Capítulo 1: Bomboloni
A perna de Celestine tremia enquanto ela esperava pela sua entrevista na área de espera fria e iluminada por luzes fluorescentes. O som de teclados, passos ecoando, telefones tocando e conversas abafavam seus sentidos. O ar metálico e as cadeiras de plástico idênticas aumentavam seu desconforto. Seu coração batia forte, abafando todo o resto. Ela não ouviu quando seu nome foi chamado, até que a pessoa ao lado tocou em seu ombro, tirando-a de seu transe. Ela deu um sorriso fraco, murmurou um agradecimento e entrou na sala de entrevista, batendo suavemente antes de abrir a porta.
“D-desculpe”, gaguejou Celestine, com o olhar fixo no chão e a cabeça quase encostada no peito. A sala ficou em silêncio; sua tensão nervosa amplificou o silêncio. “Pode se sentar.” Mantenha a calma, pensou ela. Celestine encontrou o olhar confiante e severo de uma mulher mais velha, com jeito de professora, vestindo uma blusa de gola alta preta, colar de pérolas e óculos grossos.
O ar tenso da mulher fez um calafrio percorrer a espinha de Celestine. Ela respirou fundo, relaxou os punhos e sentou-se. A mulher não se levantou, não ofereceu um aperto de mão e nem se apresentou. Enquanto ela limpava a garganta e folheava os documentos, Celestine notou uma pilha de papéis organizada e um aroma de café que permanecia no ar.
“Li o seu currículo, Celestine Lucienne Bellini”, disse a mulher, fazendo Celestine dar um pequeno salto. “É impressionante, considerando a sua formação educacional. Mas suponho que estou disposta a lhe dar uma chance.” Ela continuou, seus olhos examinando cada centímetro da entrevistada.
E sem dizer mais nada, ela lançou uma enxurrada de perguntas — rápidas, diretas e implacáveis. Celestine estremeceu no início, sentindo como se estivesse sendo interrogada. Ela tropeçou nas palavras, com as bochechas coradas, mas aos poucos encontrou seu ritmo e respondeu às perguntas da professora com um pouco de confiança. Para seu alívio, a mulher esboçou um leve sorriso, balançando a cabeça em aprovação. Mas sua alegria interna não durou muito.
“Srta. Bellini”, disse a mulher, de forma plana e inflexível, “as próximas perguntas são críticas. Como você responderá determinará se você está apta para a posição ou se desperdiçou meu tempo.” Celestine umedeceu a boca seca e engoliu em seco. “S-sim, senhora.” Ela se preparou enquanto a tensão aumentava. A entrevista agora dependia de suas respostas, alimentando tanto determinação quanto ansiedade.
O olhar da mulher tornou-se mais aguçado. “Se você flagrasse um colega levando o crédito pelo seu trabalho, o que você faria?”
“Eu... Hum... Acho que contaria ao meu supervisor? E talvez... manteria registros? Para que isso não aconteça de novo”, ela respondeu, inquietando-se com as mãos suadas.
A mulher apertou os lábios em uma linha fina. “Muito bem. Você tem três prazos impossíveis e zero suporte. Como lidaria com isso?”
“Eu... Eu tentaria resolver o mais importante primeiro... E focar nisso? Depois, faria o meu melhor para terminar o resto.”
“Você seguiria ordens com as quais discorda totalmente?”
“Acho que tentaria segui-las, mas talvez sugerisse uma abordagem diferente se achasse que isso ajudaria?”
A mulher deixou os papéis de lado e tirou seus óculos grossos, deixando-os sobre a mesa. Uma decepção vívida brilhou em seu rosto enquanto ela se recostava levemente na cadeira. “Srta. Celestine Lucienne Bellini”, disse ela lentamente, “você é capaz e inteligente, mas carece da determinação e da confiança que a posição exige. Você hesita sob pressão e suas respostas, apesar da total honestidade, são excessivamente cautelosas e incertas.”
Seu estômago afundou, e qualquer pequena grama de esperança que tinha evaporou no ar. A mulher observou seu esforço para manter a compostura — sua boca abrindo-se indecisa, tentando desafiar o julgamento. “Não vou desperdiçar meu tempo com gentilezas ou falsas esperanças para poupar seus sentimentos. Srta. Bellini, você não passou. Obrigada pelo seu tempo.” Ela apontou o dedo para a porta atrás dela. “Pode ir.”
Celestine não conseguia se mexer no início; seus pés pareciam colados ao chão, seu sangue gelou, paralisada pela humilhação. Ao baixar os olhos, sua visão pousou em uma etiqueta dourada que ela parece ter deixado passar despercebida, pregada na gola alta da mulher.
Victoria.
Reunindo a última gota de coragem, ela engoliu em seco e sussurrou: “Srta. Victoria... Por quê? Eu... Eu realmente quero este trabalho.” Victoria não suspirou, não estalou a língua nem agiu com irritação. Ela simplesmente cruzou os braços e fixou Celestine com um olhar sereno, quase cansado. “Porque”, ela começou, “apenas pessoas com um certo temperamento conseguem sobreviver a esta posição. É implacavelmente estressante, desgastante, desafiador e exaustivo. E alguém com a sua hesitação...” Ela balançou os óculos em direção a Celestine, “Você não duraria muito. Não estou te insultando, Srta. Bellini. Você é capaz, mas estou te poupando.”
Celestine sentiu um nó na garganta, segurando as lágrimas. Victoria tocou os documentos com a caneta duas vezes. “Esta posição, de Associado de Suporte ao Cliente na Millford Financial Solutions, exige alguém que saiba tomar decisões rápidas sob pressão. Nossa carga de trabalho é intensa. Hesitar está fora de questão.”
“Mas eu consigo fazer isso”, ela protestou, “S-se eu for treinada corretamente, eu consigo. Apenas me dê uma chan—”
“Treinamento não mudará nada, Srta. Bellini. O setor financeiro devora os indecisos.” Ela pausou, seu tom suavizando sutilmente. “Você tem potencial, mas trabalho aqui há 30 anos. Sei o que isso faz com as pessoas.” Ela colocou os óculos; seus olhos suavizaram brevemente, como uma pequena rachadura na armadura sob aquelas lentes densas. “Agora, pode ir, Srta. Bellini”, disse ela, “Vá encontrar um emprego que te mereça, não um que vá te destruir.”
Celestine saiu da sala de entrevista atordoada, com a porta batendo atrás dela como o prego final em um caixão. O movimento do escritório agora parecia uma zombaria cruel. Pensamentos negativos tomaram conta de sua mente e, finalmente, ela deixou escapar as lágrimas que segurava há tanto tempo. Ela encontrou o caminho para a saída com a visão embaçada, sem se importar se alguém a visse naquele estado deplorável. Ao empurrar a porta, o ar frio bateu em seu rosto, trazendo-a de volta à realidade. Sua respiração tremia enquanto ela forçava o nó pesado em sua garganta para baixo. “Eu não estou chorando”, sussurrou. “Não, não estou chorando”, repetiu com uma risada frágil.
Ela desceu os degraus, atravessou a calçada e cruzou a rua, com a mente ainda na sala de entrevista. Cada passo parecia estranhamente leve, seu corpo se movendo no piloto automático enquanto sua alma ficava para trás. Seu estômago roncou, alto o suficiente para atrair olhares de quem passava. Ela abaixou a cabeça, escondendo as bochechas ardentes atrás do cabelo crespo e despenteado. Oh, Deus. Isso é a cereja do bolo, pensou ela. Perfeito. Ela respirou fundo, com os olhos fechados, e—
Café.
Um aroma quente e rico flutuou pelo frio, envolvendo seus sentidos. Ela inalou novamente, e uma onda de nostalgia a invadiu, puxando memórias que ela achava ter esquecido.
Seu pai.
Seus olhos se abriram e ela levantou a cabeça. Seu nariz franziu enquanto seguia o cheiro tentador como um lobo faminto. Ele flutuava na brisa, puxando-a rua abaixo, virando a esquina e passando por um beco. Após algumas curvas, ela se viu em frente a um café pitoresco escondido entre dois prédios altos. Celestine notou a placa escrita à mão, levemente desbotada:
Gianluca’s Café.
A fachada do café não gritava por atenção; ela sussurrava um convite. Era dominada por grandes vidraças profundas — janelas vintage do chão ao teto em um tom clássico, rico e profundo de café expresso. Isso permitia que Celestine espiasse o interior, onde os raios quentes do sol atingiam a sala como um ornamento, tornando o local mais agradável e relaxante. A porta tinha o mesmo estilo, evidentemente pesada, e quando ela a empurrou, um sino de latão à moda antiga tocou, anunciando suavemente sua chegada. Era um som de boas-vindas que contrastava fortemente com o escritório frio e estressante que ela acabara de deixar.
O ar lá dentro era incrivelmente rico e complexo, dominado pelo autêntico café brasileiro de torra escura. Um aroma reconfortante que Celestine podia comparar ao abraço quente de seu falecido pai. Era um grão torrado com sabor de chocolate, agridoce, com camadas de doces amanteigados e recém-assados. O movimento era baixo — um zumbido constante de conversas, os sons suaves dos equipamentos do café e a música suave tocando ao fundo.
O interior pitoresco do café era a personificação da elegância europeia clássica — aconchegante e confortável. As paredes eram revestidas até a metade com madeira escura polida e pintadas de um verde-oliva suave acima do revestimento. O piso era geométrico, liso e de madeira escura. Celestine não pôde deixar de admirar o longo balcão, e atrás dele havia um espelho clássico que refletia a luz suave do lustre. O balcão era ofuscado pela vitrine, que roubou sua atenção. Dentro, havia croissants dourados, tortas vermelho-rubi e biscoitos escuros polvilhados. Ela deu um passo mais perto do balcão, verificando curiosamente o cardápio acima.
Um jovem funcionário notou sua presença e a cumprimentou alegremente com um sorriso: “Bom dia! Como posso ajudar você hoje?”
Ela sorriu de volta e cantarolou por um segundo antes de responder educadamente: “Um expresso duplo com leite, por favor. E você se importaria de me dizer qual é o especial de hoje, se houver?” O funcionário apenas sorriu e empurrou suavemente a cortina de veludo que levava à cozinha dos fundos.
Um homem mais velho apareceu, seu avental branco salpicado de farinha, seus antebraços fortes e seus olhos cheios de calor. “Ela quer saber nosso especial, Sr. Gianluca”, disse o funcionário. “Ah, você escolheu um bom dia, signorina”, disse ele, sua voz um rosnado baixo e reconfortante, o tipo que Celestine se lembrava de ouvir ao redor da mesa da família. “Hoje é um dia especial para o Bomboloni.” Ele gesticulou orgulhosamente para as esferas brilhantes na bandeja que segurava com uma mão.
“Nossos croissants geralmente são os mais vendidos, mas hoje é sobre lembrar das coisas simples.” Ele colocou a bandeja no balcão e continuou: “Minha avó, Nonna Elaria, só os fazia em dias especiais, acreditando que cada alma merece um momento de doçura perfeita. Hoje, fazemos em sua homenagem e também como um mimo para este que vos fala.” Gianluca riu enquanto colocava dois bomboloni e um croissant em um prato pequeno. “É meu aniversário hoje. E como celebração, aqui”, ele entregou o prato ao funcionário com uma piscadela.
“Por conta da casa para o rosto novo. Parece que você precisa de um pouco de calor”, disse ele, e imediatamente se virou para o funcionário, “Sem cobrança pelo café dela. Hoje deve ser o dia de sorte dela.” Ele voltou para a cozinha rindo de seu pequeno comentário. “Vá encontrar um canto e esqueça o mundo por dez minutos!”
Celestine estava atordoada demais para dizer uma palavra. Ela conseguiu um pequeno sorriso genuíno que parecia estranho em seu rosto. “Obrigada, senhor!” Ela murmurou. “Ah, e feliz aniversário!” ela acrescentou, elevando um pouco a voz. O funcionário então disse para ela sentar em qualquer lugar, e ela traria os doces e o café. Ela agradeceu ao funcionário e vasculhou o café por assentos disponíveis. Então ela avistou a área perfeita — a cabine no canto mais profundo, onde as sombras eram longas e o ar estava parado. Ao deslizar para o assento de couro desgastado, a tensão em suas costas começou a desaparecer. Ela não pensou nas entrevistas fracassadas; não pensou em suas finanças; ela simplesmente esperou por seu pequeno mimo especial com deleite.
Pela primeira vez hoje, aliás, em muito, muito tempo, ela esqueceu o mundo. Havia algo mágico na atmosfera do café que inundou sua mente com memórias afetuosas. Quando era pequena, era um ritual da família comer juntos — café da manhã, almoço ou jantar. Ela esperava alegremente sua mãe servir a comida com um cantarolar alegre. Ela sabia que não deveria tocar na comida à sua frente sem dizer uma oração. Seu pai também estabeleceu uma regra: negatividade estraga as bênçãos. Sem conversas negativas à mesa. Ela riu com o pensamento. Quem faz as regras também as quebra, pensou ela.
“Aqui está o seu mimo de aniversário do dono e seu latte duplo”, o funcionário a trouxe de volta de sua viagem pelo túnel do tempo. Ela colocou tudo suavemente sobre a mesa. Celestine olhou para cima e sorriu. “Obrigada!”
“Sem problemas! Ah, a propósito, meu nome é Marian, e se precisar de mais alguma coisa, não hesite em me chamar!” disse Marian, caminhando lentamente de volta ao balcão para atender os recém-chegados.
Ela imediatamente pegou o bomboloni e examinou a camada externa crocante. Tinha um leve glacê de açúcar caramelizado vítreo, diferente dos bomboloni polvilhados com açúcar que ela havia comido no passado. Ela já tinha comido muitos antes, mas nenhum deles parecia com este. A massa era macia como uma nuvem, ainda irradiando o calor da cozinha. Ela finalmente deu uma mordida, e o açúcar estalou contra seus dentes, seguido por um rico creme de limão que parecia um insulto à terrível e insípida manhã que ela tivera.
Ela fechou os olhos, deixando o sabor aterrissá-la. Entre o calor do café e a textura aveludada do doce, o mundo fora da vitrine parecia um filme passando ao fundo. Por esses poucos minutos, ela não era uma candidata fracassada ou uma garota enfrentando a adversidade; ela era apenas alguém desfrutando da gentileza de um estranho. O tilintar suave das colheres e a serenata baixa e gentil de músicas antigas agiam como uma barreira, mantendo o caos do mundo real afastado. Ela sentiu uma rara sensação de paz, uma pequena centelha da garota que ela era no passado.
Ela fez o possível para ficar mais tempo no café, consumindo sua comida mais lentamente enquanto admirava e absorvia a estética bonita e nostálgica do lugar. Mas o café eventualmente chegou ao fundo da xícara. Com o coração pesado, Celestine se levantou. E como foi criada com boas maneiras, pegou um guardanapo de papel, limpou a mesa e empilhou a xícara de café em cima do prato. Ela pegou a nota de cinco dólares do bolso, prendeu-a na mesa com o prato e caminhou até a porta. Ao empurrar a porta pesada, o sino de latão deu um toque final e alegre que parecia uma despedida.
No momento em que ela pisou na calçada, o vento frio não apenas a tocou; ele perfurou seu casaco fino. A cada passo para longe do Gianluca’s, o conforto agradável e temporário do café desaparecia lentamente. Ela estava deixando para trás o consolo que ele lhe oferecia, e a magia se dissolvia quanto mais longe ela ia. No primeiro quarteirão, o sabor do limão era uma memória desaparecendo. No segundo, o pico de cafeína transformou-se em um lembrete trêmulo de seu coração acelerado. No terceiro, os prédios altos e monótonos do distrito corporativo pareciam se inclinar sobre ela, suas sombras cortando o sol.
Ela vagou sem rumo pela rua, deixando o vento roçar seu rosto, desejando poder manter aquele conforto passageiro. Memórias felizes de sua infância persistiam como um eco intocável. O calor se foi. Seus ombros subiram de volta até as orelhas e sua cabeça caiu. Ela puxou o cabelo sobre o rosto, encarando as rachaduras na calçada, notando seus sapatos gastos. Até seus sapatos estavam perdendo a fé e desistiriam a qualquer momento. Por mais tentador que fosse, desistir era um luxo que ela não podia se dar, embora desejasse poder.
Seus olhos vagaram pelas calçadas movimentadas e carros estacionados. Ela viu um quadro comunitário, e algo chamou sua atenção: Gianluca’s Café. Ela caminhou mais perto e viu um anúncio de emprego bem impresso.
Assistente de Café — Gianluca’s Café
Vaga permanente disponível!
* Procuramos pessoa amigável e motivada para se juntar à nossa famiglia.
* As tarefas incluem atendimento no balcão, operações diárias e garantir que os clientes aproveitem nosso café e doces.
* Salário inicial: $15/hora.
Informe-se no balcão sobre como se candidatar!
Os olhos de Celestine permaneceram nas palavras. Quinze dólares por hora... Trabalho estável... Não é glamoroso, mas pode ser o suficiente. Ela hesitou, com os dedos roçando a borda do papel. Talvez eu consiga fazer isso. Posso tentar... Pelo menos é algo, certo?, pensou ela. Um calafrio percorreu sua espinha pelo frio, e também por uma mistura de esperança e nervosismo. Ela tirou o anúncio do quadro e o colocou no bolso do casaco. Ela já estava imaginando como seria voltar ao café, não como cliente, mas como alguém que pertencia ao lugar, mesmo que da menor maneira possível.
Ela começou a marchar para lugar nenhum, como planejava fazer pelo resto do dia. Ela estava tão perdida nos cálculos mentais de sobrevivência que perdeu o brilho de um casaco de grife ou o borrão de uma sacola de compras.
“Oof!”
Celestine cambaleou para trás, seu salto pisando em uma pedra solta. Ela arquejou, debatendo-se por um segundo antes de cair na calçada dura.
“Oh, pelo amor de Deus, olhe por onde você—” A voz era aguda, polida e, sem dúvida, rica. Celestine olhou para cima, lançando um olhar de desculpas. “Desculpe, eu não estava—” O pedido de desculpas desceu por sua garganta. Diante dela estava um rosto familiar. A mulher parecia ter acabado de sair de uma revista de alta moda. Ela tinha um cabelo loiro-morango perfeito, e seus olhos aguçados e calculistas se arregalaram ao pousarem no cabelo crespo e no blazer gasto de Celestine. Ela conhecia aquele olhar — era reconhecimento.
“Celestine?” A mulher disse incrédula, sua voz mudando de irritação para um tipo horrível de deleite. “Celestine Bellini? É você mesma?”
O estômago de Celestine afundou.
Nota da Autora
Oi! Eu sou a Anne, e este é Coffee Break, a história de Celestine e suas… caóticas aventuras da vida adulta. Alguns dos diálogos e cenas foram idealizados com sugestões de IA, mas cada reviravolta na trama, cada escolha de personagem e todo o drama, café e as purpurinas são 100% meus. Pense nisso como eu tendo um amigo criativo me ajudando a desembaraçar as ideias bagunçadas na minha cabeça, mas ainda sou eu quem serve o café. ☕💖