O Arrependimento do Bilionário: O Retorno da Ex-Esposa Morta

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Resumo

Quando Mellow Fanning se casou com Zeath Lupin, o frio presidente do Grupo Lupin, acreditou que seu amor duraria para sempre. Mas tudo desmoronou quando ele apresentou sua amante grávida em um jantar de família. Furiosa, Mellow tentou deixar Zeath inquieto sequestrando a amante. No entanto, isso resultou em uma tragédia que quase tirou sua vida e a do filho que carregava — uma criança que Zeath não merecia. Ela fingiu sua morte e fugiu, condenada a voltar como a única forma de Zeath permanecer no comando do Grupo Lupin. Será que ele a reconheceria? Ela aceitaria um pedido de desculpas, se ele algum dia o fizesse? E o que aconteceria quando a ameaça da qual ela fugiu ressurgisse, colocando em risco sua vida e a de seu filho mais uma vez?

Status
Completo
Capítulos
144
Classificação
n/a
Classificação Etária
18+
Este é um exemplo

CAPÍTULO 1: A NOVA MULHER

MELLOW.

— Estamos com onze semanas de gravidez! — a vaca grita, exaltada pelos vivas de todos.

Zeath aparecer no jantar da família Lupin com a ex-namorada é um desaforo. E não consigo acreditar no que vejo quando olho para os dois, parados à cabeceira da mesa.

Ele não se explica. Ninguém mais se explica. Mas todos sabem o que está rolando e estão decididos a me deixar no escuro.

Passa pela minha cabeça sair dali. Porém, em vez disso, solto: — Zeath, amor, o que está acontecendo?

O homem me ignora. Continuo sentada onde estou, os olhos grudados nele enquanto puxa uma cadeira para a ex antes de se sentar ao lado dela.

Ela encosta o ombro no dele de leve, depois observa enquanto ele serve comida para ela.

Queria acreditar que é uma brincadeira. E estou esperando alguém dizer: “Pegadinha!”

Alguém pode, por favor, me explicar o que está acontecendo? Não posso ser a única curiosa, né?

Mas sou. Ninguém parece se importar. Todos estão absortos no momento, agindo como se fosse normal.

E quanto mais o silêncio se estende, mais parece que vou engasgar com a comida.

Mama Tia, a avó de Zeath, está me observando há algum tempo. Ela sempre foi o meu maior conforto: de fala mansa e nunca hesitava em dizer o quanto me amava.

Mas suas próximas palavras cravam uma faca no meu peito.

— Quem se sentir desconfortável pode sair.

Além de mim, ninguém mais parece desconfortável, pelo menos não do jeito que eu vejo. O que significa que essas palavras são para mim.

Se ela soubesse que não vou embora até terminar o jantar…

O irmão de Zeath ergue uma taça de champanhe. — Um brinde ao meu irmão, sua linda esposa, Yolie, e ao bebê abençoado que vem por aí.

Depois de um momento de hesitação, todos levantam as taças em silêncio. Faço o mesmo, mas franzo a testa. Só agora observo o babaca do East por baixo dos cílios enquanto tomo um gole de vinho.

Ele encontra meu olhar e sorri, então se recosta na cadeira.

— Desculpa, esqueci de você, Melon — diz. Está me zoando. — Vamos brindar aos seus vinte e seis anos de abstinência, então?

Dou uma risada de deboche.

Que se foda o East e seu brinde de merda. Podia esmagar a taça na cabeça dele e enfiar os cacos na boca. Rezar para cortar a língua do filho da puta.

— Vá pro inferno, East — rosno, bem quando Zeath se levanta com barulho e vai em direção ao banheiro. E, apesar dos olhares em cima de mim, eu o sigo.

Banheiro masculino ou não, fico atrás dele enquanto faz xixi. Ele nem age como se eu estivesse ali, chegando a tentar sair quando termina.

Só que sou mais rápida.

Me jogo na frente dele e me encosto na porta para bloquear a saída.

— Isso é por causa da criança, não é? — disparo, respirando fundo e fazendo uma pausa antes de acrescentar: — Ou do sexo.

Zeath opta por não responder. Caminha devagar até a pia de novo, apoia as mãos nela e olha para si mesmo no espelho.

O que vejo é o perfil dele — uma beleza de tirar o fôlego, mas sobretudo o centro de um fascínio que exibe uma coroa à luz de sua glória.

Queria abraçá-lo como sempre fiz: pular em cima daquele corpo enorme e enroscar braços e pernas nele feito um coala, deliciando-me com a sensação do pau duro roçando em mim.

Ele tem bem mais de um e oitenta, enquanto eu mal chego no peito dele. Ainda não tive coragem de medir minha altura direito.

Para quê, afinal? É melhor ver do que contar em metros.

— Zeath — suspiro, afastando-me da porta para me aproximar do meu marido num sussurro. — Estávamos bem… ontem. Hoje de manhã também. Puta merda, até uma hora atrás. O que deu errado?

Paro a uns dois passos dele, o suficiente para vê-lo por inteiro. — Responde, Zeath, por favor. Nunca brigamos, nunca discutimos, nunca discordamos ou nos desentendemos, então isso é só… estranho.

O homem tenta ir embora de novo. Dessa vez, me lanço contra ele, empurrando-o para trás com o peito para que não chegue perto da porta.

Cada movimento dele parece feito para apagar qualquer vestígio do que tivemos. E ele parece saber disso, querer isso.

— É assim que você quer fazer isso? Agir de forma esquisita? — rosno, puta da vida. — Nunca pensei que um dia teria que fazer isso, mas talvez eu deva!

Os dedos se fecham em punhos, e cada um deles acerta o peito de Zeath repetidamente. — Você me humilhou na frente da sua família de merda, Zeath! Para de ser covarde! Não pode simplesmente me ignorar, pode? Isso não é o que somos! Não é o que sonhamos em ser, então me diz, amor, me diz por que está fazendo isso!

Fico ofegante quando termino, enquanto ele apenas fica parado na minha frente, olhando para mim com olhos mais frios que a Antártida Oriental.

— Você está sendo ameaçado? — murmuro entre respirações profundas, sem conseguir evitar que o coração dispare. Então assinto, como se tivesse entendido algo. — Está sendo ameaçado, né?

Sei muito sobre Zeath. E uma coisa é certa: ele tem tantos inimigos que é quase impossível contá-los.

Os que fez no colégio e na faculdade e que cresceram com ele estão bem vivos. Sem contar que, como presidente do Grupo Lupin, ou as massas estão contra ele, ou os grupos rivais.

Puta que pariu, até o irmão dele é um vilão dos infernos. E talvez a Mama Tia devesse começar a rasgar suas cascas de bondade também.

Quem sabe o que fizeram com ele? Vendo que não lhe dei um filho nem consumamos o casamento, devem tê-lo pressionado a sentir essa necessidade.

Talvez seja tudo culpa minha por seguir à risca a porra da lei da minha família! O que isso me trouxe, afinal, além de um casamento destruído?

— Ciúme não combina com você, Mellow — Zeath diz, seco. — Nem inveja.

Essas palavras entram direto na minha cabeça. E me deixam ainda mais furiosa.

— Você acha que estou com ciúme e inveja? — grito, jogando as mãos para o alto, frustrada. — Trinta e poucos meses juntos, e é isso que você reduz a mim? Nem sei se estou com raiva de você. Talvez seja decepção. Esperava muito mais, e essas suas atitudes são mais baixas que o fundo do oceano!

Dou um tapa no peito dele com essa última palavra, então me viro para abrir a porta, saindo antes de encarar o filho da puta de novo. — Mas, ah, você vai me dizer o motivo. Te dou o dia de hoje como passe livre. Da próxima vez, não vou ser tão boazinha.

O som da porta batendo é empolgante e satisfatório, mas não o suficiente para apagar a dor que ferve no meu peito.

Nunca soube que a agonia podia doer tanto.

Como saberia? Sou a princesa Fanning.

Mesmo que minha irmã vá assumir as fábricas da minha mãe, eu tive liberdade.

E estava satisfeita.

Quantas pessoas podem dizer que se casaram com o homem que amavam, estudaram onde queriam e podiam ter o que bem entendessem nesse mundo?

Sou Mellow Fanning Lupin, a segunda filha do presidente do País Zee.

Mas contos de fadas são só ilusões. São coloridos… até ofuscantes. Até que as cascas caem e vermes se contorcem na repugnância de uma realidade dolorosa.

Zeath Lupin e eu somos casados há dois anos. Somos o casal modelo perfeito. Sempre em alta pelos motivos certos.

Achei que estávamos apaixonados.

Mas talvez não.

A farsa só durou enquanto a tempestade não deixou rastros — enquanto eu não consegui ver seus rastros.

Agora que fui pega por ela, estou pisando em suas pegadas fundas. Pegadas lamacentas que prendem minhas pernas na lama como um buraco sem fundo.

Meus joelhos estão fracos e ameaçam ceder com o desconforto dos saltos. Mesmo assim, os mantenho firmes.

Não posso me deixar abater, mesmo que as lágrimas arranhem minhas glândulas, ardendo nos olhos, desafiando minha vontade de continuar forte.

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