RABID LOVE (UM DARK ROMANCE AGE GAP 🌶️🌶️🌶️🌶️🌶️)

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Resumo

"Eu quero quebrar o pescoço dela ou encher a boca dela com o meu pau." Era um impulso violento e dicotômico — pura destruição ou pura posse. Uma corrente elétrica familiar estalava na ponta dos seus dedos, uma dor fantasma, um fio desencapado implorando para ser aterrado. Era a mesma sensação que rastejava sob sua pele antes de uma luta na arena. Ele a acalmava com um movimento inconsciente e praticado, passando a ponta do polegar sobre o dedo indicador, um tique sutil que desmentia a tempestade que rugia por trás de sua máscara estoica. Era um ritual de controle, uma forma de prender a fera antes que ela fosse libertada. **Roman Volkov não coleciona vadias. Ele as quebra.** Um bilionário recluso com um passado manchado de sangue, ele vê o mundo através de olhos vazios e mortos — até que Maya Serin, sua nova assistente, ajoelha-se em seu chão para limpar uma bagunça que ele fez deliberadamente. Ela olha para ele sem medo, e a fera dentro dele desperta com um rugido. Ela é doce. Inocente. Obediente. Tudo do que ele deveria se afastar. Tudo o que ele agora deseja devorar. Assombrado por uma fome violenta que não consegue controlar, Roman trava uma guerra contra sua própria escuridão, afastando-a com crueldade enquanto a possui em fantasias nas quais ele nunca pode agir. Mas quando Maya ousa amar o monstro, ela estilhaça cada muro que ele construiu — e liberta uma força que ou consumirá a ambos, ou forjará algo impossivelmente belo a partir dos destroços.

Status
Completo
Capítulos
35
Classificação
4.8 17 avaliações
Classificação Etária
18+

KILL SHOT

ROMAN

"Eu quero quebrar o pescoço dela ou encher a boca dela com o meu pau."

Era um desejo violento e dicotômico — pura destruição ou pura possessão. Uma corrente elétrica familiar estalava na ponta dos seus dedos, uma dor fantasma, um fio desencapado implorando para ser aterrado. Era a mesma sensação que rastejava sob sua pele antes de uma luta no ringue. Ele a acalmou com um movimento inconsciente e praticado, passando a polpa do polegar sobre o dedo indicador, um tique sutil que desmentia a tempestade que rugia por trás de sua máscara estoica. Era um ritual de controle, uma forma de prender a fera antes que ela fosse libertada.

“Sr. Volkov.” A voz de Alexandra era uma lâmina fria e eficiente, cortando seu raciocínio. “Esta é Maya Serin. Ela é sua segunda assistente pessoal. Ela acabou de chegar hoje.”

O olhar de Roman, com as pálpebras pesadas, levantou-se dos relatórios financeiros em sua mesa. Ele percorreu a mulher parada à sua frente, e uma onda violenta do que ele só poderia descrever como um desprazer prazeroso apertou seu estômago. Ela tinha olhos arregalados, era inegavelmente bonita, com uma cascata de cabelos pretos como tinta e um rosto que ainda guardava os últimos vestígios de suavidade juvenil. Ela estava olhando para ele. Não, ele se corrigiu com um sobressalto de nojo interno. Ele *precisava* que ela olhasse para cima, para ele. De preferência, de joelhos.

A imagem foi instantânea e devastadoramente clara: ela no chão, seus olhos arregalados olhando para cima, para ele, com uma mistura de medo e reverência. Ele afastou o pensamento fisicamente, com um leve movimento de desdém da cabeça, e deixou seus olhos caírem de volta para os papéis. “Café. Puro. Sem açúcar. Se não estiver na temperatura precisa, pode fazer as malas.” Sua voz estava desprovida de emoção, um tom monótono, plano e autoritário.

Ele não a viu sair, mas estava perfeitamente ciente do roçar suave de seus sapatos sensatos no chão polido. Ele se pegou contando os segundos, um exercício inútil que denunciava seu foco fragmentado. Será que ela saberia onde ficava a cozinha? Será que ela seria esperta o suficiente para perguntar?

Sete minutos e meio depois, ela estava de volta. A xícara que ela colocou em sua mesa era de um café que ele não reconheceu, talvez de origem única, mas o aroma era rico e convidativo. Ele não tocou nela imediatamente. Em vez disso, deixou que seus olhos desviassem para ela. Ela estava parada ali, com as mãos cruzadas à frente, uma confiança silenciosa em sua postura. Ele envolveu a cerâmica com os dedos. Estava quente. Ele a levou aos lábios. Estava perfeita. Oitenta graus, exatamente do jeito que ele gostava. O sabor era excelente — suave, com um toque de chocolate amargo e sem amargor.

Porra. Obediente *e* competente. Uma combinação perigosa. *Não. 23 anos. Jovem demais. Frágil demais.* Ele recitava os fatos da ficha dela em sua cabeça como um mantra, um escudo contra a atração que sentia.

Enquanto ele colocava a xícara de volta no pires, um pequeno sorriso tocou os lábios dela. Não era servil ou sedutor, apenas genuíno. “Espero que esteja ao seu gosto, Sr. Volkov”, disse ela, com a voz suave, mas clara. “É uma honra trabalhar com o senhor.”

O canto de seu próprio lábio se curvou apesar de si mesmo, um raro fantasma de sorriso. “Veremos quanto tempo esse sentimento dura”, ele provocou, as palavras soando como um estrondo baixo. E então, como um golpe físico, o desejo voltou, mais potente do que antes. A necessidade de vê-la de joelhos era uma fome primitiva e corrosiva.

Ele agiu antes que a barreira de seu autocontrole pudesse se formar totalmente. Com um movimento pequeno e deliberado, ele empurrou a xícara cheia. Ela tombou, uma cascata escura de café espirrando no chão imaculado. Ele esperava um suspiro, um sobressalto. Não obteve nenhum.

“Está tudo bem, Sr. Volkov. Eu limpo”, disse ela, com um tom surpreendentemente tranquilo. Do bolso de seu vestido de linho simples e barato — um vestido que Roman odiava por gostar tanto de sua graça despretensiosa — ela tirou um maço de guardanapos, provavelmente de um café no aeroporto. Ela se ajoelhou. Sem hesitação. Sem um pingo de constrangimento, ela se ajoelhou no chão de seu escritório vasto e opulento e começou a limpar a bagunça. Ela olhou para cima, para ele, da sua posição no chão, com um pequeno sorriso tranquilizador no rosto. “Tudo pronto, Sr. Volkov.”

Seu pau pulsou violentamente contra a rigidez de suas calças. *Três... dois... um... respira.* Ele cantarolava o mantra do ringue em sua cabeça, uma tentativa desesperada de controle. Ela parecia requintada. Devastadora. Ele não conseguia tirar os olhos dos dela, grandes e luminosos, ou de seus lábios, macios e curvados naquele sorriso inocente. Ela tinha uma porra de um delineador escuro — acho que era kohl, ele pensou — na linha d'água, deixando seus olhos ainda maiores, mais vulneráveis. Isso o fazia querer foder a cara dela debaixo da mesa o dia todo, arruinar aquela inocência, reivindicá-la como sua.

Ele não respondeu. Ele não olhou para ela. Ele puxou uma gaveta e tirou a pasta fina que continha seu arquivo. Ele descobriria tudo o que precisava saber sobre Maya Serin no segundo em que ela saísse daquela porra de sala, impedindo seu corpo de agir por conta própria, de puxá-la para cima, de dobrá-la sobre sua mesa e fazer o que bem entendesse com ela.

“Saia. Volte em duas horas.” As palavras foram cortantes, rudes. Ele estava tentando ser um salvador, para ambos. *Não é a porra da garota de 23 anos, Roman. Você não é tão genérico e previsível assim, como os homens da sua idade.*

Quando a porta se fechou com um clique atrás dela e de Alexandra, ele finalmente se permitiu recostar na cadeira, sua mão descendo para o volume que pressionava indignado o zíper. A fantasia não era mais um pensamento passageiro; era um filme em alta definição passando atrás de suas pálpebras. As pernas de Maya abertas em sua mesa enquanto ele a devorava, mastigando seu clitóris enquanto ela chorava e implorava, suas lágrimas servindo como uma lubrificação doce. Era um cenário de dominação total, de consumi-la por completo. Mas isso simplesmente não ia acontecer. Ele não permitiria que acontecesse.

Ele bateu no interfone. “Alexandra. Adie meu compromisso das três. Diga para Cassandra estar pronta em dez minutos.”

Cassandra era a sua "breaking bitch". O pai dela, desesperado para selar uma fusão de milhões de dólares que não poderia pagar de outra forma, a ofereceu como moeda de troca. Roman aceitou. Ela foi treinada por ele, impiedosamente e, ele notou com um toque de tédio, de forma bastante eficaz. Ela estava endurecida demais agora. Disposta demais. Ela aceitava suas foda regularmente, no quarto de hóspedes que ele adaptou para esse propósito, nunca choramingando, nunca chorando. Era eficiente. Era funcional. Era bom o suficiente.

Mas hoje, enquanto estava parado diante dela, observando-a assumir a posição de quatro nos lençóis de cetim frios — disposta, treinada, loira, tão genérica, perfeitamente loira — ele não sentiu nada além de um vazio. Desejos por estagiárias de pescoço macio, cabelos pretos como tinta e olhos que não guardavam medo. Ele olhou para ela e viu o fantasma de Maya. Ele se afastou. Ele nem conseguia fingir.

Ele pegou as chaves de seu carro menos chamativo, um Audi preto, e partiu. Dirigiu por quarenta e cinco minutos, deixando as torres de vidro intocadas da cidade por um deserto industrial em ruínas. Era um bairro onde ele não deveria ser visto, um lugar de ferrugem e abandono que guardava as raízes podres e profundas de sua alma. Ele parou do lado de fora da cerca de arame de uma fábrica de azeite desativada, seu letreiro uma ferida desbotada e cancerosa. O prédio era um cadáver, mas, como qualquer cadáver, coisas rastejavam dentro dele.

Um homem surgiu das sombras do portão, silencioso como um espectro. Ele não falou, apenas destrancou o cadeado e segurou o portão aberto. Roman entrou. Lá dentro, o ar estava denso com o cheiro de suor, sangue e cerveja barata. Um homem com uma cicatriz dividindo o rosto da têmpora ao maxilar — Diablo, o gerente das lutas — o cumprimentou com um sorriso torto. Ele raramente falava. Ele apenas apostava em Roman sempre que ele entrava no ringue, uma vitória certa que ele nunca reconhecia.

“Vai me fazer ganhar dinheiro hoje, Sr. Volkov?” A voz de Diablo era um rosnado áspero. “A buceta não deu conta, parece.” Ele deu um sorriso presunçoso, uma provocação feita para irritar. Quando Roman apenas encarou de volta com olhos mortos e vazios, o sorriso de Diablo vacilou. Ele entregou a lista dos lutadores.

Roman examinou os nomes. Ele não se importava com recordes ou estilos. Ele procurou por um rosto. A foto de um jovem com cabelo curto e olhos escuros e raivosos o encarava. Carne fresca do circuito underground de Atenas. Ele não fazia ideia de quem era Volkov. Perfeito. Roman não lutava por dinheiro. Ele tinha mais dinheiro do que Deus. Ele lutava por uma porra de um alívio.

No vestiário improvisado, ele tirou sua camisa e calças de mil dólares, vestindo calções de luta gastos. Ele não pensou apenas em Maya enquanto enfaixava as mãos. Ele imaginou seu pai, um fantasma que ele nunca conseguiria exorcizar, dando-lhe um tapa no rosto antes de uma luta quando ele tinha apenas treze anos, gritando para ele ser um homem, ser um assassino. Ele o matou com seus próprios punhos quando tinha dezessete, dopado com a testosterona de nível equino que seu pai o forçava a tomar. Quando o efeito passou, ele não sentiu nada. Apenas um vazio frio e profundo que ele vinha tentando preencher desde então.

Ele entrou no ringue, um quadrado cercado de terra e sangue seco. A multidão, uma mistura de escória e ricos em busca de emoção, rugiu. Seu oponente, um homem-touro com belos olhos negros, rosnou para ele. *Pequena cadela. Você só olha para mim.* Sua mente ficou deliciosamente, terrivelmente quieta. Ele inclinou a cabeça para a esquerda, um estalo agudo ecoando de seu próprio pescoço enquanto ele relaxava a coluna. Três. Dois. Um. O sino tocou.

Ele deixou o homem acertar o primeiro golpe. Ele queria sentir. O punho maciço conectou-se com seu maxilar, e uma explosão de ferro salgado inundou sua boca. A dor foi uma chave girando em uma fechadura, libertando a fera. Ele deu um sorriso, o sangue manchando seus dentes. E então tudo se tornou um borrão. Uma fúria vermelha e rugidora o envolveu. Golpes no fígado que soavam como carne crua sendo socada. O estalo de mandíbulas. O *crunch* satisfatório de nós dos dedos sobre ossos. Ele estava perdido no ritmo da destruição, cada golpe uma purga. E ele estava muito duro.

Ele ficou parado sobre o lutador derrotado, um gigante agora choramingando e gemendo na terra. Ele cuspiu. Um globo de sangue e saliva caiu na poeira ao lado do rosto do homem. Ele saiu do ringue, o peito arfando, o fogo contido, mas não extinto. Ele encontrou o olhar de Diablo, que lhe deu um único aceno de respeito. O vencedor. E então ele se foi, de volta para a noite.

Quando ele entrou em sua vila uma hora depois, banhado e vestido com roupas escuras limpas, a adrenalina era uma dor surda em seus ossos. Ele a viu. Maya estava sentada em uma cadeira fora de seu escritório, com as pernas cruzadas, lendo um livro. Seu longo cabelo preto estava solto, sem a restrição de antes, uma cortina pesada caindo sobre seu ombro e descendo por suas costas. Ele parou bruscamente. A imagem do ringue — o rosto ensanguentado e rosnante — foi instantaneamente substituída por esta. Ele imediatamente imaginou suas palmas envolvendo aquelas mechas sedosas, puxando, possuindo.

Ela olhou para cima, sentindo sua presença. Ela se levantou imediatamente, o livro pressionado contra o peito como um escudo. Seus olhos se arregalaram ao notar seu olhar selvagem, a ferocidade persistente que nenhum banho poderia lavar. Mas ela ficou quieta. *Bom. Aquela boca poderia ser usada para algo melhor. Hipoteticamente.*

Ele entrou no escritório, deixando a porta entreaberta. Ela o seguiu alguns passos atrás, um modelo de discrição profissional. Ela não falou. Ela simplesmente colocou uma garrafa nova de água gelada na mesa ao lado do computador, com a tampa já aberta, um detalhe pequeno e atencioso. Seus olhos desviaram para ela, uma pergunta silenciosa. Ela deu um pequeno sorriso, apenas o canto de seu lábio se curvando deliciosamente para cima.

Não a jogue contra seu joelho e dê uma surra nela por sorrir para você como se você merecesse ser sorrido.

Ensine uma lição a ela.

Lembre a ela o que você é.

O comando interno era um rugido. Ele cerrou o maxilar com tanta força que os músculos de suas têmporas saltaram, e ele a encarou sem querer.

O sorriso dela vacilou, um lampejo de confusão e dor cruzando suas feições antes que ela abaixasse a cabeça. Ela tentou o sorriso novamente, um esforço corajoso e profissional, e saiu, fechando a porta suavemente atrás de si.

Ele desabou em sua cadeira de couro ergonômica e cara, encostando a cabeça e fechando os olhos. Tudo o que ele via eram os lábios dela. *Linda. Linda pra caralho. Não é o meu tipo. Eu prefiro quebrar. Eu quero quebrá-la contra uma porra de uma parede.* Seu pau pulsou em concordância dolorosa.

Ele pressionou a palma das mãos contra os olhos até ver estrelas. Então, com um suspiro gutural de derrota, ele abriu o zíper da calça e se libertou. Ele acariciou lentamente, a fantasia crescendo com precisão cruel. Ela de joelhos debaixo da sua mesa, sua mão enorme espalmada na cabeça dela como uma porra de uma coroa. Seus olhos arregalados e inocentes olhando para cima, para ele. Seus lábios.

Minha.

Não. Não é minha.

Porra.

Ele permaneceu na cadeira, o único som sendo sua respiração irregular, e acariciou seu pau. Ele imaginou a boca dela, o calor, a rendição, e gozou abruptamente, violentamente, seus quadris dando um solavanco final e possessivo. Ele pegou um lenço da caixa na mesa, limpou-se e, em um ato estranhamente íntimo, pegou a garrafa de água que ela havia trazido e bebeu metade de uma vez só.

Isso vai ser uma porra de um problema.

Ele abriu seu laptop, seus dedos, ainda cheirando levemente a almíscar, descansando sobre o teclado. Ele abriu a transmissão da câmera do lobby. Ela estava de volta em sua cadeira, lendo. *Que livro ela está lendo?* ele se perguntou. A pergunta era estranha para ele. Desde quando ele se importava com os livros que as mulheres liam? Ele deu zoom na capa. *As Lágrimas de Eros*, de Georges Bataille. Interessante. Ele esperava algum romance vazio. Ele abriu a ficha dela novamente. Uma graduação secundária em História da Arte e Estudos Curatoriais. Ela escolheu este emprego porque se alinhava com sua especialidade, trabalhando para um homem cuja vasta riqueza ilícita era parcialmente lavada através de um portfólio de empresas legítimas, incluindo uma prestigiosa consultoria de arte. Uma garota inteligente.

A ponta de seus dedos começou a formigar. A coceira estava de volta. *Coceira. Coceira. Não.* Ele fechou o laptop com mais força do que o necessário.

Ele apertou o interfone. “Alexandra, peça para Serin ir para casa mais cedo. Ela deve vir amanhã no horário certo.”

A voz respondeu instantaneamente. “Sim, Sr. Volkov. Será só isso?”

“Sim. É só isso por enquanto.”

Ele se desconectou e recostou-se na cadeira, olhando para a porta fechada. Ele a imaginou pegando suas coisas, saindo noite adentro, alheia à tempestade que havia despertado nele. A garotinha seria um problema. Um problema lindo, inteligente, competente e sorridente. E Roman Volkov, que resolvia todos os problemas com força bruta e eficiência implacável, não fazia a menor ideia do que diabos ia fazer com este.