Mentiras Perigosas

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Resumo

Ela veste vermelho. Ele a persegue desde que ela tinha cinco anos. Scarlett Kincaid é uma assassina — implacável, precisa e impossível de capturar. Matar é fácil. Controlado. Distante. Até que ela recebe uma mensagem… e uma lista. Sete nomes. Todos conectados a ela. Todos sendo riscados — um por um. Seus amigos. Seu passado. Seus pontos fracos. Um já está morto. O próximo alvo? Pode ser tarde demais. Então, ela é contratada para matar um Lycan de 1.500 anos que assombra as sombras mais elitizadas da cidade. Mas, no momento em que o encontra, ela percebe — ele é quem está por trás da lista. Porque esse monstro não apenas a conhece. Ele sabe com quem ela se importa. O que ela teme. Como fazê-la quebrar. O perfume dela. O batimento cardíaco dela. O jeito que suas mãos tremem quando ele chega perto demais. Ele não foge de sua lâmina. Ele desaparece — apenas o tempo suficiente para fazê-la persegui-lo. Para torná-la desesperada. Dezesseis anos atrás, um lobo marcou uma garota de capa vermelha. Agora, ela se tornou algo letal. Mas toda vez que ela chega perto o suficiente para matá-lo… ele se aproxima mais. Perto demais. Perto o suficiente para tocar. Perto o suficiente para arruinar seu controle. Cada encontro é um jogo. Cada nome na lista é uma contagem regressiva. Cada momento com ele parece uma armadilha na qual ela quer cair. Ele não a quer morta. Ele a quer perseguindo-o. Quebrando por ele. Escolhendo-o — mesmo que isso custe tudo. Ele a quer obcecada. ❤️‍🔥Acompanhe a filha de Zayn e Rylee, Scarlett Kincaid (Alpha's Prey).

Status
Completo
Capítulos
54
Classificação
5.0 3 avaliações
Classificação Etária
18+

Capítulo 1: O Baile de Máscaras



O salão de baile girava em um turbilhão de cores.

A primavera havia chegado à propriedade Caldermoor. Flores caíam do teto como cascatas. Trepadeiras envolviam os pilares de mármore. O ar cheirava a jasmim e rosas.

Cada convidado usava uma máscara. Todos usavam lentes de contato. Animais da primavera. Tons suaves de marrom. Verdes delicados. Amarelos pálidos. Azuis bebê. Âmbar. Violeta. Laranja.

Eu estava parada na beira da pista de dança. Meu vestido era rosa claro. Justo. Uma máscara branca com longas orelhas de veludo. Uma cauda fofa presa na base da minha coluna.

Uma coelhinha.

Duas horas. Eu tinha dançado com seis homens. Contei as saídas. Observei a multidão. Examinei cada par de olhos.

Marrom. Verde. Azul. Âmbar. Violeta. Dourado. Laranja.

Nada de vermelho.

Eu estava parada perto da fonte. Entediada. Inquieta.

Onde você está?


O jardim estava escuro.

Lanternas pendiam das árvores. Sombras se acumulavam nos cantos.

Um homem tropeçou no caminho. Bonito. Cabelos escuros. Rindo. Uma mulher de branco o seguia. Dando risadinhas. Puxando a gravata dele.

“Vamos”, ela sussurrou. “Ninguém vai ver.”

Ele a empurrou contra uma árvore. Beijou o pescoço dela.

Uma figura surgiu das sombras.

Alto. Esguio. Uma máscara de raposa. Lentes laranja brilhando.

A mulher congelou.

A figura se moveu. Rápido.

Sua mão se fechou ao redor da garganta dela. Levantou-a do chão. Seus pés chutavam o ar. Inútil.

Ele quebrou o pescoço dela. Jogou o corpo nos arbustos.

Então, ele se virou para o homem.

O homem bonito não teve tempo de gritar.

As mandíbulas da figura se abriram. Mais largas do que as de um humano. Dentes afiados demais. Ele enterrou o rosto na garganta do homem.

Depois, ele se endireitou. Sangue nos lábios.

Ele limpou a boca. Lento. Deliberado.

Seu rosto mudou. Ossos estalaram. A pele se esticou. As feições se reorganizaram.

Em poucos segundos, o rosto do homem bonito olhava de volta por trás da máscara de raposa.

Ele ajeitou a gola.

Caminhou de volta para o salão de baile.


Eu estava parada perto da fonte.

Ele estava aqui. Em algum lugar. Usando o rosto de outra pessoa.

Então eu senti.

Um puxão. Como um gancho no meu peito.

Eu me virei.

Do outro lado do salão. Um homem estava perto da varanda. Bonito. Cabelos escuros. Uma máscara de raposa laranja. Um terno que lhe caía perfeitamente.

Ele estava me observando.

Nossos olhos se encontraram através das máscaras.

Laranja. Laranja brilhante.

Ele sorriu.

Levantou a mão. Fez sinal com o dedo.

Eu caminhei até ele.


Ele não falou nada quando me aproximei. Apenas observou. Seus olhos percorriam meu corpo. A cabeça inclinada. Curioso. Divertido.

“Você acredita em amor à primeira vista”, disse ele, “ou devo dar um pulinho aqui de novo?”

Eu encarei ele.

Ele acabou de—

“O quê?”

“Você está vestida de coelhinha. Eu estou de raposa.” Ele abriu os braços. “Pular. Entendeu? Eu sou hilário.”

“Isso é horrível.”

“Você me magoa.” Ele pressionou a mão no peito. Sarcástico. “Achei que fosse o meu melhor material.”

Ele sorriu. Mais largo. Mais afiado.

“Venha. Dance comigo.”

Eu peguei a mão dele.


Ele me puxou para a pista. Seu braço deslizou pela minha cintura. Quente. Firme. Sua mão pressionada contra o fim das minhas costas.

Nós nos movemos.

Ele estava observando minha garganta. Como se estivesse saboreando algo.

“Coisinha linda.” Sua voz era baixa. Sedosa. “Toda arrumada. Rosa claro. Cauda fofa. Orelhas longas.”

Sua mão desceu. Agarrou a cauda. Apertou.

“Você sabe o que acontece com coisas macias no escuro?”

“Elas são devoradas.”

“Mmm.” Ele me puxou para mais perto. Seus lábios roçaram minha orelha. “Elas são despedaçadas. Lentamente. Enquanto gritam. É tudo muito dramático.”

Meu pulso acelerou.


“Você está tremendo.”

“Não estou.”

“Oh, você é uma péssima mentirosa.” Sua pegada apertou. “Posso sentir seu coração. Disparado. Como um coelho preso nas mandíbulas. Adorável, na verdade.”

Seus dentes roçaram minha orelha.

“Posso sentir seu cheiro, coelhinha. Medo. Sangue e fome.”

Sua mão deslizou pela minha espinha. Pressionou entre minhas omoplatas.

“Excitação.”


Eu prendi a respiração.

Ele riu. Suave. Sombrio. Genuíno.

“É isso. Esse é o olhar que eu queria.”

Ele me girou. Puxou-me de volta. Meu peito pressionou contra o dele.

“Você gosta disso. Ser caçada. Encurralada. Ameaçada.”

Sua mão envolveu minha garganta. Não apertou. Apenas segurou.

“Eu consigo sentir. O calor que emana de você. O jeito que suas pupilas dilataram quando eu segurei seu pescoço.”

O polegar dele pressionou contra o meu pulso.

“Você não está com medo. Você está intrigada.”


“Você é um louco.”

“Prefiro ‘excêntrico’.” Ele inclinou a cabeça. “Soa mais sofisticado.”

Seus lábios se curvaram. Algo perigoso cintilou por trás do laranja.

“Além disso. Você não tem moral para falar.” Ele se inclinou. A boca dele contra o meu maxilar. “É por isso que você não vai me matar. Ainda não. Você quer ver o que eu farei a seguir.”

Eu congelei.

Matá-lo?

Como ele—

“Exatamente.” Ele sorriu contra a minha pele. “Eu sei quem você é, Scarlett Kincaid. Assassina. Academia Crimson Hollow. Enviada aqui para acabar com algo ancestral.”

Seus dentes roçaram meu pescoço.

“Dezessete antes de você. Todas falharam. Todas morreram. Trágico, na verdade. Pensei em enviar flores aos funerais delas. Decidi que não. Parecia um desperdício.”

Minha mão moveu-se em direção à minha coxa. Em direção à lâmina.

Ele segurou meu pulso. Riu.

“Ah-ah. Ainda não, pequena coelha. Nós só estamos começando.”


“Você é ele.” Minha voz não passou de um sussurro. “Elric.”

“Elric Vorynth. O Primeiro Lycan. 1.500 anos de idade.” Ele se afastou. Abriu os braços. Teatral. “E você é a pequena assassina que enviaram para acabar comigo. Uma escolha ousada. Um julgamento questionável. Eu gostei.”

A mão dele apertou minha garganta.

“Você deve ser uma reviravolta na história”, disse ele, “porque você acabou de arruinar meus planos.”

“Que planos?”

“Eu vim aqui para me divertir. Dançar. Beber. Causar um pouco de caos leve. O de sempre.” Ele lambeu os lábios. “Então você entrou. Agora eu não consigo parar de pensar em como você ficará embaixo de mim.”


Lancei meu joelho em direção à virilha dele.

Ele girou. Recebeu o golpe na coxa. Me girou. Minhas costas bateram contra o peito dele.

“Animada.” Ele parecia encantado. “Gosto disso em uma mulher. Torna as coisas interessantes.”

Dei uma cotovelada nas costelas dele. Ele grunhiu. O aperto afrouxou.

Eu me soltei. Busquei minha lâmina.

Ele agarrou meu braço. Torceu-o para trás das minhas costas.

“Pequena coelha patética.” Sua respiração estava quente contra a minha orelha. “Ficando toda excitada pelo lobo. Que embaraçoso para você.”

Pisei no pé dele. Ele se moveu. Eu girei. Ataquei.

Minha lâmina cortou o vazio.

Ele já estava a um metro de distância. Mãos nos bolsos. Sorrindo como se aquilo fosse um jogo.


“Eu deveria te matar agora mesmo.”

“Você poderia tentar.” Ele deu de ombros. Descontraído. “Mas você não vai. Porque você gosta disso. Ser encurralada por algo que poderia te destroçar. É excitante. Admita.”

Eu avancei. A lâmina apontada para a garganta dele.

Ele deu um passo para o lado. Agarrou meu braço. Puxou-me para passar por ele.

Eu me virei. Golpeei.

Sumiu.

Ele estava atrás de mim. Mãos nos bolsos. Com um sorriso presunçoso.

“Mas você... você é diferente. Especial. Possivelmente estúpida. Mas definitivamente interessante.”

Eu ataquei. Lancei a estocada. Girei. Cortei.

Cada golpe falhou. Ele se movia como água. Como uma sombra. Como se tivesse todo o tempo do mundo.


“Eu vou te encontrar de novo”, disse ele. Esquivando-se de outro golpe. “Na próxima festa. E na outra. Vai ser a nossa pequena tradição.”

Eu avancei contra o peito dele.

Ele não estava lá.

“E quando eu terminar de brincar...”

A voz dele veio de trás de mim. Eu girei.

Nada.

“Vou te dobrar e pegar o que é meu.”

Eu rodei em círculo. Lâmina erguida.

Vazio.

A multidão continuava a dançar. Os convidados sussurravam e apontavam, sorrindo, rindo, batendo palmas suavemente. Eles achavam que era uma performance artística. Parte do entretenimento.

Uma mulher com uma máscara branca inclinou-se para o seu parceiro. “Bravo! Que dramático!”

“Corra agora, pequena coelha.” A voz dele ecoou de algum lugar. Desvanecendo. “O lobo está com fome. E eu sempre pego o que quero. Tchauzinho.”


Forcei passagem pela multidão. Vigiando. Procurando.

Nada.

Corri para o jardim. A varanda. A entrada.

Sumiu.

Fiquei parada nos portões da propriedade. O ar frio na minha pele.

O sangue ainda escorria do ferimento no meu pescoço.

Eu o encontrei.

Elric Vorynth.

Eu o tinha.

Ele escapou.


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Capítulos
1. Capítulo 1: O Baile de Máscaras
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