Parto The Pleaser

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Resumo

Um coletor de mel comum chamado Parto recebe um aprimoramento místico e permanente após uma picada de cobra sobrenatural em uma caverna proibida. Transformado por uma "bênção" física de 50 cm, Parto evolui de um aldeão invisível para uma lenda local, despertando intenso fascínio e desejo entre as mulheres de Sukamaju neste folclore moderno.

Gênero
Erotica
Autor
Wakwaw
Status
Completo
Capítulos
111
Classificação
n/a
Classificação Etária
18+

Capítulo 1: Um mal que vem para o bem.

Nas profundezas dos penhascos irregulares de calcário das Colinas do Sul, existia um lugar que os moradores chamavam de "Caverna dos Sussurros". Não era apenas o vento que sussurrava; era o zumbido de milhares de abelhas selvagens que construíam suas colmeias no alto, nas sombras do teto da caverna. Este era o domínio de Parto. Enquanto outros temiam as subidas íngremes e as lendas sobre o guardião da caverna, Parto só via "ouro líquido" — mel silvestre que atingia um preço alto no mercado do vilarejo.

Parto era um homem comum de trinta anos, magro e com a pele curtida pelo sol. Ele não era particularmente bonito ou rico e, no vilarejo de Sukamaju, era praticamente invisível para as mulheres que se reuniam no poço. Ele levava uma vida quieta e solitária, movido pela necessidade simples de sobreviver.

Em uma tarde úmida de terça-feira, Parto entrou na caverna mais fundo do que jamais tinha ido antes. Ele havia encontrado uma colmeia enorme, pingando néctar âmbar. Após uma hora exaustiva de escalada e coleta, a exaustão o atingiu como um soco físico.

Ele caiu em um sono profundo, sem sonhos. Não percebeu a queda na temperatura nem o farfalhar sutil de escamas contra a pedra. Saindo de uma fresta estreita, surgiu uma serpente como nenhuma outra vista sob a luz do sol; suas escamas eram de um preto cintilante e iridescente, e seus olhos brilhavam com um âmbar fraco e sobrenatural. Este era o Penunggu, o guardião da caverna.

O sarongue de Parto tinha se afrouxado enquanto ele dormia. Na luz fraca, o guardião se aproximou. Ele não atacou por fome, mas como se estivesse deixando uma marca.

Parto acordou com a sensação de agulhas em brasa perfurando sua virilha.

"Argh!" Ele gritou, sua voz ecoando nas paredes úmidas. Ele olhou para baixo a tempo de ver a cauda da serpente negra desaparecer na escuridão.

Ele agarrou o saco, ofegante. Ele esperava o espalhar frio do veneno, a paralisia dos pulmões e a escuridão final da morte. Ele esperou seu coração parar. Mas, conforme os minutos passavam, a dor agonizante começou a se transformar. Ela se tornou um calor latejante e rítmico. Parecia que seu sangue tinha sido substituído por chumbo derretido, acumulando-se e expandindo-se em um lugar específico.

Ele olhou para baixo e seus olhos quase saltaram das órbitas. Por baixo de seu sarongue, algo estava acontecendo que desafiava as leis da biologia. Sua "virilidade", que sempre fora comum, estava inchando. Não era o inchaço roxo e machucado de uma lesão; era uma expansão firme e estrutural. Ela cresceu mais longa e mais grossa, esticando sua pele até que ela parecesse um tambor.

Quando o crescimento finalmente parou, Parto mediu hesitantemente contra seu antebraço. Era inacreditável. Tinha atingido um comprimento impressionante de 50 centímetros, grosso e pesado, pulsando com uma vitalidade estranha e nova.

"Era para eu estar morto", ele sussurrou, tocando o local da picada. Havia duas marcas douradas fracas, mas nenhum sangue. A dor tinha desaparecido, substituída por uma sensação de peso e poder imensos.

O Retorno a Sukamaju

A caminhada de volta ao vilarejo foi um desafio. Parto teve que amarrar seu sarongue firmemente, criando um volume grande e óbvio que ele tentava esconder atrás de seus baldes de mel. Ele se sentia pesado, seu centro de gravidade mudou, mas sentia-se estranhamente cheio de energia.

Quando chegou à praça do vilarejo, foi direto para a casa de Mak Odah, a curandeira local. Ele precisava saber se estava andando por aí com uma bomba-relógio.

"Mak! Preciso de ajuda!", Parto chamou, entrando em sua cabana mal iluminada.

Mak Odah, uma mulher que já tinha visto de tudo, desde partos complicados até ataques de tigres, levantou os olhos de seu pilão. "O que foi, Parto? Você parece ter visto um fantasma."

"Uma cobra... na caverna. Ela me picou. Aqui", ele apontou vagamente.

"E você ainda está de pé? Sente-se. Deixe-me ver."

Parto hesitou e então afrouxou o sarongue. Quando o "resultado" da picada se revelou, o pesado pilão de bronze de Mak Odah caiu no chão com um baque surdo. Ela esfregou os olhos, aproximando-se com uma vela bruxuleante.

"Pelos ancestrais...", ela sussurrou. Ela tocou a pele — estava quente, rígida e perfeitamente saudável. "Isso não é um ferimento, Parto. Não há infecção. Nenhuma putrefação. Isso é... uma bênção. O Penunggu lhe deu sua força."

"Mas Mak, são 50 centímetros! Como eu devo viver assim?"

"Você vive como um rei", ela sussurrou, com os olhos arregalados por uma mistura de choque e um brilho repentino e atípico de interesse. "Homens rezam por alguns centímetros, Parto. Você recebeu um cetro."

A Rádio Peão

Notícias em um vilarejo pequeno viajam mais rápido que fogo em floresta. Na manhã seguinte, a história da "Grande Mudança de Parto" tinha chegado a todos os cantos de Sukamaju. Começou com o aprendiz de Mak Odah, que tinha ouvido a conversa escondido, e se transformou em uma lenda.

No poço do vilarejo, as mulheres pararam de lavar roupas.

"É verdade?", perguntou Siti, a jovem viúva. "Dizem que é do tamanho de um rolo de massa."

"Maior", sussurrou outra. "Mak Odah disse que parece uma píton jovem."

Parto tentou seguir com sua rotina, mas tudo estava diferente. Quando caminhava até o mercado para vender seu mel, notou um silêncio caindo sobre a multidão. Mulheres que costumavam ignorá-lo agora olhavam diretamente para sua cintura. O jeito que seu sarongue caía — a silhueta inegável e pesada — era impossível de ignorar.

Ele não era mais Parto, o Coletor de Mel. Ele era Parto, o Dotado.

A atmosfera no vilarejo ficou carregada com uma curiosidade estranha e histérica. Grupos de mulheres riam e apontavam quando ele passava. Algumas estavam apavoradas, mas muitas outras eram movidas por uma curiosidade primitiva.

Certa noite, enquanto Parto afiava seu facão em sua varanda, ele foi abordado por Widya, a filha do chefe do vilarejo. Ela era conhecida por ser arrogante e difícil de agradar, tendo rejeitado todos os pretendentes da região.

"Parto", ela disse, com a voz estranhamente suave. Ela olhava para o chão e depois subia os olhos para o colo dele. "Eu... ouvi dizer que você encontrou algo especial na caverna."

Parto limpou o suor da testa. "Foi a cobra, Widya. Eu não pedi por isso."

"Posso ver?", ela perguntou, com a respiração um pouco mais rápida. "O vilarejo está comentando. Dizem que é um milagre. Quero ver se os rumores são verdadeiros."

Parto sentiu uma onda de confiança que nunca tinha conhecido. Ele se levantou, o peso puro de sua nova anatomia fazendo-o se mover com uma elegância lenta e deliberada. Ele não disse uma palavra; apenas ajustou o sarongue.

Widya ofegou, levando a mão à boca. Seus olhos se arregalaram e, por um momento, ela pareceu que ia desmaiar. A escala daquilo era avassaladora. Não era apenas o tamanho; era a aura de poder que parecia irradiar dele.

"É... é real", ela sussurrou, com o rosto ficando vermelho-escuro. Ela não fugiu. Em vez disso, deu um passo à frente.

A Nova Realidade

Com o passar das semanas, a vida de Parto mudou completamente. Ele não precisava mais caçar mel; as pessoas lhe traziam presentes. Os homens do vilarejo olhavam para ele com uma mistura de inveja e admiração, muitas vezes perguntando exatamente onde ele tinha dormido na caverna, esperando por um "acidente" semelhante.

Mas a mudança real foi com as mulheres. A histeria inicial se transformou em uma fascinação profunda e competitiva. Parto tornou-se o homem mais cobiçado da região. Havia uma qualidade lendária nele agora, um homem marcado pelos espíritos.

O volume permaneceu permanente, exatamente como a marca da serpente pretendia. Nunca encolhia, nunca falhava. Ele caminhava com um leve mancar devido ao peso, mas era um mancar de orgulho.

Ele percebeu que o guardião da caverna não tinha tentado matá-lo. Ele viu um homem que era pequeno e ignorado, e deu a ele uma ferramenta que o transformou em um gigante entre os homens. Nas noites silenciosas, Parto olhava para as montanhas e para a Caverna dos Sussurros, acenando em agradecimento silencioso à serpente negra cintilante.

Ele não era mais apenas um homem. Ele era um monumento aos mistérios da floresta. E, como Widya e as outras mulheres de Sukamaju podiam confirmar, a sorte de Parto tinha apenas começado.