Noite de Jogos

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Resumo

A noite de jogos em família toma um rumo proibido quando uma jarra de ponche batizado deixa todos sem inibições.

Status
Completo
Capítulos
28
Classificação
5.0 5 avaliações
Classificação Etária
18+

Chapter 1

Josh

“Qual é, cara, só cinquenta por esse saquinho. Tô praticamente dando de graça.”

Eu olho para o saquinho de sanduíche contendo uma linha fina de pó branco. Tem um brilho oleoso que faz parecer quase perolado. Um carimbo rosa com um cupido nu segurando arco e flecha está borrado em um dos cantos.

“O que é isso mesmo?”

Rudy dá de ombros. “Um pouco de Molly, um pouco de coca, uma mistura secreta de temperos pra deixar qualquer mina animada. O cara que faz chama de ‘rapture’, mas sério, foi com essa porra que eu fiz a Amber deixar eu meter no rabo dela. Funcionou em minutos, cara. Trinta pelo saquinho é uma pechincha. Eu ando vendendo esses bebezinhos por cento e cinquenta. Esse é o meu último.”

Claro, ele vendeu todos os outros por cento e cinquenta, mas ia me fazer um preço de banana de cinquenta por um pó mágico que faz qualquer mina querer te dar? Rudy tava de papo furado. Provavelmente era um pouco de coca misturada com uma porrada de bicarbonato de sódio.

“Não sei, cara. Eu nem tenho namorada agora. Pra quem, porra, eu vou usar esse seu pozinho mágico? Além disso, tô juntando grana pra um portátil. Talvez o Rog, talvez o Steamdeck. De qualquer jeito, perder cinquenta contos vai me atrasar muito nisso. Tô fora.”

A cara do Rudy fecha. “Tô fazendo esse negócio especial pra você, Josh, porque a gente é chegado faz tempo e porque você é meu melhor cliente pra comprar erva. Qual é, esse é o último que eu tenho pra vender e tô com pressa.”

Eu balanço a cabeça. “Se você tiver erva, eu compro um grama ou um baseado se tiver, mas não vou gastar mais de vinte pratas.”

“Josh! Você tá em... Ah, oi Rudy, não sabia que você estava aqui.”

Eu sorrio pra minha mãe enquanto ela fica parada sem jeito na porta do meu quarto.

“Oi, Sra. Smith! Tá muito bonita hoje,” diz Rudy empolgado. Eu reviro os olhos. Ele sempre dá em cima da minha mãe. Puta que pariu, todo mundo dá em cima da minha mãe. Ela tem quarenta e dois anos e parece ter mal trinta. O cabelo loiro macio dela é quase branco acinzentado, ela tem olhos azuis brilhantes e um corpo bonito. Ela não é tão baixa quanto minha irmã Cammie, mas é mais alta que a maioria das mulheres adultas que eu conheço.

E por mais estranho que pareça, minha mãe tem peitos ótimos. Tipo, peitos incríveis. Eles são empinados e redondos, e eu fico vendo eles balançarem enquanto ela limpa a casa no domingo porque ela não usa sutiã nos fins de semana quando está em casa.

Mamãe sorri sem jeito para o Rudy.

“Obrigada, Rudy. Você vai ficar pro jantar? Hoje é nossa noite de jogos em família e vamos pedir pizza!”

Rudy me lança um olhar malicioso: “Não, Sra. Smith. Tenho que ir. Tenho lugares pra ir e gente pra encontrar.”

“Tudo bem, então. Josh, eu só vim aqui checar se seu quarto está limpo. Obrigada por colocar todas as roupas no cesto. Talvez, se você estiver se sentindo disposto, pudesse descobrir como colocar na máquina de lavar sozinho?”

Eu concordo, passando a mão pelo meu cabelo loiro escuro algumas vezes. “É, vou dar um jeito nisso. Desculpa.”

“Não precisa pedir desculpas. Mas falando sério, você e a Cammie já têm idade suficiente pra lavar a própria roupa agora. Eu só tenho duas mãos e o dia tem um limite de horas. Enfim, parei de pegar no seu pé, vou deixar vocês à vontade.”

Rudy levanta e vai até a porta. “Vou descer com a senhora, Sra. Smith. Também preciso ir.”

Olhando para o Rudy com desconfiança, eu levanto também e sigo os dois escada abaixo. Mamãe vira para a sala de estar, enquanto o Rudy vai para a cozinha. Ele gosta de usar a porta dos fundos para entrar e sair. Eu me certifico de que ele realmente está indo para a cozinha antes de virar para descer até o porão.

Atravesso o cômodo extra até os fundos, onde ficam a lavadora e a secadora. Até dois anos atrás, esse porão era sinistro pra caralho. Era escuro e úmido, com paredes e chão de cimento, e quase nenhuma iluminação. Dois anos atrás, logo antes de eu fazer dezesseis, meu pai reformou tudo. Passamos o verão inteiro colocando drywall e carpete. Um dos amigos dele do trabalho cuidou da parte elétrica. Os móveis do andar de cima vieram pra cá e a mamãe comprou sofás novos e outras coisas para a sala de estar.

Cammie e eu usamos o espaço principalmente para ver filmes quando a mamãe e o papai querem "tempo a sós" lá em cima pra ver aqueles programas de TV deles, que são chatos pra cacete. Tem um limite de programas policiais que eu consigo aguentar por noite.

É também onde fazemos nossa noite de jogos em família semanal. Podemos fazer o barulho que quisermos aqui embaixo sem incomodar os vizinhos. Às vezes o clima esquenta no Banco Imobiliário.

Deus, espero que a gente não jogue isso hoje. Eu odeio pra caralho Banco Imobiliário. Sempre perco.

Eu arrasto meu cesto de roupa suja para o quartinho e começo uma lavagem, depois me jogo no sofá do cômodo extra, ligo a TV de tela grande e coloco num canal de esportes. Não pretendo assistir, só preciso de barulho enquanto fico de bobeira no celular.

A visita do Rudy me deixou num estado estranho. Tô irritado por ele ter insistido tanto pra eu comprar aquela porra de "rapture". Tô irritado por ele ter ficado olhando pra minha mãe. E tô muito irritado por ter ficado pensando nos peitos da minha mãe. Como um trecho de música que não sai da cabeça, tudo o que eu conseguia imaginar era como os peitos dela balançavam enquanto ela limpava as janelas da sala no fim de semana passado.

O que sempre me leva a pensar no fato de que eu costumava mamar naqueles peitos gostosos quando era bebê.

Cara, queria lembrar como era. Queria poder agarrar um punhado daqueles peitos e apertar. O que me leva a pensar em como não é justo que o papai possa brincar com eles e ninguém mais possa.

Eu reviro os olhos e navego pelo feed de notícias, tentando ignorar meu tesão pra que ele vá embora.

“E aí, seu viado?”

Meu grito é um vexame. Sento rapidamente, agarro a almofada mais próxima e taco em cima da minha virilha.

“Não chega de fininho assim, porra!” eu rosno para a Cammie.

Ela ri como a pestinha que é. “Eu não tava chegando de fininho. Eu desci as escadas como sempre faço. Você que não estava prestando atenção. Meu Deus, você tá batendo uma? Tá de pau duro? Seu rosto tá tão vermelho.”

“Vai se foder,” eu sibilei, meu pau ficando mais duro só de pirraça.

Os passos pesados do meu pai descem as escadas e isso ajuda bastante a minha situação. Relaxando de volta nos estofados do sofá, guardo meu celular no bolso e encaro a Cammie, que se senta no poltrona dupla oposta ao sofá.

Papai já está com roupas casuais, o que significa que ele deve ter chegado em casa pouco depois de falar com a mamãe. Ele trabalha numa construção, então se ele não está de calça de obra e amarelo neon, ele está no modo folga.

“Vocês já escolheram os jogos?”

Cammie não tira os olhos da tela do celular quando responde: “Acabei de chegar.”

Mamãe termina de descer o último degrau carregando uma jarra de suco vermelho, uma pilha de copos de plástico e uma bandeja de petiscos que não é grande o suficiente para alimentar nós quatro. Especialmente se eu for comer dela.

Quando Cammie percebe que tem comida, ela abandona o grupo de mensagens. Todos nós avançamos na bandeja enquanto a mamãe enche os copos com o suco.

“Certo, gente. O que vamos jogar primeiro?”

Estou com a boca cheia de fatias de queijo e bolachas, então não consigo responder de imediato. Sei que isso vai me custar caro, porque a Cammie imediatamente grita: “Banco Imobiliário!”

Mastigando o mais rápido que posso, balanço a cabeça e começo a tossir por causa das bolachas secas. Mamãe enfia um copo de suco nas minhas mãos e eu tomo metade de uma vez só.

“Nada de Banco Imobiliário! Já sofri demais semana passada!”

Papai ri, aquele babaca. Ele sempre fica com as propriedades mais caras.

Dando outro gole no suco, franzo a testa por um momento. Olho para o copo, confuso. O gosto está um pouco estranho.

“Desde quando a gente toma suco?” pergunta Cammie, dando um bom gole na bebida dela.

Olho para o lado e vejo o papai esvaziando o copo.

“Não tô reclamando. Não bebi água suficiente na obra hoje. Tô sentindo agora. Enche o meu de novo, querida.”

Mamãe enche o copo do papai novamente e dá de ombros: “Tinham acabado com o de limão, então comprei esse de frutas. Pensei que seria divertido tentar algo diferente. É concentrado congelado, mas é marca própria do mercado.”

Ah, é isso então. Provavelmente alguma coisa estranha com corante vermelho deixando o gosto esquisito. Dou outro gole e coloco meu copo na mesa de centro.

“Certo, vamos jogar Yahtzee primeiro.”

“Eu apoio,” diz papai com um aceno. “Jogo clássico.”

“Tanto faz,” resmunga Cammie. “Beleza.”

Mamãe pega a caixa na prateleira e começa a tirar as cartas e os lápis quando meus músculos começam a relaxar. Balanço a cabeça, piscando algumas vezes para limpar a visão.

Que porra foi essa?

E por que estava ficando quente aqui?

Não pode ser, o porão é sempre gelado.

Olho para a Cammie. As bochechas dela estão coradas. Papai puxa a camisa para abanar um pouco. A mamãe não parece incomodada, no entanto.

Estranho.

Espero não estar ficando doente.

“Quem começa?”

“Eu!” Cammie grita, pegando os dados e o copo.

Aff.