Doce Vingança contra minha Assistente

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Resumo

No ensino médio, Macy Rivers era a "Rainha das Pegadinhas" que tornou a vida do nerd Roman Blackwood um verdadeiro inferno. Dez anos depois, agora como CEO, Roman não esqueceu o rosto dela — e está determinado a dar o troco quando o destino a coloca como sua assistente pessoal. À medida que os dois se envolvem em uma cômica guerra de escritório, eles percebem a linha tênue entre a rivalidade de infância e a atração adulta.

Status
Completo
Capítulos
41
Classificação
4.7 6 avaliações
Classificação Etária
16+

Capítulo 1

Os corredores da St. Jude’s High School sempre cheiravam a cera de chão e a adolescentes perfumados demais, mas hoje, perto dos armários do último ano, havia um cheiro diferente no ar: o aroma doce e metálico de um desastre iminente.

Macy Rivers agachou-se atrás de uma esquina, com o coração batendo contra as costelas como um pássaro preso. Ela ajustou a mão no celular, com o polegar pairando sobre o botão da câmera. Ao seu lado, Sophie praticamente tremia de ansiedade, com os olhos fixos no final do corredor.

“Macy, falando sério, a gente não deveria fazer isso”, sussurrou Sophie, com a voz quase inaudível devido ao som distante da aula de história vindo de uma sala próxima. “Ele é do último ano. Ele é tipo... inteligente de verdade. E se ele pegar a gente?”

“Psiu!”, sibilou Macy, jogando o rabo de cavalo para trás do ombro. “Sophie, ele merece. Fica quieta ou ele vai ouvir a gente antes mesmo da armadilha disparar. Isso é justiça.”

“Justiça por quê? Um béquer derramado?”

“Foi minha bolsa da Barbie, edição limitada e novinha, Sophie!”, o sussurro de Macy ganhou um tom trágico. “A alça está manchada para sempre. Ele olhou bem nos meus olhos e nem pediu desculpas! Ele só empurrou os óculos no nariz e murmurou algo sobre ‘reações químicas’. Bem, eu estou prestes a mostrar a ele uma reação química.”

Nesse momento, as portas duplas pesadas no fim do corredor se abriram. Uma figura alta e desengonçada caminhou pesadamente em direção aos armários. Para o resto da escola, ele era o garoto quieto que ganhava todas as competições de matemática. Para Macy, ele era “Rowie”, o garoto com óculos redondos de aro de metal e aparelhos nos dentes que pareciam refletir cada raio de luz. Ele parecia um nerd completo — o tipo de pessoa que com certeza arruinaria sem querer a bolsa favorita de uma garota e não perceberia o crime social que cometeu.

Ele parou no armário 402. Parecia cansado, com os ombros curvados sob uma mochila claramente pesada demais. Macy prendeu a respiração. Faz isso. Abre, ela desejava mentalmente.

Ele girou o disco. Click. Click. Click.

A porta do armário se abriu. Por uma fração de segundo, ouviu-se um chiado mecânico e suave. Roman se inclinou para frente, semicerrando os olhos para ver por que uma caixinha estava colada na prateleira de cima.

PUFF.

Uma nuvem de pó verde-neon vibrante explodiu direto no rosto dele. Não era apenas pó; estava misturado com um líquido de “bomba de mau cheiro” concentrado que Macy tinha comprado em uma loja de piadas no centro. O cheiro de ovo podre e cachorro molhado preencheu o corredor instantaneamente.

Roman congelou. Ele não gritou. Ele não caiu. Ele só ficou parado ali, com os óculos completamente cobertos pela fuligem verde, parecendo um duende muito confuso e muito magro.

“Agora!”, Macy exclamou, saltando de trás da parede.

Click! Click! Click! Ela tirou três fotos rapidamente, sua risada ecoando pelo corredor vazio. “Ah, Rowie! Você parece um Hulk magrelo e bonitinho! Ou talvez um pedaço de queijo mofado!”

Logo depois, o sinal tocou. O silêncio do corredor foi quebrado quando centenas de alunos saíram de suas salas. Em segundos, uma multidão se formou. As risadas foram instantâneas. Um grupo de atletas passou por ali, apontando e rindo alto, enquanto as garotas sussurravam e davam risadinhas atrás das mãos.

Ele não se mexeu. Tirou os óculos, limpando um borrão verde da lente com o dedo, revelando olhos que pareciam surpreendentemente calmos apesar da humilhação. Ele olhou diretamente para Macy. Não parecia irritado; parecia que estava anotando algo mentalmente.

“Vamos, Sophie!”, Macy riu, pegando o braço da amiga e arrastando-a para longe. “Meu trabalho aqui está feito!”

Mais tarde naquela tarde, sentada no fundo da última aula, Sophie parecia pálida. “Acho que você deveria dar um tempo para aquele cara, Macy. Aquilo foi... demais. O cheiro ainda está no carpete.”

“Nem pensar”, disse Macy, desenhando uma coroinha no caderno. “Vou infernizar a vida dele por causa daquela bolsa. É uma questão de princípio.”

“Macy, aquilo foi um acidente! Ele tropeçou! Mas você? Essa já é a quinta pegadinha este mês. O sal no café dele, o bilhete de ‘chute-me’, o glitter no livro... nem sei quantas vezes você já fez isso.”

“É a quinta vez”, corrigiu Macy, encostando-se na cadeira. Sophie suspirou: “E, além disso, graças a Deus é o último ano dele. Ele se forma em dois meses. Ele vai para alguma faculdade de nerds e nunca mais vai precisar ver uma ‘diaba’ como você.”

Macy deu um sorriso diabólico, os olhos brilhando de travessura. “Já que faltam só dois meses, eu realmente preciso intensificar as coisas. Quero fazer algo que ele nunca esqueça pelo resto da vida.”

Sophie suspirou, balançando a cabeça. “Você vai se arrepender disso, Macy. Um dia, o universo vai cobrar. Esse tipo de comportamento não é aceitável.”

Macy apenas riu, um som vitorioso e confiante. “Bom, sobre o meu comportamento, eu vou viver como uma rainha. Só observa.”

Dez anos depois!!!

“Bem-vindos ao Queen’s Cafe! O que gostariam de pedir hoje? Temos um muffin sazonal adorável!”

Macy Rivers sorriu para o cliente, embora sentisse como se seus pés estivessem sendo esmagados por pesos de chumbo. Sua vida de “rainha” não tinha exatamente dado certo. Aos vinte e oito anos, ela não estava usando uma coroa; usava um avental verde manchado e um crachá que estava torto.

A cliente, uma mulher com um terno que custava mais do que o aluguel mensal de Macy, suspirou impacientemente. “Vou querer um Latte. Mas preste atenção: quero um toque de canela. Apenas um toque. Não quero que o sabor do café desapareça.”

“Claro, senhora! Um latte ‘com toque’ saindo agora mesmo!”, Macy exclamou. Ela ainda era falante — talvez até demais. Enquanto vaporizava o leite, ela continuou a conversa. “Sabe, a canela é ótima para o metabolismo. Li uma vez em um artigo que dizia que, se você sentir o cheiro, acaba ficando 10% mais produtiva, o que provavelmente explica por que você está com tanta pressa para ir trabalhar—”

“O café, por favor”, a mulher cortou.

Macy estremeceu e entregou a bebida. Poucos minutos depois, a mulher marchou de volta ao balcão, batendo o copo.

“Moça, eu pedi um toque de canela, não um latte de canela! Isso está nojento. Parece que estou bebendo uma vela!”

O rosto de Macy ficou vermelho como pimenta. “Ah! Sinto muito, senhora! Devo ter me distraído enquanto falava. Deixe-me trocar isso para a senhora imediatamente!”

Ela correu para refazer a bebida, com as mãos tremendo levemente. Para tentar consertar a situação, ela deslizou um cookie de gotas de chocolate como cortesia pelo balcão. “É por conta da casa! Até a próxima, senhora!”

A mulher pegou o café e o cookie, bufando: “Duvido muito”, antes de sair pisando fundo.

Macy soltou um suspiro longo e trêmulo e afundou em uma cadeira atrás do balcão. Ela se sentia derrotada. A “rainha” agora era apenas uma serva das massas viciadas em cafeína da cidade.

“Na próxima vez que você errar um pedido, eu vou te demitir, Macy.”

Macy deu um pulo, quase derrubando um expositor de biscotti. “Sr. Moore! Olá! Eu... eu sinto muito. Estou me esforçando ao máximo, de verdade.”

O Sr. Moore, dono do café, olhou para ela com uma mistura de pena e frustração. Ele não era um homem mau, mas era muito rigoroso. “Macy, olhe para mim. Você é comunicativa. Você fala mais do que três funcionários juntos. Mas você é uma péssima barista.”

Ele se apoiou no balcão. “Acho que você deveria procurar um emprego de verdade que combine com você. Você tem experiência como assistente pessoal, não tem? Por que não procura algo assim de novo?”

Macy abaixou os ombros. “Eu sei. Mas a minha última empresa fechou porque o CEO era um vigarista que nos deixou com muitas dívidas. Preciso cuidar da minha mãe, Sr. Moore. As contas médicas dela não param de subir. Preciso trabalhar com qualquer coisa enquanto isso.”

Ela tirou o celular do bolso do avental. “Já me candidatei a dezenas de vagas. Nenhuma resposta. Até pedi para minha amiga da faculdade, Claire, ver se havia vagas na grande empresa de tecnologia onde ela trabalha. Mas até agora... nada.”

Outro cliente entrou, com o sino tocando acima da porta.

O Sr. Moore se aproximou e sussurrou: “Não estrague este, Macy. Mais uma reclamação e você está fora.”

“Entendido. Sem falar. Só servir”, sussurrou Macy de volta.

Ela se virou para o novo cliente com um sorriso falso e treinado. “Bem-vindo ao Queen’s Cafe! O que posso preparar para você?”