A Bela e a Fera: O Despertar do Desejo

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Resumo

Gia estava apenas correndo quando uma tempestade repentina a forçou a buscar abrigo. O que aconteceu a seguir mudou sua vida para sempre. Ela descobriu um sexo selvagem e indomável com um homem que era uma verdadeira fera. Ela lutou batalhas para salvar a ambos, mas, acima de tudo, descobriu um amor que superava seus sonhos mais ousados. (LHEA)

Status
Completo
Capítulos
8
Classificação
n/a
Classificação Etária
18+

Capítulo 1

Gia estava no ritmo. Tinha uma competição de atletismo chegando e corria pela floresta em um treino leve. A mente dela estava perdida em pensamentos sobre sua estratégia para as provas de 800, 1.000 e 1.500 metros. Sua rival de outra escola ia correr as mesmas provas, e ela odiava perder qualquer coisa para ela. Gia adorava uma corrida cheia de endorfina e só corria, sem prestar atenção direito para onde ia ou o que acontecia ao redor.

O corpo de Gia era esguio e definido, os músculos ondulando enquanto corria. Ela amava como seus músculos eram firmes e perfeitos para correr, exceto pelos peitos tamanho D. Há muito tempo tinha encontrado tops esportivos bem justos e de sustentação, que mantinham seus seios grandes e cheios no lugar durante as corridas. Mas às vezes apertavam sua respiração e atrapalhavam nas provas de longa distância. Ainda assim, quando não estava correndo e usava roupas mais femininas, adorava seus seios grandes e balançantes. Eles ficavam muito sensuais, com os caras babando em cima dela, os peitos em destaque sobre seu corpo atlético, esguio e definido.

Quando uma gota enorme de água da chuva acertou sua testa, ela saiu do transe de corredora e diminuiu o passo até parar. O céu tinha ficado preto, e a chuva vinha em sua direção como uma cortina. Gia começou a correr, tentando se lembrar de algum abrigo por perto, e lembrou de uma casa antiga, mais parecida com um castelo, no meio da mata. Já tinha passado por lá várias vezes, mas o lugar parecia tão sinistro que nunca quis parar, mas agora não tinha escolha.

A chuva já a alcançava, e cada passo a deixava mais encharcada. A tempestade forte a cegava, mas ela viu uma luz fraca à frente. Correu o mais rápido que pôde e finalmente chegou à entrada coberta da porta da frente do castelo. Estava ensopada, tirou as roupas, torceu-as e vestiu de novo o short de corrida e o top esportivo bem justo.

Observou a chuva ficando mais forte, com raios e rajadas de vento violentas. A tempestade estava ficando com cara de tornado, e ela começou a procurar uma porta ou algum outro tipo de abrigo melhor. Foi então que viu uma campainha em formato de anel e soube que alguém provavelmente a observava. Bom, ela precisava de abrigo, então tocou a campainha. Mas, quando o fez, um alçapão se abriu sob seus pés, e ela caiu por um escorregador até o que só podia descrever como um calabouço.

Caiu de bunda no chão, dentro de uma jaula. Olhou ao redor no porão escuro, e o lugar realmente parecia um calabouço. Começou a puxar as grades e sacudir a jaula. Como ia sair dali? Gia passou quase uma hora procurando na jaula por alguma saída. Encontrou a porta, mas estava trancada, e não conseguia movê-la. Sentou-se no chão, se perguntando que lugar era aquele e no que tinha se metido.

De repente, um velho enrugado apareceu na frente da jaula. Era pequeno, velho e nu. Gia não tinha ouvido porta se abrir nem passos, mas de repente ele estava ali. Soltou o ar que prendia e suspirou, aliviada. — Graças a Deus, alguém finalmente veio me tirar dessa jaula.

Gia se aproximou das grades para cumprimentar o velho nu, mas a expressão dele não era nada amigável, pelo contrário, era dura. Quando chegou perto das grades, as mãos dele se esticaram entre elas, uma segurando sua cabeça enquanto a outra pressionava um pano com clorofórmio sobre sua boca e nariz.

Quando Gia desabou no chão, ele disse: — Não estou aqui para te soltar, mas para te preparar para o meu mestre.

O velho destrancou a jaula rapidamente, baixou uma barra de espalhamento com um interruptor na parede e entrou no meio da jaula. Arrastou Gia até que ficasse embaixo da barra e prendeu seus pulsos nas algemas nas extremidades. Saiu da jaula e levantou a barra até que os pés dela saíssem do chão. Voltou para dentro e, com uma faca, cortou o top esportivo e o short de corrida, depois tirou seus tênis e meias. A cada peça de roupa que tirava, os olhos dele se arregalavam mais. Ela era deslumbrante, e ele não se lembrava de ter visto uma mulher tão bonita quanto ela.

Agora ela estava pendurada, nua, dentro da jaula. O velho deu um passo para trás e ficou ali, parado, olhando para a visão espetacular da mulher nua à sua frente. Ficou boquiaberto, admirando cada centímetro do corpo nu de Gia, passando a lanterna como se fossem carícias. O velho falou com o corpo inconsciente dela: — O mestre exige que você seja limpa, untada e perfumada antes de vê-lo. Eu vou cuidar disso.

Ficou maravilhado com o quão suculento era o corpo pequeno dela, tão leve e delicado em seus braços. A pele era incrivelmente macia e sedosa contra suas mãos ásperas, e ele ficou impressionado com sua beleza tentadora. O rosto dela era lindo, com os cabelos dourados enrolados ao redor do pescoço e da cabeça. Parecia um anjo inocente, intocado, mas cheio de promessas apaixonadas.

Balançou a cabeça e voltou a pensar nela como mercadoria. Os pés dela estavam a uns trinta centímetros do chão, o que o deixava na altura dos olhos dela. Gia ainda estava sob efeito do clorofórmio, mas às vezes mexia a cabeça e gemia, como se estivesse acordando.

O velho deu um passo para trás, esfregou as mãos e disse: — Ah, o mestre vai amar você. O mestre vai se divertir muito com você.

Ajoelhou-se na frente dela, segurou seu tornozelo esquerdo e o afastou para prender a algema de couro em uma das barras da jaula. Fez o mesmo com o tornozelo direito, e agora ela estava suspensa no ar, com os braços e pernas bem abertos. Começou a piscar os olhos, balançar a cabeça e gemer: — Onde estou?

Gia começou a se contorcer, se debater e gritar: — Onde estou? O que você está fazendo comigo?

O velho sabia que a disciplina precisava ser imposta, senão o mestre seria brutal, e respondeu em um tom ameaçador: — Cala a boca. Por favor, o mestre vai te punir se não ficar quieta.

Gia logo entendeu que o pior tinha acontecido. Um sádico a havia capturado e, no primeiro ato, ia torturá-la. Entrou em pânico, os olhos arregalados de horror, e gritou, depois começou a implorar: — Por favor, me solta. Não vou contar pra ninguém, só me deixa ir. Por favor, me solta!

— EU DISSE PRA CALAR A BOCA. Se o mestre ouvir, você vai ser castigada. — O velho berrou.

Gia gritou e implorou de novo para ser solta, e o velho agarrou seus dois mamilos e puxou, arrancando outro grito dela, mas dessa vez de dor excruciante.

— EU DISSE PRA CALAR A BOCA. — O velho berrou.

O velho foi até uma mesa e trouxe um par de pinças de mamilo conectadas por uma corrente, então prendeu cada uma nos mamilos de Gia. Ela não fazia ideia do que era aquele aparelho maligno, mas a aparência cruel a apavorou, e gritou de novo. Quando as pinças morderam seus mamilos, uma dor ardente tomou conta deles, e seu estômago se contraiu enquanto tentava se encolher em posição fetal. A cabeça de Gia caiu para trás em um grito mudo de dor.

O velho deu um puxão firme na corrente que ligava as pinças. Gia gritou, nunca tendo sentido uma dor assim, que rasgava seu corpo. Parecia que seus mamilos estavam sendo arrancados, e chegou a olhar para baixo para ter certeza de que ainda estavam no lugar. A dor tirou seu fôlego, e assim que conseguiu respirar de novo, soltou um gemido cheio de sofrimento. O pior pesadelo de Gia estava se tornando realidade, e lágrimas de dor e desespero escorriam pelo seu rosto.

— Cada vez que você gritar, vou puxar a corrente. E se isso não te calar, tenho muitos outros brinquedos para usar em você. ENTÃO CALA A BOCA. — O velho disse.

Gia gemeu e choramingou, mas não disse mais nada. Então, o velho decidiu que até seus gemidos e choramingos o irritavam, então tirou uma mordaça de bola do bolso, enfiou na boca dela e prendeu atrás da cabeça.

Isso confirmou o que ela já imaginava, e soube que, na primeira chance, precisava escapar. Sabia que ainda estava na mata, no calabouço do castelo na floresta, mas não fazia ideia de quem eram aquelas pessoas. Não podia viver assim. Ninguém ia abusar dela desse jeito e sair impune. Tinha que encontrar um jeito de sair dali e, se tivesse a oportunidade, ia fazê-los pagar também.

Gia começou a gritar contra a mordaça, mas quase nenhum som saía. O velho pareceu satisfeito e então empurrou um carrinho até perto do corpo dela. O carrinho tinha vários baldes de líquido, esponjas, panos e alguns frascos que pareciam loção ou óleo de massagem.

O velho disse: — O mestre quer você limpa, untada e perfumada antes de vê-lo.

Gia sentiu um pequeno alívio por saber que aquele brutamontes não era a pessoa que a havia capturado, mas ainda assim era quem a havia capturado que mandava o velho fazer aquilo com ela. O velho pegou uma das esponjas naturais e mergulhou em água com sabão. Primeiro, deu uma lavada rápida em todo o corpo de Gia, da cabeça aos pés, e até lavou o rosto dela. Depois, pegou uma esponja menor e começou a prestar atenção especial nos pontos mais sensíveis.

O velho soltou as pinças dos mamilos, e Gia gemeu através da mordaça. Quando o sangue voltou a circular nas pontas dos mamilos, a sensação de formigamento e dor mudou e ficou quase erótica. Seus mamilos torturados latejavam no ritmo do coração, e, conforme o sangue voltava, eles incharam, apontando para o velho. Ele aproveitou e levou cada um à boca, dando uma lambida longa para aliviar a dor das pinças.

Gia sentiu que estava enlouquecendo, seus mamilos oscilando entre uma dor ardente intensa, um latejar quente e, agora, uma sensação erótica e suave. A sucção e a lambida do velho em seus mamilos torturados e agora hipersensíveis criavam uma paixão elétrica indesejada. Seu corpo estava vivo com dor e agonia erótica, que percorria desde os mamilos até não deixar nenhuma parte intocada.

Depois, começou a lavar os mamilos com uma das esponjas do mar, às vezes a esponja escorregava, e ele usava os dedos para beliscar e apertar os mamilos até deixá-los bem salientes. O velho foi minucioso e até levantou cada seio para garantir que a parte de baixo também estivesse limpa.

Quando chegou a vez de lavar a boceta, o velho se ajoelhou e abriu cuidadosamente os lábios dela para garantir que os pequenos e grandes lábios e o clitóris estivessem bem limpos. Enfiou a língua na boceta dela para ter certeza de que estava completamente limpa e logo declarou: — Muito gostosa. O velho também lavou seu cu e o ânus com a mesma atenção, chegando a enfiar os dedos no buraco.

Todo o processo de lavagem estava começando a afetar Gia, e o velho percebeu que ela respirava ofegante pelo nariz, os belos peitos subindo e descendo com a respiração acelerada. Às vezes, gritava contra a mordaça, outras vezes soltava uns gemidos sensuais que o velho nunca tinha ouvido antes.

O velho pegou um balde de água limpa, enxaguou Gia e usou uma toalha para secá-la. Depois, pegou um frasco de óleo e derramou um pouco na mão, aplicando-o generosamente. Começou pelo pescoço e ombros, deixando-o escorrer pelos seios e pela barriga musculosa e afundada. Com as mãos, espalhou o óleo por todo o corpo dela, dos ombros aos pés, prestando atenção especial aos seios e à boceta.

O velho disse: — Ah, só para avisar, o óleo que acabei de passar na sua pele tem um agente de sensibilidade para você sentir tudo o que for feito com você. Ele ativa todos os nervos da superfície e deixa a pele mais sensível, principalmente em lugares com muitas terminações nervosas, como os mamilos e o clitóris. — O velho deu um passo atrás para admirar seu trabalho e sua vítima era, de fato, uma raridade de beleza.

Suspensa no ar, o corpo dela estava esticado, com os seios perfeitos erguidos no peito e os mamilos implorando para serem tocados. A pele do tórax estava esticada sobre as costelas, deixando-as bem marcadas. Da mesma forma, a barriga musculosa afundava, quase fazendo a cintura fina desaparecer. A barriga rasa formava um vale profundo entre os quadris, que terminava nos lábios brilhantes da boceta. As pernas estavam bem abertas, e os músculos saltavam sob a pele. Todo o corpo nu, amarrado e agora reluzente era um espetáculo.

O velho foi para trás dela e soltou a mordaça. Imediatamente, Gia começou a suplicar entre respirações ofegantes: — O que você está fazendo comigo? Cada toque vai direto para a minha boceta. O que está acontecendo? Você precisa me soltar antes que isso vá longe demais. Por favor, pare! Ai, o que está acontecendo comigo?

O velho esticou os braços e começou a beliscar de leve os dois mamilos, criando uma onda de calor que se espalhou pelo corpo dela. Um arrepio percorreu Gia, e ela começou a rebolar os quadris, procurando algo para aliviar o fogo que queimava dentro dela. — Ai, estou pegando fogo… o que você está fazendo comigo? O que está acontecendo com o meu corpo?

Enquanto Gia gritava, o velho deslizou as mãos até os lábios da boceta e enfiou um dedo com facilidade nas dobras encharcadas. Quando começou a mexer o dedo para dentro e para fora, os pedidos intermináveis cessaram, dando lugar a gemidos baixos.

— Por favor, mais, meu Deus, mais. Estou pegando fogo, qualquer coisa para apagar esse fogo, por favor… mais.

Um sorriso cruel surgiu no rosto do velho ao ver aquela mulher linda e amarrada implorando para que seus dedos continuassem a torturar sua boceta. Com a outra mão, ele começou a beliscar e puxar os mamilos sensíveis de Gia. Ela começou a ofegar, tentando entender as sensações que tomavam conta do seu corpo.

Gia não queria ter nada a ver com aquele brutamontes, então por que seu corpo a estava traindo assim? Começou a fantasiar com seu amante dos sonhos, imaginando que era ele quem fazia aquilo com ela, e isso ajudava a dar sentido ao fogo que corria em suas veias. Estava com dificuldade para respirar enquanto ondas de prazer a invadiam. O corpo todo tremia, mas os seios e a boceta buscavam mais daquela tortura deliciosa. Seu corpo jovem não conhecia aquelas sensações. Enquanto tentava entender o que estava acontecendo, repetia sem parar:

— Meu Deus, meu Deus, meu Deus.

O velho sorria com um sorriso cruel enquanto acrescentava outro dedo e enfiava os dois na boceta de Gia. O corpo dela se arqueou na direção dos dedos, tentando levá-los mais fundo. De alguma forma, tentava apagar o fogo que queimava sem controle dentro dela. Continuava a fantasiar que o estranho sombrio fazia amor com ela, amarrada para o prazer dele. E o prazer dele se transformava em um prazer selvagem para ela também.

O velho tinha mais uma coisa a fazer. Pegou um frasco pequeno de perfume e borrifou no pescoço, nos seios, na barriga, na junção das coxas e atrás dos joelhos. Balançou a cabeça, satisfeito, tirou os dedos da boceta de Gia e exclamou: — Ela está pronta, mestre, está pronta para você agora.

Ele soltou as pernas dela dos postes, deixando as algemas de couro nos tornozelos. Depois, prendeu as algemas uma na outra para que não pudesse andar. Colocou uma coleira de couro no pescoço dela e a afivelou. Pegou-a nos braços, soltou os braços dela e os prendeu nas costas. Com os pulsos amarrados e os tornozelos presos, qualquer ideia de fuga estava fora de questão, mas ela ainda se debatia. O velho a pegou no colo e carregou a forma inquieta escada acima, até o castelo. Saboreou seus últimos minutos com aquela criatura delicada e linda nos braços. Levou-a para um quarto, deitou-a na cama e saiu, trancando a porta.

A mente de Gia ainda estava em tumulto com a provocação sexual, presa em uma jaula e agora amarrada de pés e mãos em um quarto de castelo. O que estava acontecendo? Como poderia sair dessa enrascada? E quem era esse mestre de quem o velho falava? Enquanto estava deitada na cama, amarrada, uma garota pequena e nua entrou no quarto com uma bandeja de comida e bebida.

Gia viu nela uma aliada e disse baixinho: — Por favor, me ajude. Tire essas algemas e me ajude a sair daqui.

A garota pareceu assustada, olhou para trás e sussurrou: — Não posso fazer isso, e se o mestre ouvir você me pedindo, vai me castigar. Por favor, fique quieta.

Gia não ia desistir e pediu de novo: — Por favor, me ajude, não posso ficar aqui. Estou sendo mantida como prisioneira.

A garota colocou a bandeja na mesinha de cabeceira e saiu correndo do quarto. Alguns segundos depois, voltou acompanhada de um homem enorme e animalesco. A garota tremia de medo enquanto o homem a empurrava para dentro do quarto. Com uma voz rouca e profunda, ele disse: — Faça o seu trabalho e alimente-a.

A garota correu até a cama e ajudou Gia a se sentar, depois levou um copo de água com canudo até sua boca. Gia precisava de comida e água, então bebeu enquanto observava o homem que bloqueava a porta. Ele era enorme, com a cabeça quase raspando o topo do batente. O peito largo e musculoso estava à mostra, com camadas de músculos cobertos por uma fina camada de pelos pretos. Os braços poderosos poderiam parti-la ao meio.

Até agora, ele era a única pessoa usando roupas, e mesmo assim só uma calça cargo. O rosto era másculo e poderia ser considerado bonito, mas a expressão fechada o deixava com um ar ameaçador. A barba e o cabelo pretos estavam bem aparados, o que o tornava um pouco mais acessível. Apesar do rosto sombrio, os olhos brilhavam com uma centelha de esperança, mas também revelavam um homem profundamente triste e solitário. Por trás daquela fachada, havia muito mais. De repente, ele rugiu: — Agora dê fruta para ela.

A garota tirou o copo e deu fatias de maçã para Gia, que comeu tudo. Se fosse escapar, precisaria de energia. Quando terminou a maçã, o mestre encarou a garota pequena e ordenou: — Agora saia.

Depois que o mestre entrou no quarto e deixou a porta aberta, a garota nua se virou e saiu correndo. Ele se sentou em uma cadeira no canto do quarto, e seus olhos percorreram lentamente o corpo de Gia. O olhar era crítico, profundo e analítico, mas ela percebeu lampejos de apreciação, admiração e até mesmo um pouco de desejo. Ela o encarou de volta e perguntou: — Que porra você está olhando e por que está me mantendo presa?

O mestre sorriu, um sorriso torto, e respondeu: — Estou olhando para alguém que invadiu a minha casa, e vou mantê-la presa até a polícia chegar. Claro, a polícia nunca vem até aqui, no meio da floresta. Mas acontece que minha prisioneira também é uma mulher muito bonita, então estou curtindo admirar esse corpo espetacular.

Gia corou, mas algo no jeito como ele disse aquilo, junto com o olhar que a percorria, fez com que sentisse um arrepio por dentro. Havia algo na forma como os olhos dele passeavam por ela que a fazia se sentir linda, sedutora e deslumbrante. — Se me acha tão atraente, por que não me solta?

Ele se levantou e se aproximou dela como um gato caçando sua presa, e ela sentiu uma mistura de medo e excitação. Ajoelhou-se na frente dela, os olhos cravados nos seus, enquanto as mãos subiam pelas pernas, passavam pela cintura fina e pelas costelas salientes, até que os seios fartos se aninharam em suas mãos. Ela prendeu a respiração enquanto ele brincava com os seios, e, à medida que o peito subia e descia, os mamilos endureceram.

Os olhos dele transbordavam desejo, e o corpo dela reagiu na hora. Tentou ignorar aquelas sensações, mas, enquanto os dedos dele provocavam seus mamilos, sentiu um fogo de desejo começar a arder dentro de si. Gemeu e depois sussurrou: — Pare com isso, pare agora.

Enquanto os dedos continuavam a brincar com os mamilos inchados, a respiração dela acelerou, mas tentou de novo: — Por favor, pare com isso e me solte.

Os dedos pararam de provocar e ele segurou os seios por um instante, depois se virou para soltar os pés dela. Deixou as algemas nos tornozelos, virou-a de costas e soltou os pulsos, mas manteve as algemas. Virou-a de frente para ele e rosnou: — Vou te soltar para andar pelo quarto, mas se tentar fugir, vai ser castigada. Você ainda é minha convidada, mas não tente nada. Como quer que eu te chame?

Havia algo de ameaçador no jeito como ele disse "vai ser castigada". Ela queria escapar, mas precisava esperar o momento certo. Assentiu e disse: — Meu nome é Gia, e prometo não tentar fugir. Mas será que posso ter alguma roupa para me esquentar?

Ele franziu a testa: — Eu sou o mestre deste castelo, e ninguém usa roupas aqui, só eu. Não quero acabar com uma faca nas costas. Vou deixar você pegar um cobertor. — Inclinou-se, beijou-a no rosto e, ao sair, virou-se e disse: — Você é uma mulher muito bonita, Gia, e espero que seu tempo aqui seja proveitoso, instrutivo e divertido.

Ele se virou e saiu, e ela ouviu o clique da fechadura. Gia ficou olhando para a porta, se perguntando em que tinha se metido, se conseguiria escapar e para onde aquilo tudo ia levar. Todos no castelo tinham medo do mestre, então era óbvio que ele tinha um lado sombrio e cruel. Mas também tinha visto um homem triste, solitário e desesperado por amor. Sentira os olhos dele procurando os seus, tentando decifrá-la. Sabia que ele a desejava, como quase todos os homens que conhecia, mas havia algo diferente nele, algo ainda escondido.