Prólogo
Aqui está um aviso de conteúdo limpo e de fácil leitura para colocar no início do livro:
Aviso de Conteúdo:
Este livro contém um romance complicado e emocionalmente intenso, envolvendo um triângulo amoroso, traição, um caso, segredos, encontros às escondidas e um relacionamento proibido. Também aborda temas como deslealdade, conflitos entre amigos, ciúme, turbulência emocional e uma gravidez não planejada. Recomenda-se discrição ao leitor.
Emily
A festa está um forno.
No segundo em que a porta da frente se fecha atrás de mim, o calor me atinge como uma parede — denso, abafado, grudento. A blusinha fina cola na pele na mesma hora, o suor já se acumulando na lombar e entre os seios. O baixo faz o chão tremer sob minhas sandálias. O ar está carregado de cerveja derramada, vodca barata, suor e aquele cheiro adocicado e enjoativo de vape que invade o corredor.
Eu não deveria estar aqui.
Eu sabia disso antes de sair do dormitório. E agora tenho ainda mais certeza.
Mas a Chloe implorou, a Megan jurou que vinha, e eu estava de saco cheio de sempre dizer não. De ficar sozinha no quarto enquanto todo mundo vivia.
Então eu vim.
E a Megan nem está aqui.
Olho o celular de novo, os dentes cerrados.
Megan:O apartamento da Kelsey atrasou. Não me espera, amor 😘
Enfio o celular no bolso de trás com força, a costura arranhando a pele. Tanto faz.
O ponche no meu copo vermelho é doce demais e forte pra caramba. Dou um gole longo mesmo assim, sentindo a queimação descer pela garganta e se instalar quente no estômago.
“Emily!”, a Chloe grita do meio do corredor. Ela está usando um vestido preto minúsculo que mal cobre a bunda, as bochechas vermelhas, já bêbada e sorrindo. Acena, e logo é puxada para um beijo bagunçado por algum cara. Típico.
Suspiro e me encosto na parede, deixando a multidão passar por mim. Mais vinte minutos, digo a mim mesma. Depois eu vou embora.
A porta da frente se abre atrás de mim.
Uma lufada de ar fresco da noite invade o ambiente.
Levanto os olhos sem querer.
Archer.
Meu corpo inteiro paralisa.
Ele entra como se fosse o dono do lugar — boné virado para trás, cabelo castanho-escuro cacheado na nuca, moletom cinza desbotado colado no peito atlético e magro, as mangas arregaçadas mostrando aqueles antebraços fortes. Alto. Devastadoramente lindo. O tipo de gostoso que parece injusto.
Nossos olhares se encontram do outro lado da sala lotada.
Os olhos azuis ridículos dele percorrem meu corpo devagar — meu rosto, meu pescoço, o jeito como a blusinha está colada nos meus seios — antes de voltarem para os meus. Nenhum sorriso. Só aquele olhar intenso e implacável que sempre me faz apertar as coxas.
Aperto o copo com tanta força que o plástico estala.
Ele é namorado da Megan. Para com isso.
O momento se quebra quando um dos amigos dele dá um tapa no ombro dele. Forço-me a desviar o olhar e viro o resto da bebida num gole só, queimando tudo.
Péssima ideia.
Dez minutos e mais um copo forte depois, o mundo já está meio borrado e quente nas bordas. Estou na varanda dos fundos, o quadril apoiado no corrimão, rindo de algo que nem é engraçado. O ar da noite refresca minhas coxas nuas. O campus cheira a grama cortada, chuva distante e calor de verão.
Inclino a cabeça para trás, fechando os olhos por um segundo.
“Essa merda é perigosa pra caralho.”
Abro os olhos na hora.
Archer está encostado no batente da porta, um ombro apoiado no marco, as mãos no bolso da frente do moletom. A luz da varanda ilumina seu maxilar afiado e aquela boca perfeita.
Meu coração dispara entre as pernas.
“Tá me seguindo agora, Archer?”, pergunto, tentando soar entediada.
Os lábios dele se curvam naquele meio-sorriso que sempre me atinge no estômago. “Tô falando do ponche. Tem gosto de xarope de tosse de diabético.”
“Então fica longe.” Dou um gole lento e deliberado, mantendo o olhar no dele. “Não ia querer estragar esse seu autocontrole perfeito.”
Os olhos dele escurecem. “Você acha que eu tenho autocontrole perfeito?”
O jeito rouco e baixo como ele diz isso faz um calor subir entre minhas coxas.
Dou de ombros. “Cadê a Megan?”
“Na casa da Kelsey. Você já sabe disso.”
“Sei. Só puxando assunto.”
Ele entra na varanda e fecha a porta de correr atrás de si, abafando o barulho da festa. A privacidade repentina parece elétrica. Perigosa. Ele para perto o suficiente para eu sentir o cheiro do sabonete limpo e o leve traço de cerveja no hálito dele.
“Você já tomou uns bons goles”, ele diz, acenando para o meu copo.
“Tá contando minhas bebidas agora?” Minha voz sai mais afiada do que eu pretendia.
“Nem precisava. Você tá vermelha.” O olhar dele percorre minhas bochechas, meu pescoço, o subir e descer do meu peito. “Ficou gostosa pra caralho em você.”
Minha respiração falha. “Você tem namorada.”
“Eu sei.” A voz dele fica mais baixa. “Mas isso não te impede de me olhar como se quisesse que eu te dobrasse sobre esse corrimão.”
As palavras me acertam como um choque. Bato o copo com força. “Você é um babaca.”
“É?” Ele chega ainda mais perto, nossos corpos quase se tocando. “Então me diz pra ir embora, Emily. Fala.”
Abro a boca. Nada sai.
Os olhos dele descem para os meus lábios. “Era o que eu pensava.”
Ele diminui a distância e me beija — forte, faminto, sem hesitar. A língua dele desliza contra a minha no segundo em que eu ofego, e eu gemo na boca dele como uma vadia. Minhas mãos se enfiam no moletom dele, puxando-o contra mim. Ele já está duro, pressionando na minha barriga através da calça jeans.
“Porra”, ele rosna contra meus lábios. “Você não faz ideia de quanto tempo eu quis te provar.”
A mão dele desliza por baixo da minha blusinha, a palma quente na minha pele nua, o polegar roçando a parte de baixo do meu seio. Eu me arqueio contra ele sem vergonha. Quando ele belisca meu mamilo por cima do sutiã, eu solto um gemido alto.
“Vem comigo pra dentro”, eu imploro, ofegante.
Mal chegamos ao corredor lateral. A mão dele fica possessiva na minha lombar, os dedos deslizando por baixo da cintura da minha calça jeans para provocar o topo da minha bunda. No segundo em que a porta do quarto se fecha atrás de nós, ele me gira e me prende contra ela.
A boca dele se choca contra a minha de novo, mais fundo, mais suja. Ele arranca minha blusinha e depois o sutiã, e a boca quente dele está no meu seio na mesma hora — chupando com força, os dentes roçando meu mamilo enquanto a mão aperta o outro. Eu grito, os dedos se enroscando no cabelo bagunçado dele.
“Archer — porra —”
Ele cai de joelhos, puxando minha calça jeans e a calcinha encharcada pelas pernas num movimento brusco. Eu saio delas, tremendo. Ele olha para mim, aqueles olhos azuis quase pretos de tesão.
“Abre as pernas pra mim.”
Eu obedeço.
A primeira lambida longa e lenta da língua dele no meu sexo molhado faz meus joelhos fraquejarem. Ele segura minhas coxas com força, me mantendo aberta enquanto me devora — lambendo, chupando meu clitóris, me fodendo com a língua como se estivesse morrendo de fome. Eu me esfrego no rosto dele, gemendo o nome dele sem parar.
“Caralho, você tem um gosto tão bom”, ele geme contra minhas dobras molhadas. “Já tá toda molhada pra mim, amor.”
Eu gozo com força, as coxas tremendo violentamente, uma mão tapando a boca para abafar o grito. Ele não para — continua me lambendo até eu estar gemendo e sensível demais.
Ele se levanta, limpando a boca brilhante com as costas da mão. Está destruído. O moletom e a camiseta saem, revelando aquele peito liso e definido e os gominhos. Eu estendo a mão para a calça jeans dele, apalpando o pau grosso e duro por cima do tecido antes de libertá-lo. Ele é grande — quente, pesado e latejando na minha mão.
“Emily”, ele rosna, a voz tensa. “Tem certeza?”
Aperto com firmeza. “Cala a boca e me fode.”
Ele me gira na direção da cama, me dobra sobre ela e entra em mim com uma estocada profunda e brutal. Nós dois gememos alto. Ele é tão grosso que me preenche perfeitamente, batendo fundo e esfregando naquele ponto que me faz ver estrelas.
“Porra, você é tão apertada”, ele rosna, os quadris avançando com força. O som de pele batendo em pele enche o quarto. Ele me fode sem piedade, uma mão agarrada no meu cabelo, a outra segurando meu quadril com força suficiente para deixar marcas. Cada estocada é profunda e possessiva.
“Archer — mais forte — por favor —”
Ele me dá o que eu quero. Uma mão desliza entre minhas pernas, esfregando meu clitóris inchado em círculos rápidos e firmes. Eu gozo de novo, me contraindo em volta do pau dele com tanta força que ele xinga.
Ele sai de mim, me vira de costas, engancha uma das minhas pernas no ombro dele e volta a entrar. O novo ângulo é devastador. Ele me fode mais forte, os olhos presos nos meus, o suor escorrendo pelo peito.
“Olha pra mim quando gozar”, ele ordena, a voz rouca.
Eu me desfaço em volta dele pela terceira vez, gritando o nome dele. Ele vem logo depois, enterrando-se fundo dentro de mim com um gemido quebrado, pulsando quente enquanto me enche.
Caímos juntos, a respiração ofegante, os corpos escorregadios de suor.
O silêncio depois parece pesado.
Fico olhando para o teto, a culpa já me rasgando o peito, mesmo com a boceta ainda latejando em volta dele. O braço dele está jogado na minha cintura, íntimo demais.
“Isso não pode acontecer de novo”, sussurro, a voz falhando.
Ele não responde na hora. Depois, em voz baixa: “Eu sei.”
Visto-me rápido, evitando olhar para ele. Quando chego à porta, a voz rouca dele me para.
“Emily.”
Eu paro.
“Você tá bem?” A gentileza na voz dele quase me quebra.
Engulo em seco. “Não. Mas vou ficar.”
Saio sem olhar para trás.
Na manhã seguinte, a luz do sol me acorda como um castigo.
Por um segundo, não me lembro de nada.
Então tudo volta de uma vez — a boca do Archer entre minhas pernas, o jeito como ele gemeu meu nome quando gozou, como ele me preencheu e me fodeu tão bem.
Meu estômago embrulha.
“Meu Deus.”
O celular acende no criado-mudo.
Megan:Tá viva?
Brunch mais tarde??
E logo abaixo, uma nova mensagem.
Archer:Podemos conversar?
Fico olhando para a tela, o coração batendo forte, aquele mesmo calor traiçoeiro já se remexendo lá embaixo de novo.
Estou ferrada.
E o pior? Uma parte escura e dolorida de mim já o quer de novo.