PECADO CAPITAL

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Resumo

Em um mundo governado por linhagens da máfia, duas pessoas se tornam o pior vício uma da outra. Não porque salvam um ao outro, mas porque destroem tudo ao redor apenas para se manterem por perto. O “pecado” não é apenas o amor. É a possessão, a vingança, a obsessão e a escolha — mesmo quando sabem que é errado.

Gênero
Erotica
Autor
Lilith
Status
Completo
Capítulos
82
Classificação
4.5 2 avaliações
Classificação Etária
18+

Cassian Blackwood

Não gosto de barulho nos meus aposentos.

Barulho significa falta de controle.

E eu não tolero falta de controle.

O homem de joelhos continua falando. Deixo que ele fale. Não porque eu me importe, mas porque os finais são mais limpos quando tudo o que era útil já foi extraído.

Ele se repete mais uma vez.

“Eu não sabia...”

As pessoas sempre dizem isso pouco antes de deixarem de ser importantes.

Olho para ele direito agora.

Não porque ele mereça atenção.

Mas porque cansei de esperar.

“Nome”, eu digo.

“luca verl”

O homem responde rápido demais.

“Eu não fiz nada”, ele acrescenta.

Essa costuma ser a mesma frase com roupas diferentes.

Aceno com a cabeça uma vez.

O disparo é limpo.

A sala volta a se acalmar, como foi treinada para fazer.

Próximo.

O segundo homem é arrastado para dentro.

Ele resiste apenas até a resistência se tornar inconveniente.

As pessoas não resistem até o fim.

Elas resistem até perceberem que o fim já está decidido.

“Nome”, digo novamente.

Ele hesita.

“Eu não sei de nada”, ele diz finalmente.

Inclino a cabeça levemente.

Não aumento o tom de voz.

“tiro.”

O som é o suficiente.

Um único tiro.

Nenhuma reação vinda da sala.

O terceiro é trazido para a frente.

Mais jovem.

Ainda carrega a ideia de que a raiva é uma vantagem.

Ele olha primeiro para os guardas.

“O que é isso? Vocês não podem simplesmente...”

Deixo que ele termine a frase.

As pessoas se revelam quando acreditam que ainda têm permissão para falar.

Então dou um passo à frente.

“O que você contou a eles?”, pergunto.

Ele não responde.

Aquele silêncio não é lealdade.

É medo.

E medo sem a verdade é inútil.

Um aceno.

Feito.

A sala se ajusta novamente.

Próximo.

O quarto entende mais rápido.

Isso torna tudo mais breve.

Ele tenta ser honesto tarde demais.

Isso ainda é um fracasso.

Ele cai sem cerimônia.

Quando o silêncio se instala de novo, já sei que estou perto.

A lista está diminuindo.

É apenas isso.

Um processo de correção.

Então percebo um movimento na extremidade.

Grupo final.

Menor.

Último conjunto de variáveis.

A cadeira é arrastada para a frente.

Olho para cima.

Ela é trazida para dentro.

Mãos atadas.

Ela se senta.

Quieta.

Observando.

Dou um passo à frente.

“Nome”, digo.

“calista morell”

Ela responde.

O nome está errado.

Imediatamente.

Um guarda reage antes de mim.

“Ela está mentindo”, diz ele.

Minha atenção permanece nela.

Ela não se corrige.

Em vez disso, ela se ajeita levemente na cadeira.

Então ela fala de novo.

“Tem um documento no bolso de trás da minha calça. Verifique.”

Suas mãos estão atadas.

Ela sabe disso.

Ainda assim, oferece verificação.

Isso significa confiança na verdade.

Ou confiança na consequência.

Dou um passo adiante.

Sem pedir permissão.

A sala fica tensa atrás de mim.

Eles sabem o que a proximidade significa.

Estendo a mão atrás dela e pego o documento eu mesmo.

Perto o suficiente para que a maioria das pessoas perdesse a postura.

Trago-o para o meu campo de visão.

Não olho para ele primeiro.

Olho para ela.

Então leio.

O nome não bate com a lista.

Atrás de mim, um guarda se inclina.

Sua voz está baixa.

“Ela não é a garota.”

Mantenho o documento na mão.

Ainda olhando para ela.

E entendo que a estrutura já mudou.

Ela não é a mesma garota.