Capítulo 1
David Baker acenou para Colin, o segurança da The Vault, ao passar pela entrada. A música estava alta, a iluminação era baixa, com luzes estroboscópicas e holofotes criando a atmosfera intrigante que ele sempre quis. Ele e seu melhor amigo, Andrew Carter, compraram a boate no Lower East Side guiados apenas pelo próprio gosto, e, por sorte, esse gosto combinava com o público da noite em Nova York.
Andrew cuidava do bar, garantindo que o lugar estivesse sempre com a equipe certa, bem abastecido e funcionando como um relógio. Já David era responsável por contratar atrações, dançarinas, DJs e toda a promoção para manter a boate como a mais badalada da cidade. A divisão de tarefas era perfeita e os colocou no topo do entretenimento noturno quase desde a inauguração, cinco anos atrás.
Toda noite havia fila na porta, a ponto de Andrew insistir para que transformassem o lugar em um clube exclusivo para sócios. David, porém, não tinha certeza se era a melhor ideia. Temia que isso limitasse o faturamento, enquanto Andrew argumentava que tornaria a boate ainda mais desejada.
David percorreu o salão com os olhos enquanto atravessava o bar. Era a típica multidão de sábado à noite: mulheres com roupas mínimas dançando como um bando de pássaros mandando sinais, e homens de terno tentando acompanhar o ritmo e responder.
Uma ruiva no meio da pista chamou sua atenção, mas ele não podia se distrair. Pelo menos não ainda. Precisava chegar ao escritório e falar com Andrew. Contornou o bar, passou por uma entrada de funcionários e subiu as escadas mal iluminadas de dois em dois degraus. Empurrou a porta do escritório que dividia com o amigo e sócio e o encontrou na posição de sempre.
Apesar de abrigar duas mesas, o destaque do escritório era uma janela de vidro espelhado com vista para a boate. Na frente dela, duas poltronas altas de couro vinho e seus respectivos pufes formavam um espaço confortável para observação. Andrew estava sentado em seu lugar de costume, os pés cruzados sobre o pufe, com um copo de uísque em uma mão e um charuto cubano aceso na outra.
Usava a mesma roupa de quase todos os dias, porque sabia que ficava bem: calças sob medida, camisa justa e colete. David sabia que a gravata e o paletó estavam pendurados no pequeno armário atrás da mesa de Andrew, mas ele só os usava em reuniões. Para a boate, preferia esse visual.
— Andy! — David disse ao fechar a porta e atravessar a sala para se sentar ao lado do amigo.
— Dave! — Andrew respondeu, erguendo o copo em saudação.
Dali, tinham visão completa da pista de dança e da maior parte do bar. Durante o dia, David usava o escritório para fazer ligações e contratar atrações, mas à noite, enquanto a boate bombava, ele ficava ali observando todo o seu trabalho dar frutos. Como esperado, seus olhos logo encontraram a ruiva de antes. Ela ignorava ou dispensava os avanços dos homens corajosos o suficiente para se aproximar. Usava um vestido curto e brilhante que refletia as luzes, e saltos altíssimos que pareciam impossíveis para o jeito que dançava, mas ela fazia tudo parecer fácil.
— Boa casa hoje — comentou, e Andrew apenas resmungou em resposta, sem tirar os olhos da pista.
David olhou para o amigo e seguiu seu olhar. Sabia que ele estava de olho na mesma mulher. Ruivas eram o tipo de Andrew, e quando moravam juntos na faculdade, David sempre as encontrava na cozinha na manhã seguinte. Ele mesmo não tinha um tipo definido. Gostava de todos os formatos e tamanhos, desde que estivessem dispostas e interessadas. Claro que algumas o atraíam mais que outras, mas isso tinha mais a ver com o desejo aventureiro delas do que com o tamanho dos peitos ou a cor do cabelo.
— Tá vendo isso? — Andrew perguntou, sem desviar os olhos da pista.
— Vi. Reparei nela assim que entrei.
Andrew bufou e quase revirou os olhos, mas David percebeu e sorriu. Nenhum dos dois marcava território quando ambos se interessavam pela mesma mulher. Não era assim que funcionavam. Se os dois quisessem, dariam em cima dela, e quem ganhasse, levava. Nunca dividiram uma mulher, e só uma vez, bêbados, quase aconteceu. Mas no fim, David não quis "cruzar espadas", como ele mesmo dizia, e deixou Andrew aproveitar os "despojos da guerra".
— Nunca a vi aqui antes — comentou Andrew.
— Nem eu.
— É uma desvantagem transformar este lugar em clube exclusivo — murmurou Andrew antes de tomar um gole de uísque.
David assentiu e cruzou as pernas, apoiando um tornozelo no joelho oposto. — Podíamos começar com uma noite por semana — sugeriu. — E uma noite por mês em que os sócios podem trazer um convidado de graça.
Andrew tirou os olhos da ruiva na pista e olhou para David com as sobrancelhas erguidas, surpreso. Seu cabelo loiro-escuro estava penteado no começo do dia, mas agora estava um pouco bagunçado, caindo sobre a testa.
David sorriu enquanto Andrew ajeitava o cabelo para trás e se inclinava na direção dele, os olhos azuis brilhando de empolgação. Eles discutiam a ideia do clube exclusivo havia tanto tempo, com David sempre sendo o contra. Era claro que Andrew não esperava que ele mudasse de opinião.
— Tá falando sério? — Andrew perguntou, com um sorriso cada vez maior.
— Estou falando sério sobre expandir esta boate, torná-la o único lugar que vale a pena frequentar, o único que vale a pena ser sócio. E esse é um bom teste.
— Teste para quê? — Andrew perguntou, chegando mais perto, a ruiva na pista já esquecida.
— Fui ver aquele imóvel no Meatpacking District, e acho que tem um potencial enorme.
Os olhos de Andrew se arregalaram, e seu sorriso se alargou. David não conseguiu evitar sorrir também. Eles analisavam números e procuravam um lugar para expandir havia tanto tempo que Andrew provavelmente achava que nunca ia acontecer. Mas David nunca desistiu da ideia. Tinha alertas configurados com vários corretores e visitava três ou quatro imóveis por semana, até que finalmente um galpão entrou no mercado e se encaixou perfeitamente no que procuravam.
— Qual?
— Esquina da 14th com a 9th.
— O antigo mercado de frutas?
David assentiu. O mercado de frutas estava fechado havia quase uma década, mas, quando funcionava, o galpão imenso ocupava quase meio quarteirão e era um dos principais pontos de movimento da cidade.
— Aquele lugar era enorme! — Andrew disse, e sua expressão antes satisfeita se transformou em algo mais cético.
— Pois é — David concordou, assentindo devagar. — Parte da frente para o público geral, os fundos para sócios, o andar de cima para VIPs, o porão para atividades fechadas.
Andrew deu uma risada e se recostou na poltrona, olhando para a pista, onde a ruiva chamava ainda mais atenção do que antes. — Salas de sexo? — brincou, e David sorriu.
— Estava pensando mais em pôquer de apostas altas, blackjack, dados.
— Você quer que a gente tire licença de jogo também? — Andrew perguntou, surpreso, sem conseguir disfarçar na voz.
— Olha, se vamos fazer isso, temos que fazer direito. Não existe nenhum lugar em Manhattan que ofereça o que a gente poderia oferecer naquele prédio. Nenhum que chegue perto do nível de entretenimento que a gente vai disponibilizar, tudo sob o mesmo teto, e eles vão implorar para serem sócios!
Andrew se virou para David como se quisesse conferir se ele estava brincando, mas David estava sério, e o sorriso de Andrew se alargou até ficar quase malicioso.
— No Meatpacking District?
— É um bairro em crescimento. Com todas as empresas de tecnologia se mudando para lá, eles têm mais dinheiro sobrando do que qualquer outro grupo, tirando os corretores, mas são jovens e burros o suficiente para querer gastar.
— Você tá falando sério mesmo, né? — Andrew disse, e David deixou escapar um sorriso, depois assentiu devagar. Andrew comemorou.
Pulou da poltrona e segurou os ombros de David, sacudindo-o de empolgação. David o empurrou, rindo, ajeitou a camisa e passou a mão pelo cabelo bagunçado. Andrew atravessou o escritório até um pequeno armário de bebidas e serviu mais uma dose. David o observou encher um segundo copo, mas voltou a atenção para a ruiva e percebeu que tinha uma forma bem melhor de comemorar aquele momento.
Levantou-se da poltrona, abotoou o paletó e pegou o copo que Andrew estendia ao voltar para o seu lado.
— Ao ataque — disse Andrew, erguendo a bebida.
— À busca — David respondeu, erguendo o copo também.
— Ao encontro — Andrew completou, sorrindo.
— E a nunca desistir — David finalizou a frase do poema favorito deles, uma citação que sempre repetiam ao dar novos passos, ao embarcar em novas aventuras, como um contrato verbal de sempre ultrapassar limites.
Os dois tomaram o uísque de uma vez, e David empurrou o copo contra o peito de Andrew, que o segurou com uma mão.
— E falando nisso, tem uma ruiva lá embaixo implorando por atenção de verdade.
Andrew riu e se aproximou da janela. — Quando você fracassar, eu desço e dou a ela o que nós dois sabemos que você não consegue.
David não respondeu, apenas sorriu ao sair da sala e descer de volta para a boate. Às vezes ele ganhava, às vezes Andrew ganhava. Não havia rivalidade ou mágoa quando o assunto era sexo, mas isso não significava que ele ia desistir sem dar o seu melhor.
A música da boate vibrava em seu peito enquanto ele se espremia entre a multidão no bar e depois na pista. Seus olhos estavam fixos na ruiva o tempo todo, mas ela só o notou quando ele estava a poucos passos de distância. Gostou de ver como o ritmo dela vacilou ao observá-lo se aproximar. Ela passou a mão pelo cabelo, ajeitando-o, e parou de dançar quando ele parou na sua frente.
Estava prestes a dizer algo, mas então viu os olhos dela percorrerem seu rosto e pararem na sua boca. Sua língua apareceu, passando pelo lábio superior, antes de ela sorrir e erguer uma sobrancelha. David estendeu a mão, com a palma para cima, em um convite, e esperou. Mal completou duas batidas do coração antes de ela pegar sua mão, e ele a puxou para mais perto. A outra mão dela pousou em seu peito, e ele a envolveu com os braços, segurando sua mão contra a parte de cima da bunda. Inclinou-se, encostou a têmpora na dela, e sua boca ficou bem perto do ouvido dela quando falou. Sentiu um tremor percorrê-la enquanto os dedos dela apertavam sua camisa, agarrando-a com força.
— Vamos sair daqui — disse.
— Sim — ela respondeu, ofegante.
Era só isso, só o que ele precisava dizer e ouvir. Virou-se e a puxou atrás de si pela boate, parando apenas o tempo suficiente para olhar para a janela, onde sabia que Andrew estava observando.
Sentiu-se invencível ao passar pela fila na entrada. Deixou para trás a multidão que lutava para entrar em sua boate, abriu a porta traseira de um carro de luxo e a ajudou a entrar. Subiu depois dela, abriu o paletó e se virou para olhá-la com um sorriso. Porra, como ele amava a vida. Amava cada detalhe dela e queria extrair cada gota de alegria que pudesse.
— Onde você mora? — perguntou.
— Brooklyn.
— Em que rua?
— Clinton com Montague.
David se virou para o motorista e se inclinou um pouco para a frente. “Entendeu, Matt?”
“Sim, senhor, Sr. Baker”, disse o motorista, e o carro começou a se mover.
David se recostou no banco e apertou um botão na porta para subir o vidro de privacidade atrás do banco do motorista. Depois, virou-se para a ruiva, que o observava, ainda sem conseguir tirar os olhos da boca dele. Ele abriu mais o sorriso, passou a língua pelos lábios e adorou ver as maçãs do rosto dela corarem.
“Vem cá”, disse ele, puxando a mão dela, mas a mulher não precisou de mais incentivo.
Ela se virou no banco, apoiou um joelho no couro macio, levantou o vestido justo e brilhante que usava e montou no colo dele. As mãos dele foram direto para os quadris dela, depois para a bunda, e ele a puxou para perto. Tão perto, e com a luz fraca da rua entrando pelas janelas escuras, ele achou que o vestido era azul-marinho, mas não tinha certeza e não estava com cabeça para descobrir. Já estava meio duro desde que a viu, no segundo em que entrou na boate, e sabia que não demoraria para estar estourando dentro da calça.
Ele a puxou para si e passou uma mão pelas costas dela, segurando a nuca antes de puxá-la para um beijo quente. Ela correspondeu a cada movimento, as línguas duelando pelo controle, mas essa não era uma batalha que David perderia. Enfiou a mão no cabelo dela, agarrou um punhado e puxou a cabeça dela para trás, levando os beijos para o pescoço. Ela segurou os ombros dele e arqueou as costas, oferecendo os seios para ele. Ele enfiou os dedos na parte de cima do vestido e puxou para baixo, até revelar os seios, e sorriu ao perceber que ela não usava sutiã.
Abaixou a cabeça e devorou cada seio, lambendo, chupando, mordendo cada centímetro enquanto os quadris dela começavam a se remexer contra o pau duro dele. As mãos dela desceram pelo peito dele, e ela puxou o cinto. Ele se afastou dos seios para olhar para baixo. Os dedos ágeis dela abriram o cinto o suficiente para chegar no fecho da calça e no zíper, abrindo só o necessário para enfiar a mão e segurar o pau dele.
Ficou observando ela o masturbar por um instante. A cabeça do pau aparecia enquanto ela girava o punho para ter melhor pegada, e ele olhou para cima e viu que ela sorria, como se aquilo fosse uma vitória. Ele apertou mais o cabelo dela e a puxou para outro beijo, depois segurou o pulso dela e tirou a mão do pau. Ouviu o gemido abafado de irritação dela, mas o som sumiu quando ele enfiou a mão por dentro do vestido, subindo pela coxa até chegar na boceta.
Teve vontade de jogar a cabeça para trás e uivar para a lua quando sentiu a boceta lisa e molhada esperando por ele. Ela não era do tipo que usava calcinha, e ele apoiava totalmente a decisão. Passou o polegar no clitóris, acompanhando o ritmo da língua na boca dela, até que ela começou a se contorcer nas mãos dele, pedindo para ir mais fundo, mas ele não queria estragar a surpresa para o pau dele sentindo demais com os dedos.
Empurrou-a um pouco para trás, ignorou os protestos enquanto tirava o pau da calça e pegou uma camisinha no bolso pequeno da porta. Ela parou de reclamar quando ele rasgou a embalagem com os dentes, e até tirou a camisinha das mãos dele para colocá-la no pau, já vazando, com algumas estocadas firmes.
David mordeu o lábio inferior enquanto ela segurava a base do pau e se ajeitava nos joelhos para se posicionar. As mãos dele estavam nos quadris dela, os dedos curvados apertando a bunda, e ela tinha uma mão no ombro dele enquanto passava a cabeça do pau pelas dobras molhadas até encontrar a entrada. Ela o recebeu alguns centímetros, balançando para frente e para trás na ponta do pau, depois segurou o pescoço dele com as duas mãos, e o corpo inteiro dela ficou imóvel.
Sentiu ela ficar tensa e esperou pelo sinal. Então, os olhos dela se abriram e foram direto para a boca dele, e ele a penetrou. Ela jogou a cabeça para trás com um gemido rouco, e David deixou que ela sentisse, deixou que ela o sentisse, enquanto se deliciava com o calor úmido e apertado do corpo dela. Ela o envolvia como veludo incandescente, e ele queria guardar cada detalhe na memória.
Quando ela levantou a cabeça com um sorriso torto, ele quase teve certeza de que ela já tinha gozado. Mas então ela começou a se mexer, usando os joelhos e os quadris para cavalgá-lo até o esquecimento. David não estava acostumado a ser um participante passivo em qualquer tipo de atividade sexual. Porra, até quando uma mulher engolia o pau dele, ele segurava a cabeça dela, guiava os movimentos, metia na garganta. Mas com essa ruiva, tudo o que podia fazer era se segurar. Aqueles movimentos que ela exibia na pista de dança, os que chamavam a atenção de todo mundo na boate, agora se manifestavam enquanto ela o recebia, rebolando e se contorcendo no pau dele, apertando e o mantendo fundo a cada estocada lenta.
Ele queria virá-la de costas e meter nela com força, mas o que ela estava fazendo com ele era algo que nunca tinha sentido antes. Apertou mais os quadris dela e tentou ajudá-la, mas ela arrancou os dedos dele do corpo e os pressionou no banco, um de cada lado dos joelhos.
David fechou os olhos e inclinou a cabeça para trás para absorver tudo. Sentia os seios dela se movendo contra o peito, a boceta engolindo o pau, e os gemidos suaves quando ele chegava até o fundo o deixavam louco.
“Porra”, xingou quando percebeu que estava prestes a gozar.
Não era assim que deveria acontecer. Ele deveria fazê-la gozar primeiro, talvez até uma segunda vez, antes de se entregar. Mas a onda de prazer que crescia atrás das bolas não ia a lugar nenhum. Puxou as mãos dela e cobriu um dos seios, enquanto a outra mão ia para o clitóris, apressando o orgasmo dela. Levantou o seio até o rosto, chupou o mamilo duro e meteu os quadris para cima, levando-a junto.
Estava quase pensando que ia estragar tudo quando a boceta dela ficou tão apertada. Ela estava inundada de prazer quente e úmido, e ele parou de tentar se segurar. Puxou-a contra si, enterrou o rosto no pescoço dela e a levou até o fim, só algumas estocadas depois do próprio orgasmo dela.
David caiu de volta no banco, com ela caída sobre o peito. Os dois respiravam com dificuldade, e ele soltou as mãos do corpo dela. Elas caíram frouxas no banco enquanto ele tentava puxar ar suficiente para o cérebro entender o que tinha acabado de acontecer. Ele tinha a intenção de comer ela, não de ser comido, mas agora estava fundo dentro dela e não tinha certeza se queria sair. Era uma sensação estranha, e ele nem conseguia entender o que aquilo significava.
Ela não parecia ter o mesmo dilema. Apoiou as mãos no banco, ao lado dos ombros dele, e se levantou. Sentou-se no próprio lado e ele virou a cabeça para olhá-la enquanto ela se ajeitava. Passou os dedos pelo cabelo, colocou os seios de volta no vestido e passou a ponta do dedo pelo lábio, depois olhou para ele e sorriu.
David sentiu como se tivesse levado um soco no peito e abriu a boca para dizer alguma coisa, qualquer coisa, mas nada saiu, nem mesmo o ar que prendia. Ela se inclinou e ele viu a mão dela diminuir a distância entre os dois e pousar no joelho dele, dando uns tapinhas leves.
Então viu o pau mole, ainda coberto pela camisinha cheia, brilhando com o gozo dela, e rapidamente a tirou. Ouviu o risinho dela e olhou para ela enquanto enrolava a camisinha num lenço de papel e a colocava no bolso da porta. Ajustou a calça, enfiou a camisa para dentro e fechou o cinto. Passou a mão pelo cabelo e depois alisou a frente da camisa, mas se sentiu completamente perdido.
Não sabia o que tinha acontecido para virar o jogo, mas ela definitivamente tinha levado a melhor nessa troca, e ele não sabia o que pensar sobre isso. Era nessa hora que ele geralmente tinha que tirar a mulher de cima dele, ou do pau. Onde mencionava casualmente que estava viajando a trabalho e não estaria disponível para outros encontros. Onde deixava escapar que estava saindo com outras mulheres. Mas essa ruiva olhava pela janela como se estivesse esperando o sinal abrir para pular fora.
Foi só então que percebeu que nem sabia o nome dela. Ele lembrava o nome das outras mulheres com quem tinha transado? Não, com certeza não. Mas sabia o nome delas em algum momento.
“Ah, aqui está bom”, disse ela, e ele viu a mão dela se mover para a maçaneta da porta. Percebeu que ela estava mesmo prestes a pular do carro.
“Espere”, disse David, estendendo a mão para segurar o braço dela. Apertou o botão na porta de novo, e o vidro de privacidade desceu. “Já chegamos, Matt?”, perguntou, e o motorista olhou para trás pelo retrovisor.
“Faltam uns dois quarteirões, senhor”, disse Matt.
“Aqui está bom”, disse ela, e a mão dela se moveu contra a maçaneta.
“Cuidado!”, disse David, segurando o braço dela com mais força. “Pode parar em qualquer lugar aqui, Matt?”
“Um segundo…” O carro diminuiu a velocidade e parou. David percebeu que estavam em frente a um banco e uma fileira de lojas. Não era uma área onde imaginava que houvesse apartamentos. Olhou para a ruiva, que já tinha a porta meio aberta e um pé na calçada, mas olhava para ele com um sorriso.
“Obrigada pela carona”, disse ela, e ele sabia que ela queria dizer mais do que isso.
“Posso te ligar?”, deixou escapar, as palavras soando estranhas na boca dele, como se outra pessoa as tivesse dito.
“Não, obrigada.”
A voz dela era calma e doce, como se ele estivesse oferecendo um petisco que ela não queria, e ele quase não entendeu o que estava acontecendo. Ela abriu mais a porta, saiu completamente, e ele foi obrigado a soltar o braço dela. Então, com uma mão na porta e a outra no teto do carro, ela se inclinou, dando a ele uma última visão deliciosa dos seios, soltos dentro do decote baixo do vestido. Ele se perguntou se ela estava brincando com ele e se ia convidá-lo para um drinque, e sentiu o pau dar uma leve estremecida na calça. Mas ela só sorriu, piscou e disse “Tchau!”.
Depois, deu um passo para trás, bateu a porta e foi embora. David a observou por um minuto, até ela virar a esquina e sumir de vista, então se recostou no banco e soltou um suspiro pesado.
“De volta ao Vault, senhor?”, perguntou Matt, olhando para ele pelo retrovisor.
“Não, para casa. Me leve para casa.”
“Sim, senhor.”
O carro se afastou do meio-fio, e David não conseguiu evitar olhar por cima do ombro na direção em que a ruiva tinha ido, mas não havia mais nada para ver. Virou-se para frente, fechou os olhos e tentou não se deliciar com as sensações que ainda percorriam o corpo.
O pau dele já estava meio duro de novo, e ele se perguntou se ela ainda estaria ao lado dele se a tivesse levado para o apartamento em vez de para o Brooklyn. Mas logo afastou esse pensamento. Nunca levava mulheres para o apartamento. Era o único refúgio dele. Mal convidava Andrew, e o conhecia há mais de duas décadas.
Não, agora não era hora de mudar as coisas. Estava satisfeito com o que tinha conquistado e como tinha conquistado, então ficar remoendo uma boceta qualquer não ia ser a ruína dele. A cidade tinha mais de quatro milhões de pessoas. Era boceta que não faltava. Não precisava repetir o prato.
Deu uma risadinha e pegou o olhar divertido de Matt no retrovisor. Sorriu de volta e olhou pela janela enquanto os prédios baixos do Brooklyn davam lugar aos arranha-céus de Manhattan, permitindo-se reviver rapidamente o que tinha acabado de acontecer, algo que sabia que ia revisitar muitas e muitas vezes.