Domando a Fera

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Resumo

Fui contratada para domar o indomável—Derek Blackwood, o bilionário recluso e marcado que não sai de sua mansão há anos. Diziam que ele era uma fera. Um monstro. Um homem que me quebraria se eu chegasse muito perto. Mas eu não tinha medo. Porque eu sabia a verdade—por trás das cicatrizes, por trás da raiva, havia um homem que só precisava de alguém que o enxergasse. E eu seria essa pessoa. Mesmo que isso significasse arriscar tudo para domar a fera dentro dele.

Status
Completo
Capítulos
41
Classificação
4.5 6 avaliações
Classificação Etária
18+

Capítulo 1: A Gaiola Dourada A Trama


Os portões de ferro da propriedade Blackwood não apenas rangeram ao abrir; eles recuaram, como uma besta gigante mostrando os dentes.

Ivy apertou a alça de sua bolsa, com as palmas das mãos suando apesar do frio cortante da noite.

Ela tinha vinte anos, estava sem um centavo e desesperada o suficiente para ignorar os avisos gritando em sua mente de que uma "fixer" da elite não deveria procurar uma babá que mora no local em um site de empregos obscuro.

A mansão era um monólito de vidro e pedra fria. Quando a porta da frente se abriu, não houve boas-vindas calorosas. Houve apenas ele.

Ele era mais velho do que nas fotos — trinta e oito anos, com o porte de uma parede de músculos marcados por cicatrizes, e vestindo um terno que provavelmente custava mais do que toda a mensalidade da faculdade de Ivy.

Seus cabelos eram escuros, seu maxilar parecia uma lâmina, mas foram seus olhos que a deixaram sem fôlego.

Eles não olhavam para o rosto dela. Eles eram pesados, semicerrados, e traçavam o modo como sua blusa de algodão barata esticava contra seus seios.

"Você está atrasada", disse ele. Sua voz não era uma saudação; era uma vibração que se instalou profundamente no baixo ventre de Ivy.

"O ônibus..."

"Eu não me importo com o ônibus. Nesta casa, meu tempo é a única coisa que importa." Ele deu um passo atrás, fazendo um gesto para que ela entrasse.

Ao passar por ele, o perfume de bourbon caro, cedro e algo metálico — como uma arma — a atingiu.

Ele não pegou sua bolsa. Deixou que ela tropeçasse com o peso, com os olhos fixos no balanço de seus quadris.

Ivy sentiu o rosto esquentar. Ela estava acostumada com olhares — ela era curvilínea demais, "demais" para a maioria das roupas — mas Alexander não estava apenas olhando. Ele estava a catalogando.

"A criança, Ryan, está dormindo", disse Alexander, com o tom seco. "Você começará às seis. A morte do meu irmão deixou as coisas... desorganizadas. Você manterá o menino quieto, ficará longe do meu escritório e usará as roupas que forneci."

Ele pegou uma caixa preta sobre a mesa de mármore do saguão e entregou a ela. Os dedos dele roçaram os dela — calejados e quentes. Ivy deu um sobressalto.

"O que é isso?", ela gaguejou.

"Seu uniforme. Espero você nele para o jantar em uma hora. Lá em cima, terceira porta à esquerda. Não perambule pela casa."

Ele virou as costas antes que ela pudesse dizer uma palavra, deixando-a parada no corredor imenso, sentindo como se tivesse acabado de ser comprada em um leilão.

O quarto era lindo, mas parecia uma cela.

Ivy sentou-se na beira da cama macia, com o coração martelando. Ela abriu a caixa, esperando um conjunto de uniforme modesto ou uma camiseta polo.

Em vez disso, puxou um pedaço de tecido preto que parecia seda líquida.

Era um vestido, mas mal cobria algo. Era curto — perigosamente curto — e o decote era um V profundo que não oferecia cobertura nenhuma para seus seios.

"Ele está falando sério?", ela sussurrou, levantando a peça.

Ela tirou o jeans e a camiseta que usou na viagem. O quarto estava frio, fazendo seus mamilos ficarem eretos contra a renda fina de seu sutiã.

Ela sentiu um formigamento estranho na nuca — aquela sensação de "estar sendo observada" que a perseguia há anos, mesmo em seu apartamento de merda. Ela sacudiu a cabeça, culpando as sombras da casa velha.

Ela vestiu o "uniforme". Foi uma luta. O tecido foi desenhado para agarrar, e no corpo de Ivy, foi uma loucura.

Seus seios fartos transbordavam pelas bordas das taças, e a seda mal continha suas aréolas escuras.

A bainha subia tanto que, a cada movimento, suas nádegas — as curvas "gordas" pelas quais sempre foi envergonhada — ficavam quase expostas.

Ela se olhou no espelho de corpo inteiro, com a respiração falhando.

Ela parecia uma fantasia, não uma babá. O vestido era tão justo que ela podia ver o contorno de sua calcinha de renda, com o tecido tensionado sobre o estômago.

"Eu não posso usar isso", murmurou ela, com as mãos tremendo.

Ela sentiu uma onda de calor entre as coxas, uma pulsação traidora.

Ela alcançou uma garrafa de água que trouxera na bolsa, com a garganta subitamente seca.

Ela estava tão concentrada no reflexo do próprio corpo — na forma como a seda preta fazia sua pele parecer pálida e comestível — que ficou desajeitada.

Ao girar para ver as costas, seu cotovelo atingiu a garrafa de água aberta no criado-mudo.

"Merda!"

A água fria respingou diretamente em seu corpo. A seda preta não escondia nada; ela se tornou uma segunda pele.

O tecido ficou translúcido, colando-se às curvas de seus seios, revelando o padrão exato da renda por baixo e os círculos escuros de seus mamilos.

O pânico veio à tona. Ela não podia descer daquele jeito. Ela arranhou o zíper lateral, com os dedos atrapalhados nos pequenos dentes de metal.

Ela precisava tirar aquilo, secar, se esconder. Ela conseguiu puxar o zíper para baixo, o vestido caindo até a cintura, deixando-a apenas de sutiã e calcinha no centro do quarto.

O sutiã parecia pequeno demais; seus seios subiam e desciam com sua respiração ofegante, quase explodindo para fora da renda. Ela tentou alcançar as costas para desabotoar, querendo apenas se enrolar em uma toalha e chorar.

Crack.

O som de estática encheu o quarto. Ivy congelou, com as mãos ainda atrás das costas e o peito estufado.

Ela olhou para cima. No canto do teto, escondida atrás da moldura, uma pequena luz vermelha pulsava.

Uma câmera. Não uma câmera de segurança para o corredor — uma lente apontada diretamente para a cama. Diretamente para ela.

"O zíper fica do lado esquerdo, Ivy", uma voz profunda e distorcida ecoou por um alto-falante escondido.

O sangue de Ivy gelou. Ela cruzou os braços sobre o peito, mas isso apenas apertou seus seios, fazendo-os parecer ainda maiores, mais convidativos.

"Alexander?", ela arfou, com os olhos percorrendo o quarto.

"Eu disse que o uniforme era obrigatório", a voz surgiu novamente. Estava mais baixa agora, rouca, o som de um homem que observava algo que esperou anos para ver. "E não me lembro de ter lhe dado permissão para tirá-lo."

"Você... você está me espionando?"

"Eu tenho observado você há muito tempo, Ivy. Muito antes de você cruzar a minha porta. Eu sei como você gosta de se tocar quando pensa que o mundo não está olhando. Eu sei que você está encharcada agora, não está?"

As pernas de Ivy pareciam gelatina. Ela deveria ter corrido, deveria ter gritado, mas a dominação pura na voz dele a prendeu ao chão. Seu clitóris pulsava, com uma dor vergonhosa e pesada.

"Eu derrubei... eu preciso me trocar", ela sussurrou para o quarto vazio, com os dedos tremendo enquanto apertava o tecido molhado na cintura.

"Não se incomode em colocá-lo de novo, Ivy", a voz de Alexander baixou para um rosnado predatório pelo interfone. "Eu já vi o suficiente. Fique exatamente onde está. Estou subindo para mostrar exatamente o que acontece com garotas que não seguem as minhas regras."

O clique do interfone desligando soou como uma sentença de morte. Ou uma promessa.

Ivy ouviu o barulho pesado de passos no corredor, lentos e deliberados, seguindo direto para sua porta.

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