𝘗𝘙𝘖𝘓𝘖𝘎𝘜𝘌💫
Ela não deveria estar no quarto dele.
Minah sabia disso.
Assim como sabia que o algodão fino do seu cardigã tinha escorregado do ombro no momento em que a porta se fechou atrás dela.
Assim como sabia que suas pernas nuas estavam tremendo — não de medo, mas pelo jeito que ele estava olhando para ela.
Não como sua meia-irmã.
Não como a garota quieta que sentava sozinha na biblioteca.
Mas como um segredo que ele queria desvendar lentamente.
Jungkook estava a poucos passos de distância.
Apoiado contra sua escrivaninha, com o moletom entreaberto e a boca moldada em algo indecifrável. Seu cabelo ainda estava úmido do banho, bagunçado e selvagem, como se ele não esperasse companhia.
Minah não tinha a intenção de entrar ali.
Ela não pretendia segui-lo pelo corredor após o jantar, nem perguntar sobre o trabalho que ele entregou para a aula de filosofia, nem entrar quando ele disse: "Você pode me mostrar o seu também, se quiser."
Ele estava provocando.
Ele sempre a provocava ultimamente.
Mas ela entrou mesmo assim.
E agora ela estava parada perto da cama, com as mãos segurando a bainha da saia, como se aquela pequena barreira fosse protegê-la do que estava começando a surgir entre eles.
Aquele calor latejante e ofegante.
Aquela atração.
A porta se fechou com um clique atrás dela. Ela não tinha percebido que ele tinha se movido.
Minah virou-se lentamente.
Ele estava mais perto agora.
Seus olhos escuros. Focados. Curiosos.
"Você está nervosa", disse ele.
A garganta dela secou. "Não estou."
"Está sim." Ele não a tocou. Não precisava. "Você sempre fica perto de mim."
Minah tentou sorrir, tentou parecer casual, mas sabia que não podia mais mentir para ele.
Ele notava tudo.
Ele percebia que as mãos dela tremiam quando ele passava por ela na cozinha.
Que a voz dela hesitava sempre que ele se inclinava demais.
Que ela ficava vermelha se ele a encarasse por muito tempo.
Ela era quieta. Invisível para a maioria.
Mas não para ele.
"Você leu, não foi?", ela sussurrou.
Ele ergueu as sobrancelhas.
"Li o quê?"
Ela hesitou.
"Meu diário."
Ele sorriu lentamente. Sem negar. Apenas deu de ombros casualmente.
"Eu não sabia que garotas boazinhas pensavam em coisas assim."
A respiração de Minah falhou.
"Você escreveu tudo, Minah. Tão vívido. Tão detalhado."
Ele inclinou a cabeça.
"Você quer que alguém lhe diga o que fazer?"
Uma pausa. Um passo mais perto.
"Ou você quer que eu faça isso?"
A pele dela esquentou, mas ela não se moveu.
Não fugiu.
Meu Deus, ela deveria ter fugido.
Deveria ter gritado, batido nele ou exigido que ele respeitasse sua privacidade.
Em vez disso—
Ela olhou para cima.
Olhos arregalados.
Boca entreaberta.
E não disse uma palavra.
"Mande-me parar", ele sussurrou, com a voz como seda escura. "E eu pararei."
Ainda nada.
Ele se aproximou ainda mais.
A mão dele tocou o pulso dela primeiro, levemente.
Depois subiu. Lenta.
Testando.
A respiração de Minah falhou.
"Você nem sabe o que está pedindo", disse ele, inclinando-se, com a voz perto da garganta dela.
"Você acha que são apenas joguinhos, garota bonita? Não são."
Ela sussurrou: "Talvez eu queira mais do que joguinhos."
Silêncio. Tenso. Quebrado.
Ele deu um passo para trás.
"Você realmente quer que eu ajude a explorar suas vontades, Minah?", ele perguntou, com a voz baixa e cortante.
"Você quer que seu meio-irmão seja quem vai te destruir?"
Ela congelou.
Ela não esperava que ele dissesse isso em voz alta.
Que tornasse real.
A voz dela falhou quando finalmente conseguiu escapar.
"Isso é... escandaloso."
Ele riu. Não foi cruel. Não foi zombaria.
Apenas quieto. Certo.
"Então, baby,"
Ele murmurou, com os olhos ardendo, os lábios roçando os dela—
"Vamos manter em segredo."
⚠️ Aviso ⚠️
-Menção a uma variedade de fetiches.
- Contato sexual.
-Forçado (alguns capítulos)
-Temas que podem ser desconfortáveis
-Recomendada a cautela do leitor.