Belo cruel. A obsessão do mafioso

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Resumo

Dimitri Vankoke No submundo do crime de Nova York, meu nome não é apenas conhecido - é temido. Sou o Pakhan da Bratva. Um rei cercado de sangue, tortura e medo. Ninguém me desafia. Ninguém me engana. Ninguém ousa me roubar. E aqueles que tentam, pagam um preço muito alto. E há muito tempo ninguém havia tentado. Até ela aparecer. Ela é uma ladra com rosto de anjo e corpo de deusa do pecado. Uma ladra que cometeu um grande e maldito erro de pensar que poderia me enganar, desafiar, roubar, e sair impune. Ela não vai. Sou um caçador letal e agora ela é minha presa. Vou caçá-la. E quando a encontrar, vai pagar caro por ter brincado comigo. Vai aprender - da forma mais difícil -que não se rouba homem como eu e sai impune. Ela vai me devolver o que tirou... e também o que quero desde o instante em que coloquei meus olhos nela. Porque ela se tornou minha obsessão. Mas o que eu não sabia é que essa obsessão pela ladra colocaria em risco a única coisa que jurei nunca arriscar. Mas agora... é tarde demais. Máfia romance

Gênero
Romance
Autor
Ellen Loren
Status
Em Andamento
Capítulos
1
Classificação
n/a
Classificação Etária
18+

Chapter 1

👉História destinada a maiores de dezoito anos.

Alice Collins

"Você vai entrar, escolher um alvo, seduzir, dopar e roubar.

Não pode ser tão difícil.

Você consegue.

Sim, eu consigo.

É perigoso, mas eu consigo.

Eu preciso conseguir. Porque, se eu falhar, estou perdida.

É o que digo a mim mesma quando chego ao local onde tudo vai acontecer: uma boate sofisticada chamada Surrender at Night. Três andares de luxo em uma rua sem saída, no coração de um dos bairros mais ricos de Nova York. Onde só a elite frequenta.

O lugar perfeito para meu objetivo, conseguir dinheiro para sair de Nova York antes que aquele monstro me encontre de novo.

O monstro responsável pelos meus pesadelos e por causa do meu medo fora deles. O monstro pra quem sou um pagamento de uma dívida de jogo que meu pai morto não conseguiu pagar, e de uma obsessão doentia que ele não vai parar de perseguir.

"Por causa dele, tive que abandonar meu emprego, meu apartamento e meu sonho de ser enfermeira para me tornar uma fugitiva.

Agora, meu refúgio é um quarto fétido de um motel barato, onde passo mais tempo matando baratas na cama do que dormindo nela. O quarto está pago só até domingo. Ou seja, só até depois da manhã. Se não conseguir dinheiro essa noite, não só não poderei sair de Nova York, que a razão principal para eu estar aqui essa noite, como vou pro olho da rua porque não tenho mais nenhum centavo para me manter no hotel.

É por isso que não posso falhar essa noite.

Meu celular vibra na bolsinha lateral. Tiro-o e vejo o nome de Pietro piscando na tela.

Pietro é meu antigo vizinho, um criminoso de mão cheia. Vende drogas, falsifica documentos, clona e zera cartões de crédito roubados, age como agiota e ainda fatura comprando e repassando coisas roubadas.

O ingresso, os comprimidos de boa noite cinderela e a identidade falsa, vieram dele.

E tudo isso me custou um absurdo de quinhentos dólares, uma dívida que terei que pagar com o dinheiro que conseguir essa noite. Isso ,e mais vinte por cento do limite do cartão da vítima, que ele vai zerar. É assim que ele trabalha.

Aqui está mais um motivo que não posso falhar. Pagar Pietro.

Sem paciência para ouvi-lo repetir o que já sei " que tenho que pagá -lo ainda essa noite,

recuso a ligação. Tudo que não preciso quando já estou uma pilha de nervos, é de Pietro me lembrando de um dinheiro que ainda não consegui.

Antes de entrar na boate tiro meu espelhinho da bolsa e fico atrás de um carro para checar minha aparência.

A peruca loira, lisa com corte chanel, está impecável. Nenhum fio fora do lugar.

Já o batom vermelho não teve a mesma sorte: estava borrado, vítima do meu maldito hábito de morder os lábios sempre que fico nervosa.

Retoquei com pressa, guardei tudo de volta e segui para a fila.

Cinco minutos depois, estou diante dos seguranças.

Um deles passa um detector de metais pelo meu corpo enquanto o outro verifica minha identidade falsa. Finalmente, pegam meu ingresso e me entregam um cartão de registro de consumo.

Entro na boate.

Estou pronta para a caça.

Ao atravessar o limiar, a música eletrônica invade meus ouvidos. À minha frente, uma pista de dança enorme se estende como um oceano em movimento. As paredes revestidas de veludo vermelho e os lustres de cristal pendurados no teto refletem a luz dourada sobre a multidão que dança, ri e bebe como se fosse o último dia de suas vidas.

Eu, não.

Eu só quero fazer o que preciso e sair.

Me dirijo ao bar - o lugar ideal para ser notada. Sentada em uma banqueta de granito preto, cruzo as pernas e deixo meu olhar vaguear, casual e discreto, em busca de um alvo com uma promessa de uma noite inesquecível que não vai acontecer.

Meus olhos encontram três homens me devorando à distância. Dois estão no bar, o terceiro dança na pista com duas mulheres. Todos jovens, bonitos e fortes. Todos errados. Não são o perfil que procuro. Quero um homem que não seja tão forte.

Desviei o olhar rapidamente, sentindo uma onda de desconforto por estar atraindo atenção demais. E isso era exatamente o que não queria que acontecesse. Bem, eu quero ser notada, mas não tão notada. É perigoso. Você não tem como drogar alguém com tantas pessoas de olho em você.

Não entendo o motivo de tanta atenção masculina sobre mim. Apesar de ter escolhido um vestido vermelho mais justo e curto do que normalmente usaria para parecer sexy, as últimas semanas de dieta forçada - consequência da falta de dinheiro - deixaram meu corpo magro demais, sem curvas ou atrativos que justificassem tanto impacto. Talvez seja a peruca loira, o batom vermelho, ou o exagero no delineador que destaca ainda mais meus olhos azuis?

Ou talvez isso não tenha nada a ver com minha aparência.

Talvez seja só o normal em uma balada, onde homens atiram para todos os lados em busca de um encontro fácil.

E eu não estou familiarizada com isso. Nunca estive em uma balada antes. Na verdade, nunca saí para me divertir antes. Também nunca fui em um encontro.

Desde que cheguei a Nova York,minha vida se resumia a trabalhar incessantemente para me sustentar, pagar o aluguel e juntar dinheiro para a faculdade. Quando iniciei o curso de enfermagem,não tinha tempo pra mais nada mesmo.

Era duro, mas eu não reclamava. Algumas pessoas precisam se esforçar mais do que outras para alcançar seus objetivos,realizar seus sonhos , e eu sou uma delas.

Então o monstro me encontrou e arrancou tudo de mim. Ou melhor, os lacaios dele.

Deixo isso pra lá e volto

a explorar o local. Continuo procurando. Caçando.

E então, algo estranho acontece.

Um arrepio percorre minha nuca, descendo pela espinha e se espalhando como eletricidade por todo o meu corpo. Os pelos do meu braço se eriçam, e uma sensação desconfortável pulsa em mim: a sensação de que estou sendo observada.

Por alguém perigoso, como uma sombra pairando nas minhas costas.

É denso, profundo.

Como se olhos invisíveis escorressem pelas paredes, tocando minha pele, sondando cada movimento meu com uma paciência predadora.

Meu coração dispara.

Será que de uma caçadora me tornei numa presa?

" Deixe de ser paranóica, é só o medo ganhando força. Controle-se.

Sim, é só medo. Isso é ridículo

O plano ainda está de pé.

Essa noite ainda é minha.

Ou pelo menos... é o que tento desesperadamente acreditar.