Capítulo 1 cruzando a linha
Era uma tarde de terça-feira comum. O sol brilhava através das persianas, desenhando linhas no chão empoeirado da casa grande. Eu estava fazendo minhas tarefas, concentrada na limpeza, quando a campainha tocou. Suspirei e limpei a testa. Quem poderia ser a esta hora? Eram apenas três horas da tarde e o Sr. Hathaway não tinha nenhuma reunião.
Caminhei pelo corredor com meus sapatos de limpeza, sentindo-me nervosa. Olhei pelo olho mágico e vi meu chefe, o Sr. Hathaway. O olhar dele me causou um frio na barriga. Havia uma certa tensão entre nós há meses, mas nunca tínhamos conversado sobre isso.
Respirei fundo e abri a porta. "Sr. Hathaway," eu disse, tentando soar calma.
Ele me olhou, com os olhos famintos, me deixando consciente do meu uniforme de empregada. "Emma," ele respondeu, com a voz grave. "Não esperava ver você aqui."
Dei um passo para o lado para ele entrar. "Sr. Hathaway," sussurrei. "O senhor precisa de alguma coisa?"
Ele entrou, com os olhos fixos em mim. "Emma," ele disse, com a voz mais baixa, "estou aqui para verificar seu trabalho."
Senti minhas bochechas esquentarem à medida que ele se aproximava, com seu perfume forte e sedutor. "Está tudo limpo," eu disse, com a voz trêmula. "Acabei de terminar o andar de cima."
Ele me avaliou, seu olhar demorado. "Eu que vou decidir isso," ele disse com um sorriso malicioso, passando por mim.
Segui-o para o andar de cima, com o coração acelerado. A tensão entre nós era forte. Chegamos ao quarto principal, que eu tinha acabado de limpar. Ele olhou ao redor com atenção. "Muito bem, Emma," ele disse, mas seu tom sugeria algo mais.
Ele se virou para mim, dando um passo à frente. "Mas não estou aqui apenas para verificar o lugar," ele disse suavemente, acariciando minha bochecha com os dedos. "Notei o quão... ansiosa você está."
Meu coração disparou. Eu sabia o que ele queria dizer, mas não queria acreditar. "Sr. Hathaway, estou apenas fazendo meu trabalho," eu disse, com a voz trêmula.
Ele se aproximou, com a respiração quente. "É assim que você chama quando usa essa saia?" ele perguntou, com a mão deslizando pelas minhas costas. "Ou quando se curva, deixando-me ver?"
Lutei para encontrar palavras para protestar, mas meu corpo estava reagindo a ele. "Por favor," sussurrei. "Nós não podemos."
Ele me segurou com firmeza, seu olhar intenso. "Não pode ou não quer?" ele perguntou. "Eu vejo nos seus olhos, Emma. Você quer isso."
Tentei empurrá-lo, mas ele era forte demais. "Sr. Hathaway, por favor," eu implorei, sentindo-me confusa com meus próprios sentimentos.
Ele se aproximou, com a respiração quente. "Chame-me de Alex," ele disse suavemente. "Não estamos mais no trabalho."
Ouvir o nome dele causou uma descarga em mim. Alex. Isso me lembrou da atração que eu vinha tentando combater. A mão dele subiu pela minha coxa e eu não pude deixar de responder. Gemi suavemente.
"Você gosta disso?" ele perguntou, com a voz carregada de desejo.
Eu não pude negar. O toque dele enviava ondas de prazer por mim. "Sim," respondi, ofegante.
Alex sorriu, com os olhos famintos. "Eu sabia," ele disse, pressionando com mais força. "Você me quer."
Eu me contorci, sentindo uma mistura de medo e excitação. Isso era errado, mas meu corpo estava correspondendo. "Alex," eu disse, "não podemos fazer isso aqui. E se alguém chegar?"
Ele riu baixinho. "Então eles vão nos ver. Mas duvido que isso aconteça, não é?"
Tentei protestar novamente. "Alex, por favor..."
Ele se aproximou, com a respiração quente no meu pescoço. "Você não consegue resistir a mim, consegue?"
"Alex, sou apenas uma empregada," sussurrei, sentindo-me fraca. "Você tem uma vida, uma namorada."
Ele se aproximou ainda mais, com a mão pressionando com firmeza. "Eu sei o que você é," ele disse suavemente. "E sei o que você faz por mim."
Com uma súbita explosão de força, eu o empurrei, ficando com as costas contra a parede. Olhei para ele, chocada. "Alex," eu disse, "nós não podemos fazer isso."
Alex se aproximou, com o olhar fixo no meu. "Por que não?" ele perguntou, num tom provocador. "Você ainda é virgem?"
Sua pergunta me deixou em pânico, mas não respondi. Tentei escapar de seu aperto, mas ele me segurou com mais força. "Emma," ele disse, "você está fazendo joguinhos." Ele entrelaçou os dedos em meu cabelo, inclinando minha cabeça para trás.
Tentei empurrá-lo novamente. "Alex, por favor," implorei.
Ele se aproximou, com seu calor me envolvendo. "Por que você resiste?" ele murmurou. "Você quer isso tanto quanto eu."
Antes que eu pudesse responder, ele agarrou meu pulso, girando-me e prendendo-me contra a parede. Senti a parede pressionar minhas costas, mas meu coração disparava. Ele se inclinou, com a respiração quente. "Você está me deixando louco, Emma," ele sussurrou.
Continuei tentando empurrá-lo, mas ele era forte demais. Ele segurou meu rosto, com o polegar traçando meu lábio. "Me diga," ele disse, "você ainda é virgem?"
Sua pergunta me deixou em pânico, mas eu não respondi. Tentei me esquivar, mas ele só se aproximou mais, me encurralando. Antes que eu pudesse protestar novamente, sua mão foi para minha cintura, puxando-me contra ele. Eu podia senti-lo pressionando contra mim, e perdi o fôlego.
"Você não precisa me dizer," ele disse, com os lábios próximos aos meus. "Mas eu gostaria de descobrir por conta própria."