Playing Dirty

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Resumo

As pessoas acham que a rivalidade entre Kai Maddox e Diago Cruz começou em campo. Teoria bonitinha. Errada. O beisebol foi apenas a desculpa. O verdadeiro motivo? Carmen Clarke. O mau hábito deles. O assunto inacabado deles. A mulher que ambos tocaram com cuidado excessivo, desejaram perigosamente demais e perderam estupidamente. Agora ela está de volta a Savannah — com o orgulho ferido, o coração exausto e nenhuma intenção de se envolver no drama de ninguém. Que pena para ela, porque no segundo em que Kai a vê, seu mundo inteiro estremece. E quando Diago a vê? Ele sorri como se estivesse esperando anos para finalmente se comportar mal. Kai Maddox: seu ex. Tudo controle, tudo comando, tudo aquilo que ela costumava desejar até que ele a quebrasse. Diago Cruz: seu rival. Tudo calor, tudo perigo e absolutamente decidido a não fingir que não a queria na primeira vez. Eles não se odeiam por causa do jogo. Eles se odeiam porque ambos provaram a mesma fantasia… e ambos querem a última mordida. Carmen não tem escolha nessa colisão — ela é a faísca, o pavio e o maldito estrago. Dois homens vão desmoronar por causa dela. Ela sabe disso. Eles sabem disso. Savannah sabe disso. Isso não é romance. É uma detonação a três. E quando a poeira baixar? Apenas uma verdade importa: Ninguém aqui está jogando limpo. Eles estão todos jogando sujo.

Status
Completo
Capítulos
70
Classificação
4.7 13 avaliações
Classificação Etária
18+

Capítulo Um – Caos ou Calmaria

Carmen

Eu disse para Ava que isso era uma má ideia. Ela disse que eu precisava de diversão. Eu disse que precisava de terapia.

Ela venceu.

Obviamente.

Então, aqui estou eu — de volta a Savannah depois de sete anos, sentada em um estádio cheio de fãs meio bêbados, fingindo que não estou a segundos de ir embora.

O cheiro é de cerveja, comida frita e pele quente de verão. O ar é denso, do tipo que gruda no pescoço e faz tudo parecer vivo demais.

Os holofotes brilham sobre o campo, pintando os jogadores com ouro e sombras.

A Coastal League chama esse show de Banana Ball — metade esporte, metade performance artística. Eles dançam, provocam, rasgam as camisas e flertam com as câmeras.

É beisebol para pessoas com déficit de atenção e sede de caos. É basicamente preliminar de uniforme.

Ava está ao meu lado, vibrando na cadeira, meio apaixonada por cada homem em campo.

"Não acredito que você nunca veio a um desses! Espere até ver Diago Cruz — ele é sexo puro com um taco na mão." Ela suspira, sua voz cortando o rugido da multidão enquanto os times ocupam o campo.

Então ela se levanta — olhos arregalados, boca aberta, quase babando.

Ela me dá uma cotovelada forte. "Meu Deus, lá está ele. Diago Cruz."

É. Eu o vejo.

Difícil não ver.

Eu o conhecia muito antes do mundo conhecê-lo.

Diago Cruz, o pecado dourado dos Savannah Heatwaves. Tatuagens subindo pelo pescoço e descendo pelos braços.

A camisa preta e dourada colada em um corpo feito para más ideias.

Aquele sorriso de lado que sempre me fazia pensar se ele estava apenas provocando — ou se ele realmente esteve a um passo de destruir toda a minha vida.

Ele costumava me chamar de problema.

Nunca me tocou.

Nunca tentou.

Não enquanto Kai estava por perto.

Agora, ele é o rockstar da liga — a atração principal da qual todos te avisam tarde demais.

A multidão vai ao delírio quando ele entra. Ele gira o taco, começa uma coreografia com seus companheiros de equipe — quadris balançando, o time batendo palmas, o grave trovejando nas arquibancadas. E os fãs perdem a cabeça.

O barulho vibra em minhas costelas. Eu não deveria estar olhando.

Mas estou.

É obsceno.

É arte.

É tudo o que eu costumava fingir que não me atingia. Minhas coxas se pressionam por instinto.

Memória muscular patética.

O calor entre minhas pernas surge, indesejado, enquanto observo seu corpo se mover. O suor já brilha em sua pele sob as luzes, sua camisa esticada no peito a cada movimento de quadril.

A multidão grita seu nome, e ele se alimenta disso, rebolando como se estivesse fodendo a própria noite.

Ava agarra meu braço, suas unhas cravando de tanta empolgação.

"Olha só ele! Meu Deus, eu deixaria ele fazer qualquer coisa comigo aqui mesmo nas arquibancadas."

Eu forço uma risada, mas ela sai trêmula. "Você é louca. É só um jogo."

Minhas palavras soam vazias.

Por dentro, meu coração martela, memórias retornando — noites sussurrando sobre o que poderia ser, sua respiração quente no meu ouvido enquanto Kai dormia no final do corredor. A atração proibida que quase destruiu a todos nós.

Diago se posiciona na base, taco na mão, mas em vez de rebater, ele se vira para as arquibancadas.

Seus olhos sobem, escaneando os fãs apaixonados.

Ele para.

Bem em mim.

Aquele sorriso vacila por um segundo. Então se transforma, lento, deliberado, sacana.

Ele toca na aba do boné como se estivesse marcando território, a língua deslizando pelo lábio inferior.

O gesto me atinge no estômago, uma promessa de coisas que ele nunca cumpriu, mas sempre deixou no ar.

O calor inunda meu rosto.

Meu centro.

Eu me mexo na cadeira, o plástico áspero cravando nas minhas coxas enquanto as aperto. Minha xoxota pulsa com uma dor surda, um calor úmido crescendo apesar de todos os meus esforços para ignorar.

Sete anos depois, e apenas um olhar dele me desestabiliza.

Ele se lembra.

Claro que ele se lembra.

Aquela noite em que quase cruzamos a linha, a mão dele roçando meu quadril, a voz rouca quando ele disse:

"Você está brincando com fogo, Carmen."

Ava grita, alheia a tudo. "Ele está olhando para cá! Puta que pariu, você acha que ele me viu?"

"Coincidência", minto, olhando para qualquer lugar, menos para ele.

Se ele se lembrar de como aquilo quase terminou da última vez, ele vai desviar o olhar rápido.

Mas ele não desvia.

Seu olhar permanece, escuro e faminto.

A voz do locutor corta o caos, ecoando pelos alto-falantes como um trovão.

"E rebatendo para os Carolina Cougars — seu MVP, Kai Maddox!"

A energia no estádio muda num instante — do caos selvagem para algo quase reverente.

Os fãs se calam, depois explodem em um tipo diferente de rugido, aquele que cresce lento e pesado.

Kai.

Meu primeiro tudo.

O garoto de ouro que me deixou para trás pelas ligas grandes, aquele que passei anos fingindo não pesquisar no Google quando não conseguia dormir, rolando pelos destaques só para ver se ele ainda olhava para o mundo como se não devesse nada a ninguém.

Ele é controle puro — cada movimento preciso, deliberado, irritantemente calmo.

Ele caminha para o campo com seu uniforme azul e branco como o garoto de ouro que a liga idolatra — alto, ombros largos, sua postura exalando disciplina.

Aquele rosto de bom moço que lançou uma centena de patrocínios, cabelo loiro cuidadosamente guardado sob o boné, olhos da cor exata do céu antes de uma tempestade.

Sem tatuagens serpenteando sua pele.

Sem sorriso convencido nos lábios.

Apenas foco.

Sempre aquele foco inabalável.

Ele é tudo o que Diago não é — polido, controlado, o porto seguro ao qual um dia me agarrei.

Minha respiração falha quando ele pisa na caixa de rebatida, os holofotes pegando a linha afiada de seu maxilar.

Músculos magros se movem sob o tecido da camisa, sua pegada no taco firme, como se ele já tivesse mapeado o arremesso na cabeça.

Eu me lembro daquelas mãos — gentis, porém firmes, traçando minha pele nas horas quietas depois que Diago desmaiava após uma festa.

Kai era como um lar.

Estável.

Aquele que prometeu o para sempre até que a convocação veio e ele fez as malas sem olhar para trás.

Era uma vez, eles eram irmãos. Melhores amigos, companheiros de equipe, inseparáveis durante os jogos do ensino médio e sonhos noturnos de vencer na vida.

Até a convocação.

Até Kai ser escolhido primeiro, enviado para as ligas menores enquanto Diago ficava para trás, ralando nos times independentes.

O resto queimou rápido e feio — uma fratura que os separou, e me separou também, bem ao meio.

Eu sinto isso até agora, aquela velha tensão esticada sobre o campo como arame farpado, vibrando sob a superfície.

Diago é o primeiro a rebater. Ele ajusta a postura no bastão. O arremessador se prepara, mas o foco de Diago permanece fixo em mim, com seus quadris fazendo um movimento sutil que me faz perder o fôlego.

A bola estala ao atingir o bastão e voa para o campo externo, mas ele não corre de imediato.

Em vez disso, ele tira a camisa em um movimento fluido e a joga para a torcida.

Seu tronco brilha sob as luzes — tatuagens serpenteando sobre o abdômen definido, descendo pelos braços e beijando seu pescoço.

Uma trilha de pelos escuros segue em direção ao cós de sua calça.

Os fãs gritam, mulheres jogam sutiãs, mas os olhos dele nunca saem dos meus.

Ele diz algo sem som que não consigo ouvir por causa do caos, mas o formato de seus lábios parece o meu nome.

Meus mamilos endurecem contra o sutiã, um atrito faiscante enquanto cruzo os braços.

Eu quero odiar como meu corpo reage, como a faísca proibida incendeia algo desesperador dentro de mim.

Ava está me empurrando para a diversão.

Mas isto?

Isto é perigo embrulhado em tentação.

Passei anos construindo muros, controlando o caos que Diago representa.

No entanto, aqui estou eu, com o pulso acelerado, imaginando as mãos dele em mim — brutas, possessivas, finalmente quebrando todas as regras.

Ele percorre as bases, lento e convencido, com os quadris balançando a cada passo. Seus companheiros de equipe batem em suas costas, mas ele olha para cima de novo, aquele sorriso irônico se aprofundando.

É provocante, sedutor, um convite silencioso para o limite onde dançávamos antes.

A energia da multidão pulsa ao nosso redor, pública e elétrica, deixando o ar carregado de possibilidades.

Minha pele se arrepia, o suor escorre pela minha espinha e se acumula na base das minhas costas.

Ava se inclina, seu hálito quente perto do meu ouvido. "Você está bem? Está vermelha. É o calor ou... ele?"

Engulo em seco, forçando minha voz a ficar firme. "É só a cerveja. Vamos pegar outra."

Mas, enquanto me levanto, Diago contorna a terceira base, seu olhar me prendendo novamente.

Ele lambe os lábios mais uma vez, de forma deliberada, e sinto como se fosse um toque — úmido, promissor.

Minhas coxas se roçam enquanto me movo; a umidade entre elas é uma traição que não consigo ignorar.

O jogo se arrasta, mas a tensão fica mais apertada a cada jogada.

Ele rouba bases como se estivesse roubando olhares, cada um carregado de intenção.

Eu resisto, me apegando ao controle, mas a atração proibida puxa com mais força.

O que acontece quando o último out for anunciado?

Ele vai me encontrar na multidão, ou eu vou perseguir o fogo que neguei por tanto tempo?

Ava fala sem parar sobre autógrafos, físico dos jogadores, estatísticas, mas minha mente corre lá na frente.

Diago está lá fora, sem camisa e vitorioso, e parte de mim — a parte que enterrei — quer deixá-lo destruir tudo de novo.

É a vez de Kai rebater; ele toca a base com as chuteiras, ajusta a postura e olha em direção ao banco dos Heatwaves. Seus olhos se cruzam com os de Diago por um momento — frios, avaliadores. Diago se apoia no parapeito, braços cruzados sobre o peito nu, aquele meio sorriso perigoso brincando em seus lábios.

Não é apenas rivalidade estalando no ar; é história, crua e mal resolvida. O tipo que ferve em olhares roubados e acusações não ditas.

O arremessador se prepara, a bola dispara em direção à base. Kai rebate — limpo, poderoso.

Contato.

O estalo ecoa pelo estádio, tão forte quanto um trovão, com a bola disparando para o céu noturno. Ela faz um arco alto, passando por cima do muro do campo externo.

Home run.

Claro que seria.

O banco dos Cougars entra em erupção; os companheiros de equipe saem correndo para o campo, gritando e batendo luvas.

Kai percorre as bases com aquele mesmo passo medido, passando pela primeira, segunda e terceira base, sua expressão inalterada, exceto pela mínima curva em sua boca.

Quando ele cruza o home plate, as líderes de torcida o cercam — pulando, brilhando sob as luzes.

Uma delas, uma morena com pernas longas, pula nele, envolvendo seu pescoço com os braços. Ela planta um beijo direto na boca dele, cheio e demorado, seu corpo pressionando o dele naquela demonstração pública que a torcida adora.

Os fãs gritam, celulares piscam, mas meu estômago dá um nó, uma pontada aguda de ciúmes me cortando.

Ele não a afasta. Também não retribui o beijo — apenas fica parado, deixando acontecer, com as mãos soltas ao lado do corpo.

Mas seus olhos... eles percorrem o campo, direto para Diago, que observa com aquele sorriso predador, como se estivesse dizendo: Tente mais, garotão. Você nunca vai ser dono da noite como eu sou.

O ar entre eles vibra, pesado com o peso do que perderam — e do que ambos ainda desejam.

Minha pele se arrepia, o calor do estádio pressionando, misturando-se ao rubor que sobe pelo meu pescoço.

Eu me mexo na cadeira, a dor entre as minhas coxas pulsando de novo, sem que eu pedisse.

Não é apenas o beijo; é a lembrança de como Kai costumava olhar para mim assim — possessivo, firme — antes de tudo se despedaçar.

E então, por um segundo selvagem, ambos os olhares mudam. Passam pelas câmeras, pela multidão agitada, pelas luzes ofuscantes.

Direto.

Para.

Mim.

Os olhos de Kai se arregalam um pouco, o reconhecimento atingindo-o como o estalo de seu bastão. Ele congela no meio da corrida para o banco, seu olhar cinza-tempestade me prendendo na arquibancada.

A cabeça de Diago também se vira, mais devagar, aquele sorriso irônico se aprofundando ao notar a reação de Kai.

Os olhos deles se cruzam sobre o campo novamente, um desafio silencioso faíscando ainda mais quente, mas agora está entrelaçado comigo no meio — o fantasma que nenhum dos dois consegue esquecer.

Ava está gritando algo ao meu lado, sua voz perfurando o rugido.

"Você viu isso? Kai Maddox, caramba, ele é uma máquina!"

Mas mal consigo ouvi-la por causa do estrondo nos meus ouvidos. Meu pulso bate baixo e insistente, enquanto os olhares deles permanecem.

O de Kai está procurando, quase suave, como se ele estivesse vendo a garota que deixou para trás.

O de Diago é fogo — provocando, reivindicando, desafiando-me a lembrar do limite que testamos.

Sete anos de distância, e aqui estão eles, me puxando de volta para a tempestade.

O olhar público do estádio amplia tudo — os olhares sedutores, a atração proibida, a promessa provocante do que poderia incendiar se eu permitisse.

Ava puxa minha manga, alheia à guerra que trava no meu peito. "Carmen? Terra chamando Carmen! Você está viajando na gostosura de novo?"

Forço um aceno, com a voz mal passando de um sussurro. "É. Só... aproveitando o momento."

Mas, por dentro, as emoções se agitam — arrependimento pelo que Kai levou embora, fome pelo caos de Diago e a emoção aterrorizante de ser notada por ambos.

O jogo pausa para um comercial, o telão exibindo replays, mas os olhos deles me encontram novamente na multidão, travando como holofotes.

E agora?

Eu corro, como da última vez?

Ou me inclino para o problema que vim buscar, deixando as ondas de calor me consumirem?

A noite se estende à frente, cheia de possibilidades, e meu corpo vibra com o peso de tudo isso.

Próximo Capítulo