Prólogo
Sarah Long
passou a vida inteira tentando ser menor.
Menor apetite.
Corpo menor.
Presença menor.
Em uma universidade de elite, onde a beleza é moeda de troca e as garotas são classificadas publicamente todo ano como itens de coleção, a invisibilidade é seu único escudo. Até que o Baile de Calouros anual a coloca no palco... e a coroa como a última colocada.
A multidão ri.
Sebastian Hale
ri com eles.
Dourado, implacável, intocável. O rei do último ano com uma reputação de quebrar regras e corações. Ele não criou o sistema de ranking, mas é dono do ambiente onde ele respira.
Segui-la após a humilhação deveria ser apenas um entretenimento.
Em vez disso, ela dá um tapa nele.
E, no escuro, Sarah despeja anos de insegurança, vergonha e feridas de infância bem na cara dele.
Ele deveria ir embora.
Ele não vai.
Algo naquela garota quieta, que se recusa a implorar, entra debaixo da pele dele. O que começa como curiosidade se transforma em obsessão. Encontros secretos. Discussões acaloradas. Beijos que parecem rendição e guerra ao mesmo tempo.
Ele continua frio. Ainda dominante. Ainda perigoso.
Mas, em particular, Sebastian é o primeiro homem que olha para Sarah e a chama de linda como se fosse um fato, e não um favor.
Quando o ritual de ranking, que existe há décadas, ressurge e boatos ameaçam destruí-la novamente, Sebastian faz o impensável.
Ele coloca tudo abaixo.
Por ela.
Porque reis não se ajoelham.
Eles escolhem.
E Sebastian Hale escolhe a garota que foi classificada em último lugar.