PRÓLOGO
— FELIZ aniversário, Henry! — Lia o cumprimentou com um sorriso. — Aqui está o meu presente para você. — Ela entregou a ele uma sacola de papel com o presente.
Henry era o melhor amigo de seu irmão mais velho, Teodore, e era seis anos mais velho que ela.
Ela tinha ido vê-lo no quarto de hotel onde ele estava hospedado.
Ele estava se preparando para a comemoração do seu aniversário de 21 anos, que aconteceria mais tarde no salão de festas do hotel. — Nossa, uau! Obrigado, garotinha! — disse Henry ao pegar a sacola. Ele imediatamente lhe deu um abraço e bagunçou seu cabelo de forma brincalhona.
— Eesshhh... Não faz isso! — ela reclamou, ajeitando o cabelo longo enquanto se olhava em um espelho próximo.
Henry riu dela. Ele colocou a sacola de papel sobre uma mesa e se aproximou de Lia. — Não fazer o quê? Bagunçar seu cabelo? — Ele o bagunçou de novo. — Mas eu sempre fiz isso com você, desde quando era pequena — ele a lembrou.
— Não! Para com isso, Henry! Estou feia agora. — Ela fez um bico para seu reflexo no espelho.
— Claro que não! — ele disse, olhando para ela através do espelho.
— Sério? — ela perguntou.
— Sim! Você é adorável, Lia. Para mim, você sempre será a garota mais linda do lugar.
Lia sorriu com as palavras dele.
Um momento depois, ele passou o braço pelos ombros dela. — Está tudo bem agora?
Ela assentiu.
— Você é a minha garotinha, afinal. É claro que você é linda para mim. — Ele apertou o nariz dela de brincadeira.
Ela se soltou do braço dele e se virou para encará-lo. — Você pode parar de me chamar de garotinha a partir de agora?
— Por que não?
— Porque eu não sou mais uma criança. Pare de me tratar assim. Eu já tenho quinze anos.
Ele sorriu para ela. — É por isso que você não me chama mais de Kuya?
— Não é por isso.
— Então é por quê?
— Porque eu quero que você me chame de... — Ela disse em voz baixa, desviando o olhar.
— Te chamar de quê?
Ela se virou para encará-lo novamente. — Eu gosto de você, Henry. Eu te amo! Você me ama?
Demorou um bom tempo até ele responder. Ele olhou diretamente nos olhos dela. — Eu amo.
— Sério? — Os olhos dela pareciam brilhar com a confissão dele.
— Sim. Eu te amo. Eu trato você como uma irmã, não é?
— Não. Eu quero que você me ame mais do que isso.
— Não. Eu não posso, Lia. Sinto muito.
Ela sentiu uma onda de tristeza com as palavras dele. — Por quê?
— Porque eu tenho uma namorada.
— O quê?
Henry estava prestes a dizer algo mais quando ouviram uma batida na porta.
Instantes depois, uma mulher entrou.
— Aí está ela — ele disse.
* NOTA: Definição
KUYA - Irmão mais velho / Pessoa mais velha (menino)
ATE - Irmã mais velha / pessoa mais velha (menina)