse em mim e me contasse a verdade. Seja lá o que isso significasse. Eu estava disposto a ouvir.

“É claro que era”, disse para mim mesmo.

Aquela cidade tinha se tornado um segredo entre nós.

Steve esperou em silêncio. Homem inteligente. Eu estava furioso e, lá no fundo, a preocupação era grande.

Porra. Até meu pulso estava estranho. Rápido demais. Quente demais. A lógica não tinha chance nessas condições. Meus sentimentos estavam nublando meu julgamento.

O que deveria ter acontecido.

Eu sairia do avião e jantaria com a Jo no condomínio. Eu seguraria a mão dela, olharia nos seus olhos e diria eu te amo.

Mas isso não ia acontecer. Não agora.

“Ela não iria para lá”, eu disse por fim, mesmo sabendo que não era verdade enquanto as palavras saíam da minha boca.

“Me leve para casa”, ordenei.

Steve abriu a porta do Suburban e eu entrei.

A cidade passava pelas janelas fumês. Tentei juntar cada momento antes de partir — o jeito que ela me beijou na porta, antes de ir, como se tudo estivesse bem. Normal. Mas não estava, porque eu não fazia ideia de onde ela estava?

Aquilo ardia. A raiva se misturava com algo próximo do medo. Ainda assim, eu podia sentir meu estômago endurecer. Eu estava me forçando.

Respirei fundo. Tentei criar cenários como sempre fazia — calmo, frio e controlado. Racional.

Londres tinha sido sobre estratégia.

Jo era a única coisa que eu não conseguia calcular.

Eu não conseguia controlar aquilo.

A vulnerabilidade parecia uma fraqueza que eu passei anos evitando, e agora ela rastejava dentro de mim como um farol que eu nunca pensei que teria que encarar.

E Buffalo.

Jesus Cristo — Buffalo era o único lugar que ainda conseguia fazer meu sangue ferver e meu pulso acelerar.

Não era apenas de onde ela vinha.

Era o Alex.

Meu irmão.

O acidente.

A maldita cidade que mudou tudo. Nada daquilo era bom.

O caminho do aeroporto pareceu mais longo que o voo.

Quando chegamos ao condomínio, o silêncio nos atingiu na hora.

Eu tinha dado folga para os funcionários, pensando que ficaria em casa com a Jo. Compartilhando uma daquelas noites onde o riso dela trazia calor a lugares que eu raramente reconhecia, onde o desejo afastava o resto do mundo.

Mas a Jo não estava lá.

A manta que ela adorava estava dobrada com cuidado no sofá.

O livro que ela estava lendo ficava na mesa de centro.

Tudo apenas vestígios dela.

Por quê?

Steve me seguiu, mas ficou perto da porta. “Senhor?”

“Espere.”

Ele hesitou, depois assentiu e ficou no corredor.

Fui até o quarto.

Os lençóis estavam gelados.

Ela geralmente ficava aqui na noite anterior à minha volta de uma viagem de negócios.

Aquecendo o lugar.

Me aquecendo.

Uma lembrança veio. Jo encolhida do meu lado da cama, o cabelo no meu travesseiro, sorrindo ao me ouvir chegar.

Senti aquela dor.

Saudade.

Falta.

Virei para o espelho.

Por um segundo, vi um homem que mal reconhecia — terno amassado, olhos mais escuros do que deveriam ser, poder sem lugar para onde ir.

Era assim que a perda de controle se parecia.

Voltei para a sala. “Steve!”

Ele reapareceu na hora.

“Senhor?”

“Me leve ao condomínio dela. Agora.”

*****

O carro diminuiu a velocidade em frente ao prédio dela, uma torre elegante de vidro que pertencia à Ralston Enterprises. Eu deveria sentir orgulho, mas me sentia vazio. O desconhecido estava me atormentando em vez de me empolgar, como geralmente acontecia.

O porteiro levantou-se ao me ver. “Sr. Ralston. A Srta. Wilde não—”

Eu o interrompi. “Quando ela esteve aqui pela última vez?”

“Dois dias atrás. Ela estava com uma mala pequena.” Ele hesitou. “Ela parecia chateada.”

Assenti em agradecimento e subi direto pelo saguão até o elevador.

O condomínio estava arrumado — um adeus disfarçado de organização. Uma única orquídea estava no balcão, ainda florescendo.

Atrás de mim, a voz de Steve veio da porta. “Senhor… devo ligar para o Marcus?”

Eu me virei. “Ainda não.”

“Então o que devo—”

“Encontre-a.”

Ele franziu a testa. “Senhor, se ela não quiser ser encontrada—”

Eu me aproximei. “Então descobriremos o motivo de ela não querer.”

Ele assentiu, voltando a ser profissional. “Sim, senhor.”

Você corre, e eu vou atrás.

Eu nunca pensei que pensaria assim.

Mas aqui estamos nós.

A respiração de Steve parecia mais alta enquanto eu olhava para o horizonte pela janela dela. Manhattan em toda sua glória estava bem diante de mim — fria, indiferente, infinita.

Lá embaixo, qualquer um poderia desaparecer.

Respirei fundo e ajeitei minha gravata.

Controle. Ordem. Propósito.

“Onde você está, Jo?” eu disse calmamente. Então me virei para a porta.

“Steve”, chamei. “Pegue o carro.”

“Sim, senhor. Para onde?”

“Teterboro. Nós vamos para Buffalo.”

Ele assentiu e desapareceu pelo corredor. Lancei um último olhar ao espaço vazio atrás de mim antes de fechar a porta.

Vulnerabilidade.

Agora eu sabia como era a aparência dela.

Correção. Como era a sensação.

Em algum lugar entre amá-la e perdê-la, eu encontraria a verdade — custe o que custar.

Negativo. Positivo.

A pergunta que não quer calar?

Para onde isso iria?

*****

Bem-vindo de volta à The Dare Series.

Este é o Livro 2 – Truth or Dare a continuação da história de Jo e Adrian.

Se você ainda não leu o Livro 1 – The Double Dare, recomendo fortemente começar por lá — é onde o fogo deles começou, e onde cada segredo deste livro nasceu.

Obrigado por mergulhar novamente neste mundo de poder, paixão e verdades perigosas.

Prepare-se — os desafios só ficam mais sombrios daqui para frente.

💋 — E.G. Patrick

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1. Romance, Ficção, Contemporâneo, Saga Familiar

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