Tímida

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Resumo

Indianna era tímida. Greyson era temido. Indianna tinha segredos. Greyson sabia mais sobre ela do que ela mesma. Logo, o mundo de Indianna começa a desmoronar e ela descobre a existência de lobisomens, mates e rogues. "Ela é tímida", Brooke deu de ombros e olhou para Indianna. "Bem, vamos lá, eu não mordo", Greyson insistiu, e Indianna ficou tensa, exatamente como antes. "Não fale sobre isso", disse Indianna, mas sua voz continuava baixa. "Toquei em uma ferida?", disse Greyson com um sorriso sarcástico. "Alguém gosta de algo mais kinky." * Indianna Hughs sempre foi a garota quieta, a tímida. Ela sempre foi aquela que ficava em segundo plano. Ela se misturava à multidão, nunca era notada. Ela gostava assim. Então, quando é forçada a mudar de escola, ela não fica nada feliz. Todo mundo nota uma aluna nova, e ela não queria essa atenção. Especialmente não do Mr. Bad Boy, que parecia estar muito interessado nela.

Gênero
Fantasy/Romance
Autor
Tasha
Status
Completo
Capítulos
79
Classificação
4.4 138 avaliações
Classificação Etária
16+

I- New School New Town New Friends

"Você vai ficar bem", disse a mãe dela, fazendo um gesto de desprezo com a mão. "Apenas seja sociável e faça amigos!"

"Sociável", murmurou Indianna, pegando sua bolsa no banco de trás. "Claro." Ela saiu do carro, ignorando o aceno alegre de despedida da mãe. Bateu a porta e olhou para o grande prédio à sua frente.

Era uma escola. Simples o suficiente. Grandes degraus de pedra levavam a uma enorme porta dupla, por onde passavam vários alunos — alunos que notaram a presença dela.

Indianna soltou um gemido baixo e jogou a mochila sobre um dos ombros. Puxando seu gorro preto para baixo, subiu os degraus que levavam à escola. Ela manteve os olhos baixos enquanto vagava pelos corredores, pensando que, se não pudesse ver ninguém, talvez eles também não pudessem vê-la.

Ela sabia que estava sendo estúpida.

A cidade para a qual ela e sua mãe se mudaram não era pequena, mas também não era grande. Nem todos se conheciam pessoalmente, mas reconheceriam um rosto novo a quilômetros de distância. Indianna apertou as mãos na alça da mochila e continuou pelo corredor. Ela tinha ido à escola alguns dias antes e o diretor lhe mostrou o lugar por alto. Ela só conseguia lembrar como chegar ao seu armário.

Ao abrir o armário, viu vários livros e cadernos empilhados. Pegou tudo, enfiou na bolsa, fechou o armário e caminhou de volta pelo corredor.

Indianna odiava sentir os olhares curiosos de todos sobre ela. Odiava se destacar.

Como ela já tinha seu horário, seguiu para a primeira aula: História.

Ela ficou grata por a sala estar relativamente vazia. Sentou-se bem no fundo e suspirou; ela só precisava sobreviver a um ano ali, depois poderia ir embora e fazer o que quisesse da vida.

"Indianna Hughs, você tem 17 anos, 1,63m e se mudou da Inglaterra para a América com sua mãe."

Indianna deu um pulo de susto quando uma garota de cabelos loiros cacheados apareceu na sua frente.

"Desculpa, não queria te assustar." A garota sorriu de forma apologética e sentou-se ao lado dela. "É que você é nova e eu conheço *todo mundo* nesta escola."

Indianna assentiu levemente e olhou para as mãos que descansavam sobre a mesa. Ela cutucou o esmalte preto lascado das unhas, torcendo para que aquela garota fosse embora.

Ela não era boa com pessoas.

"Você vai dizer alguma coisa?" A garota parecia gentil, mas Indianna ficou quieta e deu de ombros. "Hmm, tímida, entendi. Bom, eu sou a Brooke. É justo que você saiba meu nome, já que eu sei quem você é."

Indianna ainda não falou nada e Brooke suspirou.

"Por favor, me dê algo com que trabalhar, querida. É preciso dois para conversar, caso contrário, eu estaria falando sozinha. As pessoas já acham que sou um pouco doida", disse ela, rindo e olhando para Indianna. "Entendo que você seja tímida, mas prometo que não mordo."

Indianna ficou tensa com isso, e Brooke percebeu.

"Estou falando sério, eu não mordo", disse ela com uma risada, e Indianna balançou a cabeça.

"Por favor, não fale sobre isso", sussurrou ela, e Brooke franziu a testa.

"Sobre morder?"

Indianna assentiu levemente.

"Ah, me desculpe. Não sabia que tinha tocado em uma ferida."

Indianna assentiu novamente.

"Posso só dizer que seu sotaque é adorável!" Brooke deu um gritinho e sorriu para Indianna. "Eu sempre disse que se tivesse um sotaque britânico, eu nunca me calaria. Mas eu nunca me calo mesmo, então seria uma ótima desculpa para falar! Você tem sotaque britânico e é linda, de um jeito meio 'tímida, fofa, hipster, nerd'. Meu Deus! Não estou dizendo que você é nerd! Quer dizer, não tem nada de errado com nerds! É só por causa dos óculos! Eles são de estilo ou você precisa deles?"

Indianna ajeitou os óculos e deu de ombros. Ela usava aqueles óculos hipster grandes de aro preto, então podia entender por que Brooke achava que eram por estilo — todo mundo parecia adorá-los! "Preciso deles", murmurou ela, e Brooke assentiu.

"Bem, eles combinam com você", ela sorriu, e um rapaz se aproximou. Ele parecia com Brooke, com uma cabeleira loira cacheada que roçava as orelhas. Ele era bonito, enquanto Brooke era bonita, e ambos tinham os mesmos olhos castanhos.

"Brooke, você não está aterrorizando a garota nova, está?" O rapaz disse rindo, e Brooke deu uma risada, batendo no braço dele.

"Não, Brandon! Eu não estou. Estou sendo sociável e conversando com ela!" Brooke fez um biquinho, e Brandon riu.

"Estou brincando, B", disse ele, rindo e olhando para Indianna. Ele sabia, só de olhar, que ela era tímida. Brandon era bom em ler as pessoas. Ele percebeu pelo jeito que Indianna estava sentada — com o olhar fixo na mesa, as pernas cruzadas e os braços sobre o peito — que ela não era muito aberta. "Oi", disse ele, sorrindo para Indianna, que apenas levantou o olhar e assentiu.

"Ela não fala muito", Brooke contou a ele, e ele assentiu. "Ah, e não mencione ser mordida perto dela, ela não gosta disso por algum motivo." Brandon entendeu do que Brooke falava quando ela disse 'mordida'; ele notou como Indianna ficou tensa e sua mão foi para o pulso. *Em pânico?* ele se perguntou.

"Então não diga", disse Brandon, revirando os olhos. "Qual é o seu nome?"

"Indianna", disse Brooke, ao perceber que a outra não diria nada.

"Nome bonito", comentou ele, franzindo a testa. Era um nome único, e ele poderia jurar que o reconhecia de algum lugar. E não por um bom motivo. "Bem, eu sou Brandon, primo da Brooke."

Indianna assentiu novamente. "Prazer em conhecê-lo", disse ela baixinho, e Brandon arqueou as sobrancelhas para ela.

"Você é britânica?" Indianna assentiu e Brandon sorriu. "A Brooke vai ficar obcecada pelo seu sotaque", ele deu um sorriso de lado, e Brooke abriu um sorriso.

"Sim, eu já disse."

Indianna assentiu de novo e olhou para o relógio na parede: 9:04 da manhã. Ela queria se matar — não literalmente —, mas havia muitas outras coisas que ela preferiria estar fazendo em uma segunda-feira de manhã do que estar na escola em uma cidade nova... caramba, em um país novo!

Seu olhar percorreu a sala e ela deu um pulo leve quando a porta se abriu. Três garotos entraram, todos vestindo roupas escuras e com expressões vazias. A sala ficou em silêncio e todas as garotas se viraram para olhar. O garoto à frente era obviamente o 'líder' dos três. Ele usava jeans skinny, uma camiseta preta que estava esticada por causa de seus músculos, e um par de tênis Converse pretos. Indianna olhou para o rosto dele e soltou um suspiro bem leve. Ela não tinha quedas por caras — eles nunca prestavam atenção nela, então ela nunca prestava atenção neles —, mas até ela tinha que admitir: ele era muito gato. Ele tinha cabelos escuros penteados para trás e seus olhos azuis eram tão escuros que quase pareciam pretos. Ele tinha maçãs do rosto altas e o rosto marcado por uma barba por fazer; tatuagens cobriam seus braços e ele usava anéis nos dedos, parecendo muito mais um homem de 20 anos do que um de 18.

"Que porra todo mundo está olhando?", gritou o garoto, com a voz profunda e sinistra. Nem mesmo toda a sua beleza escondia a energia que Indianna estava sentindo: ele era mau, assustador. "Eu estudo nesta escola de merda como todo mundo. Sei que sou lindo, mas não precisam ficar encarando."

"Sr. Evans, cuidado com a linguagem", o professor entrou atrás deles, e ele soltou uma risada debochada.

"Vai se foder", murmurou ele, e um de seus amigos, o ruivo, soltou uma risadinha e lançou um olhar para o professor, que ficou chocado.

"Sente-se, Sr. Evans", disse o professor, e ele deu de ombros.

"Já ia fazer isso mesmo", disse ele, caminhando pela sala com seus amigos logo atrás. Seus olhos pousaram nos de Indianna e ele franziu a testa.

"Quem é ele?", perguntou Indianna baixinho, observando o garoto enquanto ele se sentava do outro lado da sala. Ele jogou os pés em cima da mesa e cruzou os braços sobre o peito.

Ele não estava nem aí para nada.

"Greyson Evans", murmurou Brandon, enquanto o professor anunciava que precisava sair e deixava a sala. "O 'bad boy' oficial da escola."

"Fique longe dele", disse Brooke, revirando os olhos. "Ele já fodeu metade da escola e tenho quase certeza de que ele tem um bilhão de DSTs."

"Eu consigo te ouvir, Brooklyn", ele gritou, virando-se lentamente para olhá-la. Ele ergueu uma sobrancelha e seus lábios se curvaram. "Não estamos fofocando de novo, estamos?"

"Só estou dizendo a verdade", ela deu de ombros e abriu um sorriso radiante.

"Ah, por favor, continue."

"Duvido muito que você fosse gostar de ouvir o que eu tenho a dizer", ela deu de ombros, e Brandon encarou Greyson com raiva.

"Brandon, pare de me encarar. Isso está me dando vontade de te dar um soco e, considerando que você é primo da Brooklyn, sei que provavelmente não deveria", ele fez uma pausa, os olhos brilhando com uma diversão perigosa. "Mas vou dar se você continuar."

"Greyson", suspirou Brooke, revirando os olhos. "Você não vai dar um soco no Brandon!"

"E você seria capaz de me impedir, hein? Você pode até estar surpreendentemente no topo da escala social da escola, mas eu conheço um cara que sabe como te manter na coleira." Os dois amigos de Greyson riram, e Greyson deu um sorriso de lado quando Brooke franziu os lábios, suas bochechas ficando levemente rosadas.

"Não tente me dizer o que posso ou não fazer, Brooklyn. Você sempre vai perder."

"Falando no Harry, onde ele está?" A amiga ruiva perguntou e Greyson deu de ombros, olhando para Brooke com uma interrogação no olhar.

"Eu não sei onde ele está!" Ela disse e cruzou os braços sobre o peito. "Agora, por favor, nos deixe em paz."

"Como quiser", Greyson bufou e Brooke se virou para Indianna.

"Desculpa por isso", ela murmurou e sentou-se ao lado de Indianna. "Ele é um idiota."

"E por acaso ele conhece o seu namorado", Indianna observou; sua voz estava baixa, mas Brooke captou.

"N-namorado? O-o quê?" Brooke gaguejou e Indianna deu um sorriso bem discreto.

"Harry, não foi esse o nome que disseram?"

"Observadora."

Indianna deu um pulo quando Greyson apareceu atrás dela e de Brooke. Ele se encostou em um armário, cruzando os braços descontraidamente sobre o peito.

"Agora, quem é você? Eu conheço todo mundo, e você eu não conheço."

"Acho melhor você deixar as coisas como estão", Brandon murmurou. Greyson o ignorou.

"O nome dela é Indianna..."

"Tenho quase certeza de que ela sabe falar por si mesma, Brooklyn."

"Ela é tímida", Brooke deu de ombros e olhou para Indianna.

"Bem, vamos lá, eu não mordo", Greyson insistiu e Indianna ficou tensa, exatamente como antes.

"Não fale sobre isso", Indianna disse, mas sua voz continuava baixa.

"Toquei num ponto sensível, foi?" Greyson disse com um sorriso de canto. "Alguém gosta de umas perversões."

"Pelo amor de Deus, Greyson!" Brooke chiou e Greyson examinou Indianna de cima a baixo. Ela não era daquelas garotas que você olha e pensa "que gata" de imediato, mas, atrás dos óculos e do gorro, ela era, na verdade, muito bonita — não que ela mesma soubesse disso. Ela era mais "fofa" do que "gostosa", especialmente por ser tímida; ela não tinha confiança em si mesma.

Os olhos dele desceram para os braços dela, e ele franziu a testa ao olhar para o pulso da garota. "Qual é o seu nome?" Ele perguntou, com o tom mais firme.

"Indianna", ela disse baixinho.

"Hughs", ele murmurou e ela franziu a testa.

"Como?"

"Ah, nada." Greyson balançou a cabeça e olhou para seus amigos. Kal era o ruivo e Ace era o de cabelos castanhos. Ele assentiu e eles foram até lá. Ele sussurrou no ouvido deles: "O pulso dela". Ambos olharam para Indianna, que se remexeu desconfortável na cadeira, e os olhos deles se arregalaram levemente.

"Eu sou Ace, qual é o seu nome?" Ace perguntou, sorrindo gentilmente. Indianna parecia tímida, e ele sabia que não devia ser tão confiante e invasivo.

"Indianna."

"Merda", Kal sussurrou, apenas para que Greyson e Ace pudessem ouvir.

"Vocês estão sendo estranhos, qual é o problema de vocês?" Brooke exigiu. "Estão assustando a garota, Jesus!"

Indianna olhou para os três rapazes e seus olhos se arregalaram quando viu para onde eles estavam olhando. Ela rapidamente cobriu o pulso e desviou o olhar deles.

"Nada", Greyson murmurou e encontrou o olhar de Brandon; ele sabia que algo estava acontecendo. "Foi um prazer conhecer você, Indianna." Os três rapazes voltaram para seus lugares e Brooke sorriu para Indianna.

"Desculpa por eles. Acham que só porque são intimidadores podem sair por aí sendo esquisitos." Ela revirou os olhos e Indianna assentiu, olhando por cima do ombro para eles. Greyson olhou diretamente de volta para ela.

"Tudo bem", Indianna disse baixinho.

*O que aconteceu com o seu pulso?*

Indianna deu um salto de susto e tanto Brooke quanto Brandon olharam para ela.

"Você está bem?" Brandon perguntou.

*Não entre em pânico, você não está ficando

louca.*

"Eu, é..." Indianna engasgou com as poucas palavras que ia dizer. Alguém estava falando com ela em sua mente, ou ela estava apenas imaginando?

*Você não está imaginando.*

"Indianna?" Brooke chamou.

"Eu estou bem", Indianna murmurou e Brooke franziu a testa para ela.

*O que aconteceu com o seu pulso?*

Ela estava em pânico agora. Sim, ela era tímida, mas loucura não era um traço de sua personalidade. Ela não sabia como responder à voz estranha em sua cabeça, e isso a estava deixando preocupada.

*Eu disse, não precisa entrar em pânico. Fale comigo, apenas fale dentro da sua cabeça.*

Ela franziu a testa, mas ouviu a voz. A... voz familiar?

*Quem é você?* Parecia estranho falar em sua mente. Todos faziam isso, mas para eles eram apenas pensamentos; ninguém mais podia ouvir a vozinha dentro da sua cabeça. Mas, quando você a usava para se comunicar com alguém, era uma sensação estranha.

*Eu quem faço as perguntas, Indianna.*

*O quê? Como você sabe meu nome? Como você está na minha cabeça! Meu Deus, estou ficando louca—*

*Não, você não está. Agora responda à minha pergunta: o que aconteceu com o seu pulso?*

Que mal faria conversar com uma voz na própria cabeça? Parecia insistente em lembrá-la de que ela não estava louca, então será que aquilo poderia ser uma pessoa real? Ela não achava que estava louca, mas ter uma voz falando dentro da sua cabeça... Aquilo não era normal.

*Indianna.*

A voz estava ficando impaciente e, como ela não tinha ideia de como se livrar daquilo, decidiu responder às perguntas.

*Aconteceu quando eu era mais nova.*

*Vou precisar de um pouco mais de informação do que isso.*

*Eu fui... atacada.* Ela nem sabia que dava para choramingar mentalmente, mas ela o fez.

*Lobos.* Não foi uma pergunta, foi uma afirmação. Indianna teve a sensação de que aquela voz, a voz do rapaz, já sabia a resposta para suas perguntas.

*Observadora.*

Sua cabeça girou rapidamente para olhar para Greyson e seus amigos, mas, dessa vez, ele não estava olhando para ela. Ele olhava para sua mesa, desenhando distraído na superfície. Agora que ela pensava bem, a voz soava parecida com a dele.

"O que você está olhando?" Brooke perguntou, tirando Indianna de seus pensamentos. Ela balançou a cabeça e olhou para a mesa.

"N-nada." Brandon estreitou os olhos para ela e depois olhou para Greyson, que levantou os olhos lentamente e ergueu as sobrancelhas para Brandon.

*Quem é você?*

*Isso não importa.*

*Importa se você está na minha cabeça.*

*Você fala muito mais quando não está usando a boca para falar.*

*Então a gente já se conhece.*

*Eu não disse isso.*

*Você deu a entender.* Indianna estava ficando irritada. Ela queria saber quem era aquele cara e como aquilo era possível.

*Quantos anos você tinha quando foi atacada?*

*Tenho a sensação de que você já sabe.* Ela disse baixinho e mordeu o lábio. Ela não gostava de lembrar do ataque. *Eu tinha 5 anos.*

*Seu pai... ele morreu.*

*C-como? Como você sabe disso?*

*Muita gente conhece a história do ataque, mas eles não sabem que é a sua história.*

*O que você quer dizer?*

*Nem mesmo você sabe a história toda.*

*Então me conte.*

*Não.*

*Por que não?*

*Não é a hora certa.*

*Você é uma voz na minha cabeça, eu não me importo! Você está me assustando, agora me diga como você sabe tanto sobre mim!*

*Apenas se concentre em fazer amigos. Você é tímida, aproveite as chances que tiver. Brooklyn é uma garota legal, não a ignore por estar falando comigo. Você terá notícias minhas em breve.*

*Espere!* A voz sumiu. Era como se houvesse uma presença em sua mente e, agora, ela tinha ido embora.

"Você está ouvindo, Indianna?"

"Hmm?" Indianna olhou para Brooke, que riu e lhe deu um cutucão.

"Você é tímida, fofa e não fala muito. Também parece não ouvir muito, mas eu gosto de você, Indianna."

"Hum, obrigada?"

"De nada, querida", ela sorriu e olhou para Brandon. "O que você acha da nossa nova amiga?"

"Acho que você vai levar um tempo para se soltar com a gente."

"Desculpa", ela deu de ombros e sorriu timidamente. "Não confio facilmente nas pessoas."

"Nós temos tempo", Brooke sorriu e o sinal tocou, indicando a troca de aula. "Posso ver seu horário?" Indianna entregou a grade de horários e Brooke deu uma olhada rápida. "Sua próxima aula é Italiano. Brandon e eu temos Francês, mas nossas salas são uma do lado da outra. Quer que a gente te mostre onde é?"

"Hum, tudo bem", Indianna assentiu e os três se levantaram. Indianna pegou sua bolsa e os seguiu para fora da sala, mas não sem antes olhar para trás, na direção de Greyson. Ele levantou os olhos para ela e deu um sorriso de canto, bem discreto.

A voz em sua cabeça soava muito parecida com a dele.