Sob Seu Comando: Macy & Ethan

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Resumo

Macy Griffith jamais imaginou que uma noite imprudente com um estranho reescreveria sua vida. Mas, ao entrar na Cole Corp Ltd. para uma entrevista, ela percebe a verdade tarde demais. O homem que a cativou no sigilo agora é seu CEO. Ethan Cole é calmo, controlado e autoritário. Um homem que vê tudo e não deseja nada que não possa controlar. Até Macy. Um olhar é o suficiente para romper sua contenção. Cada reunião intensifica a tensão. Cada silêncio compartilhado queima mais do que palavras. Presa entre a ambição e o desejo, Macy precisa sobreviver trabalhando sob as ordens de um homem que a conhece intimamente demais e a quer intensamente demais. Ethan luta contra seus instintos. Seu poder. Sua necessidade. Mas algumas escolhas são feitas antes mesmo que as regras existam. E desde a primeira noite… ela já era dele. Um slow-burn office romance de poder, tentação e desejo proibido — onde o controle é uma arma, a contenção é uma mentira e o amor é inevitável.

Status
Completo
Capítulos
48
Classificação
3.7 3 avaliações
Classificação Etária
16+

Capítulo 1 – POV: Macy Griffith

Bip. Bip. Bip.

Macy silenciou o despertador com um tapa e ficou imóvel, de olhos fechados, deixando o quarto ganhar foco antes de seus pensamentos. Seu novo apartamento cheirava levemente a tinta e ao champanhe da noite anterior. O ventilador de teto girava silenciosamente acima dela. A luz do sol cortava as persianas em linhas nítidas e impiedosas.

Entrevista. Cole Corp Ltd. 08:30.

Ela inspirou lentamente e sentou-se. Sem perder o controle. O pânico era uma perda de tempo, e tempo era algo que ela não podia se dar ao luxo de perder agora. O aluguel estava mais caro do que ela havia planejado. Suas economias estavam menores do que ela gostaria. Este emprego não era um sonho. Era uma alavanca. Estabilidade. Um ponto de apoio.

Ela colocou os pés no chão frio e levantou-se.

No espelho, ela fez uma autoanálise. Cansada, sim. De ressaca, quase nada. Seus olhos estavam nítidos o suficiente para parecerem descansados. Ela já sobrevivera a manhãs piores com muito mais em jogo do que aquilo. Ela daria conta do que via.

O chuveiro soltou vapor rapidamente; o calor envolveu seus ombros enquanto a água abafava o silêncio. E, ainda assim, fragmentos da noite anterior surgiram sem serem convidados.

Música vibrando pelo asfalto. Risadas altas demais, fáceis demais. A presença de um estranho que não tinha invadido seu espaço, mas que, de alguma forma, o tomara para si. Um homem que não a tocara, mas que a deixara agudamente consciente de onde as mãos dele não estavam.

Naquele momento, pareceu deliberado. Limpo. Temporário.

Ela fechou a torneira com mais força do que o necessário.

Aquilo tinha ficado para trás.

Jeans colado aos quadris. Uma blusa leve, profissional, mas sem parecer excessivamente formal. Saltos baixos que a permitiam caminhar rápido. Ela prendeu o cabelo, depois soltou um pouco, criando uma imperfeição intencional. Quando pegou a bolsa, papéis deslizaram e se espalharam pelo chão.

Ela os recolheu sem organizar.

Haveria tempo depois. Tinha que haver.

Lá fora, a cidade já estava desperta, vibrando com movimento e impaciência. Ela sinalizou para um táxi, deu o endereço e observou pela janela enquanto o trânsito se arrastava.

Foco, Macy.

A Cole Corp não era uma fantasia. Era um movimento calculado. Uma empresa em expansão, com uma estrutura de liderança que recompensava a competência acima da política. Ela tinha conquistado aquela entrevista. Quaisquer fantasmas que a noite passada quisesse trazer, teriam que ficar para trás.

O prédio erguia-se limpo e imponente contra o céu. Tudo em vidro e confiança. Por dentro, o saguão cheirava a pedra polida e a um dinheiro que não se preocupava com o amanhã.

Ela fez o check-in na recepção, ajeitou a blusa uma vez e seguiu pelo corredor forrado com arte abstrata que ela nem parou para analisar.

No meio do caminho, ela sentiu.

Aquela mudança no ar. A sensação inconfundível de ser notada.

Ela olhou para cima.

Ethan Cole.

O nome dele estava gravado na placa ao lado da porta, mas ela não precisava ler. Ele se levantou conforme ela se aproximava, alto e composto, com um terno azul-marinho tão bem ajustado que parecia ter sido feito apenas para ele. Cabelo escuro, impecável sem esforço. Olhos cinzentos que não se desviavam.

Eles pousaram nela e permaneceram ali.

Sua respiração prendeu antes que ela pudesse evitar.

O reconhecimento atingiu os dois simultaneamente. Ela viu na imobilidade precisa do rosto dele, na fração de segundo em que algo se intensificou no fundo dos olhos dele antes que sua expressão se neutralizasse. Sem sorriso. Sem calor. Apenas consciência, controlada e contida.

“Macy Griffith”, disse ele.

O nome dela soou medido na boca dele, como se ele estivesse avaliando o peso de cada sílaba.

“Bom dia.”

Bom. Neutro.

“Bom dia”, ela respondeu, firme. Ela encontrou o olhar dele e não recuou. Se aquilo era um teste, ela não estava falhando.

Ele apontou para o corredor. “Por aqui.”

A sala de entrevista era toda de vidro e aço, austera e proposital. Ela sentou-se na cadeira à frente dele sem esperar ser convidada. Autonomia importava. Ela cruzou as mãos uma vez e depois as deixou descansar sobre a mesa, relaxada, porém pronta.

“Obrigada por me receber”, disse ela.

“De nada.” Ele sentou-se, com a postura relaxada, mas a atenção alerta. “Antes de começarmos, há algo que precisamos abordar.”

O pulso dela acelerou. Ela não interrompeu.

“Nós já nos conhecemos”, continuou ele, com a voz nivelada. “Socialmente. Ontem à noite.”

Um breve silêncio.

“Se isso compromete seu conforto ou seu interesse nesta vaga, podemos parar agora. Posso sair e pedir ao RH que continue, ou podemos remarcar com outro diretor.”

A oferta pairou entre eles, pesada em sua sinceridade.

Isso não era o que ela esperava.

Macy o estudou. Não o terno. Não a autoridade. O autocontrole. A forma deliberada com que ele colocava o controle de volta nas mãos dela sem fazer alarde.

O frio no estômago não era nervosismo. Era adrenalina.

“Agradeço a consideração”, disse ela. “Mas sinto-me confortável em continuar. Profissionalmente.”

Algo mudou na expressão dele. Não foi surpresa. Aprovação, talvez.

“Bom”, disse ele. “Eu também.”

Ele deslizou uma pasta pela mesa. “Seu currículo é forte. Progressão consistente. Você não muda de rumo sem motivo.”

“Não”, respondeu ela calmamente. “Eu me movo com intenção.”

Os olhos dele se estreitaram. Um interesse brilhou, rapidamente contido.

“Por que a Cole Corp?”, perguntou ele. “Por que agora?”

Ela não buscou uma resposta ensaiada. “Porque vocês estão se expandindo para mercados europeus, e sua equipe de análise atual não está preparada para previsões regulatórias complexas. Eu estou.”

Seguiu-se um silêncio. Denso, avaliador.

“Você fez sua lição de casa”, disse ele.

“Eu não me candidato de outra forma.”

Ele se recostou levemente na cadeira, estudando-a. Não o corpo dela. As reações dela. A maneira como ela ocupava o espaço.

“Você manteve sua postura agora há pouco”, disse ele. “Muitos candidatos não conseguiriam.”

“Eu não confundo cortesia com controle.”

Isso lhe rendeu um sorriso real. Breve. E logo sumiu.

“Conte-me sobre uma vez em que você desafiou um superior.”

Ela respondeu sem rodeios. Fatos claros. Confiança medida. Quando ela terminou, ele assentiu uma vez.

“Orientada a resultados”, disse ele. “Nada imprudente.”

“Esse é o objetivo.”

Outra pausa. Então, mais baixo, controlado, mas inequivocamente pessoal: “A noite passada foi… inesperada.”

Ela não desviou o olhar. “Também aconteceu fora desta sala.”

“Sim”, ele concordou. “Fica por lá.”

Um alívio soltou algo em seu peito. Não porque ela quisesse algo mais. Mas porque a fronteira estava clara.

Ele fechou a pasta. “Pergunta final. Este cargo exige autonomia. Eu não faço microgerenciamento. Se eu pressionar, é porque espero que você saiba reagir quando for importante. Você consegue fazer isso?”

Macy sorriu, lenta e segura. “Eu não aceitaria o emprego se não conseguisse.”

Ele se levantou, sinalizando o fim. “Entraremos em contato até o final da semana.”

Ela se levantou também. “Estarei no aguardo.”

Na porta, ele fez uma pausa. Sem bloquear o caminho dela. Apenas presente.

“Para que conste”, disse ele baixinho, “a escolha da noite passada foi sua. Sempre será.”

Ela buscou no rosto dele algum sinal de posse e não encontrou nada. Apenas controle, rigorosamente mantido.

“Ótimo”, disse ela. “Então estamos entendidos.”

Ela saiu sem olhar para trás.

Suas mãos estavam firmes. Sua respiração, constante. A entrevista tinha corrido exatamente como deveria.

E ainda assim, conforme as portas do elevador se fechavam, um pensamento surgiu sem ser convidado.

Ela queria aquele emprego.

Não apenas pela estratégia.

Não apenas pela estabilidade.

Ela o queria porque suspeitava que trabalhar para Ethan Cole lhe custaria algo que ela ainda não tinha decidido se estava disposta a perder.

As portas se abriram.

Macy deu um passo à frente, mesmo assim.