Luna Secrets

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Resumo

Um passado oculto. Um companheiro proibido. Uma mãe feroz que queimaria o mundo para proteger seus filhos. Taylor não fugiu apenas de sua alcateia — ela fugiu do alfa ao qual a Deusa da Lua a uniu. Luca Anderson nunca foi seu companheiro dos sonhos. Ele foi seu pior erro. Frio, cruel e envolto em sua reputação, Luca deixou claro que ela não significava nada para ele — até a noite em que ela o encontrou na cama com outra loba. E essa foi a mesma noite em que ela ia lhe contar que estava grávida. Ela desapareceu sem deixar vestígios. Quatro anos depois, Taylor construiu uma nova vida. Como a mãe dedicada de meninos gêmeos de linhagem Alpha, ela finalmente encontrou paz em uma alcateia aliada distante — graças a James, o alfa que lhe deu uma segunda chance na vida, no amor e na segurança. James sabe que ela não é dele. Ele sabe que o passado dela é perigoso. Mas ele a amou mesmo assim — e criou os meninos como se fossem seus. Até que o passado volta para encontrá-la. Agora, Luca está à sua porta. A aliança entre suas alcateias a coloca frente a frente com o homem que nunca soube sobre os gêmeos... e o vínculo de companheiros que ele está começando a sentir. Mas Taylor não tem planos de entregar sua vida, seus filhos ou seu coração — não depois de tudo o que ela sobreviveu. Porque se Luca descobrir a verdade? Ele vai querer ela de volta. E ela queimará tudo antes de deixar que isso aconteça. Repleto de um romance slow-burn, emoção crua, found family e garras afiadas, Luna Secrets é um envolvente romance de lobisomens sobre traição, sobrevivência e o tipo de amor que escolhe você — todas as malditas vezes.

Gênero
Fantasy
Autor
Mia
Status
Completo
Capítulos
34
Classificação
5.0 2 avaliações
Classificação Etária
18+

Capítulo 1

A festa de aniversário do Alfa — uma tradição de maioridade tão lendária em nossa alcateia que fazia completar dezesseis anos parecer entrar em um reino totalmente novo de caos. Era o tipo de festa que quebrava todas as regras, o tipo que parecia mais um rito de passagem do que uma celebração. Pense em completar 21 anos, mas ilegal, selvagem e encharcado de hormônios e decisões ruins. Era o tipo de noite em que vidas mudavam, às vezes para melhor... e às vezes para pior.

Eu estava na casa da Cassandra — Cassie, minha melhor amiga, minha parceira de crime e o único motivo de eu não estar trancada no meu quarto com um livro. Estávamos atrasadas, principalmente porque Cassie tinha trocado de roupa cinco vezes e eu tinha tentado desistir pelo menos três. Ela finalmente saiu do banheiro vestindo um vestido preto justo e botas de cano alto que gritavam confiança. Eu? Usei Converse pretos, shorts rasgados e um top cropped que dizia: “Estou aqui contra a minha vontade”.

“Qual é, Tay!” ela disse, agarrando meu pulso e me girando. “Você está gata. Vamos fazer algumas besteiras.”

Revirei os olhos. “Se estamos atrasadas, é porque você passou vinte minutos discutindo com o seu guarda-roupa.”

Saímos para o pôr do sol que morria. O céu estava pintado em faixas brilhantes de laranja e lavanda, mas tudo o que eu sentia era pavor. Viver em uma alcateia de lobisomens significava que nossas casas eram distantes — para a transformação e para a liberdade. Também significava longas caminhadas ou ter um carro. Felizmente, Cassie tinha um veículo, e ela não se importava em usá-lo.

Dirigimos com os vidros abaixados, música tocando alto enquanto íamos para a casa da alcateia. Mesmo antes de chegarmos, podíamos sentir o pulsar da festa — música com graves pesados vibrando pelo chão, luzes piscando cortando a escuridão como vaga-lumes estroboscópicos.

Eu congelei assim que estacionamos, e Cassie percebeu. “Taylor... não faz isso.”

“Não sei se quero ficar tão bêbada”, murmurei, puxando minha mão para longe da dela. Ela a puxou de volta. “Azar o seu. Você precisa sair. E ele nem vai estar lá.”

“Mentirosa”, retruquei, franzindo a testa. “Ele está lá. Ele é o motivo desta festa, lembra?” Cassie gemeu. “Ok, justo. Mas ainda assim, você não pode continuar se escondendo do mundo inteiro por causa de um cara.” Eu quis discutir, mas sabia que ela tinha razão. Entrei na festa pisando fundo, com a elegância de uma criança fazendo birra. Meu cabelo prateado balançava a cada passo, atraindo olhares que faziam minha pele coçar. Forcei um sorriso, falso e fraco, até que ele finalmente se tornou real — no segundo em que vi Danny.

“Pronta para ficar bêbada, melhor amiga?” ele gritou, me pegando no ar quando pulei nas costas dele.

“Sua vadia, ela é minha esta noite!” Cassie gritou, rindo.

Eles eram ridículos — como pais divorciados compartilhando a guarda. Eu não me importava. Pelo menos Danny não tentaria me fazer dançar como Cassie fazia. Ele era o único cara em quem eu confiava para ficar perto de mim sem esperar nada em troca.

Uma hora depois, já estávamos suados, rindo e dançando como idiotas. Danny e eu estávamos nos roçando de um jeito que levantaria suspeitas — não porque era romântico, mas porque parecíamos confortáveis demais. As pessoas achavam que tínhamos um caso, mas ele era como um irmão para mim. Um irmão irritante, superprotetor e festeiro.

“Preciso fazer xixi”, gritei, empurrando-o.

Ele assentiu, me soltando. A casa estava lotada, e levei um minuto para encontrar o banheiro. Depois de fazer minhas necessidades, lavei as mãos e me olhei no espelho.

Que bagunça.

Minha maquiagem, antes perfeita, estava borrada, e meu cabelo tinha explodido em uma nuvem de caos prateado. Deixei escapar uma risada — metade por frustração, metade por não me importar. Lavando o rosto com água fria, tentei ficar sóbria, dando a mim mesma uma conversa motivacional mental.

Você está bem. Você ficará bem. Apenas volte para o Danny.

Apaguei a luz e saí, percebendo imediatamente que tinha pegado o caminho errado. A música estava mais alta agora. Enquanto tentava refazer meus passos, bati em algo sólido.

Correção: alguém.

“Será que sou alto o suficiente para ser considerado uma parede?”, uma voz grave riu.

Franzi a testa e olhei para cima — muito para cima. Lá estava ele. Luca. O filho do Alfa. O aniversariante. O cara que eu odiava mais do que o dia de lavar roupa.

“Você tem três metros de altura e eu mal tenho um e meio. Duh”, disparei.

Seus olhos escureceram, o divertimento neles desaparecendo. “Esqueça essa atitude. Não precisa disso.”

Revirei os olhos. “Que porra você vai fazer a respeito?”

Aparentemente, essa foi a frase mágica. Sem aviso, ele me jogou por cima do ombro como um saco de farinha. Gritei e tentei chutar, mas ele nem piscou. O mundo se tornou um borrão de corredores até que ele abriu uma porta e me jogou gentilmente — mas com firmeza — contra ela.

Sem luzes. Apenas nós.

Antes que eu pudesse dizer qualquer coisa, sua boca estava na minha. E a pior parte? Eu o beijei de volta. Foi selvagem, faminto, imprudente. Roupas caíram no chão. A lógica voou pela janela.

E assim, perdi minha virgindade para a pessoa que eu mais odiava.

Acordei com uma dor de cabeça que parecia que alguém estava fazendo sapateado no meu cérebro. Meus membros estavam entrelaçados aos dele, e seu braço estava jogado possessivamente sobre minha cintura. O pânico me atingiu quando as memórias vieram à tona.

Não. Não. Não.

Cuidadosamente me afastei dele, tentando não acordá-lo. Mas no segundo em que me movi, minha loba choramingou dentro de mim.

‘Companheiro’, ela sussurrou.

Congelei. Meu coração parou.

Não.

Nem parei para pensar. Eu corri.

Pelos corredores. Passando por corpos desmaiados de tanto beber. Saí pela porta da frente e entrei no ar frio da manhã. Minhas pernas ardiam, mas não parei.

Eu não estava fugindo do sexo. Eu estava fugindo da realidade de que tinha acabado de dormir com meu companheiro. A única pessoa que me atormentou por anos. A única pessoa que agora poderia controlar cada parte da minha vida.

E eu nem sabia se tínhamos usado proteção.

Cheguei em casa, bati a porta atrás de mim e me despi de cada peça de roupa. Esfreguei minha pele até ficar em carne viva, tentando apagar o cheiro dele. Tentando apagar a vergonha. Minha loba choramingou novamente, mas eu a ignorei.

“Sim, ele é nosso companheiro”, sussurrei para o banheiro vazio. “Mas ele também é um babaca egoísta e arrogante. Nós não queremos isso. Não desse jeito.”

Tomei um analgésico e rastejei para a cama, apenas para meu coração parar quando ouvi um movimento lá fora.

Lá, logo atrás do vidro, estava um lobo negro.

O lobo dele.

Olhos brilhando.

Me observando.

Esperando.