O COLEGA DE QUARTO QUE EU NÃO CONSIGO ESQUECER

Todos os Direitos Reservados ©

Resumo

Maya queria apenas uma coisa da faculdade: desaparecer. Nova escola. Novas pessoas. Chega de sussurros. Chega de prints. Chega de boatos que grudaram em seu nome como uma mancha que ela jamais conseguiu remover. Mas o universo a odeia. Porque a primeira pessoa que ela vê em seu novo dormitório — o colega de quarto com quem ficará presa durante um ano inteiro — é Blake. O garoto cujo nome estava ligado ao boato que destruiu a vida dela. O garoto que olhou para ela quando tudo desmoronou… e não disse nada. Agora, eles são forçados a compartilhar quatro paredes, duas camas e um passado do qual nenhum dos dois pode escapar. Maya se recusa a confiar nele. Blake se recusa a deixá-la viver com a versão errada da verdade. E quanto mais perto vivem, mais ela começa a enxergar as peças que nunca conheceu. Outra pessoa começou o boato. Outra pessoa queria destruir a reputação dela. E Blake? Talvez ele não seja seu inimigo afinal. A tensão entre eles é elétrica — brigas, olhares roubados, confissões tarde da noite e anos de dor não dita. Morar juntos deveria ser um pesadelo… Mas e se a pessoa que ela mais temia for a única que tentou protegê-la? Um enemies-to-lovers slow-burn de drama universitário repleto de tensão, segredos, cura e a perigosa verdade por trás do boato que arruinou os dois.

Gênero
Young Adult
Autor
M. M.
Status
Completo
Capítulos
20
Classificação
5.0 2 avaliações
Classificação Etária
13+

CHAPTER 1

Eu não esperava que meu recomeço tivesse cheiro de água sanitária e pizza velha.

Mas foi exatamente isso que me atingiu no segundo em que entrei em Ashwood Hall, arrastando minha mala como uma sombra teimosa e barulhenta.

O saguão estava um caos — caixas, mochilas, pais fingindo que não estavam prestes a chorar. O irmão caçula de alguém perseguia uma bola de futebol. Uma música tocava abafada em algum andar de cima. Uma garota passou por mim apressada, carregando um frigobar e gritando: “Terceiro andar, Lex! Nem ouse derrubar minha cafeteira!”

Eu olhei para as letras douradas descascando sobre a porta:

ASHWOOD HALL

BEM-VINDOS, WOLVES!

É aqui.

Crest University.

Cidade nova. Escola nova. Pessoas novas.

E, se o universo for ao menos um pouco gentil desta vez, uma reputação nova.

Apertei o papel com a designação do meu quarto em uma das mãos até ele amassar.

Ashwood Hall – Quarto 4B – /

sou eu.

Maya .

Dezoito anos. Estudante transferida. Antiga “garota do boato”.

é… desconhecido. Algum estranho com quem terei que conviver por um ano inteiro. Eu disse a mim mesma que tudo bem. Qualquer um é melhor do que alguém da minha cidade.

Qualquer um.

Equilibrei a mochila, segurei a alça da mala e comecei a subir as escadas. Cada degrau parecia uma contagem regressiva.

Quarto andar.

Vida nova.

Não olhe para trás.

No patamar do segundo andar, passei por um trio de garotas tirando selfies no espelho sob a placa de saída de emergência.

“Marca a Ashwood!” uma delas disse. “Faz parecer caótico, mas fofo.”

Caótico, mas fofo. É, essa é a faculdade até agora.

Quando cheguei ao quarto andar, eu estava sem fôlego e suando dentro do meu moletom largo. O corredor era um borrão de portas abertas, risadas estridentes e algum palavrão ocasional quando algo caía no chão.

Segui os pequenos números de latão pregados ao lado de cada porta.

4A.

4B.

Eu parei.

A porta do Quarto 4B já estava entreaberta.

Uma voz masculina abafada vinha de lá de dentro, sobre o som de cabides batendo. Alguém riu de algo no celular. Meu estômago deu um nó.

Por favor, que seja alguém normal.

Um cara. Tudo bem.

Uma garota. Tudo bem.

Uma planta meio sociável que paga o próprio aluguel. Também tudo bem.

Só… que não seja alguém que eu conheça.

Não alguém que me conheça.

Respirei fundo, sem muito fôlego, e empurrei a porta de vez.

“Ei, desculpe, é aqui—”

E então tudo em mim congelou.

Alto. Cabelo escuro. Ombros largos em um moletom preto desbotado. Ele estava perto da cama do fundo, lutando para colocar um lençol com elástico no colchão. Ele estava de costas, mas meu corpo o reconheceu antes mesmo do meu cérebro.

Aquele jeito curvado.

Aquele modo como ele balança a cabeça quando o lençol escapa do canto.

Aquele leve suspiro de frustração.

Não.

Ele se virou ao ouvir a porta. Nossos olhos se cruzaram.

Por um segundo, o mundo ficou em silêncio absoluto. Sem conversas no corredor. Sem música batendo. Apenas o som do meu próprio coração batendo contra a parede.

Ele piscou, e sua expressão fez algo estranho — choque, depois culpa, e então algo parecido com pavor.

“Maya?” ele disse.

Ele disse meu nome como se fosse uma pergunta e uma lembrança ao mesmo tempo.

Não deveria doer.

Mas ainda dói.

“Blake,” eu respondi, com a voz plana.

Blake .

O garoto que arruinou minha vida sem nunca ter me tocado.

O garoto cujo nome aparecia na minha caixa de entrada mais do que o meu próprio.

O garoto que me olhou com aquele mesmo olhar atordoado quando os boatos explodiram —

e não disse nada.

“Só pode ser brincadeira,” sussurrei.

Ele largou o lençol. Ele bateu no colchão e caiu pela metade até o chão.

“Você… você é minha…” Ele olhou para o papel na minha mão, depois para a etiqueta na nossa porta. “... Quarto 4B.” Ele soltou uma risada curta e incrédula. “Claro. É claro que isso está acontecendo.”

Pisquei com força, tentando reiniciar meu cérebro.

Eu imaginei muitos cenários de pesadelo sobre a faculdade. Me perder. Não fazer amigos. Entrar acidentalmente em alguma seita estranha disfarçada de grupo de estudos.

Eu nunca — nunca — imaginei ser designada para dividir quatro paredes e um banheiro com Blake .

“O que você está fazendo aqui?” perguntei, mesmo que a resposta fosse óbvia. Este é um dormitório universitário. Ele é estudante. É claro que ele está aqui.

Ele passou a mão pelo cabelo, do jeito que costumava fazer quando estava nervoso antes de um jogo ou de uma apresentação. Odeio o fato de eu me lembrar disso.

“Eu estudo aqui”, disse ele, como se fosse simples. “Assim como você, pelo visto.”

Meus dedos apertaram a alça da mala. O plástico cravou na minha pele.

“Vou trocar de quarto”, eu disse imediatamente. “Não tem como—”

“Existe uma lista de espera para trocas de quarto.” Sua voz estava irritantemente calma. “Me disseram isso mais cedo. Todo mundo quer ficar em Ashwood. Pode… levar um tempo.”

Claro. É claro que o universo não facilitaria isso.

Forcei-me a entrar no quarto. Se minhas pernas tremiam, fingi que não.

O espaço é o padrão mínimo de dormitório: duas camas, duas mesas, duas cômodas pequenas, um guarda-roupa compartilhado, uma janela estreita que provavelmente assobia no inverno. Ele já tinha pegado a cama perto da janela. Sua mala estava aberta, com roupas espalhadas.

“Fica com a outra cama”, disse ele. “Posso mudar minhas coisas se você quiser o lado da porta.”

“Não quero nada de você,” disparei.

O maxilar dele se contraiu. “Não precisa querer. É só uma cama.”

Coloquei minha mala no colchão vazio do lado esquerdo, talvez com um pouco mais de força do que o necessário. As molas rangeram em protesto.

O silêncio entre nós ficou espesso e pesado, carregado com tudo o que não estávamos dizendo.

Ele limpou a garganta. “Olha, eu não sabia que era você. Se eu soubesse—”

“O quê?” interrompi. “Você teria pedido um quarto diferente? Mudado de prédio? Abandonado o curso só para evitar o horror de ficar perto de mim?”

Os olhos dele brilharam. Por uma fração de segundo, vi o garoto da minha cidade. Aquele que costumava discutir com os professores e tornar os trabalhos em grupo suportáveis. O que sentava ao meu lado em Química e passava desenhos idiotas quando a aula demorava a passar.

Só que aquele garoto também sabia a hora de ficar quieto. Este aqui parece que engoliu uma tempestade.

“Maya,” ele disse lentamente, “não foi isso que eu quis dizer.”

“Então o que você quis dizer?” Joguei minha mochila na mesa, derrubando uma pilha de cadernos dele sem querer. Tanto faz. “Porque, do meu ponto de vista, você não queria ser associado a mim de jeito nenhum naquela época.”

Ele se abaixou, recolheu os cadernos e os colocou de lado. Quando se levantou, estava mais perto do que eu imaginava. Perto demais. O ar entre nós parecia carregado, como no momento antes de um raio.

Ele não respondeu à minha pergunta.

Em vez disso, ele disse: “Você cortou o cabelo.”

De todas as coisas que eu esperava que ele dissesse, essa não estava na lista.

Levei a mão instintivamente ao cabelo, os dedos roçando as pontas logo acima dos ombros. Na minha cidade, meu cabelo era longo, batia no meio das costas — outra coisa que as pessoas adoravam comentar.

“É. As pessoas mudam,” eu disse. “Ou será que você não recebeu esse aviso enquanto estava ocupado ficando quieto?”

Aí está. O brilho de mágoa nos olhos dele. Se eu não soubesse como ele era — se eu pudesse esquecer os meses de cochichos e olhares de lado, o jeito como até os professores me olhavam como se eu fosse algo quebrado — talvez aquele olhar me amolecesse.

Mas eu sei muito bem.

“Eu não fiquei quieto,” disse ele, com a voz mais firme agora. “Você é que não me ouviu.”

Dei uma risada seca. “Ah, desculpe. Teve alguma conferência de imprensa secreta que esqueci de comparecer? Onde você disse publicamente para todo mundo no colégio que o boato era mentira?”

O silêncio dele é resposta o suficiente.

Exatamente.

— Foi o que eu pensei — murmuro, virando o rosto.

Começo a tirar as coisas da mala, mais para ter uma desculpa para não olhar para ele. Organizo meus três cadernos favoritos na escrivaninha. Coloco meu estojo em cima. Pego a pequena foto que sempre levo comigo — um registro meu e da minha mãe em frente ao River, tirado antes de tudo desmoronar. O sorriso dela está meio escondido atrás do cabelo bagunçado pelo vento. O meu costumava ser igual ao dela.

Prendo a foto na parede acima da minha mesa com fita adesiva.

Blake me observa. Posso sentir isso como um peso na nuca.

— Você ainda tem essa foto — ele diz baixinho.

Olho fixamente para a parede. — Você não tem o direito de dar palpite na minha vida, .

Ele estremece ao ouvir o próprio sobrenome, como se tivesse levado um tapa.

— Tudo bem — ele diz. — Certo. Então vou dizer apenas uma coisa, e você pode continuar me odiando se quiser.

— Eu não te odeio — digo automaticamente.

Ele solta uma risada sem humor. — Enganou-me direitinho.

Minhas mãos continuam no zíper da minha mala.

Ele respira fundo. — Eu não comecei o boato, Maya.

Fecho os olhos.

Lá vamos nós.

— Claro — digo, virando-me para encará-lo novamente. — Ele só apareceu magicamente em todo lugar com o seu nome vinculado a ele. Você espera que eu acredite que não teve nada a ver com isso?

O olhar dele não vacila. — Espero que você pelo menos considere a possibilidade de que não sabe a história toda.

O pior de tudo é que ele está parado ali com aquele mesmo olhar estúpido e determinado que costumava ter antes de um jogo, como se realmente acreditasse no que estava dizendo.

— Por que eu acreditaria nisso? — pergunto. — Por que agora?

— Porque estamos presos um ao outro — ele diz simplesmente. — Porque você vai ver coisas que não deveria ver. Ouvir coisas que não deveria ouvir. E quando isso acontecer... — Ele engole em seco. — Você vai perceber que não era de mim que você deveria ter medo.

Um calafrio percorre minha espinha.

Odeio que as palavras dele me afetem. Odeio que uma parte de mim — aquela que lembra das conversas em grupo tarde da noite, das piadas compartilhadas e dele me oferecendo o moletom quando eu esquecia o meu — queira fazer mil perguntas.

Em vez disso, cruzo os braços. — Você teve um ano e meio para dizer alguma coisa. Esperou até sermos forçados a ficar no mesmo quarto?

— Eu disse alguma coisa — ele insiste. — Só não para você.

— Uau — digo. — Isso faz tudo ficar muito melhor.

Ele solta o ar com força, passando a mão pelo cabelo novamente.

Antes que qualquer um de nós possa jogar mais gasolina na fogueira, uma voz ecoa pelo corredor. — Ashwood Hall! Reunião obrigatória de andar em dez minutos! Vamos lá, Wolves!

Ouve-se um coro de resmungos e risadas lá fora.

Pego minha identificação de estudante na bolsa e coloco no bolso. Blake pega suas chaves na mesa de cabeceira.

Ficamos ali por um momento naquele espaço apertado entre nossas camas. Parece que estou presa em uma memória e em um pesadelo ao mesmo tempo.

— Olha — ele diz, mais baixo agora. — Eu sei que você não confia em mim. Não posso te culpar por isso. Mas isso — ele gesticula entre nós, este quartinho, toda essa bagunça — é a nossa realidade por enquanto. Então, talvez... possamos pelo menos não nos matar na primeira semana?

Eu o encaro.

Uma parte de mim quer dizer que de jeito nenhum, arrumar minha mala e ir montar uma barraca no pátio. Outra parte — a parte exausta, cansada até os ossos — sabe que vim para cá para parar de fugir.

— Tudo bem — digo finalmente. — Trégua.

Os ombros dele relaxam um pouco. — Trégua — ele repete.

— Mas — acrescento, levantando um dedo —, você dorme do seu lado, eu durmo do meu. Você não toca nas minhas coisas. Não fala sobre o meu passado. Não menciona High. Não toca no assunto do boato. Você não... você não age como se um dia tivéssemos sido amigos.

Algo brilha nos olhos dele nessa última parte, mas ele assente.

— Entendido — ele diz. — Regras de colega de quarto. Mais alguma coisa, ?

— É. — Prendo meu rabo de cavalo com mais força, como se fosse uma armadura. — Não me chame de Maya, a menos que seja absolutamente necessário.

Ele me analisa por um segundo e diz: — Você sabe que isso não vai durar.

Eu franzo a testa. — O quê?

— Essa coisa de fingir que éramos estranhos — ele diz. — Nós não éramos. E fingir não vai fazer o passado desaparecer.

Abro a boca para retrucar, mas um apito estridente nos interrompe — o alarme de incêndio, ecoando pelo corredor e depois pelo nosso quarto.

Dou um pulo. — Que diabos...

Blake pragueja baixinho. — Eles sempre testam no dia da mudança. Vamos. Temos que sair.

Ele vai em direção à porta e a mantém aberta. Hesito, então pego meu celular e o sigo até o corredor lotado. As pessoas saem dos quartos, algumas rindo, outras tapando os ouvidos.

O barulho é ensurdecedor. As luzes acima das saídas piscam.

Enquanto nos juntamos ao fluxo de estudantes em direção à escada, alguém esbarra no meu ombro. — Desculpa! — uma garota loira exclama. Ela olha para mim e depois para Blake, arqueando uma sobrancelha. — Vocês são colegas de quarto?

— Infelizmente — murmuro.

Blake solta um ar que poderia ser uma risada.

Entramos na escada, com os corpos pressionados pela multidão. Nossos braços se tocam uma vez, de forma acidental e breve. Isso envia uma pequena faísca através de mim que eu me recuso terminantemente a admitir.

Lá fora, o sol do fim de tarde pinta o pátio de um dourado quente. Os estudantes se espalham pela grama, alguns tirando selfies com o prédio piscando ao fundo.

Encontro um pouco de sombra sob uma árvore fina e fico ali, abraçando a mim mesma. Blake paira a alguns metros de distância, com as mãos nos bolsos, como se não tivesse certeza se tem permissão para chegar perto de mim.

Nós não nos falamos.

Mas percebo que ele olha para mim uma vez e desvia o olhar, como se estivesse verificando se ainda estou lá. Se ainda sou real.

Odeio ter percebido.

Odeio que uma pequena parte de mim se sinta... mais segura com ele por perto.

O alarme de incêndio finalmente para. Um monitor do alojamento grita algo sobre "falso alarme, bem-vindos a Ashwood, não façam miojo sem água", e todos riem.

Voltamos para dentro com a multidão.

Na porta do quarto 4B, hesito novamente.

Blake percebe. — Você está bem? — ele pergunta.

Eu o fuzilo com o olhar. — Você realmente se importa ou é apenas conversa fiada de colega de quarto?

O maxilar dele se contrai. — Eu me importo — ele diz simplesmente.

Não tenho uma resposta para isso, então destranco a porta e entro.

O quarto parece diferente agora. Menor, de alguma forma. Nossas coisas ocupam o mesmo espaço de antes, mas é como se o ar soubesse que há uma história aqui.

Jogo-me na minha cama e encaro o teto.

Blake fecha a porta suavemente atrás de si.

— Maya — ele diz.

Não olho para ele. — Eu te disse para não...

— Eu sei — ele diz. — Última coisa, eu prometo. Por hoje.

Há um farfalhar de papel. Olho na direção dele, apesar de mim mesma.

Ele segura algo na mão. Um folheto dobrado e amassado. Meu estômago se revira quando reconheço as cores da escola impressas na frente.

High.

Ele engole em seco. — O que quer que você pense que sabe sobre o que aconteceu... alguém queria que você acreditasse nisso. E usaram a mim para fazer isso.

Meus dedos se fecham no cobertor. — O que isso significa?

Ele encontra meus olhos.

— Significa — ele diz, com a voz baixa e firme — que se você ficar aqui, neste quarto, por tempo suficiente... você vai descobrir quem realmente fez isso com você.

Meu coração falha uma batida.

— E se eu não quiser saber? — pergunto.

Ele hesita. — Então você escolheu o dormitório errado, .

Ele larga o folheto na mesa de cabeceira, como um segredo deixado entre nós, e vira-se para terminar de arrumar sua cama.

Olho para o teto, ouvindo o barulho dos lençóis e as batidas do meu próprio coração.

Cidade nova. Escola nova. Vida nova.

O mesmo fantasma.

E, infelizmente para mim, ele dorme a menos de dois metros de distância.