Capítulo 1: A Protetora da Minha Irmã
“Hoje é o dia”, Naomi sussurrou, a voz mal passando de um suspiro ao escapar de seus lábios. Ela encarou seu reflexo no espelho antigo e polido, sentindo o vidro frio c...
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Alguns homens constroem impérios. Outros os destroem. Ele é ambos. Nascido em um mundo onde a misericórdia é fraqueza e o poder é a única moeda que importa, ele passou a vida inteira no controle — de salas de reuniões, de inimigos, da engrenagem fria e mecânica de seu império. Nada escapa ao seu domínio. Nada e ninguém. Até ela. Ela deveria ser apenas uma transação. Um preço pago para salvar um reino em ruínas. Uma alma bela e inocente entregue a um monstro que se alimenta de medo e submissão, que quebra tudo o que toca com uma precisão fria e calculada. Ela é a única coisa que ele não pode conquistar apenas com a força. E isso o aterroriza mais do que qualquer rival, qualquer bala, qualquer guerra. Ele a possuirá. Ele a quebrará. Ele a refará à sua imagem. Mas a escuridão — até a própria escuridão — tem um medo. E não é a morte. É o medo de perder a única coisa que o faz sentir humano. A única alma que ele não pode quebrar. A única alma que, contra todos os seus instintos, talvez possa quebrá-lo. Um conto sombrio e distorcido de obsessão, posse e a linha perigosa e tênue entre destruição e devoção. Onde possuir uma alma inocente se torna a única guerra que um homem implacável não pode se dar ao luxo de perder. Porque a parte mais difícil de quebrar alguém não é a quebra em si. É vê-los se recompor — e perceber, com um horror lento e crescente, que você incendiaria o mundo para mantê-los. Algumas histórias de amor começam com um beijo. Esta começa com uma jaula.
“Hoje é o dia”, Naomi sussurrou, a voz mal passando de um suspiro ao escapar de seus lábios. Ela encarou seu reflexo no espelho antigo e polido, sentindo o vidro frio c...