Capturada à Força

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Resumo

Chloe é uma ruiva inconsequente, festeira e que vive desafiando a autoridade. Luke é ex-forças especiais — frio, controlado e impiedosamente dominante. Sua missão: capturá-la, mantê-la trancada e viva. Ele não pede. Ele toma. O cartel colocou um prêmio pela cabeça dela, e ele se colocará entre ela e cada bala antes de permitir que encostem um dedo nela — mesmo que isso signifique arrancar sua liberdade e enjaular a única mulher que faz seu sangue ferver. Liberdade? Esqueça. Escolhas? Ele as faz. Ela o odeia por isso. Ele sente prazer nisso. Presos juntos em uma fortaleza de segredos, luxúria visceral e perigo letal — a rebeldia dela o incendeia, e o controle dele a consome. Será que ela o quebrará primeiro... ou ele finalmente quebrará a resistência dela?

Gênero
Romance
Autor
Josie Woods
Status
Completo
Capítulos
62
Classificação
4.8 26 avaliações
Classificação Etária
18+

A MISSÃO

O telefone vibra uma vez na palma da mão de Luke, e o brilho quente da tela corta a penumbra de seu escritório em casa.

CHAMADA DESCONHECIDA

Ele pressiona ATENDER antes do segundo toque.

"Luke!"

A voz de Adam está baixa, desgastada, transbordando urgência.

"Cara, estou cobrando aquele favor. Agora."

Luke endireita a coluna contra a cadeira de couro.

Ele conhece esse tom; é a mesma voz ríspida que Adam usou ao ditar coordenadas sob fogo cruzado em Beirute, quando o helicóptero de extração estava atrasado e o vale estava infestado de inimigos.

"Você sabe que eu disse que faria qualquer coisa."

Sua voz está calma e firme.

"Diga o que é."

Uma respiração ofegante.

"Eles sabem quem ela é. Eu não consigo protegê-la daqui."

Seu pulso dispara — forte.

Ela.

Adam só tem uma ela pela qual valeria a pena jogar a carreira fora.

"Porra. Quanto tempo eu tenho?"

Adam faz uma pausa; o silêncio é fino como gelo rachado.

"Quatro ou cinco horas, talvez menos. O ativo foi comprometido — o nome da Chloe caiu na caixa de entrada errada. Eles vão rastreá-la antes que eu consiga aparecer. Criptografei o telefone dela; camada tripla, coordenadas a caminho."

Um ping suave ilumina a segunda tela de Luke.

"Preciso que você a pegue — IMEDIATAMENTE."

"Feito. Mande o GPS, as placas, tudo."

Luke já está se movendo, pegando a mochila de emergência debaixo da mesa. O peso familiar da Glock desliza para o coldre, enquanto seus dedos voam pelo teclado para configurar uma VPN limpa.

"Já enviei. Escuta, mais uma coisa."

Adam respira fundo. "Se isso der errado, eu desapareço. Ela não pode saber de nada que a coloque na mira. Só mantenha ela respirando, irmão. Eu não posso perdê-la também."

"Ela é sua irmã!"

A voz de Luke soa ríspida: "Nem precisa dizer. Você tem minha palavra."

Uma risada amarga soa na linha.

"É, bem, ela é um furacão. Não me ouve, e com certeza não vai te ouvir. É teimosa como o nosso velho e duas vezes mais imprudente. Largou Georgetown no meio do semestre, andando com sonhadores e festejando como se não houvesse amanhã. Ela só tem vinte e um anos e acha que é à prova de balas."

Ele solta o ar: "Ela tinha dezesseis quando nossos pais morreram naquele atentado fora de Paris. Desde então, mantive meu disfarce: irmão mais velho nos Fuzileiros Navais. Ela acredita."

"Não a perca de vista. Ela fala grosso, mas é jovem e ingênua."

Fechando a mochila, ele a coloca no ombro.

"Vou prendê-la se for preciso."

"Ela vai lutar — mas esses cartéis não blefam. Eles vão enterrá-la só para me enviar um cartão-postal."

A voz de Adam se fragmenta.

"Estou usando um celular descartável. Tenho que sumir. Eu apareço quando for seguro. Mantenha-a sob controle — ela precisa de mão firme. Faça o que for necessário; você é o único em quem confio."

"Entendido. Vou ficar invisível. Eu cuido dela."

Uma pausa, pesada como um morteiro prestes a atingir.

"Valeu, cara. Aposto que está feliz por ter saído desse circo quando saiu, hein?"

Sua risada é um som áspero e sem humor.

"Isso nunca acaba, você sabe disso."

A linha cai.

Luke encara o ponto que já pisca no mapa — uma cidade pacata a quase duas horas ao norte.

Ele veste sua jaqueta preta e verifica sua arma.

Com as chaves da Tacoma preta fosca na mão e a mochila pendurada no ombro, ele sai no início da noite.

Hora de buscar o furacão de Adam — e rezar para que não seja tarde demais.

*************************************

Já no banco do motorista, Luke encara as coordenadas, com o polegar pairando sobre a tela.

Chloe Levoss. 21 anos. 1,65m. Olhos castanhos-esverdeados, corpo esguio, cabelos ruivos de comprimento médio.

Adam enviou uma foto de arquivo meses atrás, quando isso ainda era apenas uma possibilidade. Seu cabelo caía sobre um dos ombros, o queixo erguido em desafio para a câmera. Um rosto travesso, mas inocente, e o tipo de corpo que deixa qualquer homem desnorteado.

Luke observa o ponto do GPS antes de jogar o telefone no banco do passageiro e conectar-se ao sistema viva-voz do veículo. O motor ruge enquanto ele acelera pela longa estrada de terra de sua propriedade rural, levantando uma nuvem de poeira como uma bandeira de guerra. O pôr do sol sangra um laranja derretido no para-brisa enquanto ele corre pela estrada deserta, com os pneus cuspindo cascalho.

1 hora e 52 minutos até a Pedreira Turner — uma cicatriz abandonada de calcário e ferrugem no meio do nada. O telefone de Chloe emitiu um sinal de lá há vinte minutos e não se moveu desde então.

Franzindo a testa, ele murmura: "O que diabos você está fazendo num cemitério desses, princesa?"

"Ligar para Daz", ele comanda o veículo.

O Bluetooth toca. Três toques. Quatro.

"Irmão", Daz finalmente arrasta a fala, com a voz carregada de uma preguiçosa satisfação e o leve sussurro de lençóis ecoando pelo alto-falante. "O que manda?"

"Preciso de você o quanto antes. Extração. Pode ser que precise de cobertura de fogo."

Um assobio baixo, seguido por uma risadinha feminina ao fundo.

"Cara, eu tô quase socando fundo na Lia. Sua crise não pode esperar até—"

"Que se foda!" Luke aperta o volante com força, fazendo uma curva fechada a cento e cinquenta por hora, fazendo o chassi do carro vibrar. "Esteja lá fora em quinze minutos."

Ele desliga a chamada antes que Daz possa argumentar.

"Daz" Donovan — ex-SEAL, três anos mais novo, coproprietário da Obsidian Tactical — é uma dor no traseiro nos dias bons. Mas ele consegue limpar uma sala em quatro segundos e hackear um satélite com um clipe de papel.

Luke precisa de ambas as habilidades esta noite.

A Obsidian Tactical não é apenas mão de obra alugada para políticos, diplomatas e celebridades.

Por baixo dos panos, a empresa realiza missões de segurança sigilosas para bilionários que pagam em cripto e silêncio — além de lucrativos contratos governamentais de contraterrorismo.

Luke — um condecorado ex-Fuzileiro Naval que serviu com Adam, irmão de Chloe — subiu de posto rapidamente, conquistando um lugar nas forças especiais.

A CIA logo recrutou ambos para trabalhos secretos.

Após se aposentar da Agência, com uma cicatriz de bala e uma contagem de baixas que ele nunca discute, ele e Daz construíram algo muito mais afiado do que a CIA jamais permitiu.

Luke toca na Sig em sua coxa — carregada, uma na câmara — e aciona os comunicadores do painel novamente.

"Faça uma varredura térmica na Pedreira Turner. Últimos trinta minutos." Um toque suave. Seu drone de IA, Raven, responde com um tom feminino e conciso:

"Lançando micro-drone. Previsão de chegada em dezoito minutos. Aguarde."

Seu maxilar trava. Minutos são uma vida inteira quando seu nome está numa lista de alvos. O drone chegará antes deles — fornecerá visão do alvo, layout e números.

Eles não vão entrar às cegas.

Ele imagina Chloe das fotos do arquivo de Adam: cabelos ruivos ondulados, olhos tempestuosos, uma boca que parece feita para encrenca.

Vinte e um anos. Zero treinamento de sobrevivência. Atualmente escondida em um buraco de cascalho com sabe-se lá quem.

O velocímetro ultrapassa os cento e cinquenta. Os pinheiros se transformam em borrões negros. Seu telefone vibra — uma mensagem criptografada de Adam:

Ativo ainda sem sinal. Eles estão mais perto do que eu pensava. Cuidado com o cume leste.

A postura de Luke enrijece. Cume leste significa vigilância. Atiradores ou observadores. Talvez ambos.

Acelerando ainda mais — 19 minutos depois — ele derrapa na entrada da garagem de Daz, com os faróis iluminando a porta da garagem.

Seu irmão está esperando — sem camisa, calça camuflada verde, botas desamarradas, um fuzil pendurado no ombro como uma toalha de praia.

A silhueta de Lia paira na porta atrás dele, com um lençol apertado contra o peito.

Daz abre a porta do passageiro. "Você me deve uma noite frustrada e uma garrafa de Yamazaki."

"Entra", Luke resmunga. "Temos atiradores — verifique nossa visão."

Luke entrega o tablet para ele, que já transmite o sinal do Raven: assinaturas de calor — três, talvez quatro — agrupadas perto da antiga torre de transporte da pedreira.

Uma mancha menor, isolada.

Ao checar as informações na tela, o sorriso de Daz desaparece.

"Ah, inferno. Essa é a irmã?"

"Sim. Segura firme."

A Tacoma ruge de volta para a estrada, sem perder tempo.

Daz engatilha a arma, com os olhos já calculando os ângulos.

O sol desaparece atrás do cume enquanto a noite chega rapidamente.

"Qual o plano?", ele pergunta.

"Extraí-la. Sair voando. Entrar e sair — mas se alguém apontar uma arma, você já sabe o que fazer."

Daz assobia baixinho. "Romântico."

************************************

A pedreira brilha como uma cratera em Marte, com os tons de rosa desbotando no céu conforme o sol se esconde atrás das falésias de calcário.

Chloe está encostada no capô quente de uma caminhonete enferrujada, com as botas chutando poeira que tem cheiro de ferro e rebeldia.

Uma fogueira estala a vinte metros de distância, cuspindo faíscas na penumbra enquanto as silhuetas se multiplicam a cada nova chegada. Mais picapes chegam, com as caçambas baixando como pontes levadiças. Barris rolando para fora.

Adolescentes e jovens na casa dos vinte anos aparecem.

Alguém liga um gerador — tum-tum-tum — e o grave rasteja por baixo da sua pele, entorpecendo seus sentidos.

Ela se senta de pernas cruzadas na tampa da caçamba, tentando acender um fósforo que se recusa a pegar.

O baseado — grosso, enrolado de forma amadora, cheirando a grama cortada — treme entre seus dedos.

Primeira vez.

É claro que é.

Snap. Nada.

De novo. Snap.

A ponta esfarela, inútil.

"Porra!", ela resmunga, exasperada, com a língua cutucando o canto da boca.

O baseado — um presente de um tal Fernandez que sorria como se estivesse lhe fazendo um favor.

Ela nunca fumou maconha.

Esta noite é a noite para mudar isso.

Nova galera, novas regras. Sem lições de moral, sem toque de recolher, sem o irmão mais velho, Adam, ligando para perguntar por que ela não está "focada no futuro".

Ela aperta os olhos, protegendo a visão, enquanto os faróis brilham de outra picape que dá ré. Barris batem como tambores de guerra.

Caras de moletom e luzes de neon carregam caixas de som.

Um homem com dreadlocks sobe na cabine improvisada do DJ como um xamã pronto para invocar os mortos.

Um grito corta o ar.

Anya chega saltitando, seu top neon brilhando sob as luzes de pontão esticadas entre os braços de uma escavadeira. Dois copos plásticos cheios balançam em suas mãos.

"Meu Deus, essa rave vai ser SICK", Anya grita acima do som dos sintetizadores iniciais. "DJ Valley — ele tocou no meu aniversário de vinte e um — tocou até a polícia chegar e mesmo assim não parou!"

Ela pula na carroceria, balançando as pernas, e empurra uma cerveja para Chloe.

"Beba, Chlo-Chlo. Hoje à noite a gente vai ficar fucked up!"

Chloe levanta o copo em um brinde irônico, a espuma escorrendo pelos seus dedos.

"Nem precisa dizer duas vezes, amiga!"

Ela ri enquanto vira a cerveja de uma vez — sendo apenas o segundo (ou talvez terceiro, quem está contando?) drinque da noite — uma cerveja barata, morna, queimando o caminho até o estômago.

Ofegante, ela termina rindo, limpando a boca com as costas da mão.

Cansada de viver sob o olhar controlador do irmão mais velho, ela está morrendo de vontade de se soltar e curtir.

O calor sobe ao seu rosto; o grave reverbera mais fundo, abafando tudo, sincronizando-se com seu pulso.

Ansiedade, emoções — quem precisa delas?

Anya comemora, já balançando o corpo. "Essa é a minha garota! Vamos lá, acende isso aí, pulmões de virgem!"

Chloe ri, com as bochechas doloridas, e risca outro fósforo. A chama finalmente acende. Ela a protege, leva até o baseado e inala rápido demais.

Tosse, tosse, santa mãe de...

Anya dá tapinhas em suas costas, rindo alto.

"Calma, tigresa! Você vai cuspir um pulmão antes do drop."

Chloe limpa os olhos, a fumaça circulando preguiçosamente ao redor de seu rosto. O barato queima suavemente nas bordas, as cores se tornam mais nítidas, as paredes da pedreira pulsam como se estivessem respirando com a música.

Ela se sente leve.

Livre.

Dando outra tragada, mais devagar desta vez, ela sorri através da fumaça.

Pela primeira vez em meses, o barulho em sua cabeça silencia, e a dor de suas emoções se dissipa em uma névoa de entorpecimento.

Fuck Adamdeixe ele se ferrar!

Ele está destacado em algum lugar "classificado" como sempre, então o que ele não sabe não vai machucá-lo.

Ela desliga o celular e o joga sobre o moletom descartado na caçamba da picape.

É uma noite quente, ela está usando um vestidinho e botas country.

Deitando-se para trás, colocando o casaco sob a cabeça, ela olha para o céu aveludado e suspira.

Hoje à noite, eu não vou fugir — de nada!

**************************************

Luke e Daz param o veículo em silêncio em uma estrada de terra a oitocentos metros dali, desligando o motor e as luzes.

A escuridão sem lua os engole por completo.

Luke desce primeiro, as botas rangendo suavemente no xisto. O ar carrega um grave distante — como um batimento cardíaco sob a terra.

Daz permanece no banco do passageiro por mais um momento, com o tablet no painel e o laptop equilibrado nas coxas, os dedos dançando sobre as teclas.

O micro-drone — Raven — zune acima, como um mosquito na noite, transmitindo fantasmas verdes em visão noturna pela tela.

Luke abre a caçamba e retira a bolsa de equipamentos: kit médico, braçadeiras, supressor, óculos de visão noturna, dois pentes extras, seringa com tampa laranja.

Ele veste um colete tático preto e joga a seringa e uma camisa Henley verde-escura para Daz.

"Cubra as tatuagens. Perfil baixo. Entrar e sair."

Ele rosqueia o supressor em sua Sig — o clique metálico engolido pela escuridão — e a guarda na parte de trás da cintura.

"Nada de corpos, a menos que eles forcem."

Daz pega a camisa com uma mão, já a vestindo.

"Quão quente está isso, exatamente? Cartel? Agentes secretos?"

Luke checa a câmara de sua pistola.

"Se atrasarmos, ela será uma cova rasa em Sonora ao amanhecer. Isso é quente o suficiente?"

"Jesus."

Daz olha para a transmissão. Raven sobrevoa a borda da pedreira agora — borrões térmicos de corpos dançando ao redor de uma fogueira, silhuetas agitando bastões de neon.

"Parece uma viagem de férias ali — não uma zona de morte."

Luke se inclina, com os olhos semicerrados. A assinatura térmica menor está sentada na caçamba de uma caminhonete, pernas balançando, fumaça saindo de algo entre seus dedos.

Chloe.

Rindo. Alheia a tudo.

"Cristo, ela não faz ideia", ele murmura.

"Dançando na mira e nem sabe disso."

Daz dá um zoom. "Cume leste — dois vigias. Rifles. Não estão festejando."

Os pelos na nuca de Luke se arrepiam.

"Observadores. Eles já estão aqui."

"E se a irmãzinha fizer escândalo?" Daz toca a tampa laranja da seringa enquanto a enfia no bolso.

"Gritar como uma desesperada?"

O olhar de Luke é gelado como o inverno.

"Ela vem por bem ou vem inconsciente."

"O relógio está correndo."

Ele coloca a mochila nas costas e checa a comunicação — fone no ouvido, microfone ativo. "Raven, mantenha posição geoestacionária sobre a caminhonete. Marque os alvos."

"Marcado. Dois armados na linha do cume. Quatro civis perto dos barris. Alvo isolado."

Daz fecha o laptop, carregando sua Glock.

"Vamos estragar essa festa."

**************************************

O barato de Chloe ainda vibra, mas o nome em sua língua tem um gosto amargo.

"Você acha que Caden vai aparecer?", sua mente divaga enquanto ela chuta o pneu da Hilux.

Anya bufa tão forte que a espuma da cerveja salpica seu lábio.

"Quem se importa com aquele idiota? Fez a sujeira, sumiu — ele é um canalha traidor — provavelmente enfiando o pau em alguma garota do Tinder agora mesmo. Se ele aparecer, vou torcer as bolas dele como um pano molhado e jogar pros lobos!"

Ela imita o movimento com uma violência teatral.

Lágrimas surgem nos olhos de Chloe, mas ela não consegue evitar rir de Anya.

"Vou te mandar um Pix pela primeira fila desse show!"

"Guarde a imagem", Anya ri, descendo da carroceria. "Preciso fazer xixi. Pega refil?"

Ela pressiona os copos vazios nas mãos de Chloe e desaparece no turbilhão de corpos e luzes coloridas.

Chloe pula — as botas rangendo no cascalho — e caminha até o outro lado da fogueira, onde o barril de chope está na caçamba de uma picape velha, a torneira brilhando como uma coroa barata.

Ela posiciona os dois copos sob a bica — clique, chiado, espuma — quando uma mão agarra sua nádega esquerda e aperta. Com força.

Ela solta um grito, girando tão rápido que a cerveja derrama sobre seu pulso.

Caden!

O mesmo sorriso presunçoso — o mesmo perfume que costumava revirar seu estômago e agora o embrulha. O olhar dele desce pelas alças finas de seu vestido como se estivesse precificando um pedaço de carne.

"Oi, gostosa", ele arrasta a voz, melosa com álcool e arrogância.

"Não..." Sua voz falha; ela odeia como soa quebrada.

"Não me toca!"

Ele ri, um som baixo e feio.

"Qual é, Chlo. Não faz a difícil."

Ele pega os copos de suas mãos antes que ela possa reagir, enchendo-os com um ar esnobe, a espuma transbordando pelas bordas.

"Acho que você usou esse vestido por um motivo — não é?"

Caden analisa seu corpo de cima a baixo com um olhar arrepiante e sugestivo enquanto empurra um dos copos de volta para ela.

"Bebe. Relaxa."

Ela dá um passo para trás, recusando a bebida, o salto escorregando na pedra solta.

"Eu disse pra SUMIR!"

O sorriso dele se alarga, predatório, enquanto ele se aproxima e puxa a alça do vestido de seu ombro.

Ela afasta a mão dele com um tapa.

A boca de Caden se curva com malícia, sem se intimidar.

"Você vai mudar de ideia quando..."

Uma sombra se desprende da linha das árvores que margeia a pedreira — alta, silenciosa, movendo-se como uma armadilha se fechando.

Em um segundo, o espaço ao lado dela está vazio; no próximo, um homem do tamanho de uma parede surge em seu ombro.

A mão dele agarra o pulso de Caden no meio do movimento, torcendo até que o copo plástico amasse e a cerveja exploda na terra.

O sorriso de Caden morre com um suspiro engasgado.

A voz do estranho soa como cascalho frio.

"Ela disse não."

O coração de Chloe falha no peito.

De perto, ele parece mais velho — trinta e poucos anos, talvez — uma cicatriz desbotada cortando uma sobrancelha, cabelo escuro, jaqueta preta esticada sobre um peitoral esculpido pela própria pedreira.

Seus olhos estão fixos em Caden, inexpressivos e letais, como um atirador de elite calculando o vento.

Caden tenta se soltar. "Quem porra..."

O estranho torce com mais força.

Algo no pulso de Caden *estala*. Ele cai de joelhos, o rosto ficando vermelho.

"Peça desculpas", exige o homem. Calmo. Aterrorizante.

"D-desculpa", ele solta um chiado.

"Mais alto!"

"Desculpa, Chloe! Porra — desculpa!"

O estranho o solta. Caden se arrasta para longe, segurando o braço, e sai correndo em meio à multidão como um cachorro chutado.

A respiração de Chloe é um chiado. A cerveja encharca seu vestido; o gosto da adrenalina é metálico.

Ela olha furiosa para seu salvador — ou captor, ela ainda não tem certeza.

Ele dá um passo em sua direção.

Ela solta um grito — o som cortando como um chicote, engolido quase instantaneamente pela música estrondosa.

Seu pulso martela tão forte que ela sente nos dentes.

"Hum... que MERDA foi essa!"

"Quem... quem é você?", ela gagueja com o queixo erguido, mesmo que seus joelhos comecem a tremer.

O olhar intenso dele a imobiliza — olhos castanhos escuros encontrando os dela.

Por um segundo, o grave desaparece, o fogo desaparece, a pedreira inteira encolhe até restarem apenas o calor e a eletricidade entre eles.

"Meu nome é Luke", ele diz.

"E você está vindo comigo."

"AGORA."

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