PRÓLOGO
O jovem Phoenix chutou a boneca da pequena Hailey, fazendo com que sua cabeça se soltasse. A menina olhou para ele como se fosse chorar, pois amava muito a boneca. O avô dela a tinha dado de presente de aniversário.
“O que você vai fazer agora?”, ele perguntou com raiva. A menina olhou para ele e balançou a cabeça negativamente. Ele sorriu com deboche e provocou-a novamente. “Você vai dedurar para o vovô de novo!”, ele gritou na cara dela.
“Não, Phoenix. Eu não vou contar para ele”, ela respondeu e pegou a cabeça da boneca, mas Phoenix chutou novamente de repente. Como o movimento coincidiu com o momento em que Hailey a pegava, Phoenix acabou chutando a mão dela sem querer.
“Ai.” Ela segurou a mão e começou a chorar.
“Vai chorar? Coitadinha, ninguém pode consolá-la porque ela é órfã.” Ele estava praticando bullying com ela. Hailey não podia fazer nada além de chorar enquanto Phoenix dançava ao seu redor cantando. “Órfã, adotada, vai chorar. Coitadinha, ninguém a ama.”
Hailey caiu no choro, não pela dor nas mãos, mas por causa das palavras de Phoenix.
“Phoenix!” Uma voz grave ecoou por todo o local. Hailey enxugou as lágrimas imediatamente, e até Phoenix parou o que estava fazendo. Qualquer um que ouve a voz do avô fica automaticamente nervoso, e com eles não era diferente. Ela não queria que o avô a visse chorando, porque com certeza ele daria uma bronca em Phoenix.
“Você brigou com a Hailey de novo?” A voz irritada do avô ecoou por quase todo o jardim enquanto ele se aproximava dos dois.
“Não vovô, a gente só estava brincando”, ela defendeu o menino. Mesmo que Phoenix não fosse legal com ela, ela ainda era gentil com ele.
“Não o proteja, Hailey. Eu conheço o comportamento desse garoto.” Hailey abaixou a cabeça e não respondeu. “E você, rapaz, entre, que nós vamos conversar.”
“Tsc, coleguinha feia, bebê chorona”, ele sussurrou enquanto entrava, olhando feio para ela.
“Vovô, por favor, não brigue com o Phoenix.” Dom Alejandro suspirou e acariciou a cabeça de Hailey.
“Você realmente herdou a bondade da sua mãe. Não se preocupe, neste início de ano letivo, vou mandar o Phoenix para o exterior. Ele vai estudar lá até se formar na faculdade. Ele virá para casa nas férias.”
“O quê? Mas por quê?”
“Ele não vai te fazer bem, Hailey. Meu neto sempre vai brigar com você por puro ciúme, quando, na verdade, ele não tem nada com que se invejar.”
“Vovô, eu não posso mais ver o Phoenix?”
“Você vai, nós vamos visitá-lo de vez em quando e ele passará as férias aqui”, respondeu o avô. “Muito bem, agora vou falar com aquele rapaz.”
Quando o avô saiu, ela ficou triste. Ela nunca mais veria Phoenix. Seu primeiro amigo, que se tornou seu primeiro inimigo.
E acima de tudo, seu primeiro amor.
*CONTINUA*